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domingo, 8 de maio de 2016

Bem aventurados na estrada...

Bagatini e dona Margot, em um brevet de 300, da Sociedade Audax de Ciclismo, 2011.
               Seguir os passos de uma vida... acho que esta a tarefa mais difícil do mundo. Ir e ir com o vento qualquer um faz, mesmo que nele não esteja mais a razão. O que faz brilhante a estrada esta nos detalhes que confeccionam a história. Magnífico é olhar para trás e ver o que se construiu. Filhos? Uma carreira, um legado, uma imagem de bondade, de sabedoria? Há uma sede diferente em cada um, motivadas por dores, amores, paternidades e horizontes. Disse-me, certa vez, um amigo que a ambição tinha relação com o cotidiano e a distância do horizonte... que aquela condição nos colocava na perspectiva inconsciente de alcançar algo que estaria longe e, que tal circunstância nos movia como uma força inexplicável, como aquilo que chamam de deus, destino ou outros entendimentos de acordo com a vida se explicaria sendo totalmente impossível. Não tenho dúvida nenhuma que é na confiança de como as coisas seriam ou são, através da fé, que a paz chega até o cotidiano de um vivente. Para tal, que a explicação lhe seja conveniente ou suficiente, sem que isto coloque esta ou aquela pessoa em um grau de inteligência maior ou menor. Afinal, o homem adora dizer que vive uma certeza e conceitua as pessoas através dela... aquele caso, que na pior das hipóteses pode ser chamado de preconceito. Aceite... seja como quiser, deixe ser! Isto traz uma paz para o coração... isto foi o que mais me deu paz até hoje! A atribuição das leis de deus ou dos homens, não poderia ser maior que a consciência de estar fazendo algo certo, porque quando não se contraria nada ou alguém, talvez não esteja errado, e talvez esteja certo! A condução de uma vida onde tudo e todos conspiram a teu favor seria uma ótima maneira de descrever alguém com uma boa estrada. A gente aprende muitas coisas... evidente que vivo um momento onde busco algo pra enriquecer a minha vida e, deveria ser diferente? Foi olhando esta imagem, cujo o condutor do guidão é o amigo Paulo Batini, emparceirado da Dona Margot, que entendi um pouco sobre a estrada. Seguir uma estrada que tem trajeto definido não é a decisão... a decisão é como você vai fazer a estrada. Você pode ser individual, ou colaborativo... suas palavras, abraços, pedaladas podem ser irradiantes, até que não surja dúvida mais sobre o que você é! Você pode ser um conjunto de ações, que orgulha as pessoas sem que o torne famoso, isto é o verdadeiro amor. Motivar sorrisos e reflexões é uma estranha forma de amar... desprendida de ideologias e formatos da religião e política. O exercício, que nos leva ao sentimento de realização, é a única coisa que nos torna experientes e confortáveis na estrada. Eu não quero mudar ninguém... não vou mudar vc, eu quero que você seja o que nasceu pra ser! Então... sonhe! 
Um feliz dia das mães e da vida para todos... a magnitude é explicada pela estrada. Parabéns aos que conseguiram formar boas famílias e aceitaram as pessoas como elas são, pois me parece que estes são os que construíram bons legados.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Audax 200 km do Vinho 2015

Foto: Roberto Furtado

Foto: Roberto Furtado

Foto: Roberto Furtado

Foto: Roberto Furtado
             Vamos lá... Bom, vou começar por uma questão relativa ao Bikes do Andarilho e ao meu trabalho. Muitos dos leitores perceberam a presença de dois domínios aqui no blog. Isto faz parte de uma estratégia de visibilidade e parcerias que estou tentando firmar com o mercado americano. O mundo fala o inglês e a combinação de letras e pronúncia do "LH" não é claramente compreendida por estes que falam o idioma em questão. O americano ou qualquer outro ciclista que fale inglês entende muito melhor o Bikes and People. Então vcs verão realmente logos com Bikes and People, que não é apenas uma nova logo e novo nome, mas é também uma nova ideia sobre a forma que vamos destacar a bicicleta. Falarei mais adiante sobre esta ideia e sobre as ações relacionadas, mas por hora haverá sim dois endereços para este espaço. Acredito que o público do Audax seja também o mais antigo que por aqui passa e por isto não poderia deixar passar esta oportunidade para comentar a questão do segundo domínio. Estas ações envolvem a Revista Bicicleta, com que tenho trabalho nos últimos 4 anos. 

