Passados alguns meses e é difícil lembrar de New York sem pensar nas bicicletas e nos ciclistas que vi por lá. Quando reviro as imagens estocadas, relembro tudo que vivi lá... as bikes que vi, abandonadas ou estacionadas, bicicletas pilotadas por transeuntes apressados ou em passeio. Das coisas mais fantásticas que posso lembrar é dos "espécimes" que vi lá... eram exemplares em singular existência com a cidade de Nova Iorque. Acorrentadas em pseudos bicicletários no espaço temporal que as afastava dos seus proprietários. Lindas bicicletas como já citei em outros posts... aqui, prova viva de uma TREK 400, velha guerreira da década de 80, suponho. Note que ela aparenta muita originalidade, embora seja agora uma incógnita do que ela realmente seria. Exceto se houver uma boa pesquisa, jamais saberemos se ela nasceu assim. De uma coisa podemos ter certeza... ela esta aí, em uma rua que lembro bem, "desembocava" de frente para o Central Park. Assim como ela, outras tantas espalhadas embelezando as ruas de uma grande cidade. Lavadas muitas vezes pela poeira e pela chuva, apresentam sinais do tempo... quando de qualidade como uma TREK, resistem ao esforço climático de extingui-las. Não se importa o proprietário... talvez ele pense que ela deva ser exatamente o que é! Uma guerreira que enfrenta a contagem dos anos que impusemos a nossas vidas, sem que seja perdido ou esquecido o real propósito a que fora designada. Ela nasceu para transportar... seu proprietário é um felizardo!
domingo, 12 de janeiro de 2014
As bicicletas de New York... TREK 400
sábado, 11 de janeiro de 2014
As rodas... montadas!
As rodas para aplicar na Trek 370 estão montadas... nas imagens, destaquei a presença dos niples apresentados anteriormente. Se estes niples fossem aplicados em aros modernos, certamente seriam vistos como uma montagem requintada moderna. Montados sobre aros de estilo old school, certamente vintage, podemos verificar que a montagem é moderna sobre peças novas. Não me parece que isto transformou velho em novo, ou antigo em moderno, não exatamente. Não acho que houve uma colisão temporal de componentes, pois acho que já havia visto na década de 90 niples coloridos, assim como blocagens, cubos, aros, etc. Me parece que elevou o nível do conjunto de rodas, sem que parecesse algo tão moderno que não pudesse ser aplicado em um frame com 18 anos. Eu gostaria de estimular mais pessoas a este tipo de projeto, embora esteja acontecendo já aqui no Brasil, mais ainda no exterior. Cerca de 10% de nossa visitação é oriunda dos EUA, outros 10 % de outros lugares do mundo, e o restante é do Brasil. Aqui nesta jornada está sendo reforçado o velho, o novo e até mesmo o exclusivo. Outros sites estão surgindo, alguns bem interessantes, outros precisando de algum tempero que certamente vai aparecer com o tempo, não em todos, mas em alguns.
As rodas... bem, acho que as rodas ficaram muito bonitas, fortes e adequadas ao projeto que estou fazendo. Elas vão direcionar bem o lado que quero evidenciar deste projeto. Algumas pessoas pensarão que se trata de um projeto de ciclocross, outras até chamarão de híbrida (ow, já falei disto), e no fim perceberão que é "apenas" uma road de calçados grandes. Pode tornar-se sim uma bike de ciclocross, e afinal, o que diferencia uma bike assim do que estou fazendo? Eu diria que alguns detalhes como o tipo de pneu.
Agradecimentos ao Tchaka pela montagem e ao Ricardo da Adventure pelo fornecimento dos niples.
Agradecimentos ao Tchaka pela montagem e ao Ricardo da Adventure pelo fornecimento dos niples.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Pré Calendário da FGC 2014
O pré calendário da Federação Gaúcha de Ciclismo para o ano de 2014 esta no site da FGC. Vale lembrar que as datas e locais podem ser alterados de acordo com a necessidade das prefeituras e da própria FGC. Em 2013 algumas provas foram canceladas, outras tiveram data alterada, ou até mesmo a localidade foi trocada devido a condições climáticas, falta de recurso, etc. Este ano esperamos que não ocorram imprevistos, mas sabemos que isto nem sempre é possível... afinal, imprevisto é imprevisto.
