segunda-feira, 12 de maio de 2014

O garimpo em alta...

cambio dianteiro Shimano XT 28.6mm 90's
Na Revista bicicleta do mês de abril, edição 039, publicamos uma matéria sobre o garimpo de peças usadas e novas de fabricação antiga. Considere as peças do século passado, dá década de 90, 80, 70, 60, etc um elo temporal da história da bicicleta. O objetivo pode ser muito diferente para cada tipo de entusiasta. A exemplo da Expo Bici 2014, realizada pela Sociedade Audax de Ciclismo e pelo POA Bikers em conjunto com dezenas de comerciantes de Porto Alegre, há motivos de sobra para crer que este mercado esta surgindo e auto alimentando-se. Na imagem ao lado mostramos um cambio traseiro da década de 90 com qualidade e aplicação de 27 velocidades, porém com abraçadeira para frames de seat tube com medida de 28.6mm de diâmetro. Sabemos que esta medida existiu praticamente, somente, nos frames de aço e cr-mo da última década do século 20. Hoje, passados 14 anos do último século, podemos analisar que isto descreve um cambio dianteiro com pelo menos 16-20 anos. O garimpo de antigos procura por estas peças... eis que de vez em quando elas surgem para a surpresa de todos, e neste caso ainda na embalagem original e sem uso. Muito embora seja raro, não significa inexistente. As peças estão escondidas ou esquecidas em bicicletarias e depósitos de bikers, ou ainda, embaixo de muita coisa em depósitos de grandes e velhas distribuidoras. Afinal, quanto vale uma peça destas? Como isto aconteceu? Quem é esta nova comunidade da bicicleta que corre atrás do antigo? Pq? A Revista Bicicleta esta apresentando este grande número de perguntas e questões sobre o old school, sobre uma era "vintage"! Acompanha, estamos cuidando da história da bicicleta. O garimpo esta em alta... cada vez mais difícil, mas vivo como nunca!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Revista Bicicleta - 40 edições pra ninguém esquecer da bicicleta!


No mês de maio 2014 a Revista Bicicleta descreve uma história com 40 edições da versão popular, ativista, educadora e informativa. Nas histórias estão vidas contadas, vidas que contam, olhos que garantiram um momento eterno. A fotografia é impressa, o tempo passa, o homem que a fez se vai... mas isto não é nada! O homem se vai mas o legado fica... quantos legados estão contidos nesta revista? Vc consegue compreender o que é a publicação destes eventos, feitos e histórias? Em 40 edições a revista mostrou coisas que no Brasil ninguém havia dito ou feito... são versões exclusivas e críticas de muitos colaboradores, inclusive deste que vos escreve. As oportunidades oferecidas pela Revista Bicicleta são muitas... ela explica, educa, comprova, garante diversão e reflexão. Por causa dela estive feiras nacionais e internacionais, competições nacionais e internacionais, em lugares da simplicidade e questões sociais. Afinal, o que representa uma mídia tão especializada? Vc consegue compreender? Entende que sem ela, sua bicicleta deixa de ter voz? Alguém, um dia, me perguntou... "Jornalismo de bicicleta dá dinheiro?" E eu respondi... não estamos aqui pelo dinheiro, estamos pelo amor as nossas crenças! 
Agradeço aos amigos leitores que me acompanharam através da Revista Bicicleta e através do Bikes do Andarilho... com toda certeza, esta é uma estrada que fizemos juntos. 

Texto e foto: Roberto Furtado

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Interbike... Juliana Furtado!


