segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Estacionamento - bicicletas no Mercado Público

Depois de uma vergonhosa declaração realizada em resposta a uma reclamação sobre o mercado público não possuir um local apropriado para estacionar a bicicleta que gerou muitos protestos, foi comunicada uma solução. A medida foi anunciada pelo Secretário Municipal da Produção, Indústria e Comércio, Valter Nagelstein, a instalação de um "dispositivo" para acomodar pelo menos 10 bicicletas. A promessa se estende a outros locais públicos que podem receber cidadãos que utizam a bicicleta como meio de transporte.

Maiores informações sobre o assunto nos blogs, nesta ordem: 

Aguardemos o resultado disto... lembrando que o fechamento é de interesse de todos.

Roberto Furtado

Acidente na Itália mata sete ciclistas

No sul da Itália, um acidente envolvendo um carro e outros 10 ciclistas acabou resultando na morte de 7 ciclistas. O motorista perdeu o controle do veículo e atropelou o pelotão. As autoridades declararam que o condutor foi submetido a exames e foi constatado que ele estava sobre efeito algum tipo de entorpecente. Possivelmente, o veículo trafegava em alta velocidade, ao ultrapassar outro veículo, teria encontrado o pelotão de ciclistas no sentido contrário. O que se percebe mais uma vez é que a vida humana, não tem valor algum para condutores de veículos automotores. Acidente que resulta sempre na perda de vidas que não estão oferecendo riscos a terceiros. Estranho que o fato tenha acontecido em país desenvolvido, que o condutor fosse marroquino e que estivesse sob efeito de droga.  No fim, sempre é o esporte e os princípios relacionados que perdem espaço. Pessoas assistem a este e outros tipos de notícias, mas não tomam consciência alguma. Ciclista é visto como lixo aqui no Brasil...  não como ser humano, não como alguém que colabora de formas diversas.

Roberto Furtado

sábado, 4 de dezembro de 2010

Reconstrução de mais uma velha GT - 2ª Parte!








Na semana passada recebi o quadro de GT tamanho 16 que havia mandado pintar. A pintura ficou bsatante satisfatória, e agora começo o processo de preparar o quadro para receber peças. As peças estão ainda sendo escolhidas, e antes devo reparar o pivô traseiro como descrevi no primeiro post. Devo fazer um passo a passo da operação, desta forma servindo de sugestão a outros colegas. O correto na operação seria remover o pivô quebrado, e trocar por um idêntico, porém como achar um igual é praticamente impossível, preferirei usar deste procedimento de cortar parte do original e colocar um "postiço" utilizando a mesma base, unidos por um "prisioneiro". Hoje pela manhã, estava a lixar e tirar restos de tinta de faces de assentamento da caixa de direção, e da inserção do canote. A abraçadeira de fixação de canote esta praticamente resolvida. Usarei uma bem larga, envolvendo o topo do seat tube, e que utiliza aperto de dois parafusos. Este dispositivo é fruto de garimpo, pois não encontrei nada parecido na atualidade. Aparecem nas lojas somente abraçadeiras estreitas... bem bonitas também, mas que não resolvem a situação como desejo. Arrumei um garfo de Cr-Mo original, mas com espiga curta... e outro original da trek com espiga longa que poderia receber uma caixa aheadset, o que seria mais interessante por oferecer mais recursos em termos de mesa. Claro que as montagens seguem minhas tendências de preferência e crença, mas como já descrevi diversas vezes, acredito que as mesmas tenham sua razão. E também lembro que nunca ouvi alguém falar negativamente das montagens após ter usado a bicicleta, especialmente em casos de longa distância. O perfil se encaixa em touring, cicloturismo... mesas baixas são para atletas de baixa km ou profissionais. O conforto não é uma prioridade em provas, e como estamos falando de um quadro com cerca de 15 anos, fabricado em aço Cr-Mo, não poderíamos pensar em provas. Um quadro de Cr-Mo, embora leve, jamais atige pesos do carbono, material específico para provas. Apenas deixo claro estes detalhes.
Fico por aqui e justifico a redução de posts por falta de tempo neste final de ano, mas tudo segue normalmente.

