quarta-feira, 3 de março de 2010

Uma nova febre, um novo produto? Roda 29?


Já tem algum tempo que venho acompanhando a febre e deslumbramentos com as ditas rodas 29 (29er). No início realmente achei que se tratava de algo novo, e como acredito muito no diâmetro maior das rodas para aumento de desempenho da bike, logo fui com a "cara" da novidade. Pesquisando, me deparei com algumas informações que acreditei estarem equivocadas, mas fui em frente para ver até onde as informações iam se colidir e quem sabe confrontar-se. A questão toda é que resolveram criar uma bike MTB com medidas de aro já existentes. A novidade 29 er é uma versão do existente aro 700, com novidades em pneus maiores. Alguém escreveu na net, não lembro onde, dizendo que o ciclocross teria sumido por vez. E fiquei pensando que esta modalidade esta, na verdade, se transformando. Já vi até o tal sistema 29 er montado em bicicletas de garfo rígido... agora me perdoem se eu estiver errado, mas aro 29, com pneu off road, e garfo rígido, se isto não for um resquício do ciclocross, então não sei mais nada. É jogada mundial para superar um momento de crise, lançar um novo produto para que este desperte o interesse dos adormecidos e confortados ciclistas consumistas. Não estou dizendo que é ruim, tampouco que é tudo de bom ou apenas econômico. Estou afirmando que isto é a evolução das bikes e que talvez nem seja tão inovador como se vende. Aquilo que a 40 anos atrás (no mínimo) era chamado de ciclocross, foi alterado para algumas formas e modalidades de mtb, e agora recebe uma pitada de algo que traz mais ainda o passado. Fico na dúvida se um pneu não serve no lugar do outro, receio que sim... as medidas foram feitas de forma diferente, justamente para ocultar algo, assim como aro 650, que muito se parece com 26. Agora, 29 er com aparência de 700... e se for assim, logo logo poderemos usar rodas de bikes road em bikes de mtb. No fim tudo se aproxima, quase igual, quase mesma função... mesma diversão!
Roberto Furtado

terça-feira, 2 de março de 2010

PEDAL NOS CÂNIONS

Colegas, convido para mais uma ciclo-aventura.
Os bikers irão embarcados até a cidade de Cambará do Sul, na região dos Campos de Cima da Serra. Lá, após o desembarque, começará o pedal em estrada de chão batido até o Parque Nacional Aparados da Serra (em torno de 18 Km), com vista deslumbrante do Itaimbézinho (Cânion com 5,8 Km) - paisagens de tirar o fôlego - paredões com quase 1 Km de profundidade. Neste parque se faz duas trilhas, uma delas de bicicleta, é show. Depois os bikers descerão a “Estrada do Purgatório” até o município catarinense de Praia Grande, a cidade dos Cânions.
Quando: 13 de março (sábado)
Horário de saída: 5:30h
Local de Saída: Posto e Garagem Firenze, na Santana quase esq. Jerônimo de Ornellas. (estacionamento a R$ 10,00 para quem for de carro)Distância aproximada: 45 Km (chão batido).
Valor: R$ 97,00
O que está incluso: transporte, lanche, água e frutas, ingresso no parque.
Nível de dificuldade: intermediário (requer um mínimo de preparo físico do ciclista). Haverá algumas coxilhas (sobe e desce) e uma grande descida na 2ª parte do pedal (Estrada do Purgatório). O passeio será monitorado por rádio, com acompanhamento de bikers experientes. Leve sua bike revisada, principalmente freios.Indispensável o uso de capacete e luvas. Não deixe para fazer sua reserva na última hora, pois as vagas são limitadas. Reservas ou dúvidas com João Leite: 9942-6442 ou leite.jo@gmail.com

