segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Aumentando a espiga do garfo - TREK 820


Adepto de uma bike mais confortável, e com padrão para longo passeios e maior visibilidade, elaborei a substituição da suspensão por um garfo rígido de Cr-Mo com espiga longa. Para esta tarefa, necessitei obter uma garfo rígido em boas condições, cortando-o no meio do espaço entre a caixa de direção inferior e superior, afim de realizar a soldagem entre este espaço. Optei por esta forma pq acredito que os esforços de flexão sejam menores entre dois pontos sem qualquer grau de liberdade no sentido da barra, minimizando forças que poderiam fadigar a solda, bem como a bucha de reforço. Após o corte no local estabelecido foi necessário substituir o cano cortado (pedaço cortado com 7 cm e rosca na face superior), por cano de mesmo diâmetro interno e externo, mantendo caracteristicas originais e facilitando o processo de recolocação. Uma bucha com medida específica foi necessária para unir o cano original e o cano novo (agora com 22 cm). A bucha de reforço deve ser instalada inicialmente na espiga original, junto do garfo, e esta operação dever ser feita utilizando uma prensa hidráulica, para que entre com pequena "intereferência". Para que entre com interferência, não pode haver folga entre elas. Com a bucha no lugar, insere-se o novo cano, cuidando para que a bucha não escorregue juntamente. A bucha deve ter cerca de 4 cm para cada lado, garantindo estabilidade total na volta da solda. O cano novo e o velho não devem se tocar, devem ficar afastados por cerca de 3 mm, possibilitando a união em solda das 3 peças. Após o processo de soldagem, deve-se remover os excessos de solda para que assentamento da caixa inferior seja viável, passando pela união de solda. Depois de tudo, mandei pintar na cor que achei ser a correta para o modelo feito, e ficou parecido em tom de cor com a cor que a bicicleta possuia. Foram necessários a instalação 13 espaçadores de 10 mm... isto mesmo! Foram 13 espaçadores para preencher o espaço para aperto além da altura da mesa. Depois desta instalação, rodei aproximadamente 60 km, e aprovei a posição, altura e dirigibilidade da bike. O conforto aumentou em relação as medidas originais, e também percebi que os meus olhos ficaram em altura superior, permitindo maior visisibilidade do trânsito ao meu redor. Esta já é a terceira ou quarta vez que realizo esta "proeza" com soldagem, e fiquei bastante satisteito e seguro do trabalho. Recomendo a alteração somente por pessoas experientes e que compreendem as ciências envolvidas, pois um trabalho mal feito pode acabar em sério acidente.

Bicicleta: Trek 820 2008 CR-Mo steel high tensile
Garfo utilizado: GT talera 98 Cr-Mo 4130 (com fixação para bagageiro dianteiro)

Roberto Furtado

domingo, 30 de agosto de 2009

Vento negro...

O vento negro é o temor da terra... o pior pesadelo do ciclista. Imagine estar pedalando em um passeio longo, na estrada, em um Audax, e deparar-se com uma tormenta de grandes proporções. O descampado é o que há de pior...objetos arremessados a grandes velocidades, como o tornado que arrasou Águas Claras e Morro Grande. No dia seguinte a este incidente triste do tempo, passei por lá de carro e presenciei cenas que jamais gostaria de ter visto, especialmente como ciclista. Infelizmente, estava sem máquina fotográfica e não fiz nenhuma foto para lembrar. Duas cenas que vi e que fiquei aterrorizado foram de um pavilhão de metal totalmente destruído, e de muitas folhas de zinco enroladas nos arames das cercas. Impressionante eram estas telhas de zinco enroladas no fio farpado como se fossem fitas. Imagine a velocidade com que vieram...lâminas de zinco em alta velocidade. Cortariam um ser humano com facilidade, como se fosse a faca na mão de Deus. Foi triste e é perigoso demais um episódio destes. O que tranquiliza é que ainda são raros estes fenômenos por aqui. A paz do campo se tornou terror sobre nossa terra gaúcha e querida. Sou amante desta terra, como filho grato pela beleza. Não por governantes, mas pela terra linda que é. Abaixo uma imagem de uma tormenta sobre o mar, apenas para ilustrar a falta da foto que não fiz. E logo abaixo, segue a letra da música Vento Negro, de Fogaça, interpretada por vários bons cantores, como Vitor Ramil, Kleiton e Kledir, tradicionais de nossa terrinha.


Vento Negro

Onde a terra começar
Vento Negro gente eu sou
Onde a terra terminar
Vento negro eu sou

Quem me ouve vai contar
Quero luta, guerra não
Erguer bandeira sem matar
Vento Negro é furacão

Tua vida o tempo
A trilha o sol
Um vento forte se erguerá
Arrastando o que houver no chão

Vento negro, campo afora
Vai correr
Quem vai embora tem que saber
É viração

Dos montes, vales que venci
No coração da mata virgem
Meu canto, eu sei, há de se ouvir
Em todo o meu país

Não creio em paz sem divisão
De tanto amor que eu espalhei
Em cada céu em cada chão
Minha alma lá deixei


Composição: José Alberto Fogaça

Post: Roberto Furtado

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Gt transeo... híbrida?