Audax 200 km do Vinho

                  A prova, como se esperava, foi boa, dura e teve forte ajuda do clima. Esta seria uma prova talvez, muito perigosa se estivesse chovendo, mas afinal, todo audax com fortes descidas seria perigoso com pista molhada. Quem fez pela primeira vez, talvez não soubesse quão duro pode ser um audax, mesmo que seja "apenas" um 200 km. A teoria de que um 200 km é o passeio mais duro que um ciclista pode enfrentar não é inverdade. Se 200 km pode ser ainda um passeio pesado... este é o 200km, já os 300 km, na minha opinião é uma prova mesmo, pq vc vai passar mais tempo pedalando do que qualquer outra coisa naquele dia. Isto já pode ser chamado de prova de fogo... quem pode vencer o sono, o corpo, uma guerra interna entre persistir e as dores e cansaço do corpo? Acredite, 200 km é um passeio pesado! Para uns, um imenso esforço, para outros é como ir a padaria de bike. Mesmo para quem vai a padaria, como o ilustre ciclista e amigo Alexandre Paiz, que frequentemente realiza as provas mais duras do estilo Audax e mesmo assim perdeu o controle da bicicleta. Quem conhece Alexandre sabe que ele é um dos ciclistas mais experientes que se pode ver em uma prova de longa distância, mas isto não o deixa livre de certas circunstâncias. Fortes descidas, areia, pedrinhas, e até mesmo água que descia da montanha e cruzava a pista. Estes poderiam ser motivos para derrubar um ciclista, independente de experiência. Felizmente, não houve maior gravidade com Alexandre... apenas escoriações, mas ele que nunca desiste, não se abalou e venceu mais uma vez a si mesmo. Estas são as histórias que se criam junto de uma prova... quem supera o que? A si mesmo... mas em quais condições? Vento, chuva, quedas, resfriados, problemas com a bicicleta? Grande é aquele que sabe como lidar com a situação... ser forte não é ser indestrutível, mas saber como lidar com o imprevisto e acreditar em si mesmo! Parabéns Alexandre, estamos orgulhosos!
Muitos foram os ciclistas que desafiaram os 200 km que levava de São Leopoldo para Caxias do Sul em um trajeto de muita beleza... beleza que só pode ser vista com os próprios olhos. E aí esta um dos prêmios para quem acompanha a organização e os atletas neste esforço em conjunto. Quem participa como acompanhante ou voluntário consegue ver de longe uma situação especial de superação de sonhos. Viver um momento destes é materializar um sonho de pedalar por aí... parabéns a todos que tornam viável o sonho destes ciclistas. 

Homenageado de prova - Claudemir Sperandio
                  
               O mundo não é aquele mar de estradas seguras que desejamos para nossos amigos. O mundo é hostil para quem se aventura nele. Parece que esta foi uma regra condicionada ao dia em que nascemos. Saímos de casa, achamos que vamos voltar, mas não temos garantia alguma. Poderia ter acontecido com qualquer um de nós o que ocorreu a Claudemir. Viver nas ruas e nas estradas, como pedestre, ciclista, motorista ou passageiro, nos coloca em uma situação de risco. Há meios de reduzir os perigos, mas eles continuarão existindo... Lembro de um caso. Um homem trabalhou anos a fio como motorista, cauteloso na condução de um ônibus intermunicipal, viveu a vida trabalhando até se aposentar sem jamais envolver-se em um acidente. Um certo dia, atravessava a rua e foi atropelado por um motociclista em um bairro tranquilo de Porto Alegre. Esta história nos diz que cuidado é necessário diariamente, mas que mesmo assim, estamos sujeitos as condições impostas pelo mundo que construímos. 
Nosso colega e amigo Claudemir viveu um sonho... ele foi lembrado em um minuto de silêncio no briefing da Sociedade Audax de Ciclismo, certamente foi lembrado por muitos que não conseguem esquecer um rosto. Durante a prova, muitos lembraram dele... ele conviveu com aqueles que amava, pedalou pelas estradas e se tornou um ciclista experiente. Ele realizou o sonho de ser randonneur 5000, completou o Giro do Chimarrão em 2012 (Audax 1000 km). Embora fosse do Paraná, pedalou algumas vezes entre os gaúchos. Claudemir perdeu a vida no Audax realizado em Santa Catarina, neste mês de junho de 2015. Nossa tristeza por perder um ciclista nos coloca muitas vezes em dúvida sobre continuar um trabalho com estradas, mas nós lembramos o caso de quem atravessa a rua e os riscos que vivemos todos os dias. Se perdemos um ciclista, ganhamos a força de alguém que nos serve de exemplo. Sigamos com força nos nossos propósitos pessoais ou da bicicleta, amando quem devemos e precisamos, pois tudo isto... a vida, se resume em amor. O único sentimento que nos permite existir através dos tempos é o amor! Ame seus amigos, sua vida, seus objetivos! Faça valer a pena este presente temporário... se a vida é passageira, então que ela seja intensa de bons exemplos, bons sentimentos!

