quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Crise no mundo old school... garimpo em declínio?

Estou numa difícil tarefa de localizar alguns materiais para confeccionar uma história de reconstrução. 
Claro que é possível encontrar materiais antigos, bicicletas antigas, mas a questão é a dificuldade de cruzar todas as questões e conseguir produzir uma história com elas, sem gastar demais. Você acha uma boa bicicleta, mas o valor pedido esta alto... Assim: supondo que você encontre uma bicicleta interessante, com 30 anos por 600 reais. Com ela, há peças valiosas para reconstruir, mas não há todas. Se vais partir para uma restauração, juntando o valor pedido + peças antigas encontradas na rede + serviços, teremos alguma coisa tipo 2500 reais. Ora, não estou dizendo que tal produto não vale, mas para muitos casos fica inviável. Um valor elevado assim fica muito próximo de outros ideais. Se vamos investir 2500,00 em uma bicicleta simples, então devemos optar por investir isto numa opção da década de 90... e confesso que até se perde o brilho por restaurar. Entre comprar uma fixie pronta por 1500,00 e quem sabe até instalar um nexus de 3 velocidades nela, chegando a 1800,00 reais; ou investirmos 2500,00 em uma bicicleta simples dos anos 80 ou 70, acabaremos optando pelo projeto de menor valor. Neste caso, perderemos o importante desafio de dirigir um projeto revitalizador de bicicleta. Ficaremos no feijão com arroz de todos... nada de novo no velho, nada de especial, apenas mais uma bicicleta.
Tenho recebido muitos emails pedido dicas, orientações e locais para garimpo. Confesso que não há mais o que ser garimpado, virou uma febre, não se encontra nada novo. Tudo igual, ralinho, escasso, fim do túnel em garimpo. Continuarei tentando, mas que a coisa tá difícil, isto não resta dúvidas. É a crise do old school...

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Nas pegadas da fotografia...

As vezes me pergunto se ocorreu motivo para ter escolhido este ofício. Meu avô foi fundador do primeiro clube de fotografia do RS. Um dia quando fazia o curso no Foto Cine Clube Gaúcho, entreguei ao presidente a carteira de sócio fundador que continha o número 04. Naquele tempo, existiam fotógrafos diferentes do que estes que exercem a profissão. Tudo mudou, mudou muito. Entendi a fotografia no conceito do filme de 35 mm. Vi meu pai fazer filmes em uma super 8 que fazia um barulho parecido com de uma máquina de costura. Temos ela guardada até hoje. É estranho que eu tenha optado por esta profissão tão tardiamente, mesmo ocorrendo influência do meio, já que minha mãe também adorava fotografias. A influência vinha de ambos os lados. Meu pensamento era... todo mundo adora fotografia, deve ser apenas um hobby latente por externar. Enquanto criança, caminhava sobre dunas, banhados, e pensava que todos viam as mesmas coisas. Até que percebi que prestava uma atenção diferente, saboreava a "engenharia" das formas, contornos, profundidades e cores. Os animais, especialmente os intocáveis... estes eram o grande sonho de observar. Ouvia histórias de um peixe que na minha mente se montou como lendário, e o persegui por anos. Até que pude colocar as mãos nele, e saber a textura. Ele brilhava como ouro, comia siris, e era grande como diziam os contos. A fotografia é uma ponte entre a memória e o intocável presente. É nesta mágica que mora uma parte da minha formação pessoal, que se relaciona com a fotografia. Em tudo é possível tirar a lembrança, a eternização. No céu das praias mais desertas do Brasil, o entardecer, a certeza de estar sozinho em lugar algum onde o sol brinca com as nuvens, se despede dizendo que a amanhã tem mais, de outras cores, outros formatos, outros sorrisos. Se sou um sonhador, e assim chamado... não me desespero e nem me frustro, fico feliz. Sonhar faz um fotógrafo melhor, um escritor melhor, um cidadão melhor... talvez um lunático que vive preso a felicidades que inexistem na selva de concreto. Não me assusta o presente, mas me preocupa o futuro, então tomo uma dose de fotografia, e renovo a esperança.

