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terça-feira, 24 de março de 2015

Sendo claro e objetivo... direito autoral!

Foto: Roberto Furtado - Todos os direitos reservados por lei!

      Este tópico vai ser meio esquisito... sinto muito! Estou tendo, algumas vezes, problemas com questões do direito autoral. Muitas das imagens produzidas aqui, em testes, abordagens, etc, estão sendo utilizadas por comerciantes, empresários de ramos diversos. Existe muito material que produzi que esta sendo visto em sites onde o responsável simplesmente entrou aqui e pegou... sem pedir, sem respeitar qualquer vírgula do direito autoral. Isto é errado... Quem precisa pode pedir, pode até ter um direito negado, mas isto é um direito meu ou de qualquer autor. Posso sim permitir, posso vender, posso negociar... mas isto é uma decisão que terei de acordo com o uso. Se alguém quiser copiar qualquer cosia vista aqui, deve me consultar. Por este motivo, peço para os meus amigos leitores ficarem atentos... ao sina de uso comercial, divulgação de qualquer evento, produto, etc com uso do material que produzimos, avise. Até gratifico se vc descobrir o uso de material nestas condições e realmente for uso indevido. O que as pessoas precisam entender é que um profissional da fotografia faz bons materiais pq há uma estrada... toda estrada tem preço, investimento, etc
A mensagem sobre direito autoral esta lá no rodapé do site, bem grande, bem detalhado inclusive sobre consequências. É muito chato ter que sentar pauleira em alguém por este tipo de coisa... mas ao que parece é a única linguagem que as pessoas entendem. 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Um olhar de "Gentileza gera gentileza" por Flavio Oliveira Filho

           Existiu um tempo, e não faz tanto assim, pois eu estive lá, onde tudo era muito diferente do hoje que vivemos. Existiu um tempo onde as diferenças não eram abismais e o convívio, por maiores as diferenças, era não só possível, mas humano, no verdadeiro sentido da palavra. O mendigo andarilho batia na porta da minha casa e recebia uma refeição com um sorriso, em prato de louça e talheres, que ele devolvia e agradecia. As coisas não eram como hoje, onde o medo impera, onde o "salvar a própria pele" se tornou mandamento e o umbigo passou a ser o centro do mundo. O convívio, independente das classes, era pacífico. Cresci vendo minha família ajudar os que necessitavam mais do que nós. Quando tinha 12 anos, minha mãe adotou uma menina que vivia nos arrabaldes de Uruguaiana, filha de pai alcoólatra e de "mãe da vida"; na casa dela, um cortiço de chão batido e sem banheiro, se comia com as mãos. Lembro perfeitamente do dia em que minha mãe, católica fervorosa, resolveu batizá-la e me "convocou" para ser padrinho. Ela tinha 10 anos! Como negar o pedido de minha mãe? Me fui à Catedral e e lembro de tudo até hoje, inclusive da roupa que eu estava. Trouxemos a minha afilhada  para Porto Alegre, que viveu conosco por muitos anos, e hoje, 35 anos depois, é casada, tem filhos e é feliz. Nas minhas infinitas reflexões a respeito de tudo desta vida, fico me perguntando o que seria sido dela se não fosse esta pequena intervenção no triste destino que se apresentava em sua vida. E é nestes detalhes que me prendo! No quanto uma mão amiga, um coração bondoso, um exemplo de vida, influi para todo o sempre nas nossas vidas. "De apanhado", me lembrei deste que acabo de narrar. Graças a Deus, tenho muitos, tantos outros, que poderia passar a madrugada aqui, contando um por um. Mas não é o caso! Até porque sei, dificilmente seriam lidos, visto o mundo imediato, descartável, volátil, passageiro e recheado de novos assuntos, tão mais interessantes do que o que narro aqui. Meu querido amigo Roberto Furtado pediu que eu escrevesse a respeito do assunto e prometi minha manifestação. Até porque, também aprendi nesta vida a corresponder àquilo que me é solicitado. Na verdade, penso que a necessidade de ter que lembrar as pessoas que, por exemplo, "Gentileza gera gentileza", é um atestado da nossa incompetência enquanto humanos, já que isto era pra estar incrustado em nosso DNA, como qualidade irrefutável de todos nós, humanos defeituosos e tortos por natureza, mas que, na minha modesta e humilde opinião, deveríamos saber que nossos braços são mais longos do que enxergamos, e que nossos corações suportam muito mais do que supomos. Tenho muitos amigos, Graças a Deus, verdadeiros, e que se manifestam todos os dias, á sua maneira, nesta lida árdua que se tornou o viver. Cultivo um por um, não importando de onde saiam, seja de um contâiner de lixo, às sete da manhã, quando me dirijo ao trabalho, seja de um colega de trabalho, o porteiro do prédio, o engraxate da praça, o Guarda Municipal, enfim, as pessoas que, de uma forma ou de outra, fazem parte da minha vida, não importando de onde venham e o quanto tenham.  O que vale é o sorriso, o cumprimento, a saudação, que muitas vezes é o melhor que tem em seus dias. Junto destes, os "já conquistados", como a família, berço de tudo o que somos e fator determinante das nossas atitudes  e postura perante tudo o que está aí. Somos todos passageiros da mesma viagem e seria muito mais inteligente se soubéssemos entender que a vida é uma grande aventura a ser vivida, onde a poesia da interpretação de cada momento depende só de nós. 

