segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Fixed bike... mais uma no capricho!


Achei mais esta fixed bike de alto nível... não achei o autor da obra, mas se alguém souber, informe para eu dar os créditos. É difícil imaginar uma bike azul com detalhamentos em laranja e que fique bonita, mas esta ficou. A noção do idealizador é grande... note os detalhes. E não esqueça que esta é mais uma rica peça em Cr-Mo, distante do mundo dos mortais alumimaníacos.

Roberto Furtado

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Mais fôlego na sua relação...

Shimano FC-M440 26-36-48T

Uma bike com relação urbana tem suas vantagens. Um pedevela cuja menor coroa é de 22 dentes, garante uma ótima combinação para subidas íngrimes, mesmo quando é necessário arrancar na subida. O problema é que geralmente as demais coroas são combinadas e padronizadas, citando o exemplo de 22, 32, 42 dentes. Com 42 dentes na coroa maior, nem mesmo um peão (pinha ou cassete) cuja a menor relação com 11 ou 10 dentes (geralmente 11 dentes), consegue oferecer uma opção boa para velocidades altas. Em descidas fortes, a mais de 50 km nem preciso dizer que as pobres pernas do ciclista não aguentam o giro alto, imagine a velocidades superiores como 60, 70 e quem sabe 80 km por hora das grandes e longas descidas. Em alguns lugares é desnecessário ter relação mais longa, mas aqui no RS, bem como outros locais com grandes descidas, a relação longa é tão necessária como ter um bom jogo de freios, sendo um pouco exagerado. Sim, descer uma grande ladeira com relação 42 x 11 é confiar apenas no equilibrio. Pedalar em descidas, mesmo que suavemente, representa melhor equilibrio, e consequentemente mais segurança ao biker. Esta afirmação é baseada em experiências próprias, mas cito sabendo que outros ciclistas experientes pensam parecido. Um pedevela reduzido é uma ótima opção para trilhas, onde o "torque" é mais interessante. Também é interessante aos novatos, pois a relação curta otimiza a pequena força dos iniciantes, oferecendo bons resultados em subidas. Em trajetos urbanos, ciclistas acostumados, devem usar relação um pouco mais longa, tais como as seguintes combinações:

- pedevela 24-34-44
- pedevela 26-36-46
- pedevela 28-38-48


Outras combinações podem ser ótimas. Algumas vezes, estes pedevelas possuem opção de troca de relação, oferecendo outras opções de combinação. O ciclista experiente sabe como prefere.
Uma das relações que mais gostei foi do pedevela 28-38-48T, onde pude escolher um cassete de 12-28T (escalonamento de 1 a 3 dentes entre extremos).
A combinação de relação, bem como o uso correto das mesmas, é uma tarefa que merece estudo dos bikers mais envolvidos. Escolhendo bem, consegue-se ótimos desempenhos em qualquer opção de trajeto.

Roberto Furtado

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A era Frame Builder


O tempo corre e o tudo relacionado a tecnologia dos materiais toma uma ascendência que as vezes parece ferir a compreensão. É difícil usar um equipamento, hoje definido como material de ponta, e amanhã conhecer um produto superior, necessitando nova adaptação. As bikes vem evoluindo muito, aqueles que nasceram para as bikes em meados de 90, como eu, passam a ficar surpresos com o avanço e opções disponíveis na atualidade. Claro que o Brasil, embora seja apontado como País do futuro (não sei do que), sempre chega atrasado em questões esportivas de qualquer natureza. O foco deste post é o surgimento de tantos habilidosos "personalizadores" de bikes, fabricantes artesanais, chamados de frame builder. Ao estilho ferreiro refinado, o frame builder, é um artista espetacular. Fazer a estrutura que suportará um homem, sobre rodas, e pura energia otimizada... e por fim, torná-la tão bonita, é algo para especialista. A sensibilidade do frame builder é o grande trunfo, além de possui conhecimento, habilidade e recurso, antecipar a estética final também torna este profissional especial. Infelizmente ainda não tive oprtunidade de conhecer um artista assim aqui em Porto Alegre. Sei que existem bikers que fazem alguns trabalhos, mas de forma completa e verdadeiramente reconhecida no mercado, desconheço. No exterior, esta atividade e profissão virou febre. Já é possível achar tantos em tantos locais do planeta. Talvez a grande responsável por isto seja a internet, que permite a interação de distantes locais, trazendo o novo a toda localidade.
Talvez um dia, aqui em Porto Alegre, surja um profissional tão bom quanto este que fez a bike da foto acima, uma fixed bike de alto nível.
Roberto Furtado

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Um novo mundo... de bike e sustentabilidade.

