terça-feira, 17 de maio de 2016

Ekonova pelos caminhos de Bom Princípio. Neste Domingo, o pedal do morango!

Foto: Roberto Furtado
          O terceiro Pedal do Morango, uma realização da Ekonova Adventure, acontece neste próximo domingo dia 22 de maio de 2016. O evento faz parte do circuito de pedais da Ekonova e como de costume oferece três opções de trajeto e distância. 

Trajetos

Curto 20Km – Trajeto em desenvolvimento (Trajeto não terá trilhas e pouca elevação já que o relevo permite).

Intermediário 30Km – Trajeto em desenvolvimento (Trajeto com trilhas).

Longo 45 Km – Trajeto em desenvolvimento (Trajeto com trilhas e dificuldades maiores para quem tem preparo e curte um verdadeiro desafio).

A infraestrutura local permite banho após o entretenimento, permitindo que os ciclistas façam a trilha pra embarrar mesmo! O retorno sem barro fica garantido desta forma... não tenha medo da sujeira! ;)

Estrutura do evento

- Seguro da Porto Seguro;
- 4 pontos de Hidratação;
- 2 pontos de Frutas;
- Barra de Cereal da Harts (www.hartsnatural.com.br)
- Batedores de Moto;
- Carros de apoio;
- Percurso devidamente demarcado;
- Estacionamento amplo;
- Local para Banho
- Camiseta de algodão personalizada Bike is Life (primeiros 250 inscritos e pagos antecipadamente);
- Placa bike personalizada;
- Fotos do evento do Bikes do Andarilho (Roberto Furtado);
- Vídeos aéreos de Falco Imagens Aéreas;
- Almoço no CTG (galeto, massa, maionese, arroz, molho, saladas diversas) a R$ 20,00 que deverá ser reservado antes da saída do Pedal.

R$ 35,00 (CAMISETA DO EVENTO – (Para os primeiros 250 inscritos) Não há escolha prévia de tamanhos, será por ordem de retirada das inscrições no dia do evento (Tamanho de acordo com a disponibilidade), retirada das Inscrições das 7:30 – 8:45 no Local do evento.)

R$ 40,00 (após o encerramento das inscrições)

Importante... sem capacete não é permitida a participação do ciclista!

Inscrições no link abaixo:

http://ekonovaadv.com.br/project/3opedal-do-morango/

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Alguns motivos para acreditar em rodas 26"

Interbike 2015.
            O universo competitivo das bicicletas, também recreativo de finalidade esportiva não profissional, definiu as rodas 29" como exclusivas para uma importante fatia do mercado. Não veremos mais, acredito, bicicletas de alto nível esportivo desenvolvidas com rodas 26". Alguns casos, veremos com 27,5" (650B), mas sabemos que a grande preferência se voltou para 29"... e de alguma forma a 26" estaria agora restrita aos projetos populares e bem específicos. Escrevi algumas matérias na Revista Bicicleta que justamente abordavam estas reflexões sobre os tamanhos de rodas... em novembro de 2012 abordei aqui, algumas questões sobre as novas medidas de rodas que apareciam no mercado. Em janeiro de 2013, publicamos na revista bicicleta o primeiro esclarecimento e comparativos de medidas de rodas sobre este assunto que começava a se enrolar devido a falta de clareza da indústria com relação as referências das medidas. Ao longo dos anos, foram criadas diversas medidas que aos poucos receberam especificações diferentes mesmo para medidas iguais. Tudo isto confundiu muito o público e desde então nós tentamos demonstrar que tudo era uma questão de referências, de onde deveriam ser medidas as rodas, e assim obter os números que os fabricantes indicavam. Em 2015 abordamos mais uma vez na revista bicicleta, edição 50, abril de 2015, uma reflexão sobre o espaço das rodas 26". Exatamente um ano depois, na edição de abril de 2016, edição 61, abordamos as dificuldades da roda 26" em se manter no mercado, mas com espaço garantido. Ninguém mais tem dúvidas que a roda 26" esta dando lugar a roda 29". A popularização é um cabo de guerra entre as opções! Ainda que seja notável este avanço em direção as rodas grandes, temos motivos para pensar que elas devem realmente ficar em alguns mercados específicos. Apontamos alguns para que fique claro que isto não deve acontecer em todos os segmentos e finalidades de rodas 26". 

