segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Do Downhill de Galópolis


Espetacular... esta é a melhor forma para definir a última Etapa do Campeonato Gaúcho de Downhill deste 2011. Houve tombo, como sempre se espera, pois os guris correm contra o tempo em um cenário muito inclinado entre árvores, pedras, curvas acentuadas. Em meio a mata, a vida nativa... durante o silêncio entre um biker e outro, cantos dos pássaros, insetos, e o ruído das folhas das árvores. Bela mata para uma bela prova! A prova finalizava em frente a igreja de Galópolis, abençoando o esporte. Estiveram lá muitos espectadores, mas esqueci de perguntar sobre estes dados estimados. No Álbum estarão mais de 600 imagens, e devo começar a realizar esta tarefa somente nesta Terça-Feira, devido a outras atividades.
A presença de amigos, colegas de trabalho, famílias inteiras acompanhando os atletas... resumindo mais uma vez, este downhill gaudério é a cara do RS, tem perfil familiar. O colorido da prova vem do cenário, complementado por amor ao esporte, amizades, e muito bom humor.
Semana que vem tem a confraternização do Downhill, em Bento Gonçalves, mas não estarei lá... já tenho outro compromisso. Encerrando o ano Downhill, faço votos de um 2012 de muita alegria, prosperidade, e alta velocidade nas pistas. 
Grande abraço

Roberto Furtado

sábado, 3 de dezembro de 2011

Relato de Audax 200 Km (Santa Cruz do Sul 26.11.2011) por Carlos Polesello

Fotografia: Marco Antônio Valim
Sempre gostei de encarar um Audax fora de Porto Alegre ou grande Porto Alegre. O ultimo tinha sido em abril de 2010 em Caxias do Sul e em Santa Cruz do Sul desde janeiro de 2009 há quase 3 anos. Depois de 2 seguidos na região metropolitana de Porto Alegre, ambos com muito calor segui tranqüilo para encarar o que diziam os relatos de ser o pior e mais longo dos Audax 200 já feitos. Realmente foi um dos piores e melhores trajetos que fiz ao longo dos meus 19 Audax desta distancia (200 Km). Explico. Para começar eram 215 km no total de Santa Cruz do Sul Até Barros Cassal. Pior para os 10 ciclistas que não completaram o trajeto devido à altimetria que ia de 24 m até 635 m. Eram 7 Km de serra seguida e outros trechos bem inclinados que aliados ao calor da volta acabou com o animo e fôlego dos menos preparados. Dos 44 que largaram, 22,72 % abandonaram. Para se ter uma idéia da estrada, alcancei a máxima de 69,8 km/h em uma descida. O melhor, pelo menos para mim, é o trajeto bem seletivo, com inúmeras subidas e descidas, estrada calma, acostamento ótimo, belo visual, sem falar nos PC,s, tudo de bom.  Este é um capitulo a parte que quero salientar bem. Chega de “balela” de dizer que o “Audaxioso” tem que ser auto suficiente e se virar. Tem que se virar para subir as lombas, com o calor, com o suor, com o frio, com as dores, arrumar seu pneu, ajustar seu equipamento, escolher tudo certo, fazer sua estratégia. Nos PC,s tem que ter estrutura. Não queremos fazer xixi no mato, largar o lixo na estrada e outras coisas mais, o PC tem que ter banheiro, bebidas geladas para tomar, algo para comer, lixeiras, uma pia para lavar as mãos e o rosto, enfim um mínimo de estrutura, o que neste de Santa Cruz em especifico não deixou a desejar. Não quero dizer que os outros não tem, mas estou apenas dando a opinião da maioria pelos elogios que foram ouvidos pelo caminho neste Brevet. Também os colaboradores tem que ser cordiais com os ciclistas e apoiar, porque de má vontade o Brasil já esta cheio.  Gente raivosa, que fique em casa vendo o Faustão ou Silvio Santos, sem passar sua má vontade para ninguém. Estamos ai para se divertir e fazer o que gostamos. Ai o pessoal pergunta por que ando 340 Km ida e volta para fazer um Audax em Santa Cruz do Sul, no caso deste, organizado pelo Valim e sua equipe, porque lá, todo o pessoal é cordial e somos bem atendido, no hotel, no restaurante do PC, nos outros PC,s, fazem tudo para nos sentirmos em casa. Em fim, é sempre bom chegar em casa e ver que valeu a pena.