Roberto Furtado

Quatro de Dezembro... 1º ano de visitas contadas!

Pensei algumas vezes se realmente faria este post. Acabei decidindo em fazer pq muitos dos frequentadores que passam por aqui são amigos e colegas frequentes, mas muitos outros são pessoas que desconhecem a história deste blogão. Nunca tive intenção de tornar este blog um blog de humor, com as milhares de visitas que sabemos. E penso que é muito mais fácil falar de algo engraçado, criticar os outros e simplesmente ridicularizar este ou aquele (seja político ou outra pessoa pública), do que construir algo que atraisse verdadeiramente as pessoas pq elas se indentificam ou são acrescidas de alguma informação. Construir é difícil, e destruir é bastante fácil. Prefiro ter os números que são visiveis a todos, realmente pertecentes a este blog, de publico específico, do que ter milhares de acessos de pessoas que não podem ser colocadas dentro de um padrão. O padrão que descrevo é a bicicleta como proposta de vida, de ecologia, de paz, de  mundo mais limpo e saudável, valorizando o que há de bom e de qualidade em bicicletas. Qualidade que é pobre em números, pq hoje se fabrica muito descartáveis, idéia oposta aos meus verdadeiros princípios. A caminhada por algo legítimo, de qualidade, duradouro depende de todos nós... e não estou criticando a china ou mundo consumista, apenas tento posicionar a bicicleta dentro de um contexto viável, sustentável, que justifique sua existência acima de carros e outros problemas. De forma que a bicicleta mostre seu valor para ser mais utilizada no mundão. 
As estatísticas do google e do contador servem para me dizer que tipo de público frequenta aqui... se usam Windons ou MAC, ou se preferem bikes antigas, ou rígidas, ou confortáveis, ou tudo isto junto. Na verdade não importa se são gaúchos, nordestinos, paulistas, ou uruguaios. Não faz diferença cor, nacionalidade, pq a bicicleta é universal. Me importa saber quais motivos destas pessoas, quais valores, etc. Pq preciso saber? Bom, preciso saber pq desta forma posso direcionar melhor os assuntos, e desta forma criar posts que agradam. Desta forma posso continuar fazendo o que gosto, que é reconstruir, experimentar bicicletas, fotografar as mesmas, e aumentar o conhecimento no assunto que me diverte.
Quando a amiga Ninki instalou o contador neste blog, foi com a finalidade de me ajudar a descobrir quem aqui circulava, quantos! Pq desde o início deste blog, a pouco mais de dois anos atrás se percebia que não eram pessoas aqui de nossa região somente. Acabamos descobrindo ciclistas do mundo todo, em peso das Américas e da Europa, mas tambem haviam frequentadores da Ásia, África e outros tantos locais. 
Por isto este 4 de Dezembro, fechamento de 365 dias de contagem, comemoramos mais do que 24.000 visitas dos IPs diferentes, comemoramos 42.000 visualizações. Não basta ser visitado, é preciso trazer de volta... sempre! 
Obrigado por indicar, obrigado por frequentar... estejam sempre em casa.Obrigado a todos que tem ajudado a tornar este sonho em realidade!

Um abraço

Roberto Furtado

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O primeiro dia de Dezembro...