Recreativas populares
                
               As bicicletas mais populares, de menor valor agregado, utilizam rodas de medida 26" e devem ficar desta forma. Há maquinário e bicicletas fabricadas para uma demanda que vê vantagens na medida de roda. Se sabe que quase todas as bicicletas fabricadas até 2012 possuíam medida 26" e com a necessidade de reposição de raios, aros, pneus e câmaras específicas, torna-se interessante manter a produção de algo que ainda tem forte procura. Com isto, os valores de componentes nestas medidas viabilizam a fabricação de novas e populares bicicletas. É uma relação entre manutenção e fabricação de novos que não permite o desligamento em curto prazo. A Kenda, uma das maiores fabricantes de pneus no mundo, assim como a CST Tires, jamais deixaria de apostar neste mercado. É o mesmo que abandonar um mercado lucrativo e, deixá-lo para a concorrência. Então, estas bicicletas de menor valor agregado, que buscam simplicidade, não deixarão de existir a curto e médio prazo. 

Ciclistas de menor estatura...

                É difícil imaginar um ciclista cuja altura que gira em torno 1,50 - 1,60m prefira a opção de rodas 29" para o cotidiano. Estas bicicletas com 29" ficaram meio "desajeitadas" para pessoas com estatura menor que 1,60 m, portanto, este seria mais um exemplo claro de que a medida é necessária. Tanto é fato que se encontram bicicletas de 24" no mercado, justamente para tentar aproximar o centro da bike do chão, diminuindo a distância para jovens e para pessoas de estatura menor. Isto poderia mudar, mas seria também um erro... e erros já acontecem em demasia nos opostos. Uma média das pessoas possuem estatura que permite encontrar facilmente opções no mercado, mas pessoas muito altas e muito baixas sempre encontram dificuldade para encontrar o modelo e tamanho de bicicleta desejado. 

Conceitos incompatíveis com rodas 29"

           Não vamos ver com facilidade a aplicação de rodas tão grande em alguns modelos... o segmento de Cargo bicicletas não corresponde ao tamanho maior das rodas. Há modelos de bicicletas cuja solução do fabricante foi utilizar dois tamanho de rodas, sendo 26" na frente e 20" na traseira. Este seria um exemplo sobre o uso das rodas 29" que se tornam inviáveis. As vezes, até mesmo, as rodas 26" se tornam complicadas para alguns projetos, então não é preciso dizer que rodas maiores estariam fora de questão. As cargueiras não podem receber rodas maiores por uma questão de espaço sobre o bagageiro. Se aumentar o diâmetro de roda, se aumentar duas relações de medida de roda de uma cargueira... as opções, não seriam vistas com bom olhos pelo consumidor. Bicicletas de roda maior tendem a ter menor resistência lateral... e bem, isto em uma cargueira não é um adjetivo favorável. A outra questão é que o bagageiro seria construído de forma que ficasse mais alto para acomodar a roda (note a foto desta postagem), e tal solução traria o problema do centro de gravidade alterado, um equilíbrio prejudicado. 
Este aumento do diâmetro de rodas também poderia ser um problema em fatbikes... já é difícil arrumar espaços para rodas grandes de 26", imagine em 29". Outro mercado que não aceitaria bem as grandes rodas seria das dobráveis. A roda 26" mal foi aceita neste mercado, portanto presumo que 29" deva ser algo meio impraticável para dobráveis... até pq esta praticidade de dobrar tem relação direta com redução de tamanho. 

Há, sem dúvidas, vantagens e desvantagens sobre as versões e modelos. Cabe ao entusiasta e ciclista escolher pensando em uma balança de quais pontos mais lhe agradam. Muito deve aparecer em novidade, esta é uma corrida incansável do sistema... e vamos dizer que a bicicleta ainda nem conseguiu se popularizar como deveria. 

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Pedalada solidária... agasalho nas ruas!



Geral da galera que participou da ação... roupas entregues!

