terça-feira, 8 de outubro de 2013

As bicicletas de New York...

As bicicletas... elas são as mesmas em todo lugar. Em Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo, Uruguai, etc... Elas são sempre estruturas que ligam rodas capazes de girar e consigo levar para longe. Em lugares distantes a social bicicleta consegue expressar uma democracia limpa... sem interesses, pois dela surge sempre uma intenção que não se relaciona com nada, e ao mesmo tempo com tudo! Você vai aonde quiser, com quem quiser, sozinho, com ou sem motivo... Não precisa colocar peso de uma vida urbana, mas nela faz muito sentido viver sobre a tal bicicleta. Aonde vou deixar o carro? Não tem estacionamento disponível... o ônibus passa a 4 quadras daqui! A bicicleta se gruda a um poste nas ruas e se torna parte da "paisagem" urbana. Não fere, não questiona, não impede... viabiliza oportunidades! 
Em New York as pessoas passam de lá pra cá com bicicletas novas e antigas, algumas velhas e decadentes, outras pura poesia de décadas 50, 60, ou 70. Elas funcionam, elas giram, elas transportam seu humano com aspirações e pressa, com conforto, vento no rosto! Não há porém... apenas chuva! Para quem vive as ruas com outro pensamento, há um espaço temporal que permite raciocinar, refletir sobre outras questões, ou apenas apreciar. Lembro e penso que é difícil de explicar... certa vez havia vento, gotas da chuva batiam no rosto. De início achei ruim... quando me acostumei, senti-me vivo. Nunca poderá ser descrita uma realidade sem que ela seja vivida por um vivente sobre bicicleta. 
As ruas de New York, contrastam com bicicletas, aceitam-nas! Algumas marcas que jamais havia visto, outras quase um mito... Schwinn de Chicago. Aqui, nos Pampas, jamais havia visto. Lá, são dezenas vistas em um passeio. De todas as marcas, conhecidas ou não, aço, cr-mo, alumínio, carbono, qualquer natureza no uso da mobilidade. Coisas que só presenciando acreditamos... algumas, abandonadas pelo esquecimento ou mudança. Pessoas que vão, sem ter onde guardar, as deixam acorrentadas sobre as calçadas pela eternidade. Agora são enfeites... talvez na espera do retorno, talvez apenas observando, sendo observadas por curiosos como eu. Old bikes são poesia que escorre corrosão sobre as calçadas, pingam, mancham o calçamento. Denuncia do tempo que estão ali? Sim, para os sensíveis adoradores da bicicleta, para aqueles que registram o tempo e o vento sobre os objetos, pessoas e estruturas... uma questão fotográfica! A vida é tão estranha... perguntas vão e vem, indagam a nós mesmos, pq estamos aqui, ali, estivemos! Sabe de uma coisa, pensamos sobre as coisas como ações do vento do acaso que traz e leva... somos nós que vamos e voltamos ao sabor do vento, quando sempre insistimos em pensar que somos autônomos. Não somos... somos guiados por nossa natureza, despertados pelo destino revelado. Somos folhas ao vento... como bicicletas de Nova Iorque. 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Interbike 2013... Bike Fit de primeiro mundo!


O que afasta o profissionalismo das tentativas frustradas ou dos resultados ineficientes? Todo dia eu acordo e me pergunto sobre isto... A vida é uma empreitada rumo ao objetivo. No meu caso, tento ser o repórter fotográfico mais afiado que eu puder. Invisto em materiais sempre que posso, vou sempre além da necessidade do meu cliente. Se eu queria fazer mais... certo que sim, mas a resposta esta em quanto o cliente esta disposto a investir no seu colaborador. Isto é um fator limitante aos profissionais da fotografia, da engenharia, da medicina, etc, e inclusive do bike fit. Eu posso garantir a vcs que eficiência têm relação direta com tecnologia e conhecimento. Onde há apenas uma das ciências, a outra deixa a desejar na existência ou na qualidade. Na Interbike 2013 tive a oportunidade de ver um bike fit onde o profissional chegava em mais de 99% de eficiência do atleta. Estes 1% podem ser alterações do corpo, deformidade do material durante a pedalada, mal posicionamento do atleta ao sentar mais para frente ou para trás no selim... pelo menos foi o que entendi. Tal e qual uma equação matemática com margem de erro, a diferença sempre existe. Agora fica aquela pergunta de quanto é a margem de erro de quem não usa tecnologia de ponta... e soma ela aos produtos de má qualidade que algumas empresas insistem em vender, e vais ter um caminhão de erros e problemas, talvez malefícios a saúde do atleta. Lá não é realidade brasileira, nem em tecnologia, tampouco em conhecimento, neste caso, obviamente. Não desanime, a ciência chega lá... temos alguns profissionais de alto valor no Brasil. O que falta para eles? Ao meu ver, falta o governo viabilizar a aquisição de materiais pela redução de impostos... e esta, é apenas uma das ciências da bicicleta. Quantas áreas da mesma ainda precisam ser estimuladas? E fora da bicicleta, quanto há para aliviar e assim viabilizar benefícios a sociedade. Falo de saúde, moradia, alimentação, etc...
A Interbike é isto aí tudo... mas ela é o que um país quer que ela seja!

sábado, 5 de outubro de 2013

No Gopro... JVC!