Carlos Polesello

O texto acima é mais um relato gentilmente cedido pelo Carlos, amigo e ciclista audaxioso. Um relato externo é sempre uma fonte enriquecedora de  informações. Carlos é um grande "colecionador" de brevets, e carrega consigo também a experiência de provas de  200, 300 e 400 km.  O ciclista é um fiel exemplo de devorador de quilômetros, e sua experiência permite fazer críticas e comentários bem fundados, fruto da real experiência. É possível observar Carlos nos Audax de 200 e 300 km, mas já o vi fazendo também desafios de menor distância, como 80 e 120 km. Carlos é uma pessoa normal, não é atleta, mas um esportista pai de família, trabalhador, e que coloca em sua vida o brilho de ser Audaxioso. Prova para muitos de nós que é possível fazer muito, mesmo com a correria da vida. Desafiar-se faz parte, superar-se é para aqueles que conseguem manter a cabeça e o corpo em sintonia com meio ambiente. A vida continua, os brevets também, e toda forma de pensar deve ser respeitada. Aqui é o Bikes do Andarilho, onde se faz, se escreve e fotografa para valorizar a bicicleta, mas acima de tudo, as pessoas que se relacionam através dela. Roda pra frente... e pra não deixar a "peteca" cair, amanhã estarei em Galópolis na última etapa do campeonato Gaúcho de Downhill.

Roberto Furtado

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Uma bike para estudar... ir estudar! 3ª parte

Quadro de bicicleta preto Giant ou Trek
Bicicleta speed Trek 470 vermelha restaurada

Hoje a tarde me coloquei a pensar mais um pouco sobre a questão de mobilidade x segurança x aparência. Preciso definir se a bike ideal para o cotidiano será uma speed, mtb, e se possuirá marchas. Peguei o quadro de speed preto, aquele que supostamente seria um Giant, e que me parece muito bem um TREK 470, e comecei a pesar os contras. Ele esta com aparência ruim, e isto seria um ponto favorável. Tenho peças com cara de peças usadas, mas com excelente condição de conservação (funcionalidade). Selim feio, mas confortável. Peças arranhadas, mas funcionais, talvez suficiente para um conjunto que me leve a qualquer lugar com conforto e segurança. Algo rápido, mas nem tanto, pq a vida já passa rápido demais. Sobre a identidade do frame, talvez eu esteja chegando perto.  O serial do quadro parece não ser giant mesmo... e pareceu ser um trek. O modelo 470, justamente em anos como 95 e 96 é exatamente com esta configuração, curiosamente tem terminações muito parecidas com aquele vermelho que restaurei. Para refrescar a memória, coloquei a foto acima. Ambos os frames diferem em tamanho, mas a posição dos tubos em relação a determinados referências é muito semelhante, para não dizer igual. Aquela "protuberância" logo acima do eixo, e que serve para apoiar a corrente, existe em ambos os quadros. Os desenhos dos acabamentos do suporte de freio, parafuso do canote, gancheiras, tudo igual! Agora estou a pesquisar modelos através do trek vintage, para saber se o serial bate. A questão é dar o nome certo, para a bike certa... afinal, todo mundo tem uma origem. Sabendo eu e você, já basta, pois ele seria usado exatamente como aparece na imagem, com pintura feia, evitando os olhares dos "maníacos" que sequestram bicicletas.