              Fui fazer umas fotos da pedalada solidária... quem me convidou foi o ciclista e amigo Pablo Weiss. Tinha muitas pessoas participando da iniciativa... uma ação sem bandeira, sem intenções próprias. Uma ação para ajudar quem vive nas ruas, passando frio. E vou dizer que vi algo tão fácil de minimizar... é tão fácil diminuir a dor, a fome e o frio de algumas pessoas. Seria bom se mais pessoas participassem de ações como esta. Eu prometi pra mim mesmo que irei na próxima... sem máquina fotográfica. Não vou como repórter... vou como ciclista. Pra levar alguma coisa que ajude quem esta na rua não custa nada. Não vai mudar a minha vida fazer isto uma vez... ou duas noites do ano. E se outras pessoas fizerem o mesmo, vou dizer que nem seria preciso fazer duas vezes por ano. Temos uma cidade grande aqui... potencial para ajudar tempos. A única coisa que me deixa mais chateado é não saber como se faz pra mudar a vida destas pessoas... como elas foram parar lá! E é uma coisa que a gente começa pensando... e acaba com raiva da política pq os caras só pensam neles mesmos. Quem tem poder pra fazer alguma coisa, esta mais preocupado com votos na eleição seguinte... e não nos problemas reais da sociedade. Bom... mas aqui não é espaço pra discurso político. Nós vamos é valorizar a ação dos bikers... a gurizada saiu de casa ainda quando estava garoando pra entregar os donativos. 

obs: As imagens da coleção estão em branco e preto justamente pq o tema pede este tipo de opção. 

domingo, 8 de maio de 2016

Bem aventurados na estrada...

Bagatini e dona Margot, em um brevet de 300, da Sociedade Audax de Ciclismo, 2011.
               Seguir os passos de uma vida... acho que esta a tarefa mais difícil do mundo. Ir e ir com o vento qualquer um faz, mesmo que nele não esteja mais a razão. O que faz brilhante a estrada esta nos detalhes que confeccionam a história. Magnífico é olhar para trás e ver o que se construiu. Filhos? Uma carreira, um legado, uma imagem de bondade, de sabedoria? Há uma sede diferente em cada um, motivadas por dores, amores, paternidades e horizontes. Disse-me, certa vez, um amigo que a ambição tinha relação com o cotidiano e a distância do horizonte... que aquela condição nos colocava na perspectiva inconsciente de alcançar algo que estaria longe e, que tal circunstância nos movia como uma força inexplicável, como aquilo que chamam de deus, destino ou outros entendimentos de acordo com a vida se explicaria sendo totalmente impossível. Não tenho dúvida nenhuma que é na confiança de como as coisas seriam ou são, através da fé, que a paz chega até o cotidiano de um vivente. Para tal, que a explicação lhe seja conveniente ou suficiente, sem que isto coloque esta ou aquela pessoa em um grau de inteligência maior ou menor. Afinal, o homem adora dizer que vive uma certeza e conceitua as pessoas através dela... aquele caso, que na pior das hipóteses pode ser chamado de preconceito. Aceite... seja como quiser, deixe ser! Isto traz uma paz para o coração... isto foi o que mais me deu paz até hoje! A atribuição das leis de deus ou dos homens, não poderia ser maior que a consciência de estar fazendo algo certo, porque quando não se contraria nada ou alguém, talvez não esteja errado, e talvez esteja certo! A condução de uma vida onde tudo e todos conspiram a teu favor seria uma ótima maneira de descrever alguém com uma boa estrada. A gente aprende muitas coisas... evidente que vivo um momento onde busco algo pra enriquecer a minha vida e, deveria ser diferente? Foi olhando esta imagem, cujo o condutor do guidão é o amigo Paulo Batini, emparceirado da Dona Margot, que entendi um pouco sobre a estrada. Seguir uma estrada que tem trajeto definido não é a decisão... a decisão é como você vai fazer a estrada. Você pode ser individual, ou colaborativo... suas palavras, abraços, pedaladas podem ser irradiantes, até que não surja dúvida mais sobre o que você é! Você pode ser um conjunto de ações, que orgulha as pessoas sem que o torne famoso, isto é o verdadeiro amor. Motivar sorrisos e reflexões é uma estranha forma de amar... desprendida de ideologias e formatos da religião e política. O exercício, que nos leva ao sentimento de realização, é a única coisa que nos torna experientes e confortáveis na estrada. Eu não quero mudar ninguém... não vou mudar vc, eu quero que você seja o que nasceu pra ser! Então... sonhe! 
Um feliz dia das mães e da vida para todos... a magnitude é explicada pela estrada. Parabéns aos que conseguiram formar boas famílias e aceitaram as pessoas como elas são, pois me parece que estes são os que construíram bons legados.

sábado, 7 de maio de 2016

"Reorganizando a casa"... metamorfose do blog?

