quarta-feira, 30 de junho de 2010

Audax 400 km...

O título desta postagem foi feito com reticências pq nada melhor para explicar algo que seria a continuidade de uma jornada. Sim, é a busca de uma resposta frente a dúvida de conseguir ou não devorar "singelos" 400 km. Como se parecesse tão simples como escrever, lembro que 400 km é como ir de Porto Alegre a Rosário do Sul, para quem portar dúvida. De carro dá umas 5 horas de viagem (estou falando de quem anda de acordo com a legislação brasileira). Acho até que fica fácil de entender pq se anda tanto tempo de carro e não chega nunca. Agora, se não percebes, te digo que é quase um tapa na cara. Putz... cara, é km que não acaba mais. Não é brincadeira! Vamos bater palmas de pé para este ciclistas, especialmente para as meninas, pq isto aí é pedalar feito bicho, noite adentro, dia afora, sem estresse e num ritmo seguro que confirme a chegada dentro do prazo. Um dia, quem sabe um dia, eu faça uma destas... pq não acho que é para qualquer um. É para super ciclistas...

Roberto Furtado

terça-feira, 29 de junho de 2010

Bicicleta, tecnologia e desorganização mental... mais uma vez sobre isto!

Vivendo sempre no passado, se tratando de tecnologia, o Brasilzão sempre atrás em investimentos específicos. Neste caso, a bicicleta, não é nenhuma exclusividade. Chega aqui em bicicletas, o mesmo que chega em outros esportes esquecidos com a ajuda do descaso e da falta de interesse, e neste momento uma breve ajuda da copa de futebol. Bicicletas invadiriam as ruas, pq brasileiros adoram pedalar... e o fato se comprova pela alegria de viver e ser. Coisa de povo alegre, quase bobo, que ri a toa. Sim, somos assim, e por isto temos tão pouco. Se vendessem mais carros do que hoje, talvez não haveriam onde colocar os de amanhã ou seria pq nossa economia não comportaria? Eu não sei! Não me parece que brasileiros compram carros pq nasceram gostando de carros, acho que brasileiros compram carros pq há uma cultura forte em cima da propriedade de um carro. E pq não fizeram isto com bicicletas? Não sei! Acho que vai ter quem diga: "As bicicletas invadiram os supermercados, bem baratas e acessíveis... coisa bem boa!" Sim, vai ter quem diga isto! E é "brochante", pq na verdade, quem diz isto não entende coisa nenhuma... ou nunca pegou uma bicicleta ruim destas para fazer 10 km que fosse. E para uma surpresa maior, que lhe fosse emprestada uma bicicleta de boa qualidade, com trocadores shimano, frame alinhado, bem simples e de excelente qualidade, só para que o visual não distoasse tanto. Ainda desta forma apareceria um gênio, de olhar brilhante, e reforçaria... "mas esta bicicleta é bem mais cara do que aquelas do supermercado!"
E daí eu me pergunto, pq tanta tecnologia e facilidade para construir verdadeiras naves sobre rodas raiadas, se ocorrem gênios espalhados para todo lado? Bom, deve ser para empregar em veículos automotores, pq as bicicletas brasileiras... bom, estas são bem econõmicas, não custam quase nada!

Roberto Furtado

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A bicicleta e a copa do mundo de futebol...

