domingo, 7 de outubro de 2012

Bicicleta Fixa em teste...

Tem algum tempo que penso nisto, mas até agora não havia tomado coragem para fazer. A decisão por experimentar uma fixa tem uma finalidade, digamos, didática no "campo" da bicicleta! Conversando com o Ricardo da Adventure, acabei aceitando uma proposta de utilizar esta bicicleta. Confesso que achei  e acho o valor delas muito salgado, assim pareceu quando surgiram por aqui com valores em torno de 1200 reais. Hoje, elas estão sendo comercializadas a valores abaixo dos 1000 reais. De primeira, tempos atrás quando fiz as fotos desta bicicleta, pesei os caprichos e gostei muito. A Viking X  em relação a uma Specialized com mesma finalidade, custa metade do valor. Não estou afirmando que a Specialized não vale, longe disto. Estou querendo dizer que investir 2400 reais em uma fixa, sem saber se haverá realmente a perfeita adaptação do ciclista a bicicleta, poderá ser um mau investimento. Então uma alternativa mais viável passa a ser uma boa escolha. Não achei nada que disse que o quadro era de Cr-Mo, apenas suspeitas e afirmações sem um fundamento. Acredito que ela seja fabricada em cr-mo, dos mais simples, ou um aço hi-tensile. Antes que alguém cogite ferro, prometo que farei um post sobre o material. Adiantando apenas que Fe + C = Aço. Na prática, é raríssimo que algum fabricante produza tubos de Fe. O Ferro é um elemento que perde muitas propriedades quando não esta ligado a Carbono e a outros elementos. Esta pureza também já não é tão comum... então é provável que esta bicicleta seja fabricada em Aço Cromo Molibdênio de baixo aprimoramento, por assim dizer. Talvez um aço 1045 ou 1020, tratado para obter endurecimento e outras propriedades para a proposta de single ou fixie speed. Vou tentar saber mais sobre esta bicicleta, e sobre os materiais. A febre fixie anda girando forte nas ruas de muitas capitais, algo que é possível perceber nas listas de discussão da bicicleta, também em blogs e até nas ruas, dependendo onde se estiver. Aqui em Porto Alegre, se percebe muitos ciclistas "flutuando" neste conceito. De entregadores profissionais, a exemplo da Pedal Express, a estudantes, profissionais de outras atividades. A maioria destes ciclistas não profissionais são adeptos da mobilidade urbana... os propósitos são variados, mas o deslocamento de casa para o trabalho é universal. 
A bicicleta que peguei é preta com detalhes em  branco e vermelho. Estou fazendo alterações de cara... acho que a bicicleta tem que ficar de acordo com os indícios de quem a possui. Isto deve ser um dos motivos pelo qual muitos optam em montar uma fixie. Apenas faço uma observação sobre isto... este tipo de bicicleta, quando em opção de fixa, sofre inúmeros esforços. Estes esforços, obviamente são mais extremos naqueles ciclistas que "pilotam" de forma mais radical. Quando são montadas em frames que não são fabricados para aquela finalidade, apresentam uma história de trincas. Já vi algumas quebrando, na maioria delas, caloi 10 antigas adaptadas a opção fixa. Quebram no down e top tube próximo ao movimento de direção, também logo atrás do movimento central, e pertinho das gancheiras de fixação da roda traseira. Se percebe que aqueles frames não foram projetados para tal esforço, especialmente quando seu ciclista for grande e pesado, exemplos para ciclistas com mais de 1,70 m. Claro que depende de forma de conduzir, frenar, também do pavimento, tempo de uso... a fadiga existe para todas, para alguns esta é um fenômeno precoce. Não me estenderei mais pq deixarei outras considerações para a próxima postagem deste assunto. Nos próximos dias testarei uma Viking, já com pneus um pouco maiores que os originais. Não farei dela um veículo de trabalho, a finalidade será o teste e passeios pela cidade de Porto Alegre. 

