quarta-feira, 31 de março de 2010

Nishiki Manitoba 1994 - versão "busca pão ali pra nós!"








Bom, parece agora que os projetos estão andando a todo vapor... na verdade não! Muitos destes projetos de reforma que venho descrevendo e detalhando aqui no blog estavam se arrastando há muito tempo. Alguns motivos me parecem claros, mas quem esta acompanhando a distância não percebe alguns problemas que o "aventureiro reformador de bicicletas" passa durante estes processos. Esta Nishiki Manitoba 1994 pertence a uma geração de bikes que julgo muito especial, estas bicicletas da década de 90 perteceram a uma época onde houve uma explosão de fabricação de bicicletas. Algumas grandes marcas nascidas antes ou durante a última década do século 20, fabricavam grandes bicicletas com a melhor das intenções. Mal sabiam eles que aquele período seria passageiro e conturbado, e que o consumismo sofreria tantas variações até a virada para o século 21. Sem saber disto, fabricaram bicicletas que podem ser encontradas até hoje em fundos de garagem, ou abandonadas em bicicletarias, ou até mesmo em lixões aguardando a reciclagem. Um crime deixar que uma peça de Cr-Mo termine no lixão de Fe para ser transformado muitas vezes em aço de obra, algo tão desqualificado se comparado ao Cromoly. Certo dia passeava eu pelas páginas do mercado livre e deparei com este quadro Nishiki, pedia o vendedor aproximadamente 120 reais para quadro e garfo originais, sem qualquer acessório. Resolvi fechar com ele e fui logo comprando este brinquedo... mandei pintar com pintura a pó (eletrostática) na cor prata. Depois começou uma novela que demorou meses para terminar. O maldito canote 26.2 mm não se encontrava em lugar algum aqui em Porto Alegre. Foi o causador de minha frustação com as lojas aqui de Porto Alegre, pq sempre que eu perguntava sobre este tipo de medida era praticamente desencorajado a procurar. O tratamento também não era bom... Me enchi desta história e comecei a procurar em outros Estados, em São Paulo encontrei relativamente fácil. A bicicleta recebeu o canote Zoom de medida supostamente impossível de se achar, e neste instalei o banco Velo Plush, priorizando o conforto. A intenção era fabricar uma bike "busca o pão ali pra nós" com excelente qualidade e conforto, mas sem custar muito e sem chamar a atenção de "afanadores" (estes que pegam as coisas da gente sem pedir). Coloquei rodas sem blocagens, pneus grandes, parafuso com porca pra fixar o canote de selim, desta foma a bike precisaria de chaves de boca para ser desmontada. Também coloquei um guidão alto, juntamente com uma mesa alta, que mesmo sendo um quadro com frente baixa, passou a ter altura suficiente para oferecer conforto. Um cambio traseiro novo e simples, shimano torney, bem como maçanetas de freio, vbrakes e movimento central shimano selado, novos! O restante das peças, como trocadores, cambio dianteiro, pedevela, mantive os da época... funcionam perfeitamente, mas não apresentam aquela cara de produto novo, que chama mais a atenção dos "afanadores". Levei para o amigo Tchaka, ele montou tudo e fui buscar... na volta pra casa vim me deliciando com a bike. Boa de andar, simples, perfeita para escapar de "afanadores"! Projeto 100% aprovado! Agora falta apenas escolher um bagageiro dianteiro ou traseiro, colocar paralamas, etc...

Texto e fotos: Roberto Furtado

Uma trek 850 gigante... nossa!







No sábado pela manhã, o amigo Raul foi passear... como todo ciclista, visitou uma loja de bicicletas aqui em Porto Alegre. Chegando lá, deparou-se com algo inesperado e fascinante. Encontrou diante de seus olhos uma TREk 850 no tamanho ultra grande, na medida 21,5 polegadas de centro a centro (do centro do movimento central até o centro do tubo superior). Tamanho perfeito para ele. Voltou pra casa e me ligou, entusiasmado... Convidou-me para olhar e quem sabe poderia comprar a maravilha se ela estivesse boa. Ainda com algumas peças da época, a Trek 850 apresentava um grupo em estado regular, e algumas das peças já haviam sido modernizadas pela substituição, entendida como necessária.
Fiquei curioso em saber como o cambio dianteiro não escapou de uma substituição, enquanto o traseiro escapou sem problemas da revisão, embora com pequena folga percebida ao manuseio de conhecedores. O fato é que Raul arrematou esta relíquia da década de 90, e agora é feliz proprietário desta. Já providenciou a aquisição de uma corrente e cassete, e disse que vai substituir a mesa de forma ao seu conforto. Quando vejo um brinquedo destes percebo que nem tudo esta perdido... as vezes estas jóias voltam ao mercado, e quem sabe se para pertecerem aos novos proprietários por mais 15-20 anos. Quem sabe?!?!!
Fotos: Raul Grossi
Texto: Roberto Furtado

terça-feira, 30 de março de 2010

Reconstruindo mais uma GT (de Cromoly) - 3ª parte

A GT de Cromoly esta quase pronta... por isto, resolvi postar algumas fotos de detalhes para visualização do projeto. Imagino que alguns amigos estejam curiosos, então seguem as primeiras imagens do projeto em fase final. Se a dúvida fica para o que falta... digo que faltam parafusos de inox, que colocarei no quadro para prender garrafa, bomba de quadro, bagageiro, dentre outras necessidade. Muitas fotos de uma única vez seria um desperdiçar um momento como este. Onde existem detalhes de sobra para apreciação em um modelo simples da década de 90. Note o cordão de solda, a fixação para bagageiros dianteiros e traseiros, bem como paralamas, também o logo em baixo relevo, a combinação deste azul com o cassete e a corrente reluzentes. Pequenos detalhes que fazem a diferença.