O ano todo vivemos as experiências de passar os dias correndo. O relógio se não é de pulso, é do celular, que neste caso é apenas um agravante da situação. Olhamos para números representativos que medem o periodo do dia, e no afobamos. Corremos com a mente mais que o corpo, pq parece que o corpo tem mais limites que a mente. Esta é uma reflexão e posição de ciclista! O corpo pode menos que a mente, algo já meio guerra nas estrelas, tipo que a força esteja com você, algo assim. E se a mente pode mais que o corpo, então é ela que acelera o relógio do nosso organismo, nos colocando muitas vezes em uma tentativa de superação "insuperável". Olhamos todos os dias, a todo momento para o relógio, e realmente esquecemos como devemos ver o dia. Olhar para um céu azul em dado momento, nos traz de volta a realidade, mesmo que seja por apenas um segundo. E se por um lado há contra, existem os prós, pq da mesma forma olhamos para o relógio quando temos um passeio de bike programado. Por volta das 18 horas já começo a pensar bicicleta, ou se haverá tempo para voltar do trabalho para casa usando a magrela com meio de transporte. Estas referências de tempo e espaço são momentos em que nos vemos sufocados. A concentração neste "foco" de vida é despropositada, e o melhor realmente e deixar a bola descer a ladeira, sem cronometrar. Hoje, enquanto tomava café da manhã com minha esposa, contávamos o os dias de plantão de minha mãe para saber se ela poderia estar presente nas festas de fim de ano. Ao pegar o calendário na mão, arranquei a folhinha do mês de novembro e percebi a mágica da vida que passa voando. Sim, 2010 começou ontem e acaba amanhã, numa sensação de que parece não ter os 12 meses do ano, compostos por seus 30 dias cada. Felizmente existem "choques" como este que nos trazem a realidade... e não deveríamos pensar que podíamos ter feito mais, e blábláblá. Devíamos acreditar que podemos realmente fazer tudo, sem marcar o tempo, e sem deixar de passar bons momentos com a família ou realizando outra coisa de que gostamos tantos... como pedalar!

Roberto Furtado

Cicloturismo e máquina fotográfica

Tem muito tempo que penso sobre fotografar os lugares por onde andei. A bicicleta, embora seja um veículo capaz de permitir grandes trajetórios com grandes capacidades de carga, deixa um problema latente quando o assunto é carga. Sabemos que as bicicletas e nós ciclistas somos capazes de carregar 30, 40, ou 50 kg sobre nossas bicicletas, mas qual o preço disto. Refleti inúmeras vezes, e em meu sonho de um dia ir a lugares tão distantes de bicicleta, penso que acabaria em uma maquineta de bolso. Realmente não vejo como levar uma máquina fotográfica de alta qualidade junto de outras tralhas, como barraca, acessórios, água, e outros materiais indispensáveis. Não há como! No meu conceito de viagem, penso que a máquina + 2 objetivas seriam necessárias, e isto já se traduziria junto com carregadores e baterias, algo em torno de 2 kg ou mais. Ontem coloquei o bagageiro na bicicleta, algo suficientemente forte como idealizo, e já achei que foi atribuido um peso na bicicleta. É possível perceber um ou dois kg extras, imagine quando estivermos beirando os 30 kg de bagagem. Teve um Audax de 200 km em que realizei com excessos de carga e acessórios, cujo o peso da bicicleta ficou em mais de 19 kg. Lembro que a bicicleta rendia bem pq estava com adaptadores para aro 700, contudo, se não fosse pelo razoável preparo que tinha na época, talvez não tivese conseguido. Lembrando agora, aquela prova teve um sabor especial... foi a prova da chuva de granizo, depois da chuvarada, o pedevela estava com problemas e ameaçava cair, e teve até ciclista hipotérmico. Pensei que não fosse conseguir aquela vez... cada oportunidade de Audax é uma nova lembrança boa. Voltando ao assunto de carga na bike, e usando a referência de uma bike mais pesada em Audax, percebemos que cada kg extra se torna um problema em cicloviagens. E o lamento é para este "problema" das máquinas de boa qualidade pesarem mais, terem maior volume, e desta forma estarmos limitados a maquinetas de bolso. Em passeios curtos onde a bagagem é mínima, a máquina reflex é possível de levar... isto se o o ciclista não tiver medo de danificar a mesma com a trepidação. Em passeios longos a realidade é esta... quanto menos carga, melhor.

Roberto Furtado