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segunda-feira, 27 de julho de 2015

A bicicleta da competição... e a assessoria de imprensa no Brasil

Lucas Bertol, Carlos Barbosa, 2014.
          Antes que as pedras sejam arremessadas em nossa direção, começo explicando que a culpa não é dos profissionais da mídia especializada. Se trata, evidentemente, da falta de investimentos na assessoria de imprensa nos esportes da bicicleta no Brasil. Isto transparece facilmente quando vc vê um grande evento competitivo da bicicleta em realização... ao término, todas as informações básicas deveriam ser divulgadas em não mais que 30 minutos. Ou seja, desceu o último atleta do downhill, a lista de classificação dos 10 melhores deveria ser publicada em meia hora. Todos os os organizadores acham que isto não é necessário, mas a realidade no exterior é diferente. Exceto quando há dados extras para calcular, como nas questões de pontuação para conferir, devem ser rapidamente publicados tais resultados. Quem já esteve acompanhando estes grandes espetáculos sabe que isto é uma realidade. 

Assessoria de imprensa... 
             
         Algumas pessoas me perguntam pq não fazemos assessoria de imprensa... e em primeiro lugar faço uma comparação sobre isto. Um mecânico de automóveis especializado em sistema de alimentação de motores de combustão interna, poderia fazer o trabalho de um mecânico eletricista de automóveis? Sim, poderia, em muitos casos... mas ele faria com tanta segurança? Não, pq ele não esta acostumado, não tem a experiência que o primeiro tem com injeção de alimentação de motores. Isto explica a questão... mas algumas pessoas dizem: "ah, mas vc escreve!" Bom, deveria ser papel e capacidade de qualquer profissional saber escrever um mínimo. Um repórter fotográfico é um jornalista e, toda informação que ele passar ao jornalista responsável pela produção jornalística deve ter o maior número de informações que puder ser passada. Se é relevante, o repórter fotográfico, deve entregar juntamente com as imagens, informações anotadas sobre o assunto. No Brasil há poucos profissionais com a qualidade necessária sobre este assunto... Assessores de imprensa de alto nível, conheço em duas empresas do jornalismo especializado. Já tive o prazer de acompanhar, como espectador, o trabalho da Bike Magazine Press e da Seppia Geração de Conteúdo. Responde pela BM Press o jornalista Marcos Adami, antigo no meio, apaixonado pelo ciclismo e mantenedor da mídia online Bike Magazine; A jornalista Dani Prandi, trabalha junto com Marcos, assim executam um dos mais belos trabalhos na geração de conteúdo da competição vistos no Brasil. Carlos Ghiraldelli representa a Seppia, que faz um trabalho em competições, mas também atua fortemente no setor comercial da bicicleta, sendo presença garantida em todas as feiras do comércio e indústria da bicicleta. 
Estes profissionais são especializados na geração de conteúdo de eventos que envolvem a bicicleta. O trabalho sempre é feito em equipe... um gera assunto, outro anota as informações do fato, outro fotografa, grava, etc. É um trabalho de equipe e, gerir e escolher uma equipe é atribuição da função de assessor de imprensa. 
Portanto, quando vejo atletas reclamando que as informações não foram divulgadas com qualidade, significa que não estão chamando profissionais para realizar estas funções. Estão pagando pessoas não capazes, não habilitadas e muitas vezes, semi analfabetas para realizar o trabalho de um jornalista. E quando falo em semi analfabeto, cito exemplos sem nomes... tem pessoas que não sabem nem mesmo tempo verbal e estão se auto afirmando "assessor de imprensa"! Pode? Pode... tenho visto, todo mundo esta observando isto no Brasil. 
              Fico por aqui, parabenizando os colegas que continuam fazendo o trabalho, em meio a este mercado que não valoriza estes profissionais da imprensa. Repórteres, cinematográficos ou fotográficos, assessores de imprensa, diagramadores, repórteres entrevistadores, todos possuem funções especializadas que merecem atenção e respeito, pois esta é a única forma de criar uma cultura da bicicleta conhecedora e valorizadora da bicicleta. As revistas, jornais e mídias online precisam ter qualidade para o crescimento da bicicleta brasileira. Agradecimentos a Revista Bicicleta por absorver meu trabalho e por acreditar nestes ideais verdadeiros. 

quinta-feira, 9 de abril de 2015

2ª Volta Ciclística Internacional do RS - 2ª etapa da edição 2015











          
            Com uma altimetria acumulada de aproximadamente 1200 metros, a segunda etapa da volta internacional foi um grande desafio para todos. Muitos utilizaram da estratégia que possuíam, inclusive de fuga do pelotão, para ganhar tempo e distância dos demais competidores. A paisagem sensacional integrou o desafio.