Vamos dizer que ir a uma feira internacional do porte da Interbike e conhecer pessoalmente uma das atletas mais conhecidas no mundo do MTB é para sortudos! Passeando pelos corredores da mega feira olhei para uma bicicleta... Marca "Juliana"! Na balança traseira estava "Furtado". Mostrei para ela a credencial onde aparecia meu sobrenome, e na hora ela começou a rir. Tive que conversar com ela... me recebeu muitíssimo bem, embora falasse apenas inglês. Como eu não falo inglês fluente, a conversa foi um pouco difícil! Meio no inglês, meio em linguagem de sinais... descobri que Juliana é uma simpatia. Este ano, novamente estaremos na feira... e espero reencontrar Juliana com seu legado incrível. 

terça-feira, 6 de maio de 2014

Avaliando a delicadeza do Cr-Mo - Na oportunidade de uma Bernardi!






É característica do Bikes do Andarilho esta insistência sobre o material mais nobre do mundo! Quando abordamos o assunto Cr-Mo e suas qualidades, e inclusive apontamos o mesmo como melhor dos materiais para fabricação de bicicletas, obviamente carregamos toda preferência que é um sentimento totalmente pessoal. Sabe-se que muitos são os adoradores do material em questão, entretanto não há como afirmar que o mesmo é a melhor opção para competições... pq não é! Nós podemos afirmar muitas coisas para o Cr-Mo, mas não podemos indicar que ele supera o carbono ou outros materiais tecnológicos sobre o aspecto material desenvolvido para competições. Evidentemente, eu e muitos outros entusiastas deste lindo material, carregamos alguns princípios mais poéticos e estéticos, ou até mesmo de propriedades bem específicas, quando nos mostramos tão inclinados por esta preferência. Que o material é surpreendente... dúvidas haverá somente aos desconhecedores das propriedades mágicas deste universo tão framebuilder. 
 Agora... neste momento estou a enfatizar a sutileza das curvas, contornos e acabamentos! O design é uma decisão do elaborador, um artista! Curvas suaves, encontros trabalhados, brasagem, tubos delgados, dizeres em baixo relevo, componentes fabricados por tradicionais empresas... se são italianas, americanas ou de qualquer nacionalidade preocupada com tradição, isto é mera questão da cultura bicicleta. Poesia há em todas as origens, etnias, nacionalidades... a pregação de uma cultura reforça a origem, cria histórias e preferências. Se somos o que somos, e vos digo  que somos apaixonados por um veículo capaz de potencializar a energia humana, creio que isto seja uma necessidade que criamos e adoramos. Nos apaixonamos, platonicamente, muitas vezes, por um objeto de consumo que se justifica por toda necessidade e brilhantismo. "Uma máquina de otimizar a energia humana!" A causa do apego é o vento no rosto, brilho do olhar, liberação de substâncias em nosso organismo complexo. Afinal, o que é o amor?
 Estamos colocando sentimento em cima de materiais? Ou estamos evoluindo o sentimento e capricho por algo que potencializa o amor que temos a vida? Se faremos... que façamos como poucos, como aqueles loucos, que amam suas ciências como ninguém julgou ser possível! Ora, disseram ser impossível, alguns acreditaram, outros tiveram receio... dentre aqueles do segundo grupo, alguns confiavam em variantes, outros apenas desconheciam, talvez pudessem chegar ao "impossível concretizado" sem saber como lá chegaram! Assim são os profissionais que elaboraram um frame de Cr-Mo com acabamento exclusivo. Eles "exageram" no capricho, destacam-se pela persistência, colocam no mercado produtos exclusivos, as vezes nem tanto, mas quase. Viabilizam a distribuição de sonhos e sorrisos a quem não pode construir o próprio projeto... afinal, nem todo mundo nasceu para ser framebuilder, evidentemente! Agora, depois de toda esta bajulação ao frame da postagem e a outros tão belos e bem construídos, como não ser apaixonado? Fácil... somos todos, únicos! O gosto é 100% exclusivo... vai existir um alguém que quer apenas pedalar, outro que sentirá as diferenças e saberá o valor das mesmas. Cada qual a sua maneira... e se torna inevitável dizer, quão belo é um frame de Cr-Mo ou aço, mesmo da espada, mesmo das mais importantes estruturas do mundo, com tempero da poesia, tornam-se inesquecíveis.

domingo, 4 de maio de 2014

Expo Bici 2014... algumas impressões e pensamentos!