segunda-feira, 16 de março de 2015

A coleção de imagens do Audax 200 da SAC 15.03.2015

foto: Roberto Furtado / Sociedade Audax de Ciclismo
       Não podia ser diferente... cada vez que a gente vai pra estrada é sempre um grupo grande de ciclistas, colaboradores, amigos e familiares. Passa muito rápido um dia de domingo para quem acompanha, para quem pedala, nem tanto... ainda mais com forte calor. 
Os ciclistas largaram de São Leopoldo e rumaram a Rolante, de lá foram para Santo Antônio da Patrulha, de Santo A. P. para São Leo novamente. Havia sim, trechos de acostamento ruim, também movimento, e teve o calor que foi do tipo abafado, mesmo assim foi grande o número de pessoas que conquistou a própria superação. Alguns não chegaram e foram "socorridos", são e salvos, agora mais experientes e, é apenas isto que importa. Todo mundo voltou pra casa em segurança e eu comemoro justamente isto... o dia em que todo mundo se divertiu e voltou pra casa. 
As imagens estão dispostas como sempre, em ordem, neste álbum do picasa ou google plus. Agradeço pela visita nos álbuns, estou comemorando que falta bem pouquinho pra fechar 6 milhões de visualizações nesta estrada. Bem que eu podia ganhar meio centavo por visualização e então, já seria um Andarilho com recursos para tantos projetos pendentes! ;) Brincadeiras a parte... e segue esta magrela pra frente. Bicicleta... te amo!

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A Expo Bici... mais um sucesso para a bicicleta!


 Expo Bici dos sonhos de muita gente... Evento democrático, limpo, divertido! A feira gaúcha em sua terceira edição reuniu muitos velhos conhecidos, novos amigos, gente que a gente não via há muito tempo! Nesta estrada ciclística muitos são os que mudam de cidade ou de profissão, e com estas variantes surge também a dificuldade em participar dos eventos que juntam tantos sorrisos. Eis a importância de uma feira local... juntar novamente as pessoas, trazer os novos ciclistas ao convívio dos velhos, agitar o mercado local. Afinal, tudo isto é importante! Sim, tudo tem sua devida importância... fomentar o mercado, alavancar novos negócios, perpetuar amizades e bons costumes. Gerar hábitos sadios como de recuperar velhas bicicletas esquecidas ou abandonadas. É tempo de tirar a poeira, jogar no vento para que novas energias sejam canalizadas. É primavera, tempo de calor, de juntar a galera. Então, baita oportunidade! A Expo Bici possui uma finalidade diferenciada. As grandes feiras do mundo destinam-se a promover o mercado brasileiro ou mundial, mas aqui nós temos um oportunidade ímpar em ajudar o comércio local. O comércio local é responsável por administrar o sorriso nos rostos daqueles que aceitam o desafio de pedalar num dia de sol. Bem, esta é uma sensação única... não dá pra explicar. É o tipo de vivência que todo mundo deveria experimentar...