Roberto Furtado

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Brasil Cycle Fair

Não tem mais como frenar o processo industrial e comercial da bicicleta. A realidade em que a bicicleta esta, condiz com uma economia que permite o surgimento de feiras especificamente voltadas ao comerciante, aos distribuidores, e aos demais negócios que envolvem o segmento. Mal voltamos da Bike Expo 2012, e surge outra feira. A Brasil Cycle Fair esta nascendo. Sua primeira edição promete devido ao porte dos expositores que lá estarão. A Revista Bicicleta esta preparada mais uma vez para cobrir um dos maiores eventos da bicicleta, e mostrar pq há tanto diferencial. Hoje, sou freelancer desta revista que admiro tanto. É uma alegria poder ser parte disto! Estarei nos dias 14, 15 e 16 de Outubro, dias oficiais da feira. E certamente trarei informações importantes que serão traduzidas por imagens. Estou certo que a bicicleta ganha espaço através destes meios da comunicação, sejam eles formais ou informais... aliás, acho que o perfil informal, tal como deste blog Bikes do Andarilho, conquista mais pessoas dia a dia. A diferença entre informal é formal não é seriedade, é forma como é expressa a notícia. Ou se a notícia tem ou não características e peso de seu redator. Fiz esta escolha por uma forma "informal" da escrita. Deixei o leitor escolher, e cá estamos. Aqui ele lê, observa, se informa, de maneira gratuita, sem tendências políticas, sem medo de acreditar que as informações são verdadeiras. Estarei lá, deste bloguito com a Revista Bicicleta, juntando material para divertir quem fica aqui. Por você...

Roberto Furtado

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A reconstrução da caloi Arco Duplo...

Tem sido habitual! Na Adventure estão acontecendo processos da reconstrução de bicicletas. Nos últimos tempos tenho passado lá para ver o antes e depois, pois desta forma valorizo esta prática que acho importante e divertida. Divertida pq dá gosto em andar uma bicicleta que foi salva, e importante pq reciclar e manter parte da história é cultivar valores que hoje estão escassos. A bicicleta em questão não ficou como eu esperava. Por, baixo da antiga tinta havia muita ferrugem, e quando o jato de granalha atingiu a superfície dos tubos, o resultado não foi muito positivo. 

Obviamente o jato não foi o responsável, apenas denunciou um agente silencioso  e que conspira contra as bicicletas de aço, de cromoly e até as bikes de alumínio. A redução do material por oxidação é processo inevitável quando houver tempo, umidade e as vezes alguma falha no processo de construção de bicicletas. As vezes a pintura utilizada pelo fabricante não era de boa qualidade, ou o material já foi pintado apresentando sinais de início de oxidação. Muito difícil precisar e lamentar agora, mas os amantes de revitalização de bicicletas sempre tendem a lamentar. 

 Acredito que não houve falha neste projeto. Seria preciso investir muito para que este processo fosse plenamente satisfatório. Certamente que este projeto para um cliente não dispunha de recursos para isto, e por outro lado se sabe o objetivo foi cumprido! A bicicleta foi revitalizada em relação ao estado anterior. Se ela apresentou problemas de acabamento superficial se deve ao fato de ter sido talvez abandonada por um período, talvez mal projetada, como dito antes. Fácil precisar o agente causador, difícil apontar o que facilitou este processo. De qualquer forma, acredito que o proprietário esteja satisfeito, pois ele mesmo era conhecedor do estado do material que possuia. Se tratando de uma bicicleta de história de família, sabemos que existem outros motivos que não somente estéticos para que esta antiga guerreira voltasse a vida. Aqui segue o link antes do processo iniciar. Assim temos o antes e o depois para comparar. 

Roberto Furtado

O último trem da razão...

