Mostrando postagens com marcador cicloativismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cicloativismo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Refletivos para raios...


Durante uma visita a um lojista amigo, fui apresentado a este interessante acessório. Sempre achei importante a instalação de refletivos sobre a bicicleta, com finalidade única de manter-me mais visível aos veículos no período mais escuro do dia. Estes são pequenos "tubinhos" que possuem material refletivo. Para instalar nos raios (spokes) da bicicleta possuem uma pequena fenda e entram naturalmente. Não é necessário colar ou realizar outra tarefa para manter os mesmos sobre os raios. O formato tem uma pequena tensão que permite a fixação sobre os "spokes". Alguns sobre os raios das rodas dianteira e traseira, e ponto extra para visualização lateral. Eis a grande sacada... já que ciclistas não menos visíveis também na maior dimensão, justamente por ausência de refletivos e sinalizadores. Fica a dica e roda pra frente...
Agradecimentos ao comércio Dudu Bike Shop pelo fornecimento do material para teste e avaliação. 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Bicicletas, pessoas e o sistema

Bairro Teresópolis, 2014.
Bicicletas para pessoas... o que é o sistema da bicicleta? Quem me acompanha e também a Revista Bicicleta, já percebeu que temos uma afinidade em comum. 
A abordagem principal é a bicicleta de toda natureza humana, mas o que é a bicicleta de verdade? Já estive presente em mais de 200 eventos da bicicleta, fora as pautas relativas a Revista Bicicleta e as abordagens do Bikes do Andarilho, estive com amigos e colegas registrando mais de 200 eventos esportivos. De relevância estadual (RS), incluindo também brasileiros e até mesmo internacionais, aqui e fora, foram eventos que descrevo como promotores de interação humana. Contudo, a bicicleta não é feita somente de competições... isto representa apenas uma face pequena da magrela de rodas raiadas. Em cada forma e proposta da bicicleta, reside um perfil quase exclusivo do exercício cidadão de ser ciclista e vivente das ruas brasileiras. Nos Audax, podemos ver que as relações são universais... se os ciclistas são de Porto Alegre ou de alguma cidade da França, as expectativas são as mesmas. Eles querem atravessar o mundo sobre a bicicleta com intuito de crescer! A jornada espiritual é um termo encarcerado no ciclismo da longa distância, torna-se inevitável relacionar o bem estar e propósito de crescimento interior quando o assunto é bicicleta e grande distância. O autor deste objetivo sabe muito bem o que ele busca, e longe disto esta qualquer intenção exibicionista ou outra que poderia ser julgada como egoísta. Contudo, nem é justo dizer que aquele que participa de competições estaria preocupado apenas consigo mesmo... ora, ele quer é pedalar, e competir esta no sangue em uma saudável face da bicicleta. Quem somos nós para julgar? Estes seriam menos ou mais importantes que aqueles que trafegam diariamente nas ruas para ir e vir do trabalho? Por meio da bicicleta, ir e vir, garante um significado pregado no cotidiano. É importante a bicicleta como veículo sustentável? Sem dúvidas... quem faz os números de venda que mantem e incentiva o sistema comercial? Ao meu ver, ciclistas do cotidiano, num todo, contribuem fortemente para o crescimento da economia e respeito da bicicleta. Se a bicicleta tem 50 anos ou apenas um mês, pouco importa. A bicicleta nas ruas prova que é relevante, que faz parte do sistema. O mercado mantem a bicicleta? Não... o mercado se mantem da bicicleta! Quem mantem as empresas funcionando, meu trabalho, a Revista Bicicleta, as fábricas, importadoras e um grande número de profissionais é o uso da bicicleta por pessoas que realmente realizam um trabalho de grão em grão em favor da bicicleta. Quem vai ao trabalho ou ao supermercado por meio da bicicleta, alimenta o sistema em dois momentos. Um quando compra e consome peças... e outro quando se torna uma vitrine móvel que desloca-se elegantemente pelas ruas. Há melhor propaganda que um cidadão sorridente sobre uma bicicleta?
Nas ruas de Porto Alegre, muitas bicicletas circulam... outro dia, o amigo Fabio Lazzarotto, disse-me: 

"Cara, alguns anos atrás a gente conhecia todo mundo que andava de bicicleta em Porto Alegre, agora tá cheio de ciclista e praticamente não conhecemos nenhum deles!"