Em minha mesa de trabalho, cumprindo com a rotina diária, e em plena copa de futebol, recebo entre todo tipo de emails convites para pedalar. Fico olhando o que dizem e pensando no que isto representa... falo desta oportunidade de pedalar durante os jogos do Brasil. Onde o país inteiro acaba parado, traduzindo uma paz sem igual nas ruas da enlouquecida POA (Porto Alegre). Ainda me poupando pelas complicações do joelho, e preferindo praticar passeios curtos ou onde sou único responsável pelo meu ritmo, me coloco em espírito na presença dos conhecidos e amigos que ficam a festejar uma copa do mundo. A festa é pela paz nas ruas, e não pelo futebol. Como já disse antes, não sou nem um pouco entusiasta do futebol, embora admire o evento reconhecendo o que ele significa na íntegra. O significado desta grande festa esta muito além do que vem sendo divulgada pela mídia, e pelo comportamento das pessoas. A copa do mundo é uma confraternização festiva, onde um tapa nas costas ou um cumprimento ao adversário deveria ser retribuido com um sorriso verdadeiro. Muito diferente daquele que apareceu em toda TV, realizado ao Técnico Parreira pelo Técnico Francês... sim aquele "asno" em forma de pessoa. Ora, se um técnico vai de encontro gratuito para cumprimentar o adversário, deveria ele ser respondido de forma igual, afinal falamos de esporte, e não de guerra. E por falar em guerra, até acordos são mais honrados em uma guerra do que neste tempos atuais do futebol, onde alguém simplesmente suspende um patrocínio por desentendimentos entre clubes. Agora pensemos juntos, se numa festa as pessoas se comportam desta forma, o que esperar delas nas ruas de uma cidade, munidas de um volante de automóvel. Não há como pensar diferente, o terror é eminente e sempre a solta, quando ciclistas vão para as ruas, disputar frestas com motoristas sem educação, sem visão... em vias despreparadas para ambas as categorias. O futebol com milhares de cifras, onde me parecem não serem merecedores de patrocínios, e ciclistas sem vias para ir e vir, do trabalho ou no passeio. Enquanto uns pagam muito e recebem pouco em troca (ciclistas pagadores de impostos), outros... muitas vezes nem sequer honram os impostos, e recebem muito mais por isto. O direito de ligar a televisão e ver o mesmo jogo de futebol simultaneamente em 12 dos canais da TV aberta, ou algo muito próximo disto. E não falo que não deveria ser assim, mas se há 80 em medida, pq não então os 8, como diz o ditado... pq em bicicleta, não chegamos nem a "um"... que é igual a lugar algum!
Enquanto as coisas ficam como sempre, talvez até piores com o passar dos meses, devido a progressividade dos problemas de trânsito, ciclistas sonham felizes, passeando em poucos jogos do Brasil, durante raro momento, de 4 em 4 anos.

Roberto Furtado

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O renascimento de uma Trek 470 - 2ª Parte




Enfim, chegamos ao momento final de uma jornada... renasceu um clássico da década de 90, fabricada em Cr-Mo, e que em versão especial não tão comum, possuia 21 velocidades. Isto mesmo... a Trek 470 foi fabricada em duas versões, uma com 14 velocidades, e outra com 21 velocidades de coroas reduzidas, ovais, conhecidas por biopace. O biopace é um paradigma, e não se tem certeza de sua eficácia, embora seja a shimano afirmadora deste conceito. A versão de 21 velocidades era uma proposta para enfrentar subidas, provas longas com grandes diferenças de altura. A cor vermelha ficou bastante próxima da original, mas sabemos que original, somente uma vez. Sempre que me perguntam a respeito dos adesivos, respondo que não acredito que a colocação destes torne a bicicleta mais original. Acredito que diversas ações que buscam a originalidade, como a pintura idêntica e a colocação de adesivos, bem como qualquer outra para indicar originalidade, acabam por entregando pontos conquistados na reconstrução. Isto pq não se consegue pintar igual, não se consegue adesivar igual, não se conseguem nem peças iguais, e aos olhos de quem entende, acaba em restauração frustrada. Então se falamos em original, sabemos que se trata de uma bicicleta que nunca teve peças substituidas ou pintura refeita, seja qual for o estado da mesma. A configuração... cubos shimano exage, freios shimano exage com maçanetas tektro, trocadores de downtube shimano, cambio traseiro shimano exage; cambio dianteiro shimano sora braze-on, movimento central shimano un-26, pedevela triplo exage reduzido (48-38-28T), cassete shimano exage, mesa em Cr-Mo, guidão em alumínio, lâminas em aluminio, raios inox, pneus cheng shin tire 700 x 20 C, canote de selim zoom polido, selim velo road, fita de guidão velo (branca). Exceto pelo cambio dianteiro sora, e pelas maçanetas de freio tektro, canote, selim e caixa de direção, que são produtos novos, o restante é inteiramente da época em excelente condições de conservação. Uma curiosidade e um problema da época, assim considero, é a altura do guidão. Na atualidade o conceito speed evolui para uma geometria sloop e com isto ergueu-se o guidão. Nas antigas, como a Trek 470 esta posição do guidão geralmente se concentra 10 cm abaixo da altura do selim. O que no meu entendimento é uma questão esportiva, que não busca conforto. E isto deveria ser resolvido. Para resolver ou amenizar este tópico, garimpei um garfo exatamente igual, original de um mesmo modelo porém de espiga com maior comprimento. Com isto a caixa de direção elevou-se permitindo que a inserção mínima do avanço fosse elevada sem prejudicar a segurança do ciclista. Também consegui este avanço que é igual ao original, porém possui angulação positiva, para fins de mais uma elevação. Com estas pequenas modificações que não comprometem a qualidade do material, e não distoam da época (recursos disponíveis na época), consegui obter uma melhor posição tornando a bike mais confortável. Conhecedor de Trek desta geração, acredito que a bike ficará muito confortável. Ainda sim, por ser de Cr-Mo, a Trek 470 é uma absorvedora de variações do pavimento, aumentando ainda mais o conforto do ciclista. Considero este um de meus melhores trabalhos, e que teve dificuldades que exigiram paciência, dentre algumas o garimpo de componentes.

