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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Brasil Cycle Fair 2015... infinitas possibilidades para a bicicleta!






               
             Escutei as pessoas... ouvi, troquei ideias, observei e vi ações culturais e sociais da bicicleta. Fiz amigos... mais uma vez! Toda oportunidade é um presente a ser explorado! Penso que há muitas formas de defender as rodas raiadas movidas por pedais... Algumas vezes elas se confundem com intenções paralelas, em outras, se percebe que mesmo ligadas a uma industria dos combustíveis fósseis estarão construindo algo em benefício de todos. Vivemos um mundo de experimentação! Os ventos sopram... cataventos ao vento são vistos como energia limpa, mas até a construção dos cataventos quantos milhões de litros de diesel foram consumidos? A verdade é que por trás da bicicleta há muito mais boas intenções e quem busca ganhar dinheiro através dela esta fazendo a coisa mais certa deste mundo. Participa este cidadão dos negócios de uma construção caminhada com muito suor, defendida por várias tribos, executada por qualquer um que pedala mesmo que eventualmente. Apoio a Brasil Cycle Fair com muito gosto... não pq trabalho com ela, mas sim pq vejo todos estes degraus importantes para que as pessoas possam promover sua própria caminhada de contribuição global. A UCB esteve presente, atuante e positiva... tão importante isto! Como não pensar que isto é viável pq representa um esforço de conjunto? Somos muito mais quando colaborativos... unidos somos fortes como não somos no mesmo número da individualidade. Se eu digo que há concorrência... ora, veja que até concorrentes de mesmo mercado estão construindo uma importante história de incentivo do uso da bicicleta. A bicicleta em uma feira, estrutura ou simbólica trajetória representa uma força impressionante sobre o sistema. A bicicleta é parte do sistema... ela luta por conquistar mais espaço, gradativamente, sem medo, sem qualquer perda, com a força de todos e com uma tecnologia crescente que nem em automóveis comuns estamos vendo. A bicicleta da atualidade carrega muitas soluções, sejam estas para saúde, mobilidade, economia, sustentabilidade ecológica ou até mesmo tecnológica... pq ela empresta tecnologia até mesmo para automóveis, lembrando de um exemplo de amortecedores de alta performance para bikes que são estudados para usar em automóveis e motocicletas. Bem vindo ao futuro... vc esta vivendo ele! Logo mais falarei sobre as novidades desta grande feira, denominada, Brasil Cycle Fair. 

terça-feira, 2 de junho de 2015

Ekonova Adventure Bom Princípio 2015

Foto: Maria Cristina / Ekonova Adventure
       Aconteceu no dia 31 de maio em Bom Princípio, terra do morango, o cicloturismo da Ekonova Adventure. O ponto de encontro e partida do evento foi no tradicional Morangão, construção que imita um morango gigante e que é muito conhecida na região. Mais de 450 ciclistas percorreram três trajetos de 20 a 42 km, classificados respectivamente como curto, médio e longo, passando por propriedades e estradas do município que se orgulha pela forte produção de morango. O moradores da região acolheram os ciclistas de forma simpática e receptiva. Em alguns locais o público observava os ciclistas com curiosidade. "O grupo de bikers foi realmente grande, chamou a atenção da população!", de acordo com Fabiano Pellenz, um dos organizadores. "Muitos dos ciclistas vieram de diversas partes de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, de cidades como Criciúma, Santa Cruz do Sul, candelária, Passo Fundo, etc". Os participantes vestiram a camiseta feita e lançada especialmente para o evento. Além do passeio comentado e elogiado pelos participantes, ocorreu um sorteio que surpreendeu a todos. A Ekonova sorteou uma viagem para o Uruguai entre os participantes que vestiam a camiseta do evento. O passeio foi um sucesso... sorrisos, brincadeiras, ciclistas com cara de cansaço e alegria. Ao fim do evento... alguns perguntavam: "Quando é a próxima?" Um sinal de que um grande projeto se constrói com dedicação e amor... e muitas bergamotas! Sim, a organizações ofereceu bergamotas, bananas e muita água! Carros de apoio, motociclistas controlando o percurso, tudo isto fez parte deste projeto em conjunto com a prefeitura de Bom Princípio.

