quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Desafio do Horto... 01 de setembro! Cobertura fotográfica...

Bom, parece que agora vai... depois do último final de semana quando o mundo aparentava caminhar para o dilúvio, com chuva e chuva, o sol reapareceu com força. A promessa é de tempo bom, estável, perfeito para um grande dia de passeio de bike com cobertura fotográfica. Foi uma pena a transferência de data, mas não tinha como garantir a segurança dos participantes e colaboradores naquelas condições. Não dá pra esquecer que as fotos não ficariam boas também... 
Agora que São Pedro fez as pazes com o RS, ficará a certeza de que o passeio vai ser nota 10. Se acompanhar em parte o primeiro evento desta relação do POA Bikers com a SAC, certamente o resultado final será um grande sucesso. Cada vez mais apoiadores surgirão para esta parceria, onde quem ganha é sempre o participante. Ciclistas que participarão de uma prova com boa estrutura, premiação, cobertura fotográfica, carros de apoio, etc Bem ao modelo que a Sociedade Audax de Ciclismo promove os brevets oficiais. Aqui devem nascer novos entusiastas do ciclismo de longa distância, pois é assim que tudo começa. De alguma maneira, se entra na vida de estrada, e se faz muitas histórias para contar. Amigos, trocas de experiências, coleguismo do espírito estradeiro... Roda pra frente, até domingo! Nos vemos todos por lá...

Treino de DH em Igrejinha... sábado, 31 de agosto!


Bom dia aos amigos depois de muitos dias de chuva, parece que o final de semana promete... tá de pé o treino de downhill de Igrejinha com cobertura fotográfica. O Fernando pode ser contatado em caso de dúvidas pelos canais: fernandoismaeldossantos@gmail.com ou 51-96764270
É obrigatório o uso de equipamentos de proteção.
Menores de 18 anos somente com um responsável.
Local: Monte da Fé, Serra Grande, Igrejinha, RS
Horário:  das 13 as 17hs 
Data; 31 de agosto
Entrada franca para todos, atletas: R$10,00 para cobertura das fotos. 

domingo, 25 de agosto de 2013

A Interbike 2013 pra você! Bikes do Andarilho em Las Vegas!


Por algum fiz mistério sobre esta oportunidade e cobertura fotográfica. Alguns já sabem pq acompanharam este bloguito, outros pq falam comigo ao vivo nas ruas e pistas. Não fiz muita propaganda pq você não imagina o que têm de coisa pra ver e pensar pra cobrir uma feira. Pra começar existe um visto específico para imprensa. Agora com a contagem regressiva e tudo certo para ir, vamos meter lenha nesta fogueira. Vamos fazer muito material como só é visto aqui no Bikes do Andarilho e Revista Bicicleta. Tá chegando a hora, e alguma coisa vai estar diferente neste espaço no mês de setembro. O perfil vai sofrer interferência direta desta lida... a Interbike tem 1200 expositores, pelo menos 10 vezes maior que qualquer feira do segmento no Brasil. Serão dezenas de corredores dispostos em um grande pavilhão que lembra um shopping center. Organizado e com novidades para abastecer um mercado muito mais aberto e receptivo do que o nosso. Isto significa que veremos componentes e bicicletas que certamente não veremos aqui tão cedo. Dá pra antecipar o que vai explodir em terras tupiniquis... ou não, mas dá pra ter uma noção mais abrangente. Assim espero... trazer novidades para quem acompanha a Revista Bicicleta e o Bikes do Andarilho. Tentarei enviar algumas ilustrações em tempo real... Acompanha aí pq vai valer a pena, eu garanto!

Chuva... pau na máquina, clica, clica, clica, incansavelmente!

Chove... choveu, e continua chovendo. Choveu a noite inteira novamente. Três importantes eventos da bicicleta transferidos, hoje pela manhã fui trabalhar com a UNISC/FUNDERGS e também cancelaram os jogos pq o ginásio do CETE tem goteiras e molhou muito a quadra. Na rua, algumas vias de Porto Alegre estavam intransitáveis, com água pelo meio da roda. Com chuva fraca, mas constante, mesmo assim não dá conta o escoamento. A cidade de Porto Alegre, capital do RS, do Brasil da Copa e das Olimpíadas não tem preparo ou administração para suportar estas condições. Chove pra caracoles... chove sem parar! Aproveito pra me lembrar desta prova em 2011, onde travei a máquina de tanto que molhou... trabalhei feito bicho, de calçados e roupas molhadas, recebi o castigo da tecnologia, onde a Canon dizia: "Resistente a poeira e chuva!"
Ah, pára... não é verdade, pensei até que era defeito, mas depois que o colega de trabalho passou a mesma coisa com o mesmo modelo de câmera, percebi que era um problema do modelo. Único... pq é uma câmera fantástica a tal 7D. Agora em viagem compro outra... fico com duas novinhas pra eternizar o que mais gosto. Estes pilotos, bikers, velozes e especiais... sob chuva, sol, a gente sempre esta lá. Faca nos dentes, sangue nos olhos... gente que arrebenta faça chuva ou faça sol. O flash que fez a foto é aquele que quebrei no Brasileiro de downhill 2013, não existe mais. Roda pra frente novas histórias pra contar. 

