terça-feira, 30 de novembro de 2010

Bagageiro - 3ª parte!







Juntamente com outras peças, recebi da pintura o bagageiro que recebeu as modificações necessárias. Citei no post da GT outpost verde, que não fiquei satisfeito com a cor do bagageiro para esta bicicleta. A cor aplicada fora preta, mas acredito que nesta bicicleta a cor mais interessante teria sido prata. Mesmo assim, acredito que possa continuar daqui mesmo... repitar me faria perder tempo para as postagens e outras tarefas de reconstrução. E tempo não esta sobrando neste momento. Ficará preto mesmo, e apenas peço que reconsiderem qualquer crítica com relação a cor adotada, até mesmo pq cor é algo pessoal. Como a  combinação de cor não me agrada, penso que colocar o acabamento superior em madeira seja uma desperdício de tempo e de material, então neste não farei desta forma.
Já comprei as brocas certas e parafusos para fixar o bagageiro no quadro. O que pode ser comprado de inox, foi desta forma escolhido... e o que não pude escolher, ficou de acabamento zincado mesmo. Não chega a ser um problema, mas sabemos que a longevidade na aparência é maior em materiais de inox, especialmente em bicicletas, pq as vezes pegamos chuva, ou lavamos a bike, e isto é motivo suficiente para escurecer peças. Para fins de exemplificação de comparativos, imaginem raios de inox e raios zincados, definitivamente todos conhecem as diferenças. Nesta data mesmo, procurei por uma barra chapa de inox, sem nenhum sucesso na medida que eu desejava. Encontrei mais finas, mas não me passam confiança para o bagageiro forte que pretendo ter. Então utilizarei por hora barra chata de aluminio, que me foram dadas pelo amigo e colega André Alves. Hoje ao fim da tarde terminei o bagageiro e voltei para a casa na bicicleta com o bagageiro instalado.Aparentemente tudo certo... em um novo e futuro post, contarei como se comporta o bagageiro. Forte parece que ficou!
Aproveitando a oportunidade de fotografar a bike, detalhei também o cesto dianteiro... até que o bagageiro dianteiro fique pronto, usarei este cesto grande que atende muito bem a necessidade de fazer super mercado.

Bagageiro - 2ª parte! 

Roberto Furtado

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Pedais Welgo reformados






Alguns materiais são esquecidos pela restauração. Muitas vezes não compensa restaurar uma peça que é encontrada de forma similar ao valor de 30-40 reais. Concordo com isto em termos de viabilidade, mas também penso que muitos materiais da atualidade foram programados para durar menos ou possuirem caracteristicas físicas diferentes. Ter uma aparência diferente pode ser um diferencial numa bike reformada. Também acredito que alguns produtos estão quase bons, mas precisam ter seu visual retomado da corrosão. Tempos atrás comprei com o amigo Raul, uma bicicleta inteira... veio do rio de janeiro. Era uma Haro de excelente qualidade, possivelmente com fabricação entre 1990 e 1995. A qualidade é inquestionável, esta bicicleta pode ser vista com ele até hoje, foi inteiramente reformada. Embora ela tivesse recebido pouquissimo uso, ficou aos cuidados do tempo, e era nítida a conservação por falta de uso, porém com diversos sinais de corrosão. Não puderam ser aproveitados muitos dos materiais, mas alguns valiam cada esforço de serem reaproveitados. O quadro foi devidamente limpo, jateado e pintado em epóxi, ficou bastante satisfatório e não aparecem quaisquer marcas do efeito da corrosão. No quadro foi mínimo. Entre outras peças como o pedevela, mandei retirar a tinta, polir, e acabei possui um lindo pedevela polido, que hoje já não tenho mais. Dias atrás encontrei em meu estoque, um par de pedais Welgo, corpo de alumínio com rolamento de esferas, eixo em Cr-Mo e grade de aço. A grade e os parafusos estavam tomados por ferrugem. Então desmontei-os e levei as grades para jateamento e pintura. A pintura das grades foi resolvida, e me faltavam os parafusos cônicos com cabeça para chave allen. Fui até uma loja especializada para parafusos e encontrei estes quase iguais, com boa dureza e aparência. Remontados, o resultado fica este aí... A restauração dos pedais me custou aproximadamente 10 reais. Valeu a pena? Creio que sim, pedais bonitos, de excelente qualidade, em ótimo estado de conservação. Um pedal certo para uma bike antiga... qual o preço disto? Para mim, não tem preço definido.
Aproveitando a oportunidade de ter ido ao comércio especilizado em parafusos, comprei alguns parafusos para terminar o bagageiro traseiro. Logo mais faço um post a respeito.