Ekonova Adventure

       A empresa especializada no entretenimento esportivo tornou-se uma referência na organização de eventos de caminhada e cicloturismo. Foram centenas de eventos, corridas de aventura e de montanha. Muitos destes eventos são realizados no sul do Brasil e exterior. Eventos com roteiros pela patagônia Argentina, Uruguai, serra e região costeira do RS e SC. É comum procurar pelos eventos e perceber que as vagas para as viagens estão todas preenchidas. Frequentemente, a Ekonova, abre novas vagas em uma edição dias depois. "A procura é grande, mas fazemos tudo para atender a todos!", diz Fabiano. Fabiano e Cristiane Pellenz são guias treinados que realizam muitos roteiros em busca das melhores aventuras para oferecer ao entusiasta uma oportunidade com grandes lembranças. A Revista Bicicleta esteve acompanhando um dos projetos... realizado em Santa Catarina no início de 2015, chamado de Serra e Mar. Que venha o próximo... estamos contando com iniciativas saudáveis como esta.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

No espírito das cargueiras...

          Estamos estudando fortemente as cargueiras... muito embora, muitos sites e blogs brasileiros sejam indiferentes a este tema, existe uma importância grande sobre este assunto. Recentemente, nas últimas feiras, se percebe um empenho forte da indústria para este mercado. Em Las Vegas, no ano de 2014, havia dezenas de modelos do tipo cargo... com opções de carregar na frente ou na traseira da bicicleta. O modelo mais almejado por cicloturistas, por exemplo, é o tradicional longtail. A Surly possui um modelo assim... e a Xtracycle vende um kit que transforma bicicletas tradicionais em longtail. Ainda se via muitos modelos com baús, caixotes, dispostos atrás ou na frente do condutor da bicicleta. Ainda, sem esquecer as opções de reboques, releva-se o conceito que tornou-se muito popular para transportar crianças, também utilizados por proprietários de cães ou carga. Do supermercado a aventura extrema... cada proposta reafirma a bicicleta como opção viável e funcional do cotidiano. Comprar um modelo de carga não é, muitas vezes, viável economicamente. Estes modelos são mais caros, muito embora e mesmo que, não possuam grande tecnologia em materiais, mas não podemos esquecer que são também modelos com menor fluxo de vendas... pelo menos, ainda! O espírito das cargueiras está se apresentando com frequência em vários cantos do Brasil. No Rio de Janeiro, há dezenas de bicicletas carregando garrafões dágua, outras finalidades talvez. É um movimento continuo, modesto, mas firme e aparente nas vias da cidade. Aqui em Porto Alegre, o modelo mais comum é aquele tradicional, que circula pelas ruas do centro. Os garrafões são dispostos na frente ou na traseira da bicicleta. É uma pena apenas, que estas bicicletas estão sendo produzidas com baixíssima qualidade, embora seu use se pague com tranquilidade. Nos USA é grande a gama e utilidade, tal como desta bike triciclo cujos pneus são de fat bike, própria para quem pedala no barro, areia ou neve. Um universo crescente é o da bicicleta... mas o que ninguém podia imaginar é que fat bikes iriam compreender mercados de MTBs e de cargueiras, dentre outras opções.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

