sábado, 3 de novembro de 2012

Peixes no arroio Ipiranga...

  Durante um passeio no feriado na tranquila Porto Alegre, passamos pelo arroio Ipiranga e pudemos ver a agitação de um cardume de tilápias (Oreochromis niloticus). Era possível verificar que os peixes se aglomeravam em pontos diferentes, encardumados! Me perguntei pq elas se reuniam em local tão raso... talvez fizesse parte do ciclo reprodutivo, talvez busca por segurança contra peixes maiores. Sim, soube que populares andaram pescando também bagres africanos na boca deste arroio. Será? Seja como for esta é uma curiosa situação que os gaúchos não imaginavam ver. Tilápias no Dilúvio... E observando por alguns minutos, percebi que elas espreitavam em meio ao lixo. Muitos dos objetos eram possíveis de serem identificados, tais como uma cadeira, tecidos, plásticos, etc. Havia a presença de muitas tartarugas também. Talvez o arroio não esteja tão morto como muitos pensam. 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O tamanho da roda... 26", 700C, 29", e agora 27,5"!

Este post estava sendo esperado por vários... recebi até mensagens por emails a respeito desta questão das rodas maiores que surgem no mercado.  Considero uma situação de risco algumas  afirmações ditas na feira e por alguns ciclistas. Uma delas é "A roda 27,5" já existia na versão das bicicletas antigas!" Outra, isto é apenas jogada de marketing, não haverá benefícios expressivos!" Ou ainda, "a roda 27,5" vai matar a existência da roda 26" com o passar do tempo!" Acredito que todas elas sejam equivocadas. A roda 27,5" ou 650B é uma nova opção ao mercado. Com uma nova opção, haverá novas formas de utilizar a relação de marchas das bicicletas, ou ainda, algumas pessoas conseguirão se identificar com uma roda mais ágil que a 29", porém com mais benefícios do que a tradicional 26". Não acredito que o formato mais difundido do mundo, a tal 26", perca sua importância no mercado. Ela proporcionou o crescimento do MTB, acompanhou a evolução de todos os sistema de combinação de marchas, independente da aplicação.  Houve um tempo em que muitos acharam que 29" era uma jogada de marketing, e a opção se mostrou inteligente, viável, e com sua finalidade de acordo com o condutor. Agora estamos observando a chegada de algo novo. Outra opção! Nesta, ocorrerão novas conclusões. Algo preocupante é a insistente afirmação de que a roda 27.5" seja a mesma roda das cargueiras, bicicletas de trabalho, as tais barra circular, barra forte, e importadas que utilizam peneus 26 x 1 1.5/8 e semelhantes medidas que se assentam no tradicional aro.  Contudo, não devemos esquecer, que o aro 700 possui a mesma medida em diâmetro que a roda 29". O aro tem mesma medida em diâmetro, mudando em largura para comportar pneus maiores.  Com a roda 27,5 acontece algo parecido. E não esquecemos também a pouco difundida roda de bikes de estrada com medida 650C.  É uma salada de números em formas distintas de se medir a roda. Por um momento, se mede pelo aro, outro pelo pneu, sistema métrico, polegada, etc. É uma grande confusão que o mercado esta recebendo, alimentado pela industria que deveria ter esta preocupação de fazer o consumidor entender o que ocorre. Contudo, até mesmo os vendedores e representantes estão se equivocando ao explicar. Esta faltando treinamento... Algumas marcas na feira, se defendiam pela inexistência da proposta com uma resposta que obviamente não convencia: "Não temos pq a marca não acredita que esta opção irá colar!" Você acredita mesmo nisto? Esta aí a tal 29" pra dizer que os números de vendas são extremamente expressivos. Em uma Maratona de MTB aqui no RS, quem parava para observar, percebia que a quantidade de rodas 29" era idêntica a quantidade de opções em 26".  E agora? Será que o fato da opção 27,5" estar entre ambas, não sugere que ela entrará no mercado para tapar uma lacuna que estava esquecida? Se me lembro bem, havia pelo menos 5 marcas diferentes com a opção 650B ou 27.5". Quem duvida que isto tende a evoluir para o próximo ano?

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Crise no mundo old school... garimpo em declínio?