O calendário publicado é uma maneira de ajudar aos atletas na organização dos eventos, preparo para provas, etc. E me parece que embora seja uma boa política de dar clareza ao cronograma da FGC, pode ser um problema quando o calendário não pode ser seguido a risca. Neste caso entra a compreensão de todos... não podemos esquecer que a FGC organiza eventos diversos, não apenas a modalidade em que o atleta participa. Falamos de downhill, cross 4X, cross country, meio fundo, resistência e maratona de mtb. Abaixo segue o pré calendário... sempre sujeito a alterações:
PRÉ CALENDÁRIO 2014 / PRÉ CALENDARIO 2014
| POR SE TRATAR DE UM PRÉ- CALENDÁRIO PODE HAVER MUDANÇAS DE DATAS E LOCAIS A PEDIDO DE ALGUMAS PREFEITURAS OU ORGANIZADOR |
|
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
As rodas...
Ontem, passei no Tchaka e deixei aos cuidados um par de aros, um par de cubos e quase 7 dezenas de niples e raios. Os aros são coisa muito simples, clássicos, novos para Roads de pneus largos, em cor de alumínio, foscos, parede simples com reforço nos cantos. Os raios são DT Swiss! Os cubos RSX são aqueles clássicos que se parecem com os Exage e com toda geração do início da década de 90, porém com freehub para 8 ou 9 velocidades, originais, nunca abertos, poucos quilômetros e em minhas mãos desde novos. Eu pensei muito antes de resolver colocar niples coloridos em uma montagem que deveria ser apenas clássica, mas acho que um toque simplista contemporâneo vai muito bem. Destaca o capricho e a real qualidade dos raios, também quebra o visual, já que a bike será preta. Esta vai ser uma bike muito especial... ela vai preencher uma lacuna não vista entre estas postagens. A TREK 370 será uma road de "pés" grandes... por assim dizer, uma Road robusta!
sábado, 4 de janeiro de 2014
TREK 370 sport series 95's - parte 01 (aquisição)
![]() |
| fotografia: pedalrevolutionblog.wordpress.com |
Bem... esta postagem foi motivada pela aquisição de uma bicicleta que para mim é importante marco da década de 90. Quando eu era apenas um menino, adolescente, despertei para um estilo de bicicleta que até hoje me tira o ar... As road bikes da década de 90 são impressionantemente bonitas. Um fenômeno que aconteceu neste período fez delas elegantes como sempre foram, com tecnologia robusta e funcional e com os atributos de um acabamento que é bem evidente deste período. Aliás, neste segmento ciclístico, considero a fase mais perfeita da harmonia de design das road bikes. Nas MTBs isto não me parece ser bem desta forma, pq o conceito das "mountain" mudou muito. Hoje vemos algumas road fabricadas exatamente como a 15 ou 20 anos atrás, comprovadamente na Interbike 2013, mas as mtb não são mais as mesmas, e me parece que os atuais modelos fabricados em Cr-Mo (que são uma minoria), superam as da década de 90. Digo isto pq quando vi a KHS Dragon 29" fabricada em Cr-Mo Reynolds, percebi que esta representante citada é uma obra de arte, supera sim a grande maioria da década de ouro, como gosto de citar a última década do século 20. Se as MTBs resistentes do século 21 estão em vantagem, por outro lado as road bikes deste século não parecem superar as obras de arte da década de 90. Para os recém chegados neste blog, vale lembrar que aqui falamos de bicicletas fabricadas em Cr-Mo, sem desmerecer o propósito atual do alumínio, carbono, titânio e outros materiais tidos como tecnológicos atuais. Obviamente isto é o parecer crítico e pessoal de um entusiasta que tem próprios motivos... começam pela paixão ao material (Cr-Mo), vão em direção a perfeição do acabamento da proposta, e terminam nas vantagens oferecidas aos ciclistas que tem outras propostas de vida quanto ao uso de bicicletas. Nem todo mundo esta preocupado em chegar primeiro ou ter uma bicicleta de 30.000 reais, mesmo que a questão não seja o valor relacionado.