Isto, descreve uma situação importante... esta se renovando diariamente a safra de ciclistas, também crescendo. O crescimento é exponencial! Dois ciclistas geram mais 2 ciclistas cada... em alguns anos, seremos milhares somente nesta capital. Não há limites para este sistema... ele parece estar roubando a cena dos automóveis aos poucos. Na medida em que as pessoas percebem que o transporte público pode ser deixado de lado em muitos casos e que o automóvel é um grande vilão por parte do estresse brasileiro de muitos tipos, encontra-se a "magrinha de rodados" um espaço cativado pelo sorriso. Pedalar traz sorrisos... não acredita? Duvida mesmo? Então pega uma bicicleta emprestada e vai até a padaria!

The photography... of post!
A imagem ao alto é da Giant Sedona, bicicleta com 20 anos de idade que tenho abordado por algumas oportunidades neste bloguito. O cenário é da Avenida Teresópolis, esquina com Avenida Belém, no Bairro Teresópolis. Neste bairro, apesar de muitas subidas fora deste eixo principal, ocorre a circulação de muitas bicicletas. Um dia, espero fotografar este mesmo trecho da via com dezenas ou centenas de bicicletas circulando e, então saberei que tudo que fiz como jornalista e como ciclista, reverteu-se em uma melhoria para todos. 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Sense Mini... uma elétrica prática e divertida - 2ª parte!


 O mercado de uns anos para cá cresceu muito... tanto, que a representação disto se traduziu em centenas de modelos de bicicletas vendidas em comércios especializados. Há o que chamamos de lojas especializadas em determinados segmentos, cada dia surgem mais especialmente nos grandes centros. A bicicleta foi testada pelo Rodrigo, mecânico da loja Dudu Bike, e por este que vos escreve. Utilizar o veículo é uma necessidade para a crítica. A verdade é que fiquei muito surpreso com o projeto quando em uso. Talvez, tenha até mesmo subestimado o modelo. Ao utilizar, fiquei realmente deslumbrado com a funcionalidade do sistema. Ela responde rápido, roda sem dificuldades e ao que parece serviria muito bem aos ciclistas iniciantes ou com limitações de saúde. Trata-se de um projeto que permite rodar com pouco esforço. O conjunto parece robusto para o uso cotidiano, mas para afirmar tal característica seria necessário realizar o teste de 30 dias, que estamos instituindo e é uma surpresa para o leitor dentro de breve período. 
Muitos são os "reviews" superficiais divulgados na internet, mas nós queremos mostrar o diferencial deste padrão para um teste mais complexo, como por exemplo realiza a quatro rodas com testes de 60.000 km. No teste da revista especializada em automóveis, são atribuídas avaliações do desgaste das peças após desmontagem dos veículos. Nós, queremos fazer um teste com este padrão. Seremos, certamente os primeiros e possivelmente os únicos com equipe técnica capaz de desempenhar este teste. Nos avaliadores possuem conhecimento de oficina, metalurgia, engenharia e conhecimentos específicos do segmento da bicicleta. Esta bicicleta esta na mira... nos resta aguardar uma aceitação de proposta para o teste por parte do fabricante para que possamos comprovar a qualidade deste material.
No teste prático, podemos afirmar que a bicicleta é muito fácil de utilizar, extremamente divertida. Tem respostas rápidas e se apresentou muito confiável de imediato. 
Agradecemos o empenho dos parceiros envolvidos nesta proposta de trabalho. Nossos apoiadores e a Revista Bicicleta por incansáveis esforços para que a divulgação seja eficiente e verdadeira. Nosso trabalho tem compromisso de transmitir a verdade. Queremos uma satisfação do cliente e leitor junto dos testes. 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Chris Cycles reconstruída para cidade!





