domingo, 7 de novembro de 2010

O que é bicicleta?

Durante o passeio noturno, já no retorno para casa fiquei reletindo o que realmente é bicicleta. O significado de cada coisa para cada pessoa realmente se difere. Respirar bicicleta é algo realmente interessante no aspecto do que ela proporciona. Bicicleta simplesmente combina com o mundo, e tende a combinar ainda mais no futuro breve. Aqui no Brasil, ciclistas como eu, como outros tantos, adoradores das bicicletas de Cr-Mo acabam virando motivo de piada. Quantas vezes escutei de vendedores e de comerciantes que bikes de Cr-Mo são bicicletas do passado. E para mim alegria, quase consegui convencer um vendedor de que as bikes de Cr-Mo são uma nova tendência em bicicleta, quando o assunto for luxo. Sou vivente que perde tempo com coisas a refletir, as que julgo importantes, e neste caso bicicletas são importantes. Bicicletas de Cr-Mo podem ser que demorem muito tempo para retornarem ao Brasil, mas já é possível ver estas em ocasiões especiais, como esta última feira de bicicletas que ocorreu no Brasil, e que ao meu ver é até ridícula se comparada as verdadeiras feiras que ocorrem em primeiro mundo. Até mesmo países pequenos possuem uma visão melhor que a que se realiza aqui. Então em meus desejos para o futuro, ficam coisas bem simples para esta selva brasileira. Para quem desconhece por este nome, traduzo para trânsito das capitais. Assim já esta bom! E para finalizar o que é realmente bicicleta, fiz uma pequena lista, de coisas que "são" viver bicicleta, lembrando que ponto de vista é algo especialmente pessoal.
Bicicleta é...

  1. respirar alegria;
  2. viver com saúde;
  3. ter um carro a menos na rua;
  4. viver em paz de espírito;
  5. saborear o silêncio;
  6. respeitar ao próximo;
  7. impor alegria ao espectador;
  8. poluir menos;
  9. querer mais do futuro;
  10. valorizar bicicletas duradouras;
  11. fazer um supermercado sem pensar onde estacionar;
  12. exigir do governo que seja honesto;
  13. curtir o equilibrio do corpo;
  14. "contaminar" as pessoas com a mesma forma de vida;
  15. ser livre;
  16. ser vivo;
  17. economizar um trocado na gasolina e comprar um sorvete;
  18. plantar algo em casa ou na rua;
  19. valorizar os animais silvestres;
  20. fotografar, desenhar, ou qualquer outra arte por prazer;
  21. eternizar bons momentos e criar memórias;
  22. praticar gestos que geram gentileza;
  23. valorizar os bons e desacreditar os maus;
  24. estar com quem amamos;
  25. ter uma coleção de bicicletas;
  26. recuperar uma bicicleta velha...
Dentre estas, acredito que tudo que possa virar alguma forma de bondade, de valorizar o certo, de permitir que o respeito se espalhe, estariam as melhores formas de pensar o que é bicicleta. Bicicleta não é egoísmo! E assim como idealizei algumas, você tem condições de descrever uma série maior que esta para definir coisas que combinam com bicicleta. A vida pode ser muito melhor... a melhoria esta no seu olhar.
Tenha um bom dia!

Roberto Furtado

sábado, 6 de novembro de 2010

Bicicleta de artesanato

Artista Osvaldo D. Tortora
Artista desconhecido
Sabendo da febre que é a bicicleta para mim, minha esposa comprará eventualmente objetos relacionados. Sendo a primeira encontrada no brique da redenção aqui de Porto Alegre, e a segunda em alguma loja onde o artista acabara não sendo identificado. Compartilho aqui os presentes dados e que me servemd e enfeites em casa. A úncia observação que faço quanto a delicadeza da primeira foto é com relação ao pó, que é extremamente difícil de retirar se tratando de objeto frágil. O artista teve preocupação em detalhar de forma intensa meus maiores hobbies (bicicleta e pesca), e agora preciso corresponder com cuidado. Acabarei comprando um pincel macio somente para limpar a bicicleta. Todo assunto aqui, por mais difuso que pareça, sempre acaba em bicicleta... :)

Roberto Furtado

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A essência "vintage" em bicicletas