Classificação geral após segunda etapa (até este momento)

1º Carlos Oyarzun (Chile)
2º William Chiarello (Brasil)
3º Victor Moreno (Venezuela)
4º Renato Ruiz (Brasil)
5º Byron Guama (Equador) 

Resultados da 2ª etapa

1º Carlos Oyarzun (Chile)
2º William Chiarello (Brasil)
3º Victor Moreno (Venezuela)
4º Frederik Wilmann (Noruega)
5º Renato Ruiz (Brasil)

Resultados fornecidos pela CBC. Fotos: Roberto Furtado / Federação Gaúcha de Ciclismo

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Imagens FGC da 2ª Etapa do Campeonato Gáucho de XCM 2015








     "A prova de NP é um clássico do gaúcho de MTB..." esta e outras frases sobre a qualidade da etapa são apenas mais uma confirmação sobre a necessidade de existir mais provas com este grau de frequência.  Além do cenário lindo, o trajeto traz dificuldade que permite selecionar distanciamento na competição. Sergio Cruz, campeão da categoria Elite, chegou alguns minutos na frente do segundo colocado, mostrando que o treinamento e planejamento esta dando resultados. O surgimento de novos atletas e novas equipes é uma garantia de que haverá novos destaques por todas as categorias, de estreante a elite. Este é um enriquecimento da qualidade competitiva que deve elevar ainda mais o nível do campeonato gaúcho para nível nacional e internacional.
As imagens são uma produção fotográfica do Bikes do Andarilho em conjunto com a Federação Gaúcha de Ciclismo, ambas independentes. O crédito autoral obrigatório é para este que vos escreve, Roberto Furtado. Aos colegas e amigos, um abraço e roda pra frente!


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Final de semana cheio... bicicleta pra todo mundo!

    Um grande final de semana para quem não ficou em casa... quem aproveitou o clima bom e quente para pedalar ou produzir algo em bicicleta. Em Campo Bom tivemos a etapa do campeonato gaúcho de ciclismo, em Guaporé uma etapa do campeonato gaúcho de MTB, teve ação solidária do POA Bikers em Porto Alegre, também uma copa de bicicross em Estrela... em SC aconteceu o Desafio Márcio May. Teve também Massa Crítica em algumas cidades do Brasil, tudo em sua devida e única importância. A importância em pregar a bicicleta como máquina da liberdade. Muitos ciclistas aproveitaram para pedalar, fazer pequeno cicloturismo... outros foram até o litoral!
O ano esta terminando, mas a bicicleta esta saindo das garagens, das casas, das paredes! A bicicleta esta em evidência, nas ruas secas e ensolaradas, ou como em Brasília, sendo utilizada com veículo nas enxurradas. As bicicletas... as bicicletas do Brasil são estranhas e poderosas. Nós estamos vendo um momento mágico da bicicleta, de sino em sino das competições, das campainhas entre manifestações, pelas ciclovias, pelas estradas, pela vida! A vida é o que queremos que ela seja... e nós queremos bicicleta, pelo direito de todos, de ir e vir, de respirar e sentir o vento no rosto. Não há céu tão azul como este do mundo da bicicleta, mesmo quando chove! Boa semana e bicicleta...

