sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Bicicletário

Algumas evidências são a contestação de que somos atrasados, pelo menos ciclisticamente falando. Tem algum tempo, acho que pelo menos 10 anos que observo a questão de ter onde deixar a bicicleta. Quando estudava na PUCRS, entrei em 1999, já havia um bicicletário a céu aberto. Mesmo que ficasse a bike no tempo, já achei o máximo, pq a maioria dos lugares não tem sequer um cano onde dê para acorrentar a bike. Acorrentar já é outro problema... No exterior não é raro de ver um lugar próprio para deixar a bicicleta, como na foto acima, de algum lugar na China. Não precisa nem acorrentar! Aqui em Porto Alegre, não tem nada pago ou gratuito que se assemelhe ao exemplo da foto. Como vai ser incentivado o uso de bicicleta se não há onde deixar a mesma? Além do mais os espaços nas vias não são respeitados. Pq haveria no povo a mudança e aceitação da possibilidade de usar a bicicleta para ir vir(em funções diferentes)? Então concluímos que não temos bicicletários, que as vias não são adequadas e a legislação não é respeitada, e para finalizar... os 99,9% das bicicletas fabricadas no Brasil não servem para dar conforto e segurança nesta proposta de deslocamento. Este é o Brasil da bicicleta... grande produtor de bicicletas. Um Brasil que fabrica lixo e deixa o lixo no tempo, possivelmente para decompor mais rapidamente... levando a bicicleta num ciclo de reciclagem, até que o comprador desista na segunda bicicleta. Pq ele chega a conclusão que bicicleta é porcaria... e vai sustentando empresas de ônibus a bagatela de passagem a 2,45 reais, e nos micro ônibus (lotação) a 3,65 reais. Se eu estiver errado no valor, me corrijam, pq não pego ônibus nunca... vou de bike quando posso, e o carro é minha realidade. As vezes prefiro ir a pé... só ando de ônibus em último caso. E a mídia, a cidade, o Brasil da produção de lixo e problemas, seguem no "baile", convencendo as pessoas, e dando motivos para ninguem ter bicicleta. Não gosto de ficar falando a respeito dos problemas relacionados a bicicleta, tento apenas difundir idéias para que as coisas melhorem no mundo da bike. Para mim seria muito mais divertido escrever sobre peças novas, fotografar as reformas, etc. Prometo que o próximo post vai ser mais divertido...

Roberto Furtado

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Cicloturismo em busca de liberdade... só mais um devaneio!

Sentei em frente ao PC e abri uma pasta de minhas músicas preferidas. Aquelas que escuto quando o trabalho permite. Em laterna dos afogados dos paralamas do sucesso, e refletindo em imagens que me vem a cabeça, na estrada em algum lugar. Imaginando a alegria que deve ser um vivente ciclista sair a rumo, sem pensar em dinheiro, nas contas para pagar no fim do mês, nem data para voltar. Até que alguém chega e diz que tu é um híbrido de hippie... e tu ali, pasmo, prestando atenção na abordagem, sem concordar ou discordar, apenas querendo saber pq, este alguém te diz uma palavra solta no espaço... "liberdade"! Este é o maior dilema vivido e que os hippies de alguma forma conseguiram aproximação com o verdadeiro teor da palavra "free". É... talvez nem tudo seja tão simples, pq adoecemos e precisamos do maldito dinheiro, mas será que a gente não adoece por causa dele? Ao bah que me permite ser um gaúcho da cidade de pedra, anseio montar no meu cavalo de aço (de preferência de Cr-Mo) e sair por aí, conhecendo os bordos deste Estado tão bonito que é o RS, em seguida o Uruguai, Argentina, Chile... e sabe lá onde acabaria ou fincaria os pés.
O importante mesmo é que a gente sabe o que gostaria de ser, e que uma música qualquer, como a citada antes, nos leva a algum lugar, nem que seja apenas um sonho de gaveta, como descreve a inserção da prática, de Amyr Klink. Ao som de Kleiton e Kledir, como outros tanto preferem, ou Ramil, em sóbrios e belos devaneios sobre a lagoa e loucos de cara... Lisboa ou Van soria dentre outros tantos sonhadores que despencam em sonhos de ritmo que amenizam ou salientam a dor de ser ou não ser livre. Reflita... vá ouvir Olinto no IPA, acho que vale muito a pena.
Desculpe o devaneio... não sei ser de outro jeito!