O mundo vive algumas tendências e referências que se confundem, algumas viram moda outras se consolidam parecendo fundar alicerces para ficar. Estas tendências são formadas sabe-se lá porque, mas em bicicletas a causa para mim sempre parece óbvia. Em bicicletas, vintage é sinônimo de belo, requintado, capricho é o melhor dos termos. E neste caso, onde há capricho ocorre também há qualidade. A essência vintage é a valorização disto que parece velho, que tem qualidade pq a produção em série não permite o cuidado, o carinho do esforço não é estampado no material, se é que me faço entender. Mal comparando, é como ter ou não ter caráter, como ter ou não ter tinta. Aparências falam por si, descrevem sua essência, a alma do objeto. Em todo assunto que gira em bicicletas de alto padrão, especialmente para conceitos não industrializados, aparecem frame builders de primeira. Estes artesãos de conhecimento específico trazem com eles suas idéias inovadoras e as colocam em cima de projetos antigos, como estes de sistema cachimbados que hoje não são mais aplicados por grandes marcas, com raras exceções. A Amércia do Norte e a Europa, concentram a maior parte destes artistas. Os valorizadores de Vintage... e é claro que a industria sempre tenta arrastar o conceito para seu lado, oferecendo lotes pequenos, especiais, de projetos que na verdade não possuem tanto carisma como estes das imagens. Cabe a nós decidirmos o que queremos... e isto é muitíssimo pessoal. É como ter um carro fabricado em linha, como opcionais que o tornam exclusivo. Ao meu ver isto é um engano, pq algo feito com a atenção oferecida por um frame builder é simplesmente sem igual, sem concorrência, sem comparação. O valor da exclusividade muitas vezes esta aquém do realmente deveria, mesmo que estejamos falando de cifras 4-6 vezes superiores aos requintados oferecidos pelos fabricantes. E para facilitar as coisas... você já viu algo semelhante aqui no Brasil? As fotos falam por si, e as lojas brasileiras... também!

Imagens obtidas do lowrider-designer.com 

Texto: Roberto Furtado

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Já que o assunto é carga...

Na sequência do mesmo assunto de compartimentos para carga, achei na rede este cesto que na proposta diz ser removível da bicicleta por meio de uma trava (aquela amarela na frente). Você destranca ele, e vai para o supermercado. Resolvi postar aqui pq achei ótima opção, descartando as sacolinhas plásticas e as de pano que tem sido apontadas como ecológicas. Acredito que as sacolas de pano são muito boas e resolvem qualquer questão, pq se vais de carro, de bike ou de ônibus, de toda forma estas atendido com elas. Já o cesto removível não me parece ser a melhor opção, embora muito boa. Na GT vermelha que coloque o cesto fixo na frente, tenho tido boas experiências com relação as compras necessárias. Queria mesmo é que Porto Alegre tivesse mais segurança, e em segundo lugar menos lombas por onde costuma passar, mas isto é coisa da vida de ciclista.  Com relação ao cesto dianteiro... posso apenas dizer: "Cara, você não sabe como é bom fazer comrpas com a bike!" E desta forma defino tudo que gostaria, de forma simples e limpa.

