terça-feira, 6 de setembro de 2011

Alleycat gaúcho... Alicate! Em 07 de Setembro!

Quicksilver
Em todo lugar surge uma cultura... e a globalização permite que as fronteiras sejam quebradas com o uso da rede de internet. O filme, Quicksilver, interpretado pelos artistas da imagem acima, é uma versão bastante tradicional de entregadores de encomendas através da bicicleta. Me parece que existe muito mais do que simplesmente entregar algo, talvez seja respirar bicicleta, liberdade, e mais algo que não sei precisar. Talvez este algo seja simplesmente amar a bicicleta. A cultura urbana, a vivência de viver como se acredita e se consegue, acaba por criar "detalhes", oportunidades que talvez somente o vivente consiga entender. Penso isto... para entender algo ou alguém, viva como tal! Aqui em Porto Alegre, de vez em quando parece ter ocorrido um evento que se assemelha as corridas de rua, entre becos, latas e garrafas, como as que surgiram nos EUA. Algo não tão complicado, mas talvez poético do ponto de vista do entregador. O Alicate acontece amanhã, uma corrida informal, com uma taxa de inscrição de 5 reais, mais para simbólica do que qualquer coisa, como a vitória e a derrota. Afinal de contas, o que importa não é nem competir... e sim correr, sentir o vento no rosto, escutar o barulho do pneu... e penso que não esteja entre elas a roda livre, pois muitos destes, serão possuidores e bikes fixas. Ou talvez... todos! Amanhã estarei lá para ver. Tem algum tempo que estou curioso sobre isto... espero fazer amigos e boas fotos amanhã. Onde? No velódromo do Marinha, ás 10:00. Como se diz... por sua conta e risco, ao estilo Alley Cat.

Um excelente feriado, de paz e reflexão!

Roberto Furtado

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

4ª Etapa do Campeonato Gaúcho de Meio Fundo... fotos!






Foi neste último Domingo! O final de semana foi um presente... foi até quente demais para as espectativas. Quando retornei para Porto Alegre, marcavam os termômetros mais de 20 graus após as 19 horas. Foi realmente quente para a estação... nem parecia inverno. A prova teve curiosidades como em toda prova... ciclistas que foram para a cidade de Arroio do Meio de bicicleta, ciclistas que vieram da fronteira, bem interessante. A cidade é linda, pequena, acolhedora... fica pertinho de Lajeado (RS). As famílias dos ciclistas eram vistas na praça, curtindo o dia maravilhoso. Uma paz que não vejo mais na capital... ou talvez sejam meus olhos. Engraçado isto... A paz de caminhar sem olhar para o lado, cuidando o perigo que espreita. Cidade do interior tem suas inúmeras vantagens!
A Prefeitura apoiou o evento... a organização fincou acampamento em frente ao prédio da prefeitura, que era em frente a praça, ao lado da igreja, bem do jeitinho de muitas cidades aqui do RS. No meio da tarde, o sol pegava! E o calor era alto, alguns ciclistas aparentavam o desgaste. Prova divertida, emocionante, e bem assistida. Muitos moradores sentavam em cadeiras de praia pelas calçadas para ver o evento. A chegada de uma das categorias foi duvidosa, mas acredito que a justiça tenha sido feita. Na fotografia, ciclistas lado a lado, antes, durante, e depois da linha. Olhares receosos dos árbitros, discussão, e então foi dado o resultado. Um descontente, outro satisfeito, decisão difícil... intenção de garantir a justiça. No fim, acredito que todos entendem... todos querem o mesmo. Ali, em provas de ciclismo, nada é mais importante do que a verdade e o entretenimento. E assim, foi... mais uma etapa! 
As imagens estou colocando no picasa, link da prova. Entre um trabalho e outro, disponibilizando imagens do evento. Roda pra frente, pq logo ali deve ter mais uma...

Roberto Furtado

Brique da Bike... oportunidade de comprar e vender!

Local: Cidade da Bicicleta
Rua Marcílio Dias, 1091 – Bairro Menino Deus.
Horário: Das 14:30 até 18:30.
Data: 18 de setembro (domingo).

Quantas vezes você guardou ou jogou fora algo que não precisava mais... se você tem um cambio usado e vai jogar fora, pode ser que um colega esteja precisando e não possa comprar um novo. Pense que é uma boa ação, ou uma oportunidade de recuperar um pouquinho do investimento realizado na bike. Você pode trocar, vender, comprar... e se ainda assim achar que não fez um bom negócio, pense que respirou bicicleta mais um pouco. Afinal, bicicleta não é somente pedalar, é refletir sobre um estilo de vida, vivenciar momentos, curtir o vento, as pessoas, a natureza! Este momento, chama-se Brique da Bike.
É importante que você compareça mesmo que não tenha nada para vender ou para comprar. Estes eventos são gratuitos, e você ganha pq sempre faz um novo amigo de pedalada.  
Uma iniciativa da Cicloativos e do Poabikers. Recomendo! Já estive, já comprei, e vou de novo...

