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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Mais uma bike pra comentar... Giant Prodigy - Parte 01


Pedevela Exage 400 LX apresenta os sinais do tempo... mais de 20 anos!

Os freios cantilever receberam sapatas de freios novas, XTR. Muita eficiência agora...

Agilidade e precisão nos STI Deore LX de 24V.

Simplicidade nos aros e pneus, mas conforto e bom desempenho ao rodar pela cidade. 

Pintura apresentava marcas de uso, mas ainda com boa qualidade e resistência ao tempo.

Embora estivesse com garfo original, substituímos por um garfo com espiga mais longa para utilizar caixa aheadset std.

O que é a Giant Prodigy?
       
           Bom, acho que podemos dizer que é uma bike com multi perfil... Com rodas 700, a Prodigy é uma bike de uso diversificado. Se aplica bem o cicloturismo, pode ser usada com muita qualidade e segurança em mobilidade urbana e, ainda, se o destino for os maus caminhos esburacados de uma estrada de chão, poderá se aventurar, pois aceita pneus grandes como os 700 x 42C. O modelo em questão é uma velha guerreira de atribuição Fitness de acordo com o fabricante, contudo, como disse acima, se trata de uma bicicleta capaz de superar bons obstáculos e confiável em qualquer jornada ciclística. Comprei esta bicicleta com alguns poucos detalhes necessitando de atenção. Já não possuía os cubos originais e trocadores originais, também lhe faltava o selim da época e o pedevela do lado esquerdo esta trocado por um ching ling. Contudo, o valor foi relativamente atraente e algumas peças possuía em meu estoque de garimpo depois de anos desta prática de criticar e resgatar o passado. Me apaixonei tanto pela bicicleta que decidi ficar com ela... e tentei deixar a mesma com componentes de época. Sabemos que esta é uma tarefa praticamente impossível, mas deu pra sentir um pouco a travessia dos tempos. E surpreende ver uma bike destas com pintura original e com desempenho tão bom quanto algumas modernas. A geometria é espetacular! 

Os componentes

          Embora esta e outras bicicletas possuam mais de 20 anos, encontram-se frequentemente componentes de época circulando em vias das grandes cidades. Geralmente, tais componentes estão "embarcados" em bicicletas antigas. As vezes vc consegue propor ao dono, um valor ou troca de componente para fins de um estoque para o momento futuro; outras vezes é a salvação de um grupo completo em uma velha bike no lixão; ou nas listas e classificados vc encontra alguém se desfazendo de algo pq utilizou um moderno! Se encontra alguma coisa em bicicletarias velhas... hoje é difícil, mas no passado foi assim. Alguns profissionais da bike são especialistas nisto, tal como o amigo Antônio Adi, frequentemente são encontrados em feiras e exposições das antigas. 
Esta Giant Prodigy possuía um grupo Exage com versões do 400 e 500 LX, era comum na época encontrar um cambio dianteiro 400 e um traseiro 500 na mesma bicicleta, de fábrica. Os câmbios ainda eram originais... bem como freios e pedevela. Infelizmente, o lado direito do pedevela sofreu alguns tipo de problema, possivelmente de rosca espanada e foi substituído por um qualquer. Então, consegui o braço esquerdo exatamente igual, mas este tipo de sucesso é raro! As coroas originais deste modelo possuem 50, 40 e 30 dentes, fabricadas em aço. Coloquei rodas com cubos shimano RSX (para 8 ou 9 velocidades), cujo desenho é o mesmo dos originais Shimano Exage. Os aros são novos, mas se parecem com os de época. O cassete de 8V é novo... e fico triste pq esta difícil de conseguir um como eu gostaria, mas logo chegamos lá. Os trocadores são Deore LX, de 24V, perfeitos em funcionamento, mas ligeiramente mais novos que os originais desta bicicleta, que possivelmente se parecem com Exage Country e 400LX. Há informações faltantes ou até mesmo incorretas na internet... então precisar o modelo é uma tarefa de pesquisa, muito com base na verificação de bicicletas originais de mesmo modelo e ano. O problema é que esta não é uma bike tão comum assim...
Pra não deixar passar em branco... certa vez fiz uma observação sobre os câmbios exage, de alguns modelos, cujo braço de acionamento do câmbio é uma peça separada do corpo e articulado com molejo. Tal dispositivo deixa muitos ciclistas curiosos e questionando a finalidade, aproveitando que o cambio traseiro em questão é com este tipo de construção, explico mais uma vez. O acionamento dos botões do rapid fire (as alavancas), geralmente possuem curso capaz de recolher o cabo de forma a trocar mais de uma vez a marcha em único acionamento. Com o dedo polegar acionando a alavanca até o fundo, sobe-se até três marchas de única vez. Isto pode desencadear um esforço súbito do sistema devido ao excesso de carga, então a mola no sistema serve para controlar o limite aplicado no cabo. Isto traz longevidade aos ajustes do câmbio, também protege o sistema. As situações foram superadas na atualidade de outra forma... e não podemos esquecer, não é necessário que um câmbio dure tanto assim. E quem duvida disto comparando ou afirmando que peças tops são tão resistentes quanto as antigas... pergunte para quem competia e agora trabalha como manutenção de bikes. Este biker dos anos 90 vai ter a resposta pra vc... sei pq já conversei com alguns com este posicionamento. 

terça-feira, 5 de maio de 2015

Reconstrução... mais um projeto com Nexus Inter 3

Shimano Nexus Inter 3. Foto: Roberto Furtado / Bikes do Andarilho.com
           Depois de algum tempo sem reconstruir nada, resolvi meter a mão na massa novamente. De vez em quando é preciso falar a respeito, pois motivar o mercado da bicicleta é de uma importância muito maior do que se possa compreender. O efeito bola de neve entre uma postagem e outra, bem como as bikes bem reconstruídas que circulam pelas ruas, acaba gerando novos entusiastas. Já felei isto por aqui algumas vezes... e este mesmo efeito um bom exemplo do comportamento que devemos assumir nas ruas, como motoristas, como ciclistas ou pedestres. Aquela velha ideia do "seja vc a mudança que vc quer ver no mundo!"