DH de Feliz... uma bela etapa do Campeonato Gaúcho 2015







         A manhã úmida e fria não intimidou os pilotos... e no meio da manhã vinha a confirmação de um calor praticamente de verão.  A pista estava seca e os participantes falavam muito bem da trilha. "uma pista rápida e seca... muito boa!"
Todos gostaram muito da etapa, foi um dh espetacular, com direito a saltos, um show para quem foi ver, um show para quem correu. Uma grande vantagem da pista de Feliz é que o visitante sai da estrada que corta a cidade, pega uma avenida perpendicular a estrada e trafega menos de 1 km por ela... e dá de cara com a estrutura do evento. O automóvel não trafega nem um metro em estrada de chão batido. É um convite reforçado para assistir! Fácil de chegar pra ver! Local seguro, amistoso, com o clima de sempre... de gurizada amiga. O caminhão chegava lá no topo e deixava os pilotos na beira de um barranco, facilitando a descida do veículo que levava a turma pro alto da montanha. E eles pareciam felizes... e como não estariam? No playground perfeito...
O menino Lucas fantasma meteu o terror na montanha... fez 2 minutos e 8 segundos. Seguido do vento, Zottis, que em depoimento disse ter errado no início da trilha e ficou com 2 minutos e 10 segundos. Nada mal... eles são quase mágicos! Logo ali atrás estava Pedro Kraetz, um dos irmãos que esta fazendo susto na elite, com dois minutos e treze segundos. O outro Kraetz, Leo, assombra a categoria junior... e fez praticamente o mesmo tempo da 3ª colocação da elite, com centésimos a frente. É mole? A gurizada que chega aos poucos em direção a elite profissional, esta devorando a descida. E se por acaso vc duvida disto, então deveria ir lá ver com os próprios olhos. Agora resta uma esperança de que estes garotos, fortalecidos em um grupo unido, mostrem no próximo Brasileiro de DH pq são tão especiais. Aqui e em SC, bomba o tal downhill, em ritmo acelerado, em direção a perfeição na descida, talvez além da perfeição. E fica certo de que não há limites quando meninos bons, serram os dentes e apertam os olhos como esportistas que acreditam em algo muito mais complexo do que ultrapassar obstáculos físicos na descida de uma grande montanha. Só pode ser coisa que o coração motiva e objetiva... Muito boa sorte a vcs, o universo é o limite!

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Downhill em Feliz faz etapa do CGDH


         Final de semana festivo para a bicicleta... logo após a volta internacional de ciclismo e dia do ciclista, o calendário da bike volta ao agito. Em Paraí teremos o XCM, etapa do campeonato de MTB de XCe XCM; e em Feliz nos vemos em meio ao clima forte do DH. E dizem que a pista esta bem molhada... e se me lembro bem, a última prova lá foi um verdadeiro mingau de barro. O importante é saber que a trilha vai ter público... vamos lá prestigiar este evento. E pra chegar em Feliz é uma barbada. Vai até feliz, anda somente em via asfaltada. Não precisa pegar estrada de chão batido para assistir a prova. A pista termina junto de um bairro bem central. É tranquilo... 
Ao que parece, de acordo com a previsão, domingo vai ser de sol. Dia sol, espetáculo para o esporte. Veremos muitos dos nossos ídolos voando no gap e próximos a chegada, mergulhando no ar como se fosse possível voar. E para quem sabe... eles voam! Eu já vi... quem duvida que um downhiller voa? Então aparece lá e tira a dúvida. A FGC estará em dois locais simultaneamente... estarei contigo em Feliz, mas outros colegas se farão presentes em Paraí. 
Te vejo lá... no show das bikes voadoras!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

5 minutos...