Farol do Albardão, 2005.
Imediações de Praia Grande, SC, 2015.
     Qualquer leitor observou que o Bikes do Andarilho deixou de ter aquelas postagens frequentes... tornou-se muito difícil produzir material autêntico com a falta de tempo. Todo domingo, muitos sábados, trabalhei... e durante a semana também. Então realmente chegou um momento que não havia mais tempo para envolvimento extra com a bicicleta... e quando havia uma folguinha, era a disposição que eu não tinha. Este foi um dos motivos pelo qual larguei a FGC, pq já não tinha tempo nem para mim e para os meus, nem para o blog e para outros projetos que estavam engavetados por longa data. Vamos retomar alguns projetos... não vamos retomar mais aqueles projetos reconstrutivos, já fizemos muitos! Eventualmente, se houver uma boa história junto, poderemos, mas este não será mais o foco. Vamos nos focar em passeios, viagens, roteiros, histórias de pessoas, em projetos diferentes como envolvendo cargueiras, longtails, fatbikes, dentre outras bicicletas curiosas e que possam ajudar outros ciclistas. 
Temos alguns roteiros de viagem para executar... estes serão roteiros, que se não forem publicados na Revista Bicicleta, serão realizados em uma nova ideia que esta por surgir. Nós somos dinâmicos, estamos a todo momento... esperando um novo caminho. Deixar a FGC é uma pena, mas sabemos que uma grande parte do mundo da bicicleta não pertence à competição. O consumo de bicicletas no mundo tem forte relação com mobilidade e entretenimento, e competições representam menos de 0,3% do mercado mundial das bicicletas, já contando os atletas de nível amador. A superação pessoal esta em ascensão, bem como a mobilidade e o entretenimento não competitivo é o líder nas vendas e utilização das bicicletas. Estes são dados que podem ser encontrados em diversos idiomas, variam de acordo com a cultura dos países, mas de forma geral eles são semelhantes em ordem de aquisição e tipo de uso. Um dos meus próximos projetos será visitar o farol que aparece no topo da postagem... o Farol do Albardão, localizado praticamente no meio da "praia mais longa do mundo", reside no silêncio do litoral do RS. Ele será nossa inspiração fotográfica... motivo para sair por aí. Agora com mais tempo, vou mostrar o que existe aonde a bicicleta pode nos levar. 

domingo, 1 de maio de 2016

Audax 400 km da Sociedade Audax de Ciclismo... dos Cataventos!







Fotos: Roberto Furtado / Sociedade Audax de Ciclismo
           No sábado, pela manhã, fui produzir algumas imagens deste evento que reunira cerca de 100 ciclistas para enfrentar os 400 km de madrugada fria. A temperatura caiu abruptamente aqui no RS desde a chegada de um frente fria. Estávamos acostumados com um semi verão em abril, quando a temperatura de uma noite para outra saiu de 20 para 6 graus. Antes da frente fria, tivemos noites com 22-24 graus Celsius. Talvez 5-10 graus não sejam tão ruins, mas o que representa um problema é a diferença de temperatura. Não pude acompanhar os ciclistas como faço muitas vezes. Infelizmente, em algumas oportunidades tenho trabalhos em mesmo horário que das provas... é difícil este desdobramento da presença. Como muitos sabem, já larguei a Federação Gaúcha de Ciclismo por este motivo. Agora estou tentando reorganizar o tempo para ficar presente nas demais ações da bike. Fiquei pela manhã com o pessoal até que pegaram os primeiros quilômetros na rodovia do parque... depois fui pra Lajeado. Neste domingo pela manhã acordei cedo e fui me encontrar com os primeiros que chegavam em Porto Alegre... outra vez na BR-448 (rodovia do parque). Os primeiros passaram por mim ainda nem dia era... nem deu pra produzir material. Logo que saiu o sol já foram aparecendo os seguintes... e por ali fiquei e cliquei vários ciclistas. Cheguei a ir para BR-116, mas é uma via totalmente inadequada para fotografia de ciclismo. Vi os rostos e a superação de muitos... a gente via o cansaço batendo na face da galera. Aquilo é coisa de valente mesmo... e não entenda que é coisa de homem, porque tínhamos várias representantes femininas no pelotão. Elas são corajosas... evidente que mais fortes que muitos homens. Nunca fiz um audax 400 km, mas tenho certeza de que não consigo fazer uma prova desta natureza. É uma prova de dentes serrados, fé e muita força. Tenha pernas... tenha fé... tenha muito mais que equilíbrio pra superar a si mesmo! Mais um gigante caiu... para muitos, isto é apenas o começo!