Durante a trajetória para uma necessária ida ao banco me deparei com uma situação de reflexão. Algumas pessoas não pensam em nada, para estas, as coisas simplesmente acontecem e terminam exatamente com o término da ação. Esta ação a mim iniciou uma onda de reflexões. As vezes penso que é melhor não pensar nada, mas como este é um processo espontâneo e incontrolável, cabe a mim apenas refletir e escrever. Recentemente, a prefeitura de minha cidade instalou sinaleiras em uma velha e movimentada rótula. Em alguns horários parecia ser impossível que todos tivessem sensibilidade e respeito sobre o sistema de trânsito, e o local acaba sendo uma pequena via de guerra com buzinaços, gritos, pneus estridentes com freadas, e direitos completamente negados aos pedestres. A iniciativa de instalar sinaleiras, pintar, determinar algumas mudanças é uma tentativa da prefeitura em minimizar problemas, ou talvez até ambicionasse a solução. Confiante que 40 dias de testes fossem suficientes para os motoristas que utilizam esta via, resolvi fazer exatamente como manda a razão. Apertei o botão e aguardei. Demorou um pouquinho, e o sinal abriu para mim, fechando numa fração de segundos anteriores para os veículos. Então cruzei o primeiro lance, e conferi que o segundo lance da via estivesse também fechado. Fechado? Sim, positivo... seguindo em frente. Quando estava no meio da via, ainda nem piscava o sinal que marcava o término do período para travessia, velozmente passaram dois carros, um antes de mim, outro depois, paralelos, e distantes entre eles por aproximadamente 2 metros. E eu? Eu entre os carros... gritei com eles! "O sinal esta fechado porra!" Mesmo assim, nem diminuíram, tampouco deram qualquer sinal de engano ou erro. Percebi que no trânsito, já não importa mais. Qualquer tentativa de arrumar ou organizar o trânsito acabará sendo uma intenção frustrada se não houver educação ou punição. O pedestre que fica na rua aguardando melhorias e sabedoria do trânsito fica na calçada entrincheirado, entre a linha de tiro e a esperança. O pedestre é um vivente que olha de longe o último trem partindo, sem qualquer esperança de alcança-lo. O último trem da razão... como aquele trem que vi outro dia e pensei nem existir mais. Um trem que veio entre os campos, em ritmo vagaroso, carregado, trazendo muito mais que algum transportado, talvez sonhos, perspectivas e ideias de uma globalização que parece ter melhorado tanta coisa, e piorado tantas outras. Carros e carros, aviões aos milhares rasgam os céus, todos viajam a preços módicos, e sobre as vias, quando pedestres, padecem em meio a carros velozes cada vez mais silenciosos. O silêncio da tecnologia faz do carro, agora, um predador implacável, bastando que seu condutor tenha irresponsabilidade ou má fé. Definitivamente, passou a poucos minutos o último trem da razão... ainda o enxergamos, mas jamais o alcançaremos. 

Roberto Furtado

terça-feira, 2 de outubro de 2012

A bicicleta liberta...

A arquiteta Carla Lacerda desloca-se pela cidade
As discussões são sempre as mesmas, os horrores de trânsito também... a mobilidade urbana é assunto da ficção, pertence a um ideal incompreendido. 
O futuro deste presente é cada vez mais persuasivo, mas mesmo assim continuamos cultivando os mesmos problemas no cotidiano. A bicicleta tem um poder que muitos desconhecem. Somente aquele que um dia esquecer o relógio por uma hora, e experimentar a velocidade saudável de uma bicicleta poderá compreender os valores que ela oculta. Como fazer mais pessoas usarem a bicicleta? Não existem muitas formas para convencer alguém que a tal mobilidade sobre a bicicleta tem suas qualidades indispensáveis. O trânsito que prejudica o fluxo das vias também é o mesmo agente que coloca medo nas pessoas que poderiam usar a bicicleta como veículo. A mobilidade urbana é um problema seríssimo aqui na capital Gaúcha, assim como em outras grandes cidades onde a teimosia prospera. O caos é visto de uma poltrona do interior dos veículos, assento cada vez mais confortável. Claro, você vai ficar horas ali para se deslocar de casa para o trabalho. De bike seria 35 minutos, em um automóvel, horário de pico, 1 hora para fazer 8 km. Agora tem eleição, vota neste, vota naquele... joão não sei das quantas vai acabar com o problema. Ou surge um que vai fazer um trem bala para ligar os extremos da cidade, ou será um túnel mágico por onde passarão carros na velocidade da luz. Balelada pura... sem dó, sem piedade! Uns dão de relho no partido oposto, cheios de visão e interesse econômico, mas no final são hipócritas que garantem o próprio luxo. Seria muito bom se a bendita bicicleta fosse veículo obrigatório dos vereadores para dias de sol. Assim, eles lembrariam e conheceriam os problemas da sociedade, vistos do ângulo mais importante... aquele que gera saúde pelo exercício moderado e saudável, economizaria vagas das áreas de estacionamento pago (cofrinho da prefeitura), e seria quase que certo que um grande exemplo fosse dado a sociedade. A bicicleta, definitivamente, liberta!