Roberto Furtado

Cicloturismo com Antônio Olinto

Olinto e Adriane no parque de Abruzzo (Apeninos - Itália)

No próximo dia 10 de Agosto, Antônio Olinto, um cicloturista experiente, falará sobre projetos futuros e de suas aventuras realizadas no exterior. No site do cicloturista estão disponíveis imagens destas aventuras por países distantes, como Índia, EUA, Itália, como aparece na foto. Também são encontradas obras de valor especial aos bikers que gostariam de um dia realizar aventuras como Olinto fez e faz. Acredito que esta será um oportunidade sem igual aos sonhadores sobre rodas e pedais, talvez este seja o empurrãozinho que muitos precisam para começar uma aventura. Mais informações no site da Sociedade Audax.
Uma frase de Amyr Klink, autor de Cem dias entre céu e mar, pode ser a melhor tradução de um começo:"Porque um dia é preciso parar de sonhar, tiras os planos das gavetas, e de algum modo começar!"
Aliás, este livro é outro marco em minha vida... foi quando eu parei e pensei na vida, e percebi que algumas coisas estão erradas em nossa sociedade. Não vem ao caso no momento, então espero ver os amigos dia 10 de agosto no auditório CDL do IPA, na Rua Dona Leonor, nº 340, Bairro Rio Branco, Porto Alegre, ás 19:20 hs.

Foto: retirada do site de Olinto
Texto: Roberto Furtado

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O funil do Audax... os 600 km!

Hoje me resta apenas esperar pelo próximo ano, quando imagino estar devidamente recuperado da lesão que consegui fazer na tentativa de completar o Audax 300 km. Infelizmente foi um ano onde pedalei pouco, devido a trabalho e ao clima, e estar preparado é a primeira metade para completar um Audax, acompanhado de equilibrio emocional relativo a segunda metade. Não importando os motivos do meu fracasso, por assim dizer. Vem chegando mais uma prova, e não dá pra dizer que este Audax não é um funil. Tenho certeza de que muitos dos participantes conseguirão, mas também acredito que seja pq muitos outros já ficaram para trás. Um funil! A bravura não é mais garantia para o sucesso, pq agora nos 600 km, isto já passa a ser um esforço além do humano. Sim, acho que estes homens e mulheres, na verdade são ETs. Somente alguém que já não é deste planeta aguenta pedalar com frio, as vezes chuva, com um ralo repouso. Minha admiração fica aqui impressa, para que estes não esqueçam que durante a prova serão lembrados. E talvez isto seja um reforçador para que consigam obter este "status" ciclístico, mesmo que seja apenas para eles mesmos. Engana-se quem acredita que todos são capazes... não são! Definitivamente, estes de agora, dos 600 km, são nossos super heróis. Uns com trajes masculinos, outros com trajes femininos, e meu voto vai para as meninas. Embora sejam delicadas e totalmente femininas, nao deixam a desejar em nada, mesmo quando comparadas aos melhores rapazes do esporte. Amém!

