segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A média do Audax 200 km de Porto Alegre

Estava verificando os tempos dos ciclistas que realizaram o Audax 200 km e fiquei a pensar no que teria mudado. Se me lembro bem, o vento havia diminuido na data da prova, mas ainda era presente. Logo me veio a cabeça aquele Audax do vento que fiz junto de outros colegas, e que me foi inesquecível. Não tenho certeza, mas acho que as médias de velocidade foram menores desta vez, sugerindo que este tenha sido um audax de boa dificuldade. Agora com os tempos disponíveis pela SAC, pude ver isto... vou falar com alguns colegas para confirmação desta impressão que tive. Pedalar com vento não é fácil, e se não era o vento, talvez o sol... Como eu estava a muitos km de onde era realizada a prova, não havia como avaliar a precisão da situação. Foi estranho não estar próximo... sensação de saber o que estava sendo realizado e não estar participando, motivos pessoais, é claro. Haverão outras oportunidades.

Tempos do AUDAX 200 km de Porto Alegre

Roberto Furtado

Tombar... arte em cair bonito!

corbisimages.com

bannedinhollywood.com
Cair, escorregar, ir pro chã seja qual for o motivo. Eis uma consequência de pedalar que volta e meia ocorre. A queda é inevitável, um dia acabamos caindo. Me lembro de alguns tombos, boas video cacetadas, embora na hora eu tenha ficado irado, frustrado, ou seja lá o sentimento do momento. A última que fiz, tem tempo... acho que quase dois anos. Parei na sinaleira em um passeio noturno e na hora de colocar o pé no chão a roda dianteira escorregou pra dentro de um bueiro... como estava clipado, o tombo foi inevitável. Outra foi a uns 15 anos atrás. Estava em uma speed com pedaleiras, quando parei não consegui tirar o pé... cai de ombro no chão. Acho que houveram outras, mas não lembro. O fato é que se houvesse um fotógrafo de prontidão, sairiam cada imagens bonitas, como estas acima. Na primeira a bike ainda esta no ar. 
O ciclista tem que ter jeito até para cair, pq assim consegue minimizar os danos... contudo, é óbvio que o escorregão numa descida de areião em velocidade acima de 50 km não terá muito o que ser feito. Então para cair menos, só andando devagar mesmo. Se bem que estes tombos meus, descritos acima, foram quase parados... talvez seja no estar devagar que more o perigo, possivelmente pela desatenção da baixa velocidade.

Roberto Furtado

domingo, 7 de novembro de 2010

O que é bicicleta?

Durante o passeio noturno, já no retorno para casa fiquei reletindo o que realmente é bicicleta. O significado de cada coisa para cada pessoa realmente se difere. Respirar bicicleta é algo realmente interessante no aspecto do que ela proporciona. Bicicleta simplesmente combina com o mundo, e tende a combinar ainda mais no futuro breve. Aqui no Brasil, ciclistas como eu, como outros tantos, adoradores das bicicletas de Cr-Mo acabam virando motivo de piada. Quantas vezes escutei de vendedores e de comerciantes que bikes de Cr-Mo são bicicletas do passado. E para mim alegria, quase consegui convencer um vendedor de que as bikes de Cr-Mo são uma nova tendência em bicicleta, quando o assunto for luxo. Sou vivente que perde tempo com coisas a refletir, as que julgo importantes, e neste caso bicicletas são importantes. Bicicletas de Cr-Mo podem ser que demorem muito tempo para retornarem ao Brasil, mas já é possível ver estas em ocasiões especiais, como esta última feira de bicicletas que ocorreu no Brasil, e que ao meu ver é até ridícula se comparada as verdadeiras feiras que ocorrem em primeiro mundo. Até mesmo países pequenos possuem uma visão melhor que a que se realiza aqui. Então em meus desejos para o futuro, ficam coisas bem simples para esta selva brasileira. Para quem desconhece por este nome, traduzo para trânsito das capitais. Assim já esta bom! E para finalizar o que é realmente bicicleta, fiz uma pequena lista, de coisas que "são" viver bicicleta, lembrando que ponto de vista é algo especialmente pessoal.
Bicicleta é...

  1. respirar alegria;
  2. viver com saúde;
  3. ter um carro a menos na rua;
  4. viver em paz de espírito;
  5. saborear o silêncio;
  6. respeitar ao próximo;
  7. impor alegria ao espectador;
  8. poluir menos;
  9. querer mais do futuro;
  10. valorizar bicicletas duradouras;
  11. fazer um supermercado sem pensar onde estacionar;
  12. exigir do governo que seja honesto;
  13. curtir o equilibrio do corpo;
  14. "contaminar" as pessoas com a mesma forma de vida;
  15. ser livre;
  16. ser vivo;
  17. economizar um trocado na gasolina e comprar um sorvete;
  18. plantar algo em casa ou na rua;
  19. valorizar os animais silvestres;
  20. fotografar, desenhar, ou qualquer outra arte por prazer;
  21. eternizar bons momentos e criar memórias;
  22. praticar gestos que geram gentileza;
  23. valorizar os bons e desacreditar os maus;
  24. estar com quem amamos;
  25. ter uma coleção de bicicletas;
  26. recuperar uma bicicleta velha...
Dentre estas, acredito que tudo que possa virar alguma forma de bondade, de valorizar o certo, de permitir que o respeito se espalhe, estariam as melhores formas de pensar o que é bicicleta. Bicicleta não é egoísmo! E assim como idealizei algumas, você tem condições de descrever uma série maior que esta para definir coisas que combinam com bicicleta. A vida pode ser muito melhor... a melhoria esta no seu olhar.
Tenha um bom dia!