Esta semana falamos do sucesso e teste urbano do Shimano Nexus, então agora vou aproveitar e apresentar a bicicleta que recebeu o conjunto. Pra ser franco eu nem conhecia esta bicicleta, mas quando me deparei com ela vi que se tratava de uma bicicleta de boa qualidade e uma ótima opção para nosso teste urbano. Originalmente, deveria ser uma boa MTB simples dos anos 90, possivelmente 92-94. Contudo, nosso projeto passou pela frente dela como parte do destino. O grande atributo? Estamos falando de uma bicicleta de aço, talvez Cr-Mo com adjetivos interessantes. Primeiramente não dá pra esquecer a espessura do quadro na região dos eixos de roda. É um material resistente, praticamente indeformável. Possui também esperas para bagageiro e guidão, algo que não dispenso como itens necessários a uma boa bicicleta de mobilidade. Por fim, talvez de maior relevância que as questões anteriores, o sistema de fixação de roda traseira é horizontal! Com sistema horizontal, como nas bicicletas italianas tipo road, qualquer sistema pode ser usado, inclusive o Nexus sem uso de tensionadores. O resultado é este aí... uma bicicleta de baixíssimo custo, algo em terno de 700 reais, e de muita qualidade. O Nexus inter 3 com sistema de freio contrapedal custou 350 reais. Nesta proposta de valor o comerciante nos deu nota fiscal, como manda o figurino! As demais peças foram herdadas de outros projetos, reaproveitamentos, ou compramos para finalizar o projeto. De aquisição que não deu pra aproveitar ou que não se tinha em estoque, foram os dois conjuntos de raios inox, aro dianteiro, e corrente. O kit Nexus que compramos, não tinha pedevela, mas usamos um retirado de uma Viking X, fixa que fizemos teste também. O custo total foi de uns 1000 reais, mas conseguimos abater o valor das peças que não utilizamos. Quem encara o caminho da reconstrução precisa fazer isto... aproveitar peças não utilizadas em projetos que servirão perfeitamente. 
As impressões sobre a bicicleta foram ótimas... conforto facilmente encontrado em bicicletas de aço e de Cr-Mo, confiabilidade e segurança. As trocas de marchas são excelentes, assim foi também o quesito monobrabilidade nas ruas de Porto Alegre. 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Capacete Casco City - 1ª parte

Este ano tem sido bastante interessante... um ano onde estão ocorrendo diversas oportunidades de falar sobre bicicletas e produtos relacionados. Experimentar, avaliar, criticar e sugerir são atos válidos por aqueles que pensam em passar o conhecimento absorvido aos demais colegas. Este é um grande papel deste blog. Expor idéias, produtos e levantar considerações importantes sobre qualidade, seu funcionamento, desempenho, mas destacando a segurança. Quando entramos no tema segurança, não há um ciclista que esqueça que o capacete é o item mais importante. 
Um velho amigo dizia que este é o acessório mais importante para o uso da bicicleta, pois ele protege o "computador" do homem. Ele estava coberto de razão! Precisamos dar importância ao nosso corpo e às habilidades que ele nos oferece. Devemos pedalar sem colocar muitas restrições, mas devemos saber proteger o corpo... Nosso maior bem está dentro da cabeça. Tenho me voltado muito ao assunto capacete por esta oportunidade de abordagem e importância. Algumas marcas deixam a desejar. Alguns ficam frouxos na cabeça ou são difíceis de regular, outros machucam o queixo, e assim por diante descrevem-se defeitos e a insatisfação do ciclista, seja eventual ou atleta. Por isto, este acessório carrega tantas responsabilidades. Ele precisa ser confortável de uma forma a tornar-se "quase" imperceptível ao seu usuário, mas executar a tarefa de proteção no momento em que for necessário.Foi recentemente, precisamente na Bike Expo 2012, que conheci este modelo fabricado pela Mantua Sport, nomeado de Casco City. 
O grafismo em  cinza, preto e branco descreve um cenário urbano que sugere o nome "City". 