Um abraço

Roberto Furtado

sábado, 3 de setembro de 2011

Oficina... pivô de freio quebrado, e agora?

Boss de freio (doador)

Frame com pivô quebrado

Prisioneiro colocado

Comparação entre o original e o reparo

Colocando a face deslizante do pivô

Pronto!
Este post era uma promessa, agora, esta feito... Pensei várias vezes em solicitar o trabalho de um torneiro mecânico, mas concluí que desta forma estaria desencorajando o ciclista "aventureiro da oficina" a realizar a tarefa pelo custo elevado. O custo numa tornearia de boa qualidade, poderia variar de 30 a 90 reais para este serviço. Fazendo em casa ("homemade"), acredito que estaria criando iniciativa em diversos colegas de manusear e reparar suas bikes em casa, descobrindo que existem outros entretenimentos no mundo da bicicleta. Esta operação não é muito arriscada, principalmente se você conseguir um parafuso de grande dureza, encontrado em casas especializadas em porcas, parafusos e arruelas. O atendente deste tipo de comércio, saberá o que indicar. Peça um parafuso ou prisioneiro forte, se encontrar de inox, pode ser, pois geralmente já são encontrados em dureza elevada suficiente. Esta operação não é recomendada na garagem de sua casa, se for para o garfo dianteiro, pois este é mais importante, e recebe muito mais esforços que o traseiro. Para garfos, recomendo realizar a tarefa em um torneiro. Economizar alguns trocados para depois ter prejuízo ou risco de vida, não compensa! Os esforços de torção são violentos nos freios da roda dianteira, na roda traseira os esforços são reduzidos, pq se acionarmos com excesso de força, a roda arrasta. Ao andarmos na bicicleta, nosso cérebro aprende a comandar o acionamento do freio, sendo suficiente para parada, sem arrasto, com o esforço mínimo. Algumas pessoas arriscam a força exata de frenagem na roda dianteira em 70%, não acho que este seja um número exato ou próximo, pois são tantas as variantes que seria  impossível criar uma regra, ou precisar um número. O caimento do plano, altura do selim, geometria do quadro, comprimento do quadro, presença de suspensão, dentre outros detalhes, acabariam por determinar o real esforço da frenagem. Isto é possível somente com um estudo detalhista, que acredito não existir... talvez em motocicletas que usem sistema ABS, e olhe lá! Seja como for, e voltando ao conserto de suportes de freios, ou bosses do vbrake, também conhecido como pivô do vbrake (que serve também ao sistema cantilever), segue um quase passo a passo. Primeiramente, iniciaremos a operação alinhando o pivô. Quando ele quebra, pode ocorrer da parte que sobrar ficar atravessada, e para alinhar, uma lima fina serve (ferramente de limar). Esta etapa é bem trabalhosa, pois o alinhamento deve ser perfeito, ou quase. Quando o enxerto for instalado, ambos devem ter suas faces alinhadas, caso contrário criarão um "empenamento" no parafuso que vai unir as mesmas. Este empenamento do parafuso pode criar uma instabilidade na resistência do mesmo, e projetar o mesmo a esforços concentrados em determinado ponto da secção do prisioneiro. Geralmente a fadia ocorre por esforços cíclicos em dado ponto, portanto certificar-se de que os esforços serão distribuidos por igual, trará tranquilidade ao rodar. Gostaria de apontar um possível problema enfrentado durante a manutenção dos vbrakes. É possível que durante uma limpeza, onde os vbrakes são retirados para lubrificar a face deslizante, ocorra a remoção total deste reparo. Não acredito que alguém tenha problemas com isto, pois basta recolocar, ficando atento para que fique sempre firme. Se achar necessário, existem colas específicas para firmar o parafuso (ou prisioneiro) na rosca, desta forma não se arrisca escapar, desroscar, ou espanar por movimentos cíclicos. Não creio que seja necessário firmar de alguma forma, mas lembro que um soldador pode utilizar solda prata para fixar o prisioneiro e o pivô, tornando o sistema mais forte que o original devido a "massa" volumétrica que receberá os esforços. Ressoldar um conjunto completo é para último caso. O motivo é simples... dificilmente acharás uma peça igual a orginal, pois elas geralmente se diferem na base e comprimento. O padrão é somente na face deslizante, e mesmo assim já observei que existem peças diferentes. Também vale lembrar, que um quadro soldado posteriormente a pintura, acabará perdendo a tinta nesta região, prejudicando a aparência, e talvez a originalidade do material. O perfeito alinhamento é um outro problema, pq estes sistemas sem fixados por meio de gabaritos, onde é padrão. Retirando, não se consegue deixar em mesma angulação... prejudicando a aparência do quadro. E afinal, estamos a falar de quadros de Cr-Mo, cada vez mais raros. Espero que este post sirva para ajudar alguém, embora esta problema não seja tão comum, mas já vi quadros serem perdidos por problemas banais como este... então aqui reforço que isto não é problema sério. Sério é dar um uso radical ao um quadro de alumínio, mantê-lo sujo, e nunca preocupar-se com a fadiga. Cedo ou tarde, ela chegará.