Os tempos mudaram, na verdade, os tempos sempre mudam... as tendências surgem, e com elas novos artistas e pensadores são formados. Uma combinação da relação tempo e homem, evolução e necessidade. O homem segue seus instintos, e sempre me pergunto aonde esta o limite, se estes podem ter um fim. Definitivamente, o homem corre contra o tempo... é uma corrida estranha. Deve o homem correr na frente, criar suas máscaras e artimanhas para superar seus problemas. Hoje, o homem corre na frente para que sua maneira de coexistir com o planeta, seja uma forma estável e sustentável. Empresas de grande porte investem milhões em novas tecnologias, e usam também este aspecto como marketing para conquistar o consumidor, aumentando vendas de produtos e serviços. Em meio a esta corrida contra o tempo, surgem os ciclistas... exibem sua forma de viver e de habitar um espaço, sustentando sua saúde e coerente interação com o meio. Alguns dirão que assim já fazem a mais de 40 anos, ou que seus avós assim já faziam. E verdade é que de tempos em tempos, alguns conceitos ciclam entre gerações parecendo que o mundo seja realmente redondo. Forma-se a confusão que atrapalha o homem, e depois a mesma turbulência de pensamentos oferece uma solução. Este é fato comprovado na vida de pensadores, bater de frente com o problema e logo mais solucionar. O homem tem feito isto há muito tempo. E hoje, na contagem regressiva de salvar o planeta, vive ele dentro de "aquário", como peixe que esta em água suja. Sim, o planeta esta sujo... a quem portar dúvida, que vá até a boca do arroio dilúvio, aqui em Porto Alegre. Nas histórias de moleque de meu avô, velho que muito amei, havia uma... esta, lembrava ele que tainhas saltavam próximo ao fim do arroio, por volta da década de 20. Hoje, seria mais fácil ver "fezes" saltando sobre as escadarias do dilúvio. Sem receio de ofender nada e nem ninguém, digo, é tanta merda no pobre diluvio, que receio não existir mais água. Do extremo vem a esperança pq muitos se mobilizam com choque. E graças a esta poluição, que hoje presenciamos algumas mudanças, ainda muito graduais e em pequena escala, mas onde há começo, há esperança. Tomara que meu filho, que ainda não nasceu, possa ver as ditas tainhas no dilúvio, como meu avô viu, ainda quando moleque. Para mim, resta a esperança de ser biker e acreditar, tomar minhas pequenas precauções, como usar menos o carro, optar por um combustível e carro menos poluente, dentre outros pequenos detalhes que talvez... talvez, nos salvarão.
Roberto Furtado