Curiosidades... depois de quase tudo montado, levei a bicicleta sendo empurrada até a casa do amigo Tchaka. A distância é de algumas quadras, leva uns 10 minutos a pé... e no trajeto não era pequeno o número de pessoas que ficavam a olhar a bike. Ela ficou estonteante, ou pelo menos diferente do que as pessoas estão acostumadas a ver por aí, nestas ruas de uma Porto Alegre. Também é necessário ressaltar que pesei a bicicleta, em uma balança imprecisa, ficando seu peso total em 9 kg. Fiquei imaginando se fossem tomadas medidas que reduziriam seu peso sensivelmente, como cortar o excedente de canote, retirar ou substituir parafusos, cortar excente de cabo, alterar componentes por semelhantes mais leves. Isto sem falar que a bike é montada com rodas de 36 furos. Imagine tudo isto em cima deste conjunto que já esta leve por natureza simples, e teremos uma esportiva de Cr-Mo com peso que deveria girar em 8 kg, pelos meus cálculos um tanto quanto brutos.

Com relação as fotos, gostaria de ter feito fotos melhores, porém ando meio sem tempo para fazer as mesmas. Queria ter levado a bicicleta em um parque, onde normalmente tenho realizado as fotos, porém o clima não ajuda, e quando ajuda não tenho o tempo disponível. Por hora ficam estas imagens, e talvez adiante eu as refaça.

Regulagem/Lubrificação: Carlos Horn (Tchaka)
Garimpo/Montagem/Texto/Fotos: Roberto Furtado (Andarilho)

Colecionando bikes 1990-1999

Após muitos garimpos, reformas e reconstruções, acabei me tornando um maníaco por bikes da época que justamente prefiro, da década de 90. A marca que adotei como preferência foi a GT. Não que seja melhor que Trek, por assim exemplificar, mas pq de alguma forma as coisas foram acontecendo para que desta forma eu ficasse. Então adotei algumas bikes como "fixas", as bikes que não pretendo me desfazer, e desta forma constituir minha coleção. Bikes que descrevem uma relação, uma união estável. Seriam estas as portadoras do meu coração! rsrsrsrsrs A famosa GT Corrado de tantos posts e aventuras, a GT outpost recentemente adiquirida do amigo Carlos Polesello, uma GT Rave, uma GT LTS 4000 full suspension (e full 4130) , me faltando ainda um sonho de consumo que é uma GT raríssima... uma aro 700 original que ainda não vi no Brasil. As demais são bikes flutuantes que devem ser compradas, arrumadas, experimentadas e vendidas. Não tenho intenção alguma em me casar com bikes desta atual geração. Nenhum motivo contra, também nenhum motivo a favor, apenas preferência e casualidade entre as coisas que acontecem nesta vida. Sem qualquer pretenção de ser bairrista, já sendo, no bom sentido em bicicletas.
Uma hora destas, quando todas estiverem como quero, então fotografarei as meninas juntas, para exibir-me, e também alegrar os amigos.

Roberto Furtado

terça-feira, 22 de junho de 2010

Audax 400 km de Porto Alegre - dias 10 e 11 de Julho

Então é lançada a contagem regressiva dos 400 km da SA (Sociedade Audax de Ciclismo). Eu queria imaginar um motivo para alguém não participar... e no meu caso isto é bastante claro, já que não completei os 300 km devido a problemas conhecidos. Penso que para aqueles que completaram os 300 km, manter um treino razoável nos finais de semana, perfazendo uns 200 km não seja algo tão complicado. Um exemplo prático seria escolher um destino a 100 km, ir até este e repousar para retorno no dia seguinte, enfrentando os mesmos 100 km na volta. Durante a semana é complicado, quem trabalha cedo no dia seguinte fica meio limitado em horário... sem falar que o grau de agitação depois de muito exercício, requer um repouso até o momento do sono se apresentar. Geralmente fico tão ligado depois de uma boa pedalada, que não consigo dormir nas próximas 2 ou 3 horas... acabo virando o controle da TV pelo avesso, e não me chega o sono nunca.
Então acho que o caso de treinar durante os finais de semana é bastante válido... preparem-se, não deixem o corpo esfriar.

Roberto Furtado