Recebi este exemplar das imagens diretamente do fabricante para realização da avaliação, e devo utilizá-lo nos próximos meses para poder concluí-la, utilizando como referência exemplares produzidos por outras grandes marcas, sempre considerando conforto e segurança.Muito embora o produto convença por sua ótima aparência, estarei focado na sua funcionalidade. Espero realmente não ter o sucesso do teste prático no que diz respeito a segurança, pois realmente não pretendo cair da bicicleta batendo a cabeça. 

De alguma maneira, pensarei em alternativas para avaliar se ele desprende-se da cabeça e desta forma compromete a segurança, mas pelo que já pude perceber, sua fixação é satisfatória. Me agradou muito a proteção que fica abaixo do queixo, onde o dispositivo de abertura fica isolado da pele, evitando qualquer desconforto. 
Para questões referentes ao conforto, também vale destacar a ventilação do acessório. O capacete é bastante arejado, mas será no uso que poderemos verificar se esta informação procede.

Ao que parece, as entradas de ar são muito bem posicionadas para arejar a face interna do capacete. Isto se traduz em conforto. Tais entradas parecem grandes, mas percebe-se que a cabeça está protegida para elementos externos. Nas entradas frontais baixas, percebe-se que há a instalação de telas, que se não for apenas estético, sugere que evita a entrada de insetos.Ao observar este "dispositivo" lembrei de uma abelha que certa vez entrou em meu capacete durante uma descida veloz. Por sorte, não fui ferroado, mas a abelha zumbia um bocado. Evidencia-se esta necessidade de pensar em  detalhes da interferência externa. Ninguém está livre de passar por isto, portanto a tela (proteção da entrada de ar) é muito bem vinda. 
Ainda na questão de conforto, cabe citar o botão giratório que permite ajustar o capacete. Este dispositivo é de fácil manuseio, mesmo que o ciclista esteja com ele na cabeça. Aliás, esta regulagem, como a de qualquer outro capacete de marca diferente, deve ser realizada desta forma...O pré ajuste é realizado através da cinta do sistema de abertura rápida, e o ajuste final deve ser feito pelo botão giratório. A ordem desta operação de ajuste é importante para que o usuário desfrute do conforto com a segurança. Mais uma vez, "conforto coexistindo com segurança".

Com relação à viseira do capacete, ela pode ser removida. Em grande parte dos modelos, nota-se um prejuízo na aparência com a retirada deste item, mas algumas pessoas alegam que o capacete fica mais atraente em alguns casos. Eu mesmo utilizo um capacete sem a viseira, e talvez isto seja tão pessoal mesmo quando estamos a falar de modalidades esportivas ou mobilidade em bicicleta.  Não há como avaliar um produto da segurança por sua estética, e sim pela finalidade e resultados que este possa ter. 
No caso de capacetes, esperamos sempre que todos fiquem sem saber como é o desempenho dos mesmos na acidental queda, pois não temos apenas a cabeça para proteger, também ombros, mãos, pernas, incluindo ainda o tronco do corpo humano, que possui tantas partes delicadas. No assunto segurança, esteja na bicicleta, no automóvel, ou até mesmo a pé, devemos ter todo cuidado com nossa integridade física, assim como com a de quem estiver próximo. A palavra é "antecipação" de possíveis acidentes... capacete significa prevenção!


Este veículo de comunicação tem uma finalidade superior, mesmo que a característica da informalidade se  apresente aqui, cabe a mim e a este espaço uma responsabilidade de orientar, advertir e ajudar. Pensando desta maneira, parece que temos atingido muitos ciclistas. Sempre que um leitor retorna, criticando ou sugerindo, percebemos que atingimos uma finalidade, a de criar reflexões. Em segurança, isto já é um grande artifício. Refletir segurança é prevenir com idéias, com atitudes! Dar exemplo como cidadão ciclista é apostar em um mundo muito melhor. O ciclista munido de capacete sugere o uso responsável da bicicleta. Penso assim, por isto nunca sou visto sem ele e sempre dou um puxão de orelha nos amigos que aparecem sem este importante item da segurança.

Roberto Furtado