 A terceira e bem sucedida feira da bicicleta no RS teve apoio de dezenas de comerciantes. Nós nos juntamos, nos divertimos, alguns de nós compraram ou venderam peças. Isto só foi possível por estes comerciantes da bicicleta. Em evidência, estão parceiros do Bikes do Andarilho que possibilitaram muitas ações, tais como a cobertura fotográfica. Tão importante quanto registrar é poder promover, soltar ao vento, imagens, palavras, garantir a voz da bicicleta. Os agradecimentos especiais, pelo Bikes do Andarilho, são para a Gaúcha Bike e a Aventura Bikes, lojas que apoiaram este veículo informativo da bicicleta. Também ao POA Bikers e a Sociedade Audax de Ciclismo, por fim e não menos importante, a Revista Bicicleta, a mais abrangente e popular revista especializada em bicicletas, do Brasil.

Fotos da Expo Bici - 3ª edição

Texto e fotos: Roberto Furtado

terça-feira, 2 de setembro de 2014

As imagens do Audax 600 km


É difícil dizer qual o trecho mais lindo... seja natural, ou urbanizado, em ambos os casos poderá existir uma beleza para a coleção de fotos. Ou seria isto o pensamento de um apaixonado pelo esporte e pela fotografia? Por este motivo, escolhi a foto do álbum onde parte de Encantado (RS) ainda aparece. 
Algumas pessoas estão me cobrando a publicação das imagens... e gostaria de justificar a demora. Ando com muito trabalho. Tenho feito fotos e tratado as mesmas todos os dias... e o DHU de Carlos Barbosa foi o grande campeão de volume, devido a quantidade de inscritos, opções de locais e proposta de evento. 
Se o DHU gera uma agitação para o espectador, o Audax 600 km cria um elo de tranquilidade que se passa pelas belas paisagens. Posso dizer que não há prova melhor ou pior para fazer... são diferentes. As amizades e afinidades são as mesmas em ambas propostas. A bicicleta gera amizades, cria interação entre pessoas que durante a semana jamais se falariam ao acaso... as pessoas da bicicleta que se encontram em eventos, muitas vezes moram a centenas de km do colega de pedal. O esporte possibilita o convívio de pessoas com mesma alegria e afinidade. A bicicleta é sensacional...
Aos amigos que enfrentaram o gigante, minha sincera admiração! Vejo vcs no Audax 1000 km, Giro do Chimarrão 2014, que se aproxima degrau por degrau. Até lá, não deixa de passar aqui, pq só aqui vc vai ver belas imagens da Interbike 2014, da Brasil Cycle Fair 2014. Agradecimentos a Sociedade Audax de Ciclismo por mais esta oportunidade ímpar, pelo reconhecimento, pela alegria de conviver!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Bicicletas, pessoas e o sistema