Roberto Furtado

sábado, 6 de novembro de 2010

Bicicleta de artesanato

Artista Osvaldo D. Tortora
Artista desconhecido
Sabendo da febre que é a bicicleta para mim, minha esposa comprará eventualmente objetos relacionados. Sendo a primeira encontrada no brique da redenção aqui de Porto Alegre, e a segunda em alguma loja onde o artista acabara não sendo identificado. Compartilho aqui os presentes dados e que me servemd e enfeites em casa. A úncia observação que faço quanto a delicadeza da primeira foto é com relação ao pó, que é extremamente difícil de retirar se tratando de objeto frágil. O artista teve preocupação em detalhar de forma intensa meus maiores hobbies (bicicleta e pesca), e agora preciso corresponder com cuidado. Acabarei comprando um pincel macio somente para limpar a bicicleta. Todo assunto aqui, por mais difuso que pareça, sempre acaba em bicicleta... :)

Roberto Furtado

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A essência "vintage" em bicicletas



O mundo vive algumas tendências e referências que se confundem, algumas viram moda outras se consolidam parecendo fundar alicerces para ficar. Estas tendências são formadas sabe-se lá porque, mas em bicicletas a causa para mim sempre parece óbvia. Em bicicletas, vintage é sinônimo de belo, requintado, capricho é o melhor dos termos. E neste caso, onde há capricho ocorre também há qualidade. A essência vintage é a valorização disto que parece velho, que tem qualidade pq a produção em série não permite o cuidado, o carinho do esforço não é estampado no material, se é que me faço entender. Mal comparando, é como ter ou não ter caráter, como ter ou não ter tinta. Aparências falam por si, descrevem sua essência, a alma do objeto. Em todo assunto que gira em bicicletas de alto padrão, especialmente para conceitos não industrializados, aparecem frame builders de primeira. Estes artesãos de conhecimento específico trazem com eles suas idéias inovadoras e as colocam em cima de projetos antigos, como estes de sistema cachimbados que hoje não são mais aplicados por grandes marcas, com raras exceções. A Amércia do Norte e a Europa, concentram a maior parte destes artistas. Os valorizadores de Vintage... e é claro que a industria sempre tenta arrastar o conceito para seu lado, oferecendo lotes pequenos, especiais, de projetos que na verdade não possuem tanto carisma como estes das imagens. Cabe a nós decidirmos o que queremos... e isto é muitíssimo pessoal. É como ter um carro fabricado em linha, como opcionais que o tornam exclusivo. Ao meu ver isto é um engano, pq algo feito com a atenção oferecida por um frame builder é simplesmente sem igual, sem concorrência, sem comparação. O valor da exclusividade muitas vezes esta aquém do realmente deveria, mesmo que estejamos falando de cifras 4-6 vezes superiores aos requintados oferecidos pelos fabricantes. E para facilitar as coisas... você já viu algo semelhante aqui no Brasil? As fotos falam por si, e as lojas brasileiras... também!

Imagens obtidas do lowrider-designer.com 

Texto: Roberto Furtado

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Já que o assunto é carga...

Na sequência do mesmo assunto de compartimentos para carga, achei na rede este cesto que na proposta diz ser removível da bicicleta por meio de uma trava (aquela amarela na frente). Você destranca ele, e vai para o supermercado. Resolvi postar aqui pq achei ótima opção, descartando as sacolinhas plásticas e as de pano que tem sido apontadas como ecológicas. Acredito que as sacolas de pano são muito boas e resolvem qualquer questão, pq se vais de carro, de bike ou de ônibus, de toda forma estas atendido com elas. Já o cesto removível não me parece ser a melhor opção, embora muito boa. Na GT vermelha que coloque o cesto fixo na frente, tenho tido boas experiências com relação as compras necessárias. Queria mesmo é que Porto Alegre tivesse mais segurança, e em segundo lugar menos lombas por onde costuma passar, mas isto é coisa da vida de ciclista.  Com relação ao cesto dianteiro... posso apenas dizer: "Cara, você não sabe como é bom fazer comrpas com a bike!" E desta forma defino tudo que gostaria, de forma simples e limpa.

Roberto Furtado