Mensagem recebida e copiada.
Roberto Furtado

segunda-feira, 1 de março de 2010

Últimas fotos da GT Idrive Marathon Elite








Bom, explico e justifico o título deste post... depois de muito procurar e esperar, consegui o quadro que muito queria. Comprei de um amigo do forum pedal, um quadro GT LTS 4000, quadro full suspension inteiramente fabricado em Cr-Mo. Sim, existe... O quadro GT LTS 4000 é do ano de 1998, não é um quadro moderno, mas alguns conhecem meu interesse pelo Cr-Mo e minha vida. Sou um entusiasta do material, e já não importam os motivos pelos quais este perdeu mercado. Importa é que para todo lunático exista uma lua, e creio que tenha achado a minha.
Gosto de bicicletas full, embora nunca tenha dado motivo real para ter este tipo e bicicleta, acreditando que a preferência do ciclista justifica seu sonho... e nada mais. Alias, discutir motivos e preferências num Brazilzão destes é estranho, incoerente, e injusto. Se até os políticos fazem o que bem entendem com o "guidão" do país, não haverá de ser meu uso para full suspensions que será uma afronta a lógica. Desta forma, com quadro "velho" novo, me sobra a bicicleta das fotos acima. Sim, esta GT Idrive perde seu uso para mim... e verdade que não a usei muito, talvez não tenha 700 km, rodados em alfalto. Sim, rodei somente em asfalto, fiz passeios urbanos. Vou vender a GT Idrive inteira ou somente o quadro, não me preocupa a forma, pois se o futuro proprietário quiser somente o quadro, já fico com as peças para colocar na LTS. Fiz as fotos pq achei que seria uma última oportunidade de acrescentar... uma bela bike, um belo projeto... infelizmente, raro no Brasil.
Roberto Furtado

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

GT Outpost 1996 - reforma e substituição de peças!




Quando minha mãe disse que queria pedalar, comecei a garimpar um quadro ou uma bicicleta que pudesse ser reformada para que desta forma ela pudesse usar. Pensei diretamente num quadro de Cr-Mo, pois esta tendência "verte" de mim. Foi então que um dia achei uma GT outpost anunciada, dizia o vendedor que ela esta boa, que era único dono, e que precisava apenas de revisão, talvez alguma troca de peça. O valor pedido era de 250 reais... achei barato, marquei pelo telefone e com o $$$ no bolso fui de encontro a suposta maravilha. O bairro era onde estava a bicicleta não era familiar para mim, precisei procurar no mapa para achar a residência do vendedor. Chegando lá... encontrei o rapaz, que me fez ir até a garagem do prédio. A bicicleta estava guardada no tempo... sim, era um box aberto! Então ela ficava na CHUVA! Putz, na mesma hora falei pro sujeito... "esta bicicleta não precisa de manutenção, precisa de uma reforma completa!!!" O vendedor começou a se desculpar... isto e mais aquilo, dizia que não entendia nada de bicicletas... e eu concordei com ele: "bicicleta não é teu entendimento!" Arranquei os "restos mortais" da GT outpost por 180 reais. Ele realmente achava que aquele restinho de bicicleta valia alguma coisa. Tentou dizer que os pneus nem gastos estavam... e logo apertei o pneu para o lado e mostrei, que aqueles jamais iriam se gastar, pois estavam rachados de velho ou de longa exposição ao tempo. Fiquei brabo, mas mesmo assim levei comigo a bicicleta. No carro vim conversando com ela (coisa de louco mesmo, aceito o adjetivo), expliquei para ela que ela precisaria de desmontagem completa... jato de areia, pintura epóxi e peças novas. Pensei comigo, como seria uma bicicleta de Cr-Mo, e para minha mãe, vou arriscar. Desmontei toda bicicleta... nada prestava. Nem pneus, nem aros, nem raios, nem mesmo parafusos... nada! Nada, nada, nada! Nem o selim escapou, era inacreditável o estado da bicicleta, e foi uma pena que tenha esquecido de bater uma foto antes da restauração. Mandei o quadro e garfo para a pintura, e procurei algumas peças em meu estoque de "salvados". Em meu estoque de peças usadas, encontrei uma mesa/avanço, um pedivela altus (precisando de pintura), um canote 26.8mm, uma caixa de direção, um par de pedais, uma blocagem de selim e foi só... o resto precisei botar novo mesmo. Isto mesmo... foram colocados materiais novos e de qualidade, descrevo abaixo:
- 1 selim original GT
- 1 guidão de aço GT
- 1 par de manoplas
- 1 jogo DT/TS de v-brakes de GT outpost
- 1 movimento central
- 1 cambio shimano TS altus
- 1 cambio shimano DT altus
- 1 par de trocadores EF-50 Altus 3 x 7 velocidades
- 1 corrente KMC Z72
- 1 par de pneus kenda Kontact 26 x 1.95
- 1 par de camaras kenda
- 1 par de rodas originais de GT Agressor (aros, raios, cubos, peão/pinha)