Bairro Teresópolis, 2014.
Bicicletas para pessoas... o que é o sistema da bicicleta? Quem me acompanha e também a Revista Bicicleta, já percebeu que temos uma afinidade em comum. 
A abordagem principal é a bicicleta de toda natureza humana, mas o que é a bicicleta de verdade? Já estive presente em mais de 200 eventos da bicicleta, fora as pautas relativas a Revista Bicicleta e as abordagens do Bikes do Andarilho, estive com amigos e colegas registrando mais de 200 eventos esportivos. De relevância estadual (RS), incluindo também brasileiros e até mesmo internacionais, aqui e fora, foram eventos que descrevo como promotores de interação humana. Contudo, a bicicleta não é feita somente de competições... isto representa apenas uma face pequena da magrela de rodas raiadas. Em cada forma e proposta da bicicleta, reside um perfil quase exclusivo do exercício cidadão de ser ciclista e vivente das ruas brasileiras. Nos Audax, podemos ver que as relações são universais... se os ciclistas são de Porto Alegre ou de alguma cidade da França, as expectativas são as mesmas. Eles querem atravessar o mundo sobre a bicicleta com intuito de crescer! A jornada espiritual é um termo encarcerado no ciclismo da longa distância, torna-se inevitável relacionar o bem estar e propósito de crescimento interior quando o assunto é bicicleta e grande distância. O autor deste objetivo sabe muito bem o que ele busca, e longe disto esta qualquer intenção exibicionista ou outra que poderia ser julgada como egoísta. Contudo, nem é justo dizer que aquele que participa de competições estaria preocupado apenas consigo mesmo... ora, ele quer é pedalar, e competir esta no sangue em uma saudável face da bicicleta. Quem somos nós para julgar? Estes seriam menos ou mais importantes que aqueles que trafegam diariamente nas ruas para ir e vir do trabalho? Por meio da bicicleta, ir e vir, garante um significado pregado no cotidiano. É importante a bicicleta como veículo sustentável? Sem dúvidas... quem faz os números de venda que mantem e incentiva o sistema comercial? Ao meu ver, ciclistas do cotidiano, num todo, contribuem fortemente para o crescimento da economia e respeito da bicicleta. Se a bicicleta tem 50 anos ou apenas um mês, pouco importa. A bicicleta nas ruas prova que é relevante, que faz parte do sistema. O mercado mantem a bicicleta? Não... o mercado se mantem da bicicleta! Quem mantem as empresas funcionando, meu trabalho, a Revista Bicicleta, as fábricas, importadoras e um grande número de profissionais é o uso da bicicleta por pessoas que realmente realizam um trabalho de grão em grão em favor da bicicleta. Quem vai ao trabalho ou ao supermercado por meio da bicicleta, alimenta o sistema em dois momentos. Um quando compra e consome peças... e outro quando se torna uma vitrine móvel que desloca-se elegantemente pelas ruas. Há melhor propaganda que um cidadão sorridente sobre uma bicicleta?
Nas ruas de Porto Alegre, muitas bicicletas circulam... outro dia, o amigo Fabio Lazzarotto, disse-me: 

"Cara, alguns anos atrás a gente conhecia todo mundo que andava de bicicleta em Porto Alegre, agora tá cheio de ciclista e praticamente não conhecemos nenhum deles!"

Isto, descreve uma situação importante... esta se renovando diariamente a safra de ciclistas, também crescendo. O crescimento é exponencial! Dois ciclistas geram mais 2 ciclistas cada... em alguns anos, seremos milhares somente nesta capital. Não há limites para este sistema... ele parece estar roubando a cena dos automóveis aos poucos. Na medida em que as pessoas percebem que o transporte público pode ser deixado de lado em muitos casos e que o automóvel é um grande vilão por parte do estresse brasileiro de muitos tipos, encontra-se a "magrinha de rodados" um espaço cativado pelo sorriso. Pedalar traz sorrisos... não acredita? Duvida mesmo? Então pega uma bicicleta emprestada e vai até a padaria!

The photography... of post!
A imagem ao alto é da Giant Sedona, bicicleta com 20 anos de idade que tenho abordado por algumas oportunidades neste bloguito. O cenário é da Avenida Teresópolis, esquina com Avenida Belém, no Bairro Teresópolis. Neste bairro, apesar de muitas subidas fora deste eixo principal, ocorre a circulação de muitas bicicletas. Um dia, espero fotografar este mesmo trecho da via com dezenas ou centenas de bicicletas circulando e, então saberei que tudo que fiz como jornalista e como ciclista, reverteu-se em uma melhoria para todos. 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Audax 400 km da Sociedade Audax de Ciclismo 2014