Recentemente, um amigo publicou na lista de classificados do POA Bikers, uma bicicleta que sempre me atraiu muito. Em 1995, quando eu era aquele guri a caminho da maturidade, descobri a paixão pela velocidade e pela arte ciclística. Naquele tempo as lojas eram bem mais modestas, embora existisse muito material de alto nível, como as TREK 5500, fabricadas em carbono, vistas na revenda oficial de Porto Alegre. Embora muitos ciclistas tinham interesse verdadeiro por tecnologia e pelas altas cifras que ela sempre representou, eu já era diferente... eu sonhava com uma TREK 370 ou uma TREK 470, esta segunda já foi reconstruída aqui no Bikes do Andarilho. Ambas eram fabricadas em aço nobre, do hi-tensile ao Cr-Mo, dependendo do modelo, ano, e parte do frame. Naquele tempo cheguei a encomendar a TREK 470, somente o frame, pois na loja havia somente bikes montadas, mas veio errado, e eu topei a aquisição de um TREK 2000. O modelo 2000 era fabricado em aluminio EASTON, totalmente colado, sem soldas. Era um primor tecnológico que eu desconsidero na atualidade, mas na época fui convencido de que era uma grande coisa. De fato, era... até hoje é uma grande bicicleta, mas é um projeto que não preenche minhas expectativas ciclísticas. Os princípios e perfil de um ciclista evidenciam-se por suas escolhas... cada qual, com as suas, afinal, o mundo é livre (ou deveria ser). Quando o mecânico do Dudu Bike, Nathan Keiler anunciou a bicicleta, tive uma pontinha de esperança, mas na data eu não havia nenhum $$$$$ no bolso. Então, os dias passaram e felizmente consegui recursos para uma proposta. Talvez por ser amigo de Nathan, por ser apoiado pela loja Dudu Bike, rolou uma proposta que foi aceita. Fui buscar o quadro e garfo com o amigo, vislumbrando a montagem ainda como ela vinha na época. Quais peças vinham nela? Vc esta sentado? Então, conto com detalhes. A TREK 370 era a road bike mais simples da marca e que era trazida ao Brasil. Ela era destinada a um público exigente de acabamento e qualidade, como sempre foi a marca em questão, mas com a simplicidade que pudesse tornar viável sua aquisição. Ela custava mais ou menos o dobro de uma Caloi 12 (super italy)... elas custavam muito diferente por motivos muito óbvios para mim. A Caloi era 12 velocidades, cubo de rosca, quadro desalhinhado e componentes, evidentemente, inferiores. A TREK 370 sport possuía relação de 14 velocidades. O grupo da 370 era o modelo Shimano Exage, o mais simples da linha Road daqueles tempos. Mesmo sendo simples este grupo, a qualidade era muito grande... havia uma preocupação que inexiste hoje, sobre durabilidade, alguns conceitos que foram alterados e adaptados. Temos exemplares rodando até hoje nas ruas! O primeiro cubo de qualidade da shimano deve ter sido este projeto que originou toda linha da shimano e que se popularizou no exage.Os tempos mudaram e as propostas também! Os grupos da shimano possuem qualidade? Sim, claro... muita qualidade, estão excelentes, são ágeis, funcionais, têm um show de tecnologia que até hoje os deixa na frente no mercado. A Shimano não tem concorrente, que fique claro! Ninguém consegue produzir com preço, qualidade e abrangência como a shimano. Contudo, os componentes de 20 anos atrás tem atributos que foram abandonados por tendências mundiais. Os trocadores de marchas da TREK 370 eram daqueles de downtube... que os competidores da atualidade não usam em hipótese alguma, exceto por saudosismo. A verdade é que os trocadores de downtube são parte importante da história das Road Bikes. Isto é inegável, e o fato de que dificilmente desregulavam, também! O fixador do cabo no cambio traseiro possuia uma mola de amortecimento do excesso de esforço, isto permitia que o cabo não ultrapassasse o ponto determinado e garantindo a regulagem por muito mais tempo. Além