Roberto Furtado

Uma bike para estudar... ir estudar! 2ª parte

Garota com mochila segurando bicicleta

Estou refletindo sobre a bike que utilizarei para ir e voltar da faculdade. Já pensei e repensei diversas vezes, e cogitei montar uma speed simples, com fita antifuro e tal. A vantagem de um speed sobre uma mtb seria a agilidade em asfalto e também na hora de erguer para entrar e sair da estação do trem. Considerando mochila e bicicleta, e unindo estas questões ao problema do ombro, seria conveniente uma bike leve. Leve sem perder o conforto, afinal, leve e desconfortável não serve de nada. Outro adjetivo da magrela deve ser discrição. A bicicleta ficará em um bicicletário num local com baixa circulação, e meio receio é o mesmo que de todos os ciclistas... deparar-se com o espaço vazio no retorno! Bike discreta, bike menos almejada, nem por isto seria destituída de atributos. Atributos as quais o ladrão pode desconhecer, e isto seria o trunfo! Uma fixa ou single seria esta bicicleta? Receio que não... não sei se me adaptaria a andar em algo sem roda livre, ou sem marchas. Tenho andado pouco, estou com disposição física pela metade, ou menos! Quanto a cor da bike, imagino que preta, cinza, algo que não seja atrativo... xiii, daqui a pouco nem eu vou gostar desta bicicleta! Leve, discreta, com relação eficiente, esta ficando difícil! Acho que vou ter que realizar aquele teste do tempo entre casa e faculdade, incrementado o assunto de onde deixar a bicicleta. Se é possível encontrar outro lugar alem do pobre bicicletário, ou se pertinho do predio onde vou estudar é possível fixar a bici. Uma bike para a lida estudantil esta virando um projeto cheio de complicações.

Roberto Furtado

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Pegadinha com ciclista...


No facebook estava o link desta pegadinha... como alguns amigos não acessam o site de relacionamento, resolvi dar uma puxada pra cá. Pior do que chegar e ter uma pegadinha destas, seria voltar e não encontar a bike. Coisas da vida real em meio a coisas nem tão reais, o temor do ciclista é ficar sem sua magrela. Ter ela presa também... Não sei qual seria minha reação inicial, mas achei os ciclistas calmos demais. rsrsrsrs

Roberto Furtado

Old School... Raleigh USA! Qualidade surpreendente em 90's

Quadro e garfo de bicicleta Raleigh USA old school






Consegui este frame com um amigo que tem loja aqui em Porto Alegre. Não custou barato, mas poucas vezes vi algo com tanta qualidade construtiva. Infelizmente existem motivos reais pelos quais eu não ficaria com este quadro. Primeiro motivo, tamanho extremamente grande. Segundo motivo, já tenho tantas bicicletas que se entrar mais uma na casa de minha mãe, possivelmente ela me envie para um tratamento por dependência de bicicleta. É muito difícil garimpar, e quando se acha algo promissor, não queremos abrir mão! rsrsrs
Brincadeiras em meio a tantas idéias, e penso que é um hobby muito saudável reconstruir. É algo que te permite uma satisfação plena ver algo quase morto, ressurgir das cinzas. A era das bikes de Cr-Mo não esta morta, talvez abafada pela industrialização do alumínio, dos multimateriais e do consumismo capitalista, onde trocar de bikes é como trocar de roupa. Não penso assim, acho que algumas bikes deveriam ser eternas em nossas vidas, tal como a GT Corrado é para mim (casei-me com ela). O que me chama atenção é a qualidade deste frame Raleigh, todo "cachimbado", coloração que limita os tubos. Não houve limite de esforços para construir este, que se me lembro bem do modelo... já foi utilizado em Iroman do Havaí, lembro das fotos de uma revista que assinava na época. O quadro é leve, pois um quadro nesta medida com peso de quadro normal é um susto. Leve... forte, bonito! Grandes atributos a saudosistas! Uma pena que esteja com a pintura tão mal tratada, pq seria muito bom ver esta originalzinha rodando por aí. Não decidi ainda se restauro, e remonto fazendo um passo a passo com peças da época. Preciso de recursos para investir neste, pensarei a respeito. Enquanto isto, deixo a mente de quem passar por aqui... dar uma sonhada. As gancheiras horizontais, claramente possibilitam a existência de um fixa. Também fiz um teste, e me parece que ela aceita pneus 700 x 35, o que faz dela confortável para estradas e uso urbano. Mais volume de ar nos pneus, buracos menores! Como ficaria bonita uma fixa nestes moldes, não? Um fixa para um ciclista grande! Roda pra frente...

Roberto Furtado