Imagens dos 400 km da SAC, 2014. Fotografia: Roberto Furtado
Algumas vezes é possível presenciar a superação humana diante o cenário e clima da natureza. Este Audax 400 km foi mais uma boa oportunidade de refletir e testar-se. Quem acompanhou os ciclistas na estrada certamente merece uma medalha, já que os participantes mereceram e receberam as tais medalhas e certificados. Falamos de um dia frio, de serração, atravessando a noite quando a maioria dos mortais estaria sob as cobertas quentes. 
Três e trinta da madrugada... meu despertador toca. Penso que não acredito estar levantando a esta hora no domingo... mas logo me lembro dos ciclistas e percebo que cada "gota" de sacrifício vale cada foto que poderemos fazer. Não dá pra deixar passar em branco... Levanto, tomo o café e roda na estrada. Depois depois de uma hora e meia encontro os primeiros ciclistas no breu da noite, próximos do vale verde. Foto noturna não é algo que um fotógrafo gostaria de de fazer, mas se precisa pra comprovar, dá-se um jeito. Em alguns trechos, ainda tem grande quantidade de serração, em algumas fotos dá pra ver que os ciclistas estão mergulhados na névoa que insiste em ficar mesmo com a aparição do sol. 
O sucesso foi da maioria... aliás, chamar de fracasso a não conclusão de um evento de superação pessoal é algo que os conhecedores jamais fariam. Os imprevistos mecânicos existem, os fantasmas da conquista, também! Se há algo difícil de concluir, este algo é um Audax de trajeto noturno e baixas temperaturas. Para mim, para os acompanhantes e voluntários, todos são vitoriosos. Coragem é um prêmio absoluto que não aprende, não se mede, não se avalia de forma alguma... conclusão é uma "oficialização" destes atributos. Será mais importante tentar e com isto ser possuidor de uma coragem especial, ou conseguir sem esforço? O que valoriza o mérito, ao me olhar de crítica, é o fato de um cidadão sonhar, arriscar-se, provar pra si mesmo que ele não teme a noite, frio ou angústias! Ter a intenção de derrubar um gigante, olhando-o nos olhos, e percebendo que ele tem 400 km, pode ser um ato de heroísmo, de loucura para alguns. Se sanidade significa assistir televisão, certamente haverá muitos loucos pela estrada... felizmente! 
Nosso abraço aos ciclistas... quem somos? Somos acompanhantes dos ciclistas, somos familiares, somos voluntários, profissionais envolvidos, somos quem acreditou no sonho de cada pedalada. E que venham novos abraços, novos sorrisos, novos gigantes, pq quem acredita, muitas vezes, consegue! 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Audax 300 km da SAC - 24 e 25.05.2014

Proximidades de Teutônia, RS.

Vamos lá... a prova foi 100% para quem estava preparado e ciente do grau de dificuldade. Realizar 300 km sob condições adversas não é lá uma tarefa da certeza, mas aqueles que acreditam no seu potencial conseguem ter uma noção quanto a conclusão. Alguns desistiram, outros foram "desistidos", alguns erram o trajeto... isto, vai acontecer sempre! Em 200 km não é problema enfrentar as dificuldades, pois se realiza a prova durante o dia. Agora, pedalar no frio da noite, na escuridão e sob neblina, bom, isto é para os bravos, também para aqueles que possuem um bom farol! Teve gente que foi mal de farol... pode? Poder, pode... precisa passar por isto? Bem, esta é uma resposta que cabe a cada um... mas se eu estivesse pedalando pensaria que o meu melhor amigo durante a noite seria o farol potente. O dia não foi bom para fotografias... me deixa muito chateado trabalhar nestas condições, mas tenho certeza de que haverão outras oportunidades de melhor qualidade de luz. 
O álbum de imagens esta linkado abaixo, bem grande para ninguém dizer que não viu! ;)

domingo, 24 de abril de 2011

Um gigante de 300 km se aproxima!


Horas contadas no relógio, espera angustiante, dependente do clima, da saúde, da animação, do número de inscritos e tantos outros fatores. O gigante se aproxima, e agora já não é um mero gigante. O gigante que se aproxima é de 300 km. Talvez para tantos, algo fácil, mas para isto é preciso ter corpo e alma alinhados. O universo é teu, mas para isto, precisa acreditar. Os sonhos, os desafios, podem ser alcançados, mas é preciso fé. Nesta fé pode estar a chave que garante as últimas gotas de energia e resistência que teu corpo dispoe para que possas concluir a prova. E o que é esta prova de 300 km? Quem é este gigante? Pq ele quer a vitória? A vitória todos querem, e somente um em dois a terão... entre você e o gigante, apenas um vencerá. O gigante é uma máquina de avaliar. Ele vai deixar você chegar se merecer, e vai permitir que você chegue se assim ficar provado que podes. Eu acredito nisto... no olhar de muitos, dá para estimar quem vai conseguir. Pq basicamente isto depende de confiança, de fé, de treino, de saber pedalar. Estar entrelaçado com a bicicleta é fundamental. Os metros que ganhas dependem da forma que você aproveita a inércia, na forma que corta o vento, na otimização da pedalada. Tudo isto é preciso para vencer o gigante, mas o gigante não é mau! O gigante é seu lado bom conflitando com suas dúvidas, receios, medos, etc. O gigante é dentro de você! Se você pode, possivelmente acredita, e se acredita, acaba conseguindo. Tenha fé, mas tenha coragem para derrubar o gigante medo que tem dentro de você! E não se esqueça, esta é uma prova para ser feita com amor... o amor que existe em você, te fortalece. Não é religião, é fé! Fé em fazer bem aquilo que amas... Força, pois no dia 14 de maio chega o teu gigante de 300 km! Como estou sendo motivado a não realizar a prova devido ao tombo, então é possível que eu seja teu anjo da guarda, fotógrafo, fiscal. Estarei lá contigo, de qualquer maneira!