do mais, menos conduíte, menos desgastes que também exigiam compensação, mesmo que fosse pelo ajuste fino do cabo. Afinal... pq alguém compraria uma velharia destas? Bom, acho que se vc chegou até aqui neste texto, então esta tão curioso quanto eu para ver como pode ficar um projeto reconstrutivo desta magnitude. Sabe qual é a sorte? A sorte é encontrar uma joia destas ainda com pintura original, mesmo que bem danificada. Não há amassamentos, trincas, tampouco empenamentos. E ainda tem gente que pergunta qual a vantagem deste tipo de bicicleta... não seja insensível! Alguns dos quadros de carbono com 2 ou 3 anos de idade não existem mais. hehehe
O que vejo de diferente neste projeto em relação as demais frames de Road da década de 90. Eu diria que o grande diferencial deste modelo é o design combinado com o grande espaço para as rodas, que pode fazer deste projeto um modelo de touring ou ciclocross, onde pneus e aros largos como de uma "híbrida" podem ser aplicáveis. Talvez até mesmo um 700 x 35 u 38C, acredita? Então aguarda, pq isto vai ser caso de Revista, de Bikes do Andarilho, de assunto em muita roda de entusiasta. Aqui nasce uma "randoneira", uma máquina de consumir quilômetros. Se ficar confortável, pode ser a bicicleta que me coloque de volta na estrada da longa distância. Acompanha aí...
Em tempo... O modelo que aparece na foto é 370 Fast Track, pq tinha uma configuração um pouquinho diferente da 370 Sport. Não me pergunte qual a diferença, mas vou descobrir.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
E aí? Feliz 2014...
Foi mesmo que um vento... 2013 passou e deixou até susto! Foi mesmo que a mágica do Deus do Vento... Éolos. Passou, deixou coisas boas, deu lição de moral nas pessoas, deixou outras passar em branco. A vida é muito estranha, mas as coisas são escritas pouco a pouco... e hoje tenho mais coragem pra assumir a confiança de que o bem vai vencer tudo que houver de negativo nestas terras.
Hoje é um dia especial aos meus olhos... é o primeiro dia que escrevo em 2014. Um ano que me traz esperança, alegria, confiança! É um ano que vejo vários guris amigos crescendo mais um degrau, no esporte, na vida, na profissão, na carreira acadêmica, etc. Não posso deixar de dizer que fico feliz de ver e que isto é algo que acredito. A gurizada voa... é boa! Rodas raiadas, raios que assobiam no vento, barro que respinga! Pancadas de acertos e erros na construção das histórias... e erros antecedem acertos, confie! Aos que foram ao vestibular... meninos, tenham certeza de que algo bom espera por vcs, passando agora ou prometendo para um futuro. Não esqueçam que estar vivo e encaminhado é uma grande oportunidade. Muitos devaneios escrevi aqui nestas páginas por muito tempo... agora, resta continuar para incentivar e valorizar a bicicleta. Assim, faço minha parte!
O que temos pela frente... bem, temos uma reconstrução, uma filha de Éolos. Então teremos a retomada de reconstrução, teremos as provas da FGC, SAC e outros eventos. Nada de novo, na realidade, mas com certeza com a qualidade única da crítica, do fotojornalismo, da amplitude que o Bikes do Andarilho e a Revista Bicicleta conseguem abraçar. Espero que vc tenha gostado da trajetória... afinal, estamos no 6º ano de caminhada. Pensando nesta caminhada, poucos são os espaços e as mídias que conseguiram superar este período. Tivemos mundiais, também feiras de SP por três anos consecutivos, uma feira em Las Vegas, coberturas de eventos sociais da bicicleta. Somos velhos... somos únicos, somos amplos, somos informais, somos formais quando preciso! Sim, nós somos tudo isto... nós somos únicos, eu, vc, e todas estas pegadas da bicicleta! Um feliz 2014 de paz, saúde e realizações... e que venha um ano para nos surpreender, com muito respeito pela bicicleta.
Assinar:
Postagens (Atom)