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Bicicletas, pessoas e o sistema

Bairro Teresópolis, 2014.
Bicicletas para pessoas... o que é o sistema da bicicleta? Quem me acompanha e também a Revista Bicicleta, já percebeu que temos uma afinidade em comum. 
A abordagem principal é a bicicleta de toda natureza humana, mas o que é a bicicleta de verdade? Já estive presente em mais de 200 eventos da bicicleta, fora as pautas relativas a Revista Bicicleta e as abordagens do Bikes do Andarilho, estive com amigos e colegas registrando mais de 200 eventos esportivos. De relevância estadual (RS), incluindo também brasileiros e até mesmo internacionais, aqui e fora, foram eventos que descrevo como promotores de interação humana. Contudo, a bicicleta não é feita somente de competições... isto representa apenas uma face pequena da magrela de rodas raiadas. Em cada forma e proposta da bicicleta, reside um perfil quase exclusivo do exercício cidadão de ser ciclista e vivente das ruas brasileiras. Nos Audax, podemos ver que as relações são universais... se os ciclistas são de Porto Alegre ou de alguma cidade da França, as expectativas são as mesmas. Eles querem atravessar o mundo sobre a bicicleta com intuito de crescer! A jornada espiritual é um termo encarcerado no ciclismo da longa distância, torna-se inevitável relacionar o bem estar e propósito de crescimento interior quando o assunto é bicicleta e grande distância. O autor deste objetivo sabe muito bem o que ele busca, e longe disto esta qualquer intenção exibicionista ou outra que poderia ser julgada como egoísta. Contudo, nem é justo dizer que aquele que participa de competições estaria preocupado apenas consigo mesmo... ora, ele quer é pedalar, e competir esta no sangue em uma saudável face da bicicleta. Quem somos nós para julgar? Estes seriam menos ou mais importantes que aqueles que trafegam diariamente nas ruas para ir e vir do trabalho? Por meio da bicicleta, ir e vir, garante um significado pregado no cotidiano. É importante a bicicleta como veículo sustentável? Sem dúvidas... quem faz os números de venda que mantem e incentiva o sistema comercial? Ao meu ver, ciclistas do cotidiano, num todo, contribuem fortemente para o crescimento da economia e respeito da bicicleta. Se a bicicleta tem 50 anos ou apenas um mês, pouco importa. A bicicleta nas ruas prova que é relevante, que faz parte do sistema. O mercado mantem a bicicleta? Não... o mercado se mantem da bicicleta! Quem mantem as empresas funcionando, meu trabalho, a Revista Bicicleta, as fábricas, importadoras e um grande número de profissionais é o uso da bicicleta por pessoas que realmente realizam um trabalho de grão em grão em favor da bicicleta. Quem vai ao trabalho ou ao supermercado por meio da bicicleta, alimenta o sistema em dois momentos. Um quando compra e consome peças... e outro quando se torna uma vitrine móvel que desloca-se elegantemente pelas ruas. Há melhor propaganda que um cidadão sorridente sobre uma bicicleta?
Nas ruas de Porto Alegre, muitas bicicletas circulam... outro dia, o amigo Fabio Lazzarotto, disse-me: 

"Cara, alguns anos atrás a gente conhecia todo mundo que andava de bicicleta em Porto Alegre, agora tá cheio de ciclista e praticamente não conhecemos nenhum deles!"

Isto, descreve uma situação importante... esta se renovando diariamente a safra de ciclistas, também crescendo. O crescimento é exponencial! Dois ciclistas geram mais 2 ciclistas cada... em alguns anos, seremos milhares somente nesta capital. Não há limites para este sistema... ele parece estar roubando a cena dos automóveis aos poucos. Na medida em que as pessoas percebem que o transporte público pode ser deixado de lado em muitos casos e que o automóvel é um grande vilão por parte do estresse brasileiro de muitos tipos, encontra-se a "magrinha de rodados" um espaço cativado pelo sorriso. Pedalar traz sorrisos... não acredita? Duvida mesmo? Então pega uma bicicleta emprestada e vai até a padaria!

The photography... of post!
A imagem ao alto é da Giant Sedona, bicicleta com 20 anos de idade que tenho abordado por algumas oportunidades neste bloguito. O cenário é da Avenida Teresópolis, esquina com Avenida Belém, no Bairro Teresópolis. Neste bairro, apesar de muitas subidas fora deste eixo principal, ocorre a circulação de muitas bicicletas. Um dia, espero fotografar este mesmo trecho da via com dezenas ou centenas de bicicletas circulando e, então saberei que tudo que fiz como jornalista e como ciclista, reverteu-se em uma melhoria para todos.