Roberto Furtado

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Novas rodas para a GT Rave

Vista total com RS-10

Cubo dianteiro

Detalhamento do aro dianteiro

Efeito visual clean entre roda e garfo

Vista da roda dianteira

Detalhamento do cubo traseiro e cassete
Embora estivesse muito satisfeito com a configuração da GT Rave, resolvi substituir rodas completas, incluindo cassete e corrente. As novas rodas são da Shimano, modelo RS-10, de 16 e 20 raios. Na roda traseira anterior, havia colocado um cassete de 7 velocidades, mesmo que o cubo Shimano RSX fosse para 8 ou 9 velocidades. Isto pq os shifters shimano 105 de down tub são para 7 velocidades, e não abriria mão deles forma alguma. Para mim, speed desta época tem mais representação com sua época pq possuir este tipo de trocador. E mesmo que fossem trocadas todas as peças da bicicleta, não trocaria para STI ou Ergopowers, como já usei no passado. O uso desta bicicleta é restrito a passeios, pequenas viagens, ou quem sabe um Audax, mas de forma alguma optaria por shifters velozes pq não acredito que a bicicleta e seu uso fizessem disto uma necessidade. Ainda poderia dizer que esta intenção de substituir peças antigas por modernas, como destas rodas, seria apenas estética, já que o uso faria dela sempre um rendimento aquém da sua categoria. Não é a bicicleta, que fique claro... o ciclista que tem utilizado ela é que deixa a desejar. Diria que esta GT Rave, embora mais pesada que a TREK 2000, último modelo moderno de speed que possui, ainda assim é mais "Rave" do que a TREK. Não tenho dúvidas nenhuma com relação a isto. A GT Rave é uma voadora por natureza, marcadora de sua época, como outras belas naves inesquecíveis de CR-MO da década de 80-90. 
Sobre as rodas, algumas considerações que julgo importante... possivelmente deixarei de usar esta bicicleta nos passeios noturnos, devido a sua nova configuração. Estas rodas, embora mais belas, rápidas, estilosas, acabam também por deixar a bicicleta frágil. Um buraco no escuro, e fim de passeio. 
As fotos foram feitas em branco e preto para que fosse valorizado um sentimento de nostalgia. Se as rodas são novas, o frame da bike, o qual é possuidor de um espírito, como já disse antes, acaba por definir realmente que é a consumidora de km... sim, esta é a GT Rave, se me lembro bem, do ano de 1996, uma devoradora de km da década de 90. Da mesma forma que um homem é aquilo que há dentro de si, e não aquilo que veste... a bicicleta é o quadro, e não sua configuração de peças. E por esta e por outras que fico a pensar, temeroso da realidade de que as old school da velocidade estão desaparecendo, sendo substituidas por máquinas sem espírito, sem valores, totalmente substituíveis e descartáveis. Outra concepção de vida, de pensamento... que aqui é ridicularizada, mas no primeiro mundo venerada por um percentual tão grande quanto de interessados por produtos novos.
Ainda no caminho da substituição de peças, trocarei guidão, maçanetas de freio, ferraduras e possivelmente os pedais. Ainda não tenho nada definido, apenas levanto a possibilidade para valorizar esta bicicleta... pois confiável ela sempre será, afinal falamos de uma bike de Cr-Mo.

Roberto Furtado