domingo, 28 de outubro de 2012

As imagens da 5ª etapa do Campeonato Gaúcho de Maratona de MTB

Imagens da prova de Garibaldi
É sempre muito bom estar numa cidade como Garibaldi. Percebo sempre que há um espírito que rege boas maneiras, um "truque" honesto e simples de cativar as pessoas. Nisto é que devemos nos espelhar. Também no cenário onde parte é modificado para plantar e colher uvas... Note na foto o que descrevo.
Muitos ciclistas estavam cansados com o término da prova. Felicidade e exaustão, algo que frequentemente combina com a grande maioria das provas onde esta a tal bicicleta. Mais um ponto para ela... a magrela, fez do final de semana de muitos, mais um dia para recordar. Espero que que todos continuem com esta alegria. É cativante, é revigorante, é uma oportunidade para viver melhor. As imagens, como sempre, linkadas na legenda abaixo da fotografia. 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Horário de verão... bicicleta é amor, verão também!

Com a mudança no horário, adiantamento de 1 hora, e a proximidade do verão, os dias anoitecem tardiamente. Tal circunstância viabiliza que os ciclistas possam pedalar um pouco mais após o trabalho. E não é bom demais terminar as tarefas e ir de encontro a magrela? Sobe na bike, sente o vento no rosto! Há luz natural suficiente para pedalar com segurança e curtir a temperatura ideal para chegar em casa sem estar transpirando, e sem o tradicional frio das noites frias. Horário de verão é estranho, demora para a gente se adaptar, depois ele vai embora, e demora para o aceitarmos. O vento, o tempo, os amores são como o horário de verão, a gente nunca sabe como vai lidar quando ele chega, e tampouco quando vai embora! 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Manoplas...

    As manoplas são raramente comentadas em posts e testes de bicicletas, mas elas tem uma grande importância. Você pode até utilizar uma manopla (grip ou punho) de má qualidade, mas depois de horas pedalando, virá a lembrança da qualidade que elas deveriam ter. Não acho que em tiros pequeno, cuja distância seja menor que 8 km, este acessório possa demonstrar problemas da natureza conforto. Mesmo assim, sempre opto por manoplas observando muito bem as qualidades do produto e as intenções do fabricante. Esta manopla não foi escolhida por sua anatomia, ou por qualquer outra finalidade. Escolhi este modelo pq ela possuia um atributo interessante. Ela é fácil de instalar e de remover, bastando que o usuário possua uma chave allen. Em bikes para testes, isto pode ser de grande valor, pois muitas vezes é preciso substituir o guidão, e o trabalho de remoção das manoplas sendo facilitado, fornece a mesma rapidez para trocar o guidão. A fixação é feita por dois pequenos parafusos, e estes tem um complemento de apoio da face interna da manopla. Evitando que o corpo delas se torça. Realmente achei muito prático. O modelo em questão não é exclusivo no sistema de fixação, mas funciona de forma eficiente. O fabricante destes grips é a Velo. Certamente que mundialmente conhecida por seus selins e outros acessórios. 
Nos próximos dias, a bicicleta Viking ficará em teste, e nesta estão os tais grips. A vantagem de testar é auxiliar os leitores na aquisição de produtos. 
Estou um pouco ansioso para colocar a single speed a prova em uma condição de lomba, que é outra situação de esforço sobre os grips. Isto pq ao pedalarmos em pé na bicicleta, estamos perdendo o quinto apoio pra pedalar. Além de perdermos o apoio do selim, estamos a forçar em torção os punhos. Punhos mal colocados ou de má qualidade, certamente deverão trazer desconforto, insegurança, ou até mesmo a queda do ciclista.