                                                                                                                                Flavio Oliveira Filho

sábado, 27 de dezembro de 2014

Recesso pra voltar com força total! Um excelente 2015!

Estrada da Granja Vargas, Palmares do Sul, RS, 2013.
O final de ano chega e a gente não encontra resposta para muita coisa... quem diz que as têm, ou parou de fazer as perguntas, ou não está olhando o mundo da mesma maneira que a maioria. Muita gente esta se sentindo perdida quando o assunto é humanidade, pois parece que há mais coisas para consertar do que coisas para comemorar. No entanto, persistir é preciso. A gente acorda pela manhã sabendo que tem motivos fortes para continuar lutando... são os ideais que ainda não se concretizaram! A gente quer ver as pessoas atravessando a rua sabendo que nenhum carro vai cruzar o sinal vermelho, também quer garantia de que o motorista vai passar a mais de 1,5 metros do ciclista. Não pedimos muito, mas se a gente for pensar na verdade disto, queremos uma mudança brutal no comportamento das pessoas. Nós queremos que as pessoas respeitem uns aos outros. E respeitar é mais amplo do que imaginamos... pq para isto é preciso entender um pouco mais a necessidade do outro, e torcer para que o outro não sinta que vc esta apenas devendo a ele. Todos devem a todos. Escutar é preciso... eu mesmo estou tentando, mas tenho visto muita gente querendo ser ouvida sem jamais considerar o "talvez"ou "será que estou errado?". Hoje, a caminho de completar minha 4ª década, já não tenho mais as certezas que tinha quando jovem, que vejo nos olhos e nas argumentações de tanto. "Quanto mais aprendo, menos sei...", com a certeza de que conhecimento é gerar mais perguntas e titubear entre as questões! Aliás, estou "certo" de uma única coisa... há muito para descobrir! Serve para as pessoas, para ciência, para a natureza tão agredida... 
Este ano, resolvi não por visitação neste bloguito... descobri coisas mais importantes. Não importa a quantidade de pessoas que por aqui passam! Das palavras de ciclistas que se tornam meus amigos... um deles disse: "Vc não faz o topa tudo por dinheiro da bicicleta! Vc faz algo único como crítico especializado!" Outro: "Teu diário de bordo dá razão pra muita gente, mas teu trabalho fotográfico com a bicicleta é história da bicicleta!"
Eu recebo, muitas vezes, mensagens... por email, por sms, etc, são felicitações, agradecimentos e todo tipo de interação com o leitor, que não esquece de passar por aqui. Agora, aproveito para dizer que este final de ano, me dei o direito de parar alguns dias, me dediquei algumas vezes pelo facebook, compartilhei coisas variadas, tanto no Bikes do Andarilho como no Diário do Andarilho, pq sei que ao passar o recesso de natal e ano novo, todos que fizeram do Bikes do Andarilho, retornarão a este espaço que entra no ano 08. Sim, somos uma parte da história da bicicleta neste país... Este ano, já não somos mais parte somente do BR, estamos nos tornando referência para ciclistas e entusiastas de outros lugares do mundo. Nossa estatística move 35% de países variados e os 65% são do Brasil. O próximo ano vai ter tudo isto de novo... vai ter Interbike, pelo terceiro ano consecutivo (isto é inédito no Brasil), vai ter Brasil Cycle Fair, vai ter tudo que a gente achar que dá pra fazer. A gente vai fazendo, devagarito, no ritmo do coração e da bicicleta. E agradeço de coração as mensagens de Feliz Natal e Feliz 2015, e digo o mesmo a todos. Tenham um grande ano, repleto de sonhos realizados, saúde, paz e amor. Em breve, recomeçamos com gás total! Estou dando um tempo pra mente e trabalhando em projetos... pra vc!