quarta-feira, 8 de julho de 2009

Bicicleta - vítima de ignorância

A bicicleta no trânsito de muitos países é respeitada. Nos países de primeiro mundo é vista como saudável opção de deslocamento, e também recebe valorização esportiva. Em alguns países em desenvolvimento é vista como opção econômica de transporte, exclusiva das classes menos favorecidas, economicamente falando. Em qualquer das circunstâncias, encaixa-se como opção não poluente, de forma indiscutível. No Brasil existe uma mágica forma de se ver as coisas, de forma egoísta, e geralmente partindo de motoristas... o ciclista é visto como um marginal! Sim, é assim que se sente um ciclista que pedala de acordo com o código nacional de trânsito. Por vezes escutei de motoristas... "vai pra calçada!", e me dei por feliz pq não esteve acompanhado de um adjetivo como "vagabundo", "maloqueiro", e outras formas não gentis de se chamar outro ser humano. Também já escutei: "sai com esta merda daí!" Uma vez até fiquei revoltado, pq o "malfeitor" estava dirigindo um VW gol antigo, no estado de renda a moda ferrugem. Vindo de proprietário de carro velho, percebi que não importa qual seja a classe social, o ciclista correto, seja rico ou pobre, será sempre maloqueiro, bicha, veado, filho da mãe e qualquer outro. Como se qualquer um destes adjetivos, cabíveis de verdade ou justiça, justificassem a ignorância vinda por parte de um condutor de veículo movido a explosão, poluente malfeitor.
Não sou extremista, tenho carro... preciso do carro para certas situações, especialmente de trabalho. O que incomoda é a facilidade que o motorista tem de agredir verbalmente um outro ser humano que se desloca de forma coerente e desprendida... o ciclista não é preguiçoso, mas o motorista, geralmente sim! A bicicleta e seu condutor sofrem ameaças, desrespeitos e estímulos ao abandono das ruas... mas ciclista é valente e insistente, tanto quanto sua amiga bicicleta... vítimas da ignorância, especialmente brasileira.

Roberto Furtado

terça-feira, 7 de julho de 2009

Abertas as inscrições do desafio 120 KM

Estão abertas as inscrições para o desafio 120 km... uma grande oportunidade!
Vejam:

http://www.sociedade.audax.org.br/

Roberto Furtado

Pedalando a noite... precauções e boa conduta

Alguns amigos e colegas pedalam comigo nos pedais noturnos, passeios simples de segunda, quarta e sexta feira. Geralmente menos de 30 km, mas ocorrem também passeios noturnos com 50 km. Depende da noite, dos ciclistas presentes, e de outros fatores. Uma preocupação nos passeios noturnos é com relação a visibilidade, segurança, e tudo que estiver relacionado ao pedal. Tenho percebido que muitos andam sem qualquer sinalização. Por isto, resolvi colocar este post com itens recomendados, e alguns obrigatórios pelo DETRAN. Informe-se a respeito. Acho que algumas normas de trânsito também não tem sido respeitadas, por isto afirmo que noção é algo que se aprende, observando colegas esclarecidos, e usando a lógica.
Para pedalar a noite, o ciclista precisa possuir:

- sinalização dianteira - farol ou pisca(preferencialmente nas cores laranja, branca ou amarela);
- sinalização traseira(preferencialmente nas cores vermelha ou laranja);
- capacete (sempre, não só a noite);
- colete refletivo e visível (deve ser fabricado em cor visível, e possuir apliques refletivos);
- equipos e reparos para consertar a bicicleta de forma autônoma;
- espelho retrovisor (este é obrigatório e complexo... ainda não consegui usar um);
- bicicleta com manutenção em dia (fazer colegas aguardar no frio pq não realizas manutenções frequentes na magrela, é irresponsabilidade)*;

Ser irresponsável vai de não fazer manutenção* na bicicleta a desrespeitar normas e boa conduta de trânsito. Derrubar um colega por andar com freio no "fiapo" é culposo, não é acidente! Em tom de brincandeira, dizemos verdades pq muitos fazem isto... motivo pelo qual é notável ver alguns que nunca saem da cauda do grupo, minimizando possibilidades de acidentes com colegas que não costumam andar em linha reta ou que são irresponsáveis com suas bicicletas. Saber andar em linha reta é o mínimo, né? Bem, como andar em boa distância do colega da frente, especialmente com o aumento da velocidade.

* manutenção e conhecimento básico é obrigação do ciclista!