Roberto Furtado

SAC 2011 - informações

Alguns perceberam que fiz algumas mudanças aqui no blog. Dentre estas mudanças, esta a inclusão de uma menu abaixo do banner. Arrastei algumas informações fixas da barra lateral para o menu de cima. Devido a importância que dou para o Audax, em especial para as provas da SAC, criei um ícone especialmente para o endereço. Ali colocarei algumas informações adicionais, como agenda de eventos relacionados. Assim que eu possuir o calendário, postarei ali para facilitar. Desta forma mantenho o layout mais limpo, e ofercendo local específico para informação que sempre deve ficar bem acessível.
Aproveitando a oportunidade, desejo um excelente desafio de 100 km. Devo me fazer presente.
Um abraço

Roberto Furtado

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Selim... conforto na bike!

Velo modelo original da linha GT

Velo Plush D2

Velo Road Cr-Mo

Clássico Velo Plush
Acima de diversos modelos de selim estão logicamente diversos tipos de "traseiro", por assim dizer. Cada um tem um formato com caracteristicas muito específicas, e é justamente isto que nos faz tão diferentes na hora de adaptar-se a bicicleta. Alguns precisam de bikes curtas, outros de bikes longas, alguns acham que o selim precisa ser alto e ter material bem amortecido, outros parecem que não se importam muito com o formato, mas sim com o peso do selim. Pessoalmente, acredito que o selim deva ter qualidade, e esta é mais expressiva quanto a forma estrutural e ao conforto quando o assunto for passeio, viagens e provas de longa distância. Já tentei usar alguns tipos de selim que não atendem ao conforto, acabei reprovando-os. Aqui não farei citação de marcas com intuito de valorizar ou desvalorizar, apenas recomendo que escute comentários de colegas que usam peças em vista para aquisição. Contar com a experiência de quem já usou, pode fazer a diferença. Fazer um passeio longo com um selim mal ajustado ou de má qualidade resulta em graves problemas que quase sempre estão relacionados com dores. Pedalar com dor, ou ter a dor no dia seguinte pode fazer um ciclista abandonar a prática. Me lembro bem disto quando comprei muito mal um selim em 97 numa loja que se dizia especializada em bicicletas. A mesa comprada na mesma loja também era um erro. Era a legítima venda empurrada, me fez muito mal pedalar naquelas condições. Por isto insisto... conversem com colegas antes de comprar peças e montar suas bicicletas. Existem muitos lojistas que empurram a venda sem pensar na real necessidade do cliente. Aproveitei para fazer este post depois de fotografar algumas peças... estava testando uma técnica para fotografar peças. As imagens tem direito autoral garantido por lei.

Fotos: Roberto Furtado

Hábito de guidão alto...