        
      Peguei a bicicleta e fui muito na agilidade para o banco pagar umas contas... fui lá, fiz o que precisava, etc. Peguei a bike no bicicletário do banco e ia para um rolézinho. Vi que o pneu da frente precisava de um arzinho. "Vou passar no posto de gasolina pra encher o pneu!"
Coloquei o limite de pressão indicada no pneu... me apoiei no guidão e tudo bom!  Bah... bike de pneu cheio é outra coisa, e já fui pedalando e me sentindo turbinado pelos pneus bem cheios. Joguei o peso do corpo na roda da frente e o pneus começou... psssssssssssss Takilpario! Bem na hora que eu passava do lado de um ponto de taxi. Vi que o motorista, um senhor de idade, uns 70 anos... ficou olhando, mas fiz de conta que não vi. Encostei a bike no ponto de taxi, pois tinha um ótimo banco de madeira para auxiliar na operação de conserto de pneu. Abri o bauleto de nylon... puxei uma câmara que já era consertada pelo Tchaka. Arranquei a roda da frente, soltei o pneus com as mãos, mesmo. Nem estou  mais levando espátula. Peguei a bomba de quadro, dei uma dúzia de bomba na câmara para inflar antes de encaixar no pneu. Coloquei a câmara dentro do pneu e encaixei o primeiro bordo do pneu na câmara, depois o outro, encaixei tudo com a mão. Bombei rapidamente, mas sem pressa... logo estava pronto e encaixei a roda no devido lugar. O motorista do taxi continuava olhando. Antes de subir na bike, me abaixei e olhei pra dentro do taxi. O senhor motorista, pasmo, disse... "rapaz, vc não levou 5 minutos pra consertar o pneu!"
E eu respondi... "é que hoje não tenho pressa, é meu dia de folga!" hehehehehe
Hoje, penso só uma coisa... em coisas que favoreçam meu conforto. Se precisar de muitas ferramentas, ou se tiver que trocar o pneu da bike na rua... que seja leve e fácil! Não precisa nem de 5 minutos... mas eu também não quero mais correr! ;)

sexta-feira, 10 de abril de 2015

2ª Volta Ciclística Internacional do RS - 3ª etapa da edição 2015












                O título do post é parecido... mas não confunda, e não se espante. Estamos atualizando e produzindo material para quem ficou em casa e não pode ver pessoalmente a volta internacional do RS. Hoje, recebemos apoio extra na divulgação, pois um repórter fotográfico da Zero Hora esteve junto com a gente no carro de imprensa. Neste sábado deve rolar um bom material... confere no jornal. Ontem, saiu no click RBS... as imagens enviei para a eles. Estamos fazendo todo possível para divulgar a volta, para levantar o esporte que amamos. 
A prova teve várias fugas com ciclistas que se alternavam nas escapadas, mas ao fim da prova o pelotão principal engoliu a fuga. Foi sensacional ver todo pelotão chegando junto, sinal de que todos ali pedalam muito forte. 

Resultados da 3ª etapa

1º Byron Guama (Equador)
2º Roberto Pinheiro (Brasil)
3º Gideoni Monteiro (Brasil)
4º Thiago Nardin (Brasil)
5º Enrique Diaz (venezuela)

Imagens da 3ª etapa da volta internacional

quinta-feira, 9 de abril de 2015

2ª Volta Ciclística Internacional do RS - 2ª etapa da edição 2015











          
            Com uma altimetria acumulada de aproximadamente 1200 metros, a segunda etapa da volta internacional foi um grande desafio para todos. Muitos utilizaram da estratégia que possuíam, inclusive de fuga do pelotão, para ganhar tempo e distância dos demais competidores. A paisagem sensacional integrou o desafio.

Classificação geral após segunda etapa (até este momento)

1º Carlos Oyarzun (Chile)
2º William Chiarello (Brasil)
3º Victor Moreno (Venezuela)
4º Renato Ruiz (Brasil)
5º Byron Guama (Equador) 

Resultados da 2ª etapa

1º Carlos Oyarzun (Chile)
2º William Chiarello (Brasil)
3º Victor Moreno (Venezuela)
4º Frederik Wilmann (Noruega)
5º Renato Ruiz (Brasil)

Resultados fornecidos pela CBC. Fotos: Roberto Furtado / Federação Gaúcha de Ciclismo

quarta-feira, 8 de abril de 2015

2ª Volta Ciclística Internacional do RS - 1ª etapa da edição 2015






           
      A primeira etapa da volta ciclística do RS foi muito emocionante. Embora a distância percorrida fosse de 200 km, os atletas enfrentaram muito bem o trecho proposto. Os ciclistas vieram de 8 países diferentes, inclusive noruegueses e americanos, além dos irmãos da américa latina. A etapa passou por pontos importantes para o turismo e desenvolvimento do Estado, saindo de Sapiranga e finalizando em Torres. A próxima etapa é parte de Torres e finaliza em Cambará, trecho que vai integrar fortes subidas e que certamente vai dividir o pelotão. É chance grande dos escaladores da montanha... é agora! Nesta quinta feira, 08 de abril. 
Acompanhe esta história de 5 etapas... termina no domingo! Até lá teremos um grande show do esporte da bicicleta. 