Possivelmente nesta quarta feira farei novas fotos para apresentação final deste projeto, devidamente concluido.
Fotos e texto: Roberto Furtado

sexta-feira, 26 de março de 2010

Fleche Velocio 02 de Abril - Sociedade Audax

Neste próximo dia 02 de abril (2010) ocorrerá uma boa prova e oportunidade de pedalar... o Fleche Velocio. Você pode saber mais sobre o estilo de prova no site da Sociedade Audax, organizadora desta prova:
http://sociedadeaudax.blogspot.com/2010/03/fleche-porto-alegre.html

Creio que eu seja voluntário neste evento também, pois estou me preparando mesmo para o Audax 300 km de junho de 2010. A prova que ocorre na sexta feira santa vai ser um belo treino, já sei de amigos que farão a mesma. Para saber mais, recomendo acessar a Sociedade Audax e os regulamentos.

Regulamento da ACP para o Flèche Velocio

Regulamento da Sociedade Audax de Ciclismo.

Postagem: Roberto Furtado

Reconstruindo mais uma GT (de Cromoly) - 2ª parte


Durante uma folguinha de trabalho meti a mão na GT... dei uma lixadinha no assento da caixa de direção, apenas para dar uma limpada e assentar a caixa sem muito esforço. Passei graxa por dentro do tubo, e coloquei a caixa de direção sem rosca. No seat tube fiz o mesmo procedimento, até que ficou liso e pode receber o canote sem excesso de esforço. Antes de colocar o canote de selim, passei graxa... bastante, aí ela vai escorrendo pra dentro, e mesmo que pegue chuva um dia, não corre o risco de grudar o canote no seat tube. Claro que um pouquinho de graxa vai dificultar a fixação, mas quando for para o uso mesmo, retira-se o canote e limpa-se com um pano. Ficará firme e não haverá corrosão. Qantas vezes já se viu canote grudado, um cuidado antes de colocar o canote, pode prevenir um problemão. Logo que possível vou começar a montar, acabei optando por um grupo alívio, e materiais de melhor qualidade. Ainda não optei por uma mesa o guidão, mas acho que será algo que oferecerá conforto. Quem busca este tipo de bike, quer fazer cicloturismo... e cicloturismo pede conforto.
A foto da caixa de direção não ficou muito boa, devo ter tremido na hora e não percebi, mas dá pra ter uma noção da caixa de direção e da bucha para adaptar mesa aheadset. Deixei em tamanho grande para pode ampliar e avaliar... é só clicar em cima da imagem. Note a perfeição do cordão de solda. Hoje faço mais um pouquinho...

Fotos e texto: Roberto Furtado

quinta-feira, 25 de março de 2010

Novo problema com peça VZAN!!!


No ano passado relatei um problema com um aro VZAN modelo Action... o problema com o aro Action foi minimizado com o comerciante do aro, que substitui o mesmo para mim. Embora a roda da frente com o novo aro não pudesse receber um pneu sem que muito esforço fosse empenhado, me dei por satisfeito na questão daquele episódio. Pensando que seria um problema isolado, recebi de outros colegas usuários deste mesmo aro, a reclamação sobre a dificuldade na hora de instalar o pneu. Um colega relatou o problema, indicando que o defeito seria do pneu, mas mostrei para ele que o mesmo pneu entrava num aro importado (Rígida) com as mãos, nem espátula era preciso, e ficava perfeito com a indicação de calibragem informada pelo fabricante Kenda. Pensei se tratar de um problema isolado com um dos modelos da VZAN, e acabei comprando um novo par de aros da marca. Muito bonitos em perfil e razoáveis em, acabamento... e o valor, muito convidativo e convincente. Então comecei a montar o aro em um cubo Fórmula, com raios de inox, tudo perfeito. Os aros foram colocados no centrador, e foram apertados até que não houvessem mais pulos e "danceios". Ontem a noite estava em casa, olhando para o par de rodas enquanto colocava as fitas para proteção da câmara. E percebi uma diferença entre os nípels, na rápida olhada, consegui perceber... levantei-me e peguei a roda que estava encostada contra uma parece branca. Levantei na altura dos olhos e não acreditei. O nípel saía para fora... como aparece nas fotos. Retirei a fita que já estava colocada, e percebi olhando a face interna do nípel que ele estava devidamente encaixado, porem a face externa apresentava-se saliente e desforme. Concluí, com a crítica que aprendi durante a faculdade de engenharia mecânica, que não houve controle de qualidade, e que no momento do aperto do nípel houve a falha. Portanto, entendo que houveram duas falhas... na execução de montagem do aro, e na revisão (controle de qualidade). O nípel se encontra firme e aceitou o ajuste feiro em gabarito, e não oferece risco, mas a apresentação do produto ficou totalmente comprometida. Diante a dois episódios acabo na certeza de que o produto do segmento não atinge comparação com produtos importados como WTB, DT Swiss, araya, ou seja qual for o modelo e marca de produto semelhante importado. Achei importante a postagem aqui, ps muitos amigos costumam visitar este blog e não queria que estes colegas ficassem desiludidos da mesma forma que fiquei.
Texto e fotos: Roberto Furtado