Muita gente deve pensar que apenas um louco colocaria um guidão tão alto em uma GT, a exemplo do último post (da GT Outpost). Pensando que isto deve ser bastante comum, devido a raridade de se ver bicicletas com esta configuração de montagem, resolvi me explicar um pouco. Devemos refletir a respeito. As bicicletas como a citada GT, bem como as atuais, utilizam desenho de guidão que geralmente não excede 3 cm de elevação partindo-se do suporte onde são presos. A verdade é que estes modelos são aplicados em bicicletas cuja intenção inicial é 100% esportiva, e em provas o guidão baixo permite uma série de vantagens, sobretudo permitindo arrancadas fortes e melhor posicionamento aerodinâmico em grandes velocidades. Como tudo, nas tendências mundiais do consumismo, fabricantes acabaram por manter este mesmo desenho de guidão para bicicletas de passeio. Onde somente aqueles que se garantem (as grandes marcas), possuem modelos específicos para passeio com guidão alto, mesa ajustável em altura, e outras melhorias do conforto (banco alto e largo, canote amortecido, etc). Em saída para isto, percebe-se que as tendências evoluiram para melhorar o conforto sensivelmente, onde nascera o guidão com alguma elevação, e os quadros com desenho slooping passaram a ser comuns a diversos fabricantes. Estas mudanças ocorreram já nesta última década, no novo século. Como não existem quadros antigos com desenho que favoreçam a elevação da frente, principalmente por não aceitarem suspensões modernas e elevadas, os antigos acabam ficando muito melhores com guidão de passeio. Como defini na GT Outpost. Trata-se de uma opção muito pessoal, e somente aqueles que comumente realizam passeios longos com 60, 90, 150 km compreenderiam estas diferenças. Perde rendimento? Sim, perde... perde força de tração por causa do posicionamento, perde-se com resistência no ar com o vento que explode no peito, e em outros pontos para aquela geometria desenvolvida. E onde se ganha? Se ganha em conforto nos passeios por termos um guidão que absorve mais as vibrações do solo e no melhor posicionamento das costas, ganha-se em visibilidade quando pedalamos entre o trânsito, e consequentemente na segurança. Isto tudo é muito pessoal, haverão outros ciclistas que pensarão que as vantagens são outras, ou que não existem vantagens. E tudo que posso dizer para convencer é que nunca vi um ciclista se queixar da posição que defendo, mas vejo muitos ciclistas reclamando do guidão baixo.

Roberto Furtado

GT Outpost montada - fotos!

Protetor de câmbio e shimano 200 GS

Geral vista posterior

Geral vista frontal

cantilever e garfo em destaque

Conjunto de "transmissão" e detalhamentos

Detalhamento dos pneus 26 x 2.10 K-898

Detalhamento do cantilever shimano

Detalhamento do suporte de conduíte do cantilever e fixador de cesto

Vista geral do lado direito

Finalmente faço a postagem com fotos da GT Outpost. Antes destas faltavam o guidão preto e o protetor de câmbio! Com a conclusão desta fase, utilizei ela no passeio noturno desta última segunda feira. Passarei a usar elas nos passeios, especialmente nos dias em que eu não tiver tempo para voltar para minha casa antes de iniciar o passeio. Esta GT pretendo deixar na casa de meus pais, pq vou colocar até uma cestinha na frente, ou um bagageiro para carregar algo. Bastante semelhante da proposta da GT vermelha que vendi fdias atrás. Ao estilo da época, uma bike confortável, segura! Dei uma volta nela e foi só alegria.
Me desapontei com a cor dos bagageiros, pintei de preto, mas deveriam ser prata. Vou fazer novos bagageiros, mas até lá manterei esta com bagageiros pretos, assim teria ela protna para o uso, mesmo que não ficasse ao ponto de 100% (ao meu ver). O conforto foi o ponto mais alto do projeto, boa manobrabilidade e estabilidade, fora questão de estética que ao meu ver ficou nota 10.
A bicicleta ficou excelente... uma old school legítima, sendo atuais apenas os freios que são de bicicletas de ciclocross, e que aparecem detalhados em uma das fotos. Os pneus, embora largos, são extremamente adequados a ela, aderentes em curvas, e leves em linha reta. O peso da bike ficou um pouco acima da espectativa, mas percebi que haviam questões a mudar se assim quisesse. O canote esta com apenas 1/4 para fora, o que permite recalcular a inserção mínima e cortar. Particularmente não tenho esta preocupação, mas sei que muitos pensam diferente, gastam cifras boas com peças mais leves.
Algumas pessoas me perguntaram sobre o guidão, respondo o mesmo de sempre...guidão de aço de boa qualidade, pintado em tinta epóxi preto fosco.  A cor da bicicleta se destaca muito com os componentes polidos, motivo que me faz definir a cor dos bagageiros por prata.
Fiquei muito satisfeito com ela, por motivos gerais, mas lembro que o limite de cada equipamento esta no uso que o ciclista oferece. Então, sabemos que para proposta urbana e de estrada mal conservada, ela leva vantagens que qualquer outra de sua geração e proposta não atende. Principalmente por estarmos falando de um bicicleta cujo o quadro tem seus 14 anos de vida.

Roberto Furtado