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Arquivo 2013 - A Alta Oficina de Kamikaze

foto: Roberto Furtado / Revista Bicicleta

foto: Roberto Furtado / Revista Bicicleta
     Todo ciclista experiente percebe que uma bicicleta tem excelente funcionalidade e desempenho quando o conjunto de peças tem alta qualidade. A qualidade dos componentes da bicicleta dará a ela atributos especiais que o ciclista saberá usar nas pistas, nas ruas, em treinos ou em competições.
O aprimoramento destes componentes exige que a reparação seja realizada por um profissional especializado. Em alguns casos, a substituição de parte de um componente ocorre como única alternativa. É comum, devido à especificidade dos materiais de competição e alto padrão, não existir estoque de peças ou partes de componentes à pronta entrega. Também pode acontecer um desgaste no local de origem que não permita a adaptação perfeita no processo de troca das peças. Além disso, alguns competidores gostam de adaptar as peças às suas necessidades: isto é conhecido pelo nome de customização.
Este serviço especializado ainda é raro no Brasil. Poucos profissionais se destacam por serem bons mecânicos, especialistas em determinados serviços. Podemos afirmar que bons mecânicos são uma raridade! E com a grande tecnologia em bikes e peças, a reparação especializada torna-se uma necessidade. De forma alguma seria possível obter o sucesso em reparação “engembrando” peças em um equipamento de altíssimo desempenho. Um nome muito comentado entre os participantes do downhill é do mecânico de bikes Juliano Spolidoro Milesi, de Porto Alegre - RS, conhecido pela maioria dos atletas com o apelido de Kamikaze, ou simplesmente, Kamika. Juliano se destaca porque é um destes profissionais da alta oficina, também atleta das provas de downhill. Em 2011, como competidor da categoria Master A1, ficou em segundo lugar no Campeonato Gaúcho de Downhill. Kamikaze diz que recebe diversos pedidos de reparação vindos de todo Brasil, não somente para bikes de downhill, mas também em segmentos de bicicletas reclinadas, garfos amortecidos e shocks de bikes full para all mountain e XC de alto nível e valor, ou ainda em projetos especiais (protótipos).