Grande abraço e bom pedal a todos

Roberto Furtado

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Desafio 120 km

Para quem acha o Audax 200 km muito chão... surge uma oportunidade de se conhecer. Dia 19 de julho de 2009, haverá o desafio 120. Mais informações com a Ninki e no blog da sociedade audax: http://sociedadeaudax.blogspot.com/

Me farei presente para prestigir os colegas...
Grande abraço

Lixos ciclisticos!

Aproveitei o assunto de single speed, de ontem, e cai diretamente na questão qualidade das bikes. Devido uma pequena abordagem no post anterior, que se cruza entre os dois assuntos que na verdade são tão distintos, achei que se fez uma oportunidade. Alguns dizem que marcha única é coisa de bike de supermercado, porém as bikes sem qualidade já são vendidas em hipermercados com 18 e 21 marchas. Nem citarei marcas nacionais de péssima qualidade, vendidas como coisa muito boa, porém sem nobreza e estirpe alguma nos projetos e construção. Até o mesmo o aluminio, antes um trunfo das grandes marcas, agora se apresenta em qualquer bicicleta, vendido em qualquer supermercado. Alias, os supermercados estão virando os grandes campeões... vendem lixo em até 12 X sem juros, enquanto boas marcas são vendidas com altos valores e pequena margem de lucro aos comerciantes, e sem possibilidade de grandes parcelamentos. O resultado não poderia ser outro... vende-se 95% de lixo em bicicletas, e os 5% mantem as lojas especializadas, que suam pelo cotovelos para se explicar ao consumidor. Não há mito ou enganação por parte de ninguém, é a lei de quem vende mais barato e em melhores condições, sem importar realmente a qualidade. Os 95% dos compradores ignoram a verdadeira qualidade das bicicletas. As bicicletas vendidas nos hipermercados são "tão ruins", mas tão ruins que já saem do supermercado precisando de trocas e reparos, mas o comprador pensa apenas que o material esta "desregulado". Se o mecânico de bikes for sincero, perde o cliente, pois praticamente vai ofender a desmerecida aquisição feita em 12X sem juros. Coisa de louco, não? Aí entramos num círculo vicioso. Bikers iniciantes se desgostam com o hábito da bike, pois não há qualidade nas frenagens, nas trocas de marchas, e muito menos na autonomia sem reparos. O mundo das bikes para ele é uma perfeita ilusão. Acredita ele que bike é porcaria. Afinal, não dá pra projetar e vender uma boa bike com os valores praticados pelo supermercado... sim, você só vê em supermercados, bicicletas lixo. O que pensam estes supermercados e estes fabricantes de lixo ciclistico? Acham que o recurso e o mercado é inesgotável? Ou será que não existe amanhã... Bom, seja qual for a resposta, é pertinente ao futuro, e o presente se reflete em grandes faturamentos, enquanto o cliente compra em 12X, achando que comprou uma beleza de bike, com vida útil inferior aos 12 meses de prestação. Isto é irônico e triste!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

...mais sobre single speed

O simples fato de se ter uma bike de única marcha, aos olhos de terceiros e desentendidos, pode ser motivo para se pensar que não há razão de tal bike existir. Uma razão para se ter uma single speed, seja ela fixa (fixed) ou não, é a possibilidade de se ter uma bike mais leve e limpa em visual. Bikes sem marchas são ideais para localidades sem aclives acentuados. Alguns bikers, especialmente os que pedalam diariamente, possuem preparo para voar sobre bikes que pesam 12 e 13 kg, imagine como se comportariam ao trocar a bike por uma com 2, 3 ou até 4 kg menos... sim, uma single speed tem esta vantagem. Depois de fazer um Audax, vi alguns colegas terminarem a prova com estas bicicletas. Alguma vantagem fez com que usassem single speed, possivelmente o peso, e o prazer de pedalar em algo que mais se parece com uma "estradeira possuida". O fato é que em locais planos, a single speed é uma consumidora de km, e acho que até em subidas leves ela deixa as demais bikes para tras. Resta saber se realmente vale o esforço (usar em cidades como Porto Alegre), e manter uma única bicicleta sem marchas. Por outro lado, acho que o ciclista que monta uma bike assim, já tem uma 21, 24, ou 27 velocidades guardada em casa, justamente para não se fadigar nas grandes subidas.O visual de uma single speed é lindo, uma bike limpa, delgada, com cara de bike voadora. Geralmente vejo bikes tipo speed com esta configuração, mas acho que uma MTB ficaria muito bonita também, especialmente as de Cr-Mo, como freios a disco e garfo rígido.