Estou numa difícil tarefa de localizar alguns materiais para confeccionar uma história de reconstrução. 
Claro que é possível encontrar materiais antigos, bicicletas antigas, mas a questão é a dificuldade de cruzar todas as questões e conseguir produzir uma história com elas, sem gastar demais. Você acha uma boa bicicleta, mas o valor pedido esta alto... Assim: supondo que você encontre uma bicicleta interessante, com 30 anos por 600 reais. Com ela, há peças valiosas para reconstruir, mas não há todas. Se vais partir para uma restauração, juntando o valor pedido + peças antigas encontradas na rede + serviços, teremos alguma coisa tipo 2500 reais. Ora, não estou dizendo que tal produto não vale, mas para muitos casos fica inviável. Um valor elevado assim fica muito próximo de outros ideais. Se vamos investir 2500,00 em uma bicicleta simples, então devemos optar por investir isto numa opção da década de 90... e confesso que até se perde o brilho por restaurar. Entre comprar uma fixie pronta por 1500,00 e quem sabe até instalar um nexus de 3 velocidades nela, chegando a 1800,00 reais; ou investirmos 2500,00 em uma bicicleta simples dos anos 80 ou 70, acabaremos optando pelo projeto de menor valor. Neste caso, perderemos o importante desafio de dirigir um projeto revitalizador de bicicleta. Ficaremos no feijão com arroz de todos... nada de novo no velho, nada de especial, apenas mais uma bicicleta.
Tenho recebido muitos emails pedido dicas, orientações e locais para garimpo. Confesso que não há mais o que ser garimpado, virou uma febre, não se encontra nada novo. Tudo igual, ralinho, escasso, fim do túnel em garimpo. Continuarei tentando, mas que a coisa tá difícil, isto não resta dúvidas. É a crise do old school...

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Nas pegadas da fotografia...

As vezes me pergunto se ocorreu motivo para ter escolhido este ofício. Meu avô foi fundador do primeiro clube de fotografia do RS. Um dia quando fazia o curso no Foto Cine Clube Gaúcho, entreguei ao presidente a carteira de sócio fundador que continha o número 04. Naquele tempo, existiam fotógrafos diferentes do que estes que exercem a profissão. Tudo mudou, mudou muito. Entendi a fotografia no conceito do filme de 35 mm. Vi meu pai fazer filmes em uma super 8 que fazia um barulho parecido com de uma máquina de costura. Temos ela guardada até hoje. É estranho que eu tenha optado por esta profissão tão tardiamente, mesmo ocorrendo influência do meio, já que minha mãe também adorava fotografias. A influência vinha de ambos os lados. Meu pensamento era... todo mundo adora fotografia, deve ser apenas um hobby latente por externar. Enquanto criança, caminhava sobre dunas, banhados, e pensava que todos viam as mesmas coisas. Até que percebi que prestava uma atenção diferente, saboreava a "engenharia" das formas, contornos, profundidades e cores. Os animais, especialmente os intocáveis... estes eram o grande sonho de observar. Ouvia histórias de um peixe que na minha mente se montou como lendário, e o persegui por anos. Até que pude colocar as mãos nele, e saber a textura. Ele brilhava como ouro, comia siris, e era grande como diziam os contos. A fotografia é uma ponte entre a memória e o intocável presente. É nesta mágica que mora uma parte da minha formação pessoal, que se relaciona com a fotografia. Em tudo é possível tirar a lembrança, a eternização. No céu das praias mais desertas do Brasil, o entardecer, a certeza de estar sozinho em lugar algum onde o sol brinca com as nuvens, se despede dizendo que a amanhã tem mais, de outras cores, outros formatos, outros sorrisos. Se sou um sonhador, e assim chamado... não me desespero e nem me frustro, fico feliz. Sonhar faz um fotógrafo melhor, um escritor melhor, um cidadão melhor... talvez um lunático que vive preso a felicidades que inexistem na selva de concreto. Não me assusta o presente, mas me preocupa o futuro, então tomo uma dose de fotografia, e renovo a esperança.

domingo, 28 de outubro de 2012

As imagens da 5ª etapa do Campeonato Gaúcho de Maratona de MTB

Imagens da prova de Garibaldi
É sempre muito bom estar numa cidade como Garibaldi. Percebo sempre que há um espírito que rege boas maneiras, um "truque" honesto e simples de cativar as pessoas. Nisto é que devemos nos espelhar. Também no cenário onde parte é modificado para plantar e colher uvas... Note na foto o que descrevo.
Muitos ciclistas estavam cansados com o término da prova. Felicidade e exaustão, algo que frequentemente combina com a grande maioria das provas onde esta a tal bicicleta. Mais um ponto para ela... a magrela, fez do final de semana de muitos, mais um dia para recordar. Espero que que todos continuem com esta alegria. É cativante, é revigorante, é uma oportunidade para viver melhor. As imagens, como sempre, linkadas na legenda abaixo da fotografia. 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Horário de verão... bicicleta é amor, verão também!

Com a mudança no horário, adiantamento de 1 hora, e a proximidade do verão, os dias anoitecem tardiamente. Tal circunstância viabiliza que os ciclistas possam pedalar um pouco mais após o trabalho. E não é bom demais terminar as tarefas e ir de encontro a magrela? Sobe na bike, sente o vento no rosto! Há luz natural suficiente para pedalar com segurança e curtir a temperatura ideal para chegar em casa sem estar transpirando, e sem o tradicional frio das noites frias. Horário de verão é estranho, demora para a gente se adaptar, depois ele vai embora, e demora para o aceitarmos. O vento, o tempo, os amores são como o horário de verão, a gente nunca sabe como vai lidar quando ele chega, e tampouco quando vai embora!