Roberto Furtado

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Downhill Urbano do Vinho - Imagens!

Fotos oficiais da FGC
Não havia dúvidas de que o evento seria um espetáculo de sucesso! Quem participou desta grande festa no ano de 2011, tinha consigo a certeza de que havia tudo para ser outra grande oportunidade de ver "meninos voadores". Felizmente ninguém machucou-se de forma grave, mas obviamente ocorreram tombos. Não dá pra esperar que todos voassem sem um mínimo erro. Seríamos hipócritas se acreditássemos nisto... é como jogar na loteria, alguém sempre vai acertar, nesta, ou em outra oportunidade.
Dentre os presentes, pilotos de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e até mesmo um eslováquio! Filip Polc, nome muito conhecido no mundo do downhill, estava presente para prestigiar o evento que teve apoio da Red Bull. Polc é realmente um grande piloto. No qualify ficou com o segundo melhor tempo, e na oficial ficou em primeiro. Ele, e o Menino Fantasta, Lucas Bertol, estiverem afastados por apenas 3 centésimos de segundo na oficial. Aliás, pouco atrás estavam diversos pilotos Brasileiros que sempre estão no pódio. O lendário Markolf, seguido de Zottis e Cenci, fizeram o espetáculo. Nesta vez percebemos algo valioso no Downhill, onde um piloto da Junior da ADHV, Alisson Mattje, de 16 anos, teve tempo 2 segundos maior que Bertol e Polc. Isto diz para todos que o Downhill esta plantado, e no esporte há um futuro para colher. Em sua categoria, Alisson não tem concorrentes... tanto que o pódio tem sido sempre dele. Não que os demais pilotos da Junior não sejam bons, mas sim pela superioridade do menino da cidade de Portão. O downhill reserva muitas surpresas para o mundo da bicicleta. Um esporte que cresce tanto, ganha a atenção de apoiadores, patrocinadores e novos entusiastas. Este crescimento pode levantar a bandeira bicicleta.
Mudando de assunto, a FGC teve sua GOPRO Hero 2 roubada durante o evento. Em todo evento de grande porte tem acontecido um ou outro furto, isto nos diz que devemos dar atenção para o problema. Quem sabe se todos nós, da comunidade ciclística, podemos cuidar melhor uns dos outros e por fim minimizar os prejuízos, ou até mesmo desmascarar os malandrinhos infiltrados. Deixo este alerta para refletirmos sobre este problema, que se repetiu em SC no Mundial Master. Todo ano é a mesma coisa... palavras do escrivão da Delegacia de Bal. Camboriú. Não são ETs que estão em nós, são malandrinhos furtadores.
Fecho a postagem agradecendo a ADHV, a FGC, e a Revista Bicicleta pelo apoio. Parabenizo a ADHV que fez um ótimo trabalho. Com pequenas melhoras pode surgir a capital nacional do Downhill. Não duvide!