Roberto Furtado

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Bagageiro - 2ª parte

Detalhamento

Detalhamento

Detalhamento

Detalhamento

Visão lateral completa do bagageiro
Nesta segunda feira a tarde, aproveitando uma folga entre tarefas... peguei o "carro" e fui até a azenha para ver se arrumava alguém que pudesse soldar meu bagageiro. O bagageiro em questão era de uma Caloi Ceci, e idealizei neste extensões para tornar viável o uso de alforges, como descrevi no post da primeira etapa. As barras adicionais são do mesmo material, aço 1020, de diâmetro aproximado 6,3 mm. O bagageiro e a medida da barra foram estrategicamente escolhidos para receberem fixadores, pois estes são difíceis de encontrar, e também possuem medida única. Em projetos caseiros ou industrializados sempre deve ser feito um estudo detalhado de compatibilidade e disponibilidade de materiais, caso contrário poderá ocorrer a inviabilização do projeto ou alteração do valor (geralmente aumenta o custo). Lá na rua Freitas e Castro, onde existem dezenas de lojas e prestadores de serviços, sem muita dificuldade encontrei um senhor que emborar estivesse fazendo outros serviços, aceitou fazer a soldagem das hastes lateriais (assim chamarei para fins de indentificação). Em menos de 15 minutos estava tudo devidamente soldado, embora a qualidade aparente não tivesse ficado como eu gostaria. Como o projeto é para mim mesmo, e poderei perder algum tempo lixando para dar o devido acabamento, então me contentei pq ao final deve ficar bonito. Na foto ainda sem pintura, é possível perceber o que era original e o que é novo, destacados pela cor azul clara e pelo restante do aço sem pintura. A idéia, após o acabamento, será pintar em cor que ainda não defini... talvez preto, talvez prata! E na continuidade estou pensando em melhorar o acabamento, possivelmente com o uso de prancha (shape), semelhante a um shape de skate. Desta forma aumentarei a superfície de apoio do material que deve ser assentado, dando contornos mais suaves e obtendo vantagens como redução de atrito para o material que ali se apoiará. No caso dos alforges, não haverá atrito destrutivo, preservando assim o alforge e talvez até mesmo a impermeabilização presente nestes. Esta operação da prancheta ainda pretendo realizar, sendo ainda dependente de arrumar quem faça para mim da maneira que necessito. Como tudo que se pretende fazer, esbarra-se sempre nas mesmas questões, na prestação de serviços.Aproveitando o tópico em questão, penso em adaptar um bagageiro dianteiro também... já andei estudando, mas percebi que será um pouco complicado em decorrência de fixações necessárias. Poderia usar o tradicional furinho do garfo para fixar o paralama (aquele que fica acima do pneu e abaixo da caixa de direção), porém o cabo do cantilever esta passando exatamente ali. Muitos cicloturistas optam por não possuir o bagageiro dianteiro, pois acreditam que além da alteração de manobrabilidade, haverá também sobre carga na bicicleta. Esta questão é um tanto quanto relativa, pois imagino que pior será sobrecarrergar somente a bicicleta na traseira, onde o conjunto de pneu, aro, raios e cubo, acabarão por transportar todo peso sozinhos. Distribuir a carga tem suas coerências, contudo, o peso na frente não deve ser excedido a uma condição em que o ciclista tenha muita dificuldade para desviar de buracos. Ocorre neste momento uma "plasticidade" na direcionalidade da bike. Assuntos que possivelmente serão abordados novamente na continuidade do assunto.
Obs: coloquei o carro em negrito, pq desta forma mostro que o carro tem sua importância em dados momentos. O tempo que havia não era grande, então de bicicleta não seria posível realizar o feito no tempo que era disponível. Sempre é oportunidade de apontar questões que no momento não são relacionadas com o post.

Abaixo, link do inicial do bagageiro:
Bagageiro - 1ª parte

Roberto Furtado

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Para realizar o Audax 200 km



É quase que certo que não sou o melhor exemplo para ser usado na afirmação de "como realizar um Audax ou um Desafio". Talvez isto seja uma verdade, fato que reforço com meu fracasso dos 300 km deste ano, como muitos acompanharam. Este assunto é passado, e pensarei muito melhor quando houver nova pretenção de realizar uma prova destas. Nesta terça feira ocorrerá o Audax 200 km, válido para 2011. Me parece que a lista de inscritos é realmente grande, muitos são conhecidos, e a grande maioria é experiente em ciclismo de estrada. Muitos destes não precisam de conselhos, carregam tantas histórias audaxianas que farão esta como se estivessem brincando. Outros poucos estão no começo, e para estes, darei meu pensamento positivo para que consigam atingir suas metas. Contudo, peço que reflitam sobre a sua segurança na estrada, seja com relação ao trânsito ou suspeitos que caminham perto da via. Atentem-se para o comportamento de pessoas que possam estar perto, não parem em qualquer lugar para lanchar ou realizar suas necessidades. Usem roupas leves, carreguem somente o necessário. Verifiquem uma, duas, três vezes se tudo funciona em suas bicicletas. Cuidem uns dos outros. Procurem andar em grupos, se possível for fazer o ritmo dos colegas. Não façam ritmos muito altos, e nem baixos demais em relação ao que estão acostumados. O segredo para completar a prova se você já tem um preparo, esta na sua cabeça... esteja tranquilo. Pedale com o coração leve, sem carregar preocupações, respire, hidrate-se adequadamente. Pare um pouquinho para descansar, mas só um pouquinho... corpo que esfria, custa a recomeçar o ritmo de estrada. Roda pra frente, larga na banguela... deixa a bike rolar.
Boa sorte a todos!

Roberto Furtado