Carlos Wagner Horn (Tchaka) diz que necessita dos serviços da alta oficina por causa das limitações da assistência técnica de algumas peças. “Na condição de preparador de bikes de muitos atletas de downhill, algumas vezes encaminho peças de clientes para a assistência, mas mesmo as grandes marcas como Fox, Rock Shox, Cane Creek e Marzocchi tem seus limites na reparação: às vezes o trabalho não pode ser feito, outras vezes fica muito caro... Então, o componente é considerado “sem conserto” e, neste caso, o serviço do Juliano é a única alternativa. Parte dos trabalhos que tenho necessitam do trabalho da oficina especializada”.
A Revista Bicicleta foi recebida por Juliano em sua oficina, que fez questão de mostrar a execução de alguns serviços especiais, utilizando materiais aprimorados para realizar a manutenção das bicicletas. Ele exibiu com orgulho o ferramental específico e o torno de revolução com o qual fabrica as buchas, eixos e parafusos especiais em materiais como Cr-Mo, alumínio, titânio, bronze e polímeros de última geração.
Na manhã em que o visitamos, Juliano confeccionou um jogo de eixos e buchas para um shock traseiro de uma full suspension para downhill. A tarefa exigia muito cuidado, pois as buchas possuíam anéis de vedação que garantiriam a permanência da lubrificação e a longevidade do serviço prestado. 
Um fato curioso é a inexistência ou dificuldade de encontrar certas ferramentas para extrair determinadas peças. Como não encontra tais ferramentas, Kamika resolveu produzi-las: extratores para retirar buchas de assentamento, rolamentos, dentre outras preciosidades da engenharia moderna em bicicletas. Como ele mesmo afirmou: “as peças devem ser removidas com extratores; nada de bater em peças para retirar. Peças que saem com pancada podem ser danificadas ou danificar o local em que são aplicadas”, mostrando a necessidade do aprimoramento da oficina especializada no Brasil, na qual ele é pioneiro. 
Clientes como Shanderlei Selva atestam o cuidado e profissionalismo com que Juliano trabalha: “o serviço do Kamikaze é de primeira e por um valor justo. Já consertei inúmeros componentes tidos como condenados. Ele já recuperou suspas, freios, um cubo e várias vezes fez buchas de balanças da suspensão traseira. Este tipo de serviço acaba sendo uma alternativa essencial para quem pratica esportes que torturam os componentes e a própria bike”.
Uma lista de espera chama a atenção na oficina: bicicletas, suspas, componentes aguardando a vez para serem consertados. Por vezes, uma longa espera, mas ainda muito interessante economicamente, já que estamos falando em perder ou recuperar peças de altíssimo valor. “Algumas bicicletas passam de 30 mil reais”, explica.
Juliano também atua em outro segmento da indústria metal-mecânica, não relacionado à bicicleta, mas fortemente ligada à reparação de maquinário industrial. A junção das duas paixões tem feito dele um grande profissional da alta oficina da bicicleta. “O fato dele possuir conhecimentos específicos da indústria metal-mecânica, de tornearia, fresagem e outros, faz dele um cara apto a reparar estas peças com segurança. Se ele disser que não dá para arrumar é porque não dá mesmo”, finaliza Tchaka.

Texto: Roberto Furtado / Revista Bicicleta

domingo, 5 de abril de 2015

Lugares para pedalar... cicloturismo na veia para quem quiser!

Em Morrinhos do Sul, passamos por pontes antigas e rudimentares, sobre rios de pedra.

Um dos muitos rio e arroios que vimos no trajeto... todos de água cristalina. 

Vista para Praia Grande, Santa Catarina. 

Cambará é sempre Cambará... não dá pra perder nenhum momento!
        Este final de semana fui passear com a esposa... a gente curtiu a ideia de pegar o carro e desaparecer sem rota definida com horário. Fizemos de Porto Alegre para Praia Grande, via BR-101, depois subimos os cânions até Cambará. Durante todo caminho, pausa para apreciação, fotos, etc. Em Cambará, fizemos um lanche 100%, torradas e café com leite sem igual! A estrada entre Praia Grande e Cambará é incrivelmente ruim para automóveis, mas viável. De bike, seria perfeito... mas tenha pernas para subir tanto! Como o tempo era curto... sexta e sábado, e a esposa iria junto, a solução foi conhecer de carro, mas a vontade de fazer de bike, era especial. Ainda farei...
De Cambará fomos para Capão da Canoa... pois lá passaríamos a noite. No dia seguinte, bom café em Capão, e partiu... fomos pra Maquiné, distrito Barra do Ouro. Lá conhecemos as muitas pontes e passadouros de água cristalina. Fomos até a cascata do Garapiá, que é linda! Tomei banho naquela água gelada, mas valeu... rejuvenesce! De lá pegamos uma estrada chamada RS-239... que de carro é o verdadeiro inferno! No alto da montanha o GPS indicava 900 metros. No outro lado da montanha, cerca de 35 km depois, estávamos em Riozinho. Fizemos novo lanche e fomos para a cascata do Chuvisqueiro. Todos estes locais aceitam perfeitamente a bicicleta como meio de transporte. É garantia de aventura incrível... e recomendo para quem foge da civilização. É plano fazer de bike... mas até lá tem outro projeto que esta em construção e que deve sair do papel brevemente. Compartilhei a experiência por aqui pq é ideal fazer de bike... como não tive como fazer de bicicleta, deixo a dica, é perfeito!