domingo, 2 de agosto de 2009

Pneus... aderência, uso correto e aplicação

Já faz algum tempo que tenho observado alguns pneus, controlando desgaste, e comportamentos do desempenho relativos ao desenho e tipo de borracha dos mesmos. É curioso que pneus (ou peneus), sejam tão caros no mundo das bikes, pois em tempos atuais vendem-se grandes quantidades de pneus de alta qualidade, fator principal que deveria reduzir custos dos mesmos. Tecnicamente não importa o valor, mas sim o resultado. O valor apenas dificulta a pesquisa, e estudo que nós (bikers) fazemos sobre os materiais que usamos. A marca que mais tem me trazido satisfação no momento, devido a grande linha de modelos, desenho e finalidades diversas, sem dúvida é a Kenda. A Kenda fabrica pneus que podem ser encontrados aqui no Brasil com grande facilidade, de modelos que giram em 20 reais a 200 reais (devem ser encontrados modelos mais caros do que isto). Vi alguns pneus que deixaram a desejar, mesmo nesta faixa de valor, no entanto, sabe-se que parte disto deve-se a uma espectativa de biker um pouco mais maduro no conhecimento (que modéstia). Usei pneus de aro 700 para hibridas, a pneus de mtb 26" para terra e também 26" para pista, variando modelos em passeios curtos e longos, e de média, adorei. Alguns são macios e aderentes, outros duráveis... o mais importante é sabermos o que buscamos no pneu. Para rodar todo dia, no asfalto, recomenda-se pneus mistos, pois furam menos que os pneus tipo slick desenvolvidos para pista. Muitos ciclistas usam pneus slick para longas distâncias, e é lógico que o caminho parece menor, mas a finalidade de um pneu de pista, é uma prova, alto desempenho. Pneus mistos, ou pneus cujo o desenho é segmentado de pequena distância entre garras, desenvolvem boa velocidade média com esforço moderado, fazendo biker rodar bem sem perder a qualidade e o conforto. Pneus slick, geralmente usam muita pressão, especialmente os finos, possuem menos material, e consequentemente são mais duros e normalmente furam mais. Lembrando que pneus que usam pressão maior são submetidos aos perfurantes encontrados no pavimento. Se o pneu esta menos cheio, a chance de furar pelo perfurante é menor. Também é verdade que ficam mais sucetíveis as tais mordidas de cobra, efeito resultante da prensa entre aro e pneu, danificando a câmara de ar. Também é verdade que pneus duros exigem mais do quadro... transmitem ao quadro mais vibrações e impactos bruscos, e podem ser facilitadores da conhecida fadiga nos quadros de aluminio. Pneus muito "grossos", como os modelos de MTB 26 x 2.2 ou maiores, são bons sob o aspecto de absorver melhor os impactos, porém são pesados para distâncias maiores. Pneus grandes tem sua finalidade, são necessários ao downhill, ao freeride, e a outras modalidades onde há necessidade de controlar a bike sem a preocupação de arrastar o peso do pneu. Imagine um touring sobre a areia fofa com pneus 1.5 x 26, impossível! Devemos usar o pneu correto para a modalidade correta, tirando o máximo do proveito do material. Pneu é um item de valor, altamente específico, não precisamos usar um pneu de 100 reais para passear no bairro. Usar a recomendaçao de pressão do fabricante, minimiza outros problemas. Um amigo, durante um passeio longo, usava pneu e aro para 65 psi, mas achou que não teria problema aplicar perto de 80 psi, para que desta forma a bike desenvolvesse mais... mas acabou estourando pneu e aro. Sim, o aro munido de sulco para indicar desgaste, também acabou sendo o ponto de baixa resistência com a grande pressão. Na realidade, um problema pelo uso de excesso de pressão. E olhe que a bike era uma top de linha de grande marca. Outro problema pelo qual já passei, é o de baixa pressão. Rodar com baixa pressão, por distâncias longas, gera uma fadiga na parede lateral do pneu. É comum um pneu rasgar-se após este tipo de uso, especialmente quando é submetido a uma pressão ao redor do limite. Baixa pressão também é prejudicial. Um pneu de qualidade garante a aplicação para qual foi projetado. Certa vez usei um par de pneus Tioga 26 x 2.1 mtb, blue dragon e yellow kirin, excelentes. Macios, aderentes e leves, porém desgastavam-se extremamente rápidos sobre o asfalto... uso indevido! Perdi o pneu traseiro com menos de 700 km. Portanto o importante é dar o uso correto, siga a recomendação do fabricante, e desfrute integralmente do desempenho que o pneu oferece. Sobre pneu, dava pra falar muito ainda... é muito assunto para um único item. talvez mais pra frente eu escreva sobre isto. rsrsrsrs

Roberto Furtado

Sobre o brevet 1000

Estou acompanhando de longe o brevet 1000, e quando fico a pensar nos colegas que fizeram a prova não posso deixar de ficar comovido. Uma prova de 1000 km é a confirmação de grandeza e capacidade que pouquíssimos ciclistas conseguem realizar. Teremos os que tentarão, grandes de intenção... tentar é uma crença verdadeira do vencedor. Talvez eu esteja dando muita ênfase aos que não conseguiriam, mas não esqueça que estes são vencedores por terem ambiocionado e tentado. Definitivamente, um brevet de 1000 km (ou de 1200 km ) é a prova iroman do ciclista de longa distância. Gostaria de estar presente pessoalmente, mesmo que esteja coração, pois um desejo é de apertar a mão de cada um e parabenizar pela coragem e determinação. Uma prova de 1000 km ou qualquer outra de imensa distãncia é para poucos... poucos farão isto, e poucos desejarão isto! Prova substancial de que o coração é o maior e mais importante orgão humano na busca dos seus sonhos. Pudera eu ser assim... quem sabe um dia?!?! Quem sabe...
Parabéns aos colegas por esta "mágica" empreitada, e parabéns aos que oportunizaram esta aventura.

Roberto Furtado