Algumas pessoas me perguntaram sobre a Expo Bici... disse que gostei muito! Escrevi toda verdade sobre a feira, em uma postagem aqui no Bikes do Andarilho e na matéria que sairá na Revista Bicicleta. Dentre as perguntas havia o tom de brincadeira... "Beto, tu achou que esta foi a melhor feira da bicicleta que já esteve presente?"
Os autores destas perguntas, a fizeram imaginando que eu acharia a feira fraca ou sem sentido, pois eu já havia estado na Expo Bike e Brasil Cycle Fair por duas oportunidades, também na Interbike, que são respectivamente as maiores feiras do Brasil e das Américas. Adotei uma resposta que certamente fará muitas pessoas entenderem o motivo de minha preferência, também que o tamanho da feira é irrelevante quando possuímos valores e raízes. É importante que as pessoas, sejam de onde forem, saibam valorizar os feitos em sua terra natal, como algo que se expressa muito além de questões econômicas. Não importa se a feira gira menos público, não importa se não há lançamento de tecnologia como ocorre na Cycle Fair, até pq na Cycle Fair, do ponto de vista da Interbike não ocorre 5% do que acontece na feira americana.  A força e os valores, bem como a grandeza das relações de negócios, que dependem totalmente de fatores externos e não relacionados ao dinheiro, provém das pessoas! Pessoas são importantes... as feiras são feitas para pessoas, não ao contrário! Em minha frase, disse: " Não há nada mais maravilhoso do que estar em um grande evento onde eu conheço todas as pessoas, cheio de amigos, pessoas com boas intenções e bem pertinho de casa!"
Entre muitas questões, destaca-se o valor humano. Até quando nós deixaremos o dinheiro falar mais alto, também o favoritismo, comodismo e o deslize de princípios básicos da educação e do bom entendimento do que é certo. Me pergunto... até quando? Não há nada melhor que olhar as pessoas nos olhos e sentir a verdade, a amizade, sentimentos de querer bem... isto, as vezes, a gente só vê em eventos pequenos! 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Passeio Dudu Bike + Ronco do Bugio... perfeito!

Galeria de fotos do passeio

No dia do trabalhador, 01 de maio, aconteceu o passeio do Dudu Bike. Embora com previsão do tempo com promessa de chuva, São Pedro presenteou os participantes com um belo dia de temperatura agradável ao pedal. O vento forte se manifestou em alguns trechos, mas ao retorno, os ciclistas contaram com o vento a favor para retornar ao Ronco do Bugio. O passeio iniciou e finalizou no Ronco do Bugio, excelente estrutura para a proposta de aventura e ecoturismo. Os ciclistas foram recepcionados com um almoço saboroso, em ambiente acolhedor, protegido de vento e frio. Para quem não interessou o passeio pelas estradas de chão, a opção foi fazer a trilha de XC do Ronco que já foi etapa do campeonato gaúcho de cross country. O valor da inscrição para o passeio foi de 30 reais, já incluindo o almoço e uma certa estrutura, tal como acompanhamento de bikers experientes para auxílio em reparos rápidos, também socorro por automóvel, caso se fizesse necessário. A natureza do local é um contraste muito bonito para os residentes da cidade de Porto Alegre. Nas estradas a visão é mais ou menos esta da ilustração acima, e no Ronco do Bugio se observa no horizonte o complexo manancial hídrico que corresponde ao Guaíba e a Lagoa dos Patos. Para quem desconhece, a Lagoa dos Patos é uma das maiores do planeta, maior do Brasil. Este cenário pode ser visualizado em parte da sede no Ronco do Bugio, no segundo piso, conforme o álbum de fotos. Agradecimentos a Dudu Bike Shop e Ronco do Bugio, também aos ciclistas participantes.