Durante a feira da bicicleta mais importante das américas... Me deparei com uma proposta meio Gopro da JVC. A JVC GC-XA2 é uma versão esportiva de câmera portátil. Resistente a água, pequenos impactos e recebendo positivamente algumas oscilações do movimento. Confesso que esta última não entendi... penso que seja algum sistema para minimizar os movimentos secos que se transformam em aberrações do movimento, mas não imagino um sistema destes internamente em uma câmera. 
O fabricante alega grande qualidade em formatos HD e full HD, com opções de 24, 30 e 60 quadros por segundo... nenhuma novidade, exceto se a qualidade for muito boa, mesmo com aquele lente minúscula por onde a imagem é captada. Já imaginou uma gota na lente... vai parecer um elefante! Vale da mesma forma para a Gopro... mas não podemos esquecer a proposta do material, pois ninguém vai fazer uma produção cinematográfica hollywoodiana. É pra captar as cenas impossíveis vividas somente pelos esportistas e aventureiros. O Limite é o seu limite... faça o que quiser, como conseguir, e depois veja em casa no conforto. Tá valendo uma proposta diferente. Quem sabe a Gopro não evolui pra se destacar ainda mais frente as concorrentes. Concorrer com Sony, JVC, etc, especialistas em produtos populares da qualidade, isto não é fácil. 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Video no trânsito de POA...


Taí uma história feita pelo Nícolas... produzida com centenas, talvez milhares de frames, do deslocamento até a rodoviária de POA. Produção do Nícolas, apoiador Dudu Bike... 
Tem uma outra versão mais demorada, mas eu recomendo esta pq não gasta muito tempo pra pegar uma carona de bike. Uma ótima oportunidade para entender: Pq bicicleta?

Sol e chuva...


Hoje, durante um pequeno trabalho que realizei para Adventure Bike Shop flagrei o sol e chuva que se representa na fotografia. Na imagem, aparece o prédio da UFRGS em frente, o arroio dilúvio e começam aparecer as primeiras contenções para a ciclovia que vai se formando aos poucos junto do arroio. O colorido e a beleza estão realmente nos olhos de quem quiser ver... isto é uma coisa que aprendi nesta caminhada de fotografia. Sol e chuva é coisa meio rara... nem precisa ter o casamento de viúva, e o assunto deste blog é como o vento. Ora falo sobre chuva, ora sobre bicicleta, ou quem sabe você sugere... também é possível. Hoje, mesmo respirando bicicletas, decidi falar sobre a chuva, ou sobre o sol em dia de chuva. Espero que o final de semana permita uma pedalada... sinto falta! Domingo tenho trabalho, que seja o sábado uma oportunidade. Um excelente final de semana... e roda pra frente!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O Brasil é nosso... ciclistas de NY!

O curioso de New York é que para uma cidade grande tudo funciona muito bem... comparando Porto Alegre, ou São Paulo, ou até mesmo o Rio de Janeiro com a NY se percebe que o Brasil é como é pq questões históricas da cultura e do comodismo. As cidades que poderiam ser exemplo na américa latina não passam de frustradas aglomerações da sociedade. Não oferecem um trânsito de qualidade para os automóveis e menos ainda para ciclistas e pedestres. Aliás, no Brasil, dono de carro é mal visto por ciclista e pedestre, e pedestre e ciclista é marginal para condutor de veículo. Nos EUA, bicicletas são respeitadas na atualidade, vistas como alternativa de deslocamento que representa a liberdade e democracia, também trânsitos menos caóticos. Enquanto o prefeito de Porto Alegre "brinca" de Lego com a cidade, o prefeito de NY se preocupa em dar qualidade de vida para os cidadãos. Um metro que funciona, ônibus que passa no horário, condução responsável de grande parte dos motoristas... e lugar definido para tráfego de bicicletas na Ponte do Brooklyn. Mesmo com obras na ponte, segurança para pedestres e ciclistas. O Brasil é nosso... nosso dilema! Ame-o, aguente-o, ou abandone-o! Enquanto a gente aguenta, vai confeccionando inspiração para para pensar o que podia ser feito, mas em terra de corrupção, mensalão e ePTc a gente não têm outra coisa pra pensar, exceto de como poderia fazer para puxar a descarga do banheiro e mandar esta trupe embora do ofício e de encontro a extinção. E olha que nem radical sou... menos ainda a favor, mas as coisas estão apenas piorando, vai ficar bem pior! Agora já estou torcendo por vandalismo geral... que seja na prefeitura, palácio do governador, ou presedencial... mas que não sobre uma pedra pra contar a história, não queremos lembranças. Se isto foi meu dia de fúria, então que seja um alimento para quem sabe o que e como fazer, pq eu não sei... enquanto isto, ciclistas de NY, de lá para cá, trafegando livremente.