Não se nega que o resultado foi bom, e caro, mas como levei muito tempo para terminar a restauração, minha mãe cansou de esperar e optou por comprar outra bicicleta! rsrsrsrs A moral da história... melhor comprar pronto ou somente peças novas, restaurar não vale a pena, a não ser que você tenha TDL, que significa: tempo, dinheiro e loucura!
Brincadeiras a parte, mas sabemos que as pessoas que gostam muito de bicicleta gastam verdadeiras quantias nestas, especialmente se o assunto é upgrande ou restauração. Muitas vezes se justifica uma opção destas somente se você quer um modelo raro, um quadro de Cr-Mo, ou tenho outras idéias ou ideais. Cada um, cada um...
Meus agradecimentos ao Tchaka, pelo os ajustes finais e paciência de amigo.
Fotos, texto e devaneio de reforma: Roberto Furtado

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Passeio Caminhos Rurais 27.02.2010

Boa tarde Biker-amigos
Convido a todos os bikers para mais uma visita-almoço a estabelecimento dos Caminhos Rurais de Porto Alegre. Desta vez o grupo visitará a Cabanha Figueira (
www.cabanhafigueira.com.br), situado no Lami.
Quando: sábado, dia 27.02.2010
Concentração: 8:30h (15 minutos de tolerância para a saída)
Local de saída: Posto na esq. da Ipiranga / Cristiano Fischer (do lado do estac. da PUC)
Distância a percorrer: aproximadamente 25 Km (só de ida)
Tipo de terreno a percorrer: asfalto e chão batido
Roteiro: ida via Lomba do Pinheiro, volta via Edgar Pires de Castro
Valor do almoço: R$ 12,00 (não está inclusa a bebida) a ser pago no sítio

Atenção: o organizador deste passeio precisa da confirmação dos interessados, pois o administrador do sítio precisa saber a quantidade de pessoas para providenciar na refeição. Favor confirmar presença até sexta-feira, por e-mail (leite.jo@gmail.com) ou 9942-6442.
João Leite

Mensagem recebida e copiada... bom passeio aos que se juntarem ao João, tenho certeza de que será um belo passeio.
Roberto Furtado

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Projeto para carga made in Brazil - Parte 01







Ontem a tarde, fiz uma escapada da rotina de trabalho e fui com o amigo Raul verificar o andamento de um novo projeto.O projeto e sonho de Raul possui um significado bastante ecológico e econômico. O projeto é uma extensão da bicicleta, transformando-a em bicicleta de carga. Neste sistema a bicicleta é aumentada em comprimento, e com este aumento de área são adicionados suportes onde são instalados alforges especiais que permitem a colocação de grandes volumes. Nestes alforges será possível carregas uma melancia, um garrafão dágua, compras de supermercado. Sim, transforma-se a bike em um utilitário de primeira linha... A vítima, uma Haro Escape, logicamente de Cr-Mo, que passará a ajudar o Raul nas suas atividades pessoais. Como ele mora algumas quadras de um supermercado, então acredito que o carro ficará mais tempo na garagem. O primeiro carro dele, será uma bicicleta! O segundo carro... bom, um carro! O projeto é de idealização do Raul, baseado em projetos similares encontrados nos EUA e Europa. Algumas preocupações foram muito estudadas, especialmente pq altera-se o comprimento e a manobrabilidade da bicicleta. Importante lembrar esta não é a única bicicleta dele, e que para cada uma delas haverá seu propósito, ficando a bike de carga para uso quase que exclusivo de transportar materiais e ir ao mercado.
Quando Raul me disse que faria este projeto, tive receios... não acreditei tanto na qualidade em que se chegaria. Notável é a qualidade de algumas peças, como gancheiras, corte de tubos... e imagino que esta mesma qualidade se estenda a soldagem, já que ele mesmo comentou que esta seria muito bem feita. O projeto não é leve, mas a bicicleta não deverá percorrer grandes distâncias, fato que torna a prática viável no cotidiano. Reforço isto pq sabemos que muitos dos projetos esbarram em algum tipo de questão, onde a prática inviabiliza-se por algum detalhe impensado do projeto. Não é o caso deste, de forma alguma... Raul pensou em quase tudo. A estrutura das fotos é considerada a primeira etapa do projeto, e ainda faltam alguns ajustes. Depois de tudo devidamente "ponteado" de solda, será realizada a solda em cordão por empresa especializada, e em seguida pintado com pintura a pó. Os alforges serão confeccionados, e depois serão publicadas as fotos da conclusão. Considere o projeto em 40%, e saberemos o trabalho que Raul tem passado para chegar atingir a conclusão.
Projeto: Raul Grossi
Texto e fotos: Roberto Furtado