A GT foi uma grande marca nos anos 80 e 90, e acabou cercada de mitos e histórias sobre sua extinção. Ironicamente uma "avalanche" de GT's falsas tomou conta dos mercado mundial. Qualquer bicicletaria possuia um quadro GT de aluminum para vender, logicamente falsos, uma vez que a marca não vendia frames separadamente. De qualidade duvidosa, porém de belo acabamento, a falsificação entrou com tudo de forma impiedosa e desonesta. Abalou-se a grande marca. Durante um tempo falou-se de uma ação da grande marca, que teria sido vendida a um novo grupo, e que este exigiu seu direito contra os falsificadores. Com isto, surgiram as derivações... falsificações com uma terceira letra, como , GTS, GTI, GTW, GTK, dentre outras tantas vistas no mercado brasileiro. Com a terceira letra, tornou-se fácil identificar as diferenças entre elas, e na verdade estas deixaram de ser falsificações para meras cópias. Usando o mesmo desenho tradicional da GT, o triplo triângulo, as demais marcas afirmam uma qualidade e conquistam o consumidor, que não pode comprar uma GT legítima, mas compra uma "quase" igual. No fim isto é meio pessoal, e cada um sabe avaliar a qualidade que pretende possuir, bem como outras decisões sobre a própria vida. Falem mal ou falem bem... verdade seja dita que não vi um quadro copiado quebrado, mas já vi alguns bem desalhinhados, como se fossem um erro de gabaritagem, o que é tão grave quanto qualquer outra falta de qualidade.
A GT ressurgiu e se recuperou como grande marca que era, e tem se espalhado novamente com conceitos tão inovadores quanto o próprio "triple triangle" na data do seu surgimento (década de 80).De 2000 para cá, a GT, vem se mostrado uma grande marca e fazendo jus ao nome tradicional de bike esportiva, incluindo seus segmentos extensivos ao lazer. Bikes específicas para cada modalidade, e todas elas possuem uma trunfo sobre outras marcas, mostrando a superioridade tecnológica. Dispositivos como o conhecido I-drive nas bikes full, e baixo peso em diversos modelos, além da geometria extremamente esportiva das road bikes. Estes destaques despertam a atenção para o consumidor da atualidade, muito exigente... pedindo um conjunto de qualidade com valor competitivo. Uma difícil meta para o fabricante, mas que tem atingido muitos ciclistas no momento da decisão. Uma febre atual é a GT transeo... lançada logo depois da GT nomad moderna, vem fazendo admiradores na Europa, e pouco a pouco invade a América Latina. Realmente, trata-se de um projeto bastante específico ao cicloturismo de vias limpas, e é ótima opção para uso urbano. Uma bicicleta muito ágil que se apresenta em 5 versões, sendo as primeiras com freios a discos hidráulicos e suspensão hidráulica com trava de guidão. A GT transeo usa aros 700, explicando um dos motivos de ser tão ágil, porém com pneus de medida 700 x 38, realçando o conforto prometido na geometria. Uma pedida para um Audax, um passeio longo, a jornada de trabalho ou qualquer motivo do cotidiano. A GT transeo é uma bike e tanto, definitivamente, veio para agradar. Resta saber quanto tempo vai levar para haver um importador forte no Brasil. Sim, poucos comerciantes possuem "alguns" modelos... Hoje, a GT esta distante de quase todos no Brasil. É um sonho de bike!

Roberto Furtado

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Rohloff



Embora seja uma material extremamente difícil de ser encontrado aqui na américa latina, não achei que fosse motivo deixar de falar a respeito. Mesmo que eu nunca tenha tido oportunidade de usar um destes, sinto que o material se trata um produto seríssimo e de alto nível. Um conhecido usa um destes há tempos, e fala muito bem, especialmente na durabilidade. A construção é digna de engenheiros que perderam muitas horas. o aprimoramento não deve nada em relação as caixas de câmbio mais complexas de automóveis.

Site do fabricante:
http://www.rohloff.de/en/products/speedhub/

No mínimo... espetacular!

Roberto Furtado

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Peugeot Turismo 3 - Woman Bike





A peugeot Turismo tem sido apontada por alguns ciclistas brasileiros como uma das primeiras destinadas ao touring que apareceu por aqui. Na década de 70, uma bike com caracteristicas marcadas e específicas para ciclistas com intenção de viagens curtas. Possuia de fábrica, bagageiro traseiro, esperas para bagageiro dianteiro, uma ótima ergonomia, pneus finos e resistentes para estrada (semelhantes aos pneus 700 x 40 c em largura, e alavanca de marchas para pinhão de 3 velocidades. Pequenos detalhes que mostravam a capacidade e intenção do projeto. Hoje, mais de 30 anos depois... a moda do touring começa a brilhar no Brasil, e as vezes encontra-se um biker disposto ao restauro. Depois de muito garimpo, consegui com meu amigo Antônio, uma peça idêntica a da foto, porém totalmente danificada. Farei um antes e depois, justamente para provar o que é possível fazer quando estamos dispostos, e como pode ser boa uma bike de 30 anos atrás.

Roberto Furtado

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Reafirmando a era frame builder...




Peguei três fotos na rede para colocar de exemplo... nenhuma das três fui o autor, apenas peguei para exemplificar. Como já dito em outro post, a era frame builder esta "bombando" lá fora. Nós, de fora! Quem sabe se a gente não se habilita, afinal de contas, gente talentosa para isto existe aqui no País do futebol. O problema talvez seja exatamente isto... somos o País do Futebol, embora eu nem me agrade disto. Enquanto a bola rola no campo, sigo sonhando aqui... como seria ter uma single speed de alto nível, ou uma fixa de cair o queixo? Uma hora chego lá...
Enquanto isto, sonhemos e admiremos as bikes feitas pelos gringos.

Aproveitando o tópico da personalização em bikes... Estes caras tem muita coisa pra personalizar... pena que o Brazilzão fica devendo.

http://www.bobjacksoncycles.co.uk/

Roberto Furtado