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

As montanhas e a bike... por Egon Filter




Quando se têm amigos fotógrafos com variados tipos de perfil, descobre-se junto com eles um universo ao ver as fotografias de viagem. Egon, amigo que conheci através de uma amiga da fotografia, costuma viajar com frequência. Não é profissional da fotografia, mas tira fotos como tal... aliás, fotografa melhor que 2/3 dos meus colegas fotógrafos. Isto indica experiência e dedicação, embora a fotografia seja um hobby na vida dele. 
Ele escreveu um email que para mim é uma carta modernizada pelo uso da rede, mas num estilo "diário de bordo" que gosto muito. Com a aceitação dele, resolvi compartilhar com vocês um pouquinho desta trip que envolveu a bicicleta e vales verdejantes. Texto entre aspas... muei a fonte para evidenciar o texto dele. 
Aproveito para agradecer o material passado, a lembrança, e deixar um abraço para o amigo. 

Abordagem: Roberto Furtado

"As montanhas e a bike
Elas são ondas de dois grandes oceanos de rochas, monumentos da eternidade, criando vales míticos entre o céu e a terra: elas são as cordilheiras de montanhas Tien-Shan e Pamir. Este é o coração do Kyrgyzstan. Um viajante do séc VII já alertava que estas montanhas que alcançam o céu são o lar de dragões que molestavam quem por aqui se aventurasse... Pois o acampamento foi montado em um vale a 3200 m de altitude. Chegamos de tardinha, com o tempo nublado e chuviscando. Somente no amanhecer, com o céu limpo, foi possível visualizar o esplendor do lugar: espremido entre as montanhas, estavam as barracas e o ruidoso rio que descia das geleiras. Uma cena de guardar na memória.
Peguei a bike, mochila day-pack nas costas, e vamos de down-hill. A sensação do vento gelado no rosto, sol que aquecia o corpo e um azul profundo do céu eram indescritíveis. Eu passava por vales e montanhas, rios e estepes, yurts e rebanhos de cavalos da Ásia Central – uma maravilha. Pura curtição.
À medida que as horas se passavam, o que era puro prazer começou a ter outro formato, com dores musculares nas pernas e braços. A amplitude térmica também não foi fácil, uns 0 graus na largada de manhã cedinho e já andava na faixa dos 38 graus nas primeiras horas da tarde. Larguei de mão nos 60km de um total de 75km planejados, pois começaram a ter mais subidas que descidas – acho que me passaram a conversa de que era down-hill..."

Textoe fotos: Egon Filter 

www.egonf.com

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Perfil... Rafael Colombo!

Acredito que a história da bicicleta é feita de pessoas... as quais devemos atribuir o valor da individualidade. O convívio social é o grande trunfo das pistas, eventos onde ocorrem estas oportunidades de encontro. O Bikes do Andarilho seria apenas mais um espaço se não fosse pelo suor, empenho e dedicação de pilotos e ciclistas. Não há mérito onde não existe suor... não há o que registrar por tantas vezes consecutivas se não há valor no assunto. Com isto, prometi a mim mesmo, e estou colocando em prática o perfil... a vez do Biker! Seja ele um atleta de ponta ou um ciclista de rua, aqui neste espaço sempre será um ser humano com qualidades e méritos, valores inestimáveis. Valores morais pesam mais do que medalhas, convívio social sincero vale mais que qualquer livro ou fotografia. As histórias nunca são iguais, tampouco os sonhos... Por este motivo, apresento pra vocês um amigo que fiz nas pistas, sem qualquer relação profissional, este é Rafael Colombo, 30 anos, residente em Farroupilha, interior do Rio Grande do Sul, um entusiasta incansável do downhill. 