Roberto Furtado

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Mercado automobilistico de olho em bicicletas... e "médias" e mídia!

http://inhabitat.com
Com os olhos sempre focados no interesse do consumidor, as grandes empresas buscam atingir a todos os mercados. Felizmente, muitas pessoas inteligentes começam a perceber que o carro não é a melhor opção como meio de transporte urbano, motivadas pelo caos de trânsito e pela violência que é dirigida as tradicionais formas de transporte urbano. A qualquer momento é possível perceber isto nos grandes centros. Existe um lado bem interessante no caos, que é justamente fazer com que as pessoas possam prestar a atenção necessária nos assuntos que são importantes. E com todo tipo de problema que o uso do carro vem acarretando, agora se percebe a valorização da bicicleta. Mesmo que esta seja destinada a terceiros. Ou seja, do ponto de vista do egoísta preguiçoso, prefere ele me ver a andar de bicicleta do que de carro... e isto me parece conveniente, pq talvez ele passe a me respeitar. Pensa ele que é muito esperto, e na verdade, é... pq sabe que serei um carro a menos na rua. Por vezes acompanho as novidades do mundo automotivo. Percebi que nas últimas matérias, sempre ocorre uma que gira em torno da bicicleta. O que poderia representar isto? Parece muito claro que as empresas tentam se ajustar as pequenas tendências ocorridas. A crise econômica mundial, questões ambientais, e relacionadas ao bem estar do homem, acabam sendo sempre ícones presentes em todo tipo de jornal, periódicos, revistas eletrônicas, etc. O mundo automotivo, agora pede atenção de ciclistas... ou de motoristas que repensam seu cotidiano. É difícil entender, exceto nos dias chuvosos, pq alguem trocaria um veículo que traz apenas alegrias ao uso diário. Se fosse por preguiça, ressalta-se a questão de que bicicletas munidas de motores elétricos possuem autonomia de 30-40 km. Tal distância é mais do que suficiente para aqueles que residem e trabalham na mesma cidade. E quanto a segurança, vale destacar que se tivermos 3000 novos ciclistas, teremos então 3000 carros a menos,  e menores probabilidades de acidentes envolvendo ciclistas. Um sistema "ciclo suficiente" que se estimula. Talvez alguns digam que o tempo disponível é um problema para uma bicicleta que é conduzida a 30 km/h, mas acredito que em questões de reestruturação, e disciplina, possamos ter grandes melhorias. Talvez ficar preso em 3 ou 4 fechamentos de sinal de um cruzamento convença a estas pessoas que tal opção acaba sendo até mais rápida.
Sim, a mídia e as grandes empresas estão fazendo média com a bicicleta, mas isto não é bom? Em favor da bicicleta, tudo que vier... vem muito bem!
Esta reflexão, se deu por iniciativa deste blog... e foi motivada por uma leitura em Carros e Motos, do Correio do Povo.

Roberto Furtado

Para maior conforto... elevação do guidão!



Na idéia de melhorar o conforto, Raul optou por evoluir o conceito de adaptador de espiga. Evoluir no sentido de aumentar o comprimento, já que os fabricantes desta peça, economizam material fazendo-as curtas (também de parede muito fina). Pensamos que o conforto não tem preço, assim como a segurança, e a melhor opção é transformar a bike a modo de deixá-la ideal para nós. E não nos adaptar a condição dimensional da bike. Sem esquecer que estas bikes eram de outra época, e que na data em questão a geometria era diferente. As bikes eram feitas com um perfil esportivo de diferente conceito em relação ao atual. Até mesmo as atuais esportivas se direcionaram ao conforto, ou não perceberam que o guidão é mais alto, e as vezes menos distante do selim? Olhem bem as geometrias de duas speed, uma atual e uma old school, e entenderão. Em MTBs, a diferença também existe, pois as old de 90's, geralmente são horizontais em top tube, e as modernas são slooping. Buscando esta melhoria, idealizou-se e confeccionou-se o novo adaptador... o torneiro mecânico fez para o Raul. E como expliquei no outro post da GT Outpost vermelha. Não faça isto por conta se não tiveres conhecimento... Se trata de um item de segurança, e eu e Raul assumimos o risco de subir em bikes com tais adaptações e alterações. E logicamente não faríamos em bikes que fossempassadas a terceiros. Muito viável, e pode ser muito seguro, mas precisa ser feito por um profissional que entende do assunto, e avaliado por alguém que vai usar esta bicicleta como veículo seguro.

Fotos: Raul Grossi
Texto: Roberto Furtado