Roberto Furtado

Ser contra carros não resolve nada! 2ª parte

Após o post sobre ser contra carros não resolve nada, resolvi prosseguir, mantendo clara minha posição sobre a bicicleta e o carro. Cada um coloca um peso diferente sobre o uso da bicicleta, mas hoje, em minhas duas atividades profissionais, não tenho como abrir mão do carro. Precisaria mudar muito, possivelmente inclusive de endereço, pois resido a aproximados 18 km do cento de POA. Fico me imaginando carregando uma mochila com material fotográfico e um netbook por 18 km até chegar no local onde devo fotografar. A mochila deve pesar uns 5 kg. Também penso que o material todo é muito delicado, e certamente não resistiria a um tombo. Então note que cada um possui uma realidade, da qual muitas vezes é dependente do veículo. Também lembro que em emergências o carro é uma necessidade, onde Taxi também é carro aqui na terra do Nunca. Diante a estas poucas referências, insisto que a resposta de uma vida melhor e mais simples esta em criar espaço para as bicicletas, e não recusar espaço para os carros. Ganhar respeito de motoristas e do sistema exige reciprocidade...
Nunca vamos conseguir nada com radicalismos... Toda forma radical sempre é mal vista, mal recebida, inaceitável, e só gera antipatia. Então se quisermos o respeito para ciclistas, precisamos nos fazer respeitar, tendo atitudes sensatas, parando em sinais, andando na pista da direita e em conformidade com a legislação. Mesmo que isto pareça difícil, e um grande peso para nós... lembremos que muitos ciclistas humildes e também ignorantes (não relacionados os adjetivos) andam contra mão, na pista da direita, ou em alta velocidade sobre as calçadas, e ainda existem os que não respeitam as faixas de pedestre (mesmo que sem querer).
Sou um grande incentivador da bicicleta, mas acredito que só conseguiremos espaço, mostrando inteligência e maturidade nos veículos de comunicação. E a conduta pesa muito, para quem estiver ouvindo algo a respeito na TV ou Rádio, pode já ter passado um episódio com um ciclista que trafegava na contra mão, a exemplificar.
Para finalizar o post do dia... ainda recebi por email nesta data, me perguntando se eu era a favor de bicicletas. Ora, e o que parece? Depois de quase 400 posts... ainda há esta dúvida? Eu adoro estar aqui, devaneiando sobre bicicletas, amigos e coisas de ciclista, mas acredito que deve haver um peso para tudo. Devemos ver a vida com os olhos do lado oposto da rua, justamente para não prejudicar ninguém... inclusive colegas. A palavra que resume tudo é igualdade.

Roberto Furtado

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ser contra carros não resolve nada!

Bom dia pessoal! Hoje estava lendo um material sobre o caos no trânsito, assunto que tem me interessado por demais, e haviam depoimentos de algumas pessoas. Casualmente conhecia uma destas pessoas que contribuiram para formar reflexão sobre este que tem sido um problema mortal para as grandes cidades. Queria dizer que conheço um pouco da vida deste cidadão que contribuiu de forma negativa para o assunto em questão, e que não vou citar nomes pq sempre tem alguém que conhece alguém. Também não vou citar onde foi que li, pq isto facilitaria a identificação e o resultado seria o mesmo. Não quero ofender e tampouco promover alguém que absolutamente não merece tal atenção. O cidadão em questão relata todos os problemas dos carros, faz gosto por provar que carros não servem para nada, blábláblá... até então acho que cada um tem sua posição, mas sabemos que não existe economia sem trânsito, pq sem vias ou rodovias, não tem transporte de alimento, nem produção, nem coisa alguma. O carro é uma necessidade da atualidade, e pensar que a expulsão deste resolveria algo seria imaturidade. O cidadão em questão é meio insatisfeito (mal sucedido), e acredito que seja por isto que ele não tenha veículo, e não opção. Não ter carro não é problema, o problema é não ter e colocar um peso emocional distorcido para embalar fatos e preferências, de modo a tornar quem tem carro num bandido. Acredito que alguns devem ter lido o que cito. Caso não, também nem importa, já que o criminoso automóvel é discutido em tudo quanto é lugar. E deste posicionamento há um excedente de contribuições. Comunismo e radicalismo estão fora de minhas preferências ecológicas e econômicas. Vamos pensar um pouquinho, vamos parar de apenas ler o que é escrito! Vamos colocar em prática, coisas realmente práticas! Viáveis!
Bom, é apenas minha posição sobre fatos que ocorrem no mundo ciclístico urbano.

Roberto Furtado