No Brasileiro de DH 2013
"Sou competidor de mountain bike downhill categoria master A-1 (nacional) e rígida (estadual). Em 1994 muito interessado pelas bicicletas comecei a frequentar um loja, onde logo depois comecei a trabalhar como ajudante. Já conhecendo os mecânicos que competiam e depois de muita insistência, fui levado a uma prova de downhill. Em 1995 participei de algumas corridas, o mountain bike na época envolvia todas modalidades (XCO, XCM, DH) era comum correr em todas para pontuar no ranking gaúcho, inclusive participei de provas de estrada na categoria infanto-juvenil também. Em 1997 já filiado à FGC corria na categoria juvenil, 1998 comecei a me dedicar mais ao downhill, correndo algumas provas fora do estado.
Motivado pela limitação financeira e escassez de peças no mercado em 1999 comecei a adaptar um amortecedor de moto (Honda CG) em um quadro rígido de aço carbono, com essa bicicleta transformada fui vice campeão gaúcho na categoria Open-Full e sexto colocado no sul-brasileiro. Tempo depois comecei a vender estes quadros, custeando assim minhas despesas nas competições. Na categoria junior, em 2000, fui terceiro colocado no gaúcho, e depois de terminar o brasileiro também em terceiro integrei a seleção brasileira participando do Campeonato mundial na Espanha obtendo a 65° posição.
Em 2001 fui apresentado ao pessoal da MT-3, que fabricava bicicletas de alumínio em Caxias do Sul, e em parceria com a marca pude construir o meu projeto em alumínio, encerrando a era das bikes chamadas "full caseira" com 68 quadros vendidos. Com este quadro fui campeão gaúcho júnior, terceiro colocado no brasileiro, 12° no panamericano em Caxambú - MG, e também 5º no Dual Mountain Bike televisionado pela rede Globo em São Roque - SP. Estreando na Elite em 2002 fui 5ºcolocado no gaúcho e 6º no brasileiro. Em 2003,vendia os quadros para MG, RJ, Sp e SC tive a oportunidade de trazer a fábrica para Farroupilha, junto a minha oficina de bicicletas, e neste ano terminei o gaúcho em sexto lugar.
Em 2004 e 2005 fui quarto colocado no gaúcho, ajudando também como mecânico a equipe catarinense na etapa brasileira da Copa do mundo de downhill em Balneário Camboriú. Além de participar da descida das escadas de Santos em 2006 terminei o gaúcho em sexto, da mesma forma em 2007. No mesmo ano que encerrei a produção dos quadros "Mt-3 Colombo" com 74 unidades. Seguido de uma temporada de quatro meses no Kona Bike Park em São Roque (SP) ajudando na manutenção de pistas o amigo Djone Fornari, continuei apenas com a oficina dedicada à adaptação e conserto de quadros de competição, em 2008 terminei o campeonato gaúcho em quinto lugar e voltando as competições nacionais com o brasileiro em 13º.
Em 2009, integrei a equipe Bike&Cia, além de encerrar o gaúcho de downhill em sexto na elite, fui campeão gaúcho do cross-country na categoria estreante após 4 etapas. Baixando para a categoria Sub-30 em 2010, fui campeão gaúcho, décimo lugar no Brasileiro, campeão do ranking CBC e campeão brasileiro pela CBMTB (confederação brasileira de mountain bike). Em 2011 na elite do gaúcho fui sexto lugar, bicampeão sub-30 pela CBMTB e também trabalhei quatro meses na Markolf bikes em Schroeder - SC com o grande ídolo e amigo Markolf Berchtold. Em 2012, com apoio da Hupi Bikes competi também na categoria rígida terminando em primeiro lugar, assim como na categoria sub-30; campeão gaúcho. Neste ano também fui bi-campeão do ranking e quarto lugar no brasileiro CBC, além do bicampeonato sub-30 pela CBMTB. 
Atualmente desenvolvo algumas peças para competição, que estão em testes desde 2010, como a mesa integrada de apenas 4 parafusos e as coroas ovais em aço inox que possibilitam aumento de rendimento à custos reduzidos. Na oficina continuo apenas com a recuperação de quadros e peças quebradas. No downhill participo na categoria master A-1 (30-34 anos) onde fui vice-campeão brasileiro, vice-campeão sulbrasileiro, onde além da categoria rígida estou disputando também a liderança do ranking nacional e campeonato gaúcho."

O texto entre aspas foi produzido pelo próprio atleta. O mundo é feito de pessoas, não de marcas, menos ainda de pontos e cifras. O maior valor do mundo está nas pessoas que constroem histórias. Se você for convidado para participar deste espaço "Perfil", possivelmente é mais um importante cidadão da bicicleta. Se não for convidado, não pense que não têm valor... o que nós não temos aqui é muito espaço para colocar todos de uma única vez. Acreditamos em você de forma individual como ciclista e vivente, esteja sempre motivado, pois você motiva este espaço, motiva o colega que esta ao lado... e vai ajudar na construção de um mundo melhor!