The Bicycle
          
         A bicicleta do projeto vai ser uma bike simples... da década de 80 ou 90, ainda estou entre duas. As vezes penso que é preciso produzir a ideia em cima de uma bike que esteja ao alcance de mais pessoas, pois pegar uma bike "mosca branca" é o mesmo que desestimular o vivente que teria potencial para se aventurar. É muito mais interessante promover a reconstrução em algo que há sobrando nas bicicletarias e até nos ferros-velhos do que algo que "um primo tinha em casa uma bike tri rara!"
Então, por causa disto, resolvi que vamos pela simplicidade... pq simplicidade é algo que se relaciona com viabilidade, também com mobilidade ou uso coerente das vias. Me incomoda é ver o mau uso das vias, onde a vez é sempre do automóvel que impede o surgimento de novos ciclistas. Vejo as pessoas falando mal do prefeito de Porto Alegre, e durante muito tempo pensei que era uma questão política, mas hoje percebi que a prefeitura é realmente contra a bicicleta. Isto é algo que não se entende, pq só um país atrasado não compreende a importância da bicicleta. Este já é outro assunto, apenas aproveitei a oportunidade para ser um ativista da bicicleta.

Shimano Nexus Inter 3

         O sistema de transmissão e trocas de marchas será um Nexus, modelo Inter 3 com freio contra pedal, da shimano. Para mim, esta é a grande solução para as bicicletas antigas que foram esquecidas no passado. A revolução da bicicleta passa por todas as épocas da bicicleta e junta o velho com o novo. Nós sabemos que este sistema de marchas internas em uma única peça, permite o viável ressurgimento de uma bike. Este sistema é tão confiável que esta sendo adotado no mundo todo. A popularização deste, permite a aquisição por valores realmente atrativos... Se vc pensar que é possível comprar um sistema de 3 marchas que já é um cubo traseiro e freio, então o único componente extra será um cubo dianteiro. Se o kit não possuir pedevela, inclua este componente pq é impossível fechar o sistema sem sua existência. E o que quero dizer é que se vc possuir uma bicicleta velha na garagem, sem marchas, vc terá uma boa bicicleta após a instalação do Nexus 3. Freios bons, trocas de marchas eficientes... e vc tem uma bicicleta muito boa para o tamanho do investimento. E olha que não estou trabalhando para a shimano... mas seria um bom investimento a divulgação "velha nova bicicleta com Nexus". 
De qualquer forma a ideia esta lançada... não de hoje, pois há tempos falo isto, mas a ideia cresceu bastante na cabeça de muitas pessoas, e uma fração disto se deve ao Bikes do Andarilho. Aguarda aí pq agora falta pouco... o Nexus vai ser entregue logo mais pelos correios, de acordo com o sistema de rastreamento. Agradecimentos aos nossos apoiadores...

sábado, 18 de abril de 2015

Click'r Shimano SM-SH56, compatível? E o SM-SH51? O que foi isto?

Shimano.com
Engajado neste novo projeto moderno, me deparei com algumas questões... Estava inclinado a instalar pedais Crank Brothers nesta nova bicicleta, pois sempre tive intenção de testar e avaliar estes, mas me lembrei que na bicicleta atual já tenho pedais da shimano 520, que utilizam taco de sapatilha SM-SH51. Então, O Ricardo Machado da Adventure Bike Shop, me recomendou a utilização destes novos pedais da shimano... O pedal da shimano é o PD-T400, cujo centro do pedal lembra muito os  modelos da shimano M520 e M505, porém esta nova versão possui um novo conceito de suporte em torno do pedal. E de acordo com a Shimano, este sistema facilita o encaixe pq foi desenvolvido para ser dinâmico e uma boa opção de uso urbano. Estou pesquisando sobre estas questões e achei alguns comentários estranhos a respeito do encaixe. Não exatamente sobre o modelo do pedal, mas sobre o tipo de taco que acompanha este modelo... o tal taco é o SM-SH56. Esta nova versão de modelo de taco de clipless é desenvolvida para uso urbano, de acordo com o que descobri. Vi várias questões sobre isto... inclusive em fórum de discussões estrangeiros. Como não confio muito em coisas que lemos em internet, e não conheci ninguém que esteja usando este modelo, resolvi colocar um prática esta avaliação. Então aproveitando esta bike nova... vou aplicar este modelo e ver o que isto deve nos mostrar. Em princípio, tudo que vi e li até agora, fala-se de compatibilidade entre tacos SM-SH51 ou SM-SH56, mas vi que para o PD-T400, deve-se usar, preferencialmente, o modelo 56. Agora, fica a dúvida se não deve haver alteração de modelo por uma questão de precaução do usuário do pedal PD-T400, pq este modelo é desenvolvido para ciclistas mais urbanos, ou se há realmente alguma contra indicação. Então, vou estudar mais um pouco a respeito, e desta forma passo a vcs assim que compreender melhor estas questões todas. Aguarda um pouquinho aí que isto é um teste bem sério e que envolve segurança...

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Rodas MT15... Vamos para o uso? 1ª parte


Foto: Roberto Furtado / Bikes and People.com

Foto: Roberto Furtado / Bikes and People.com
Foto: Roberto Furtado / Bikes and People.com
      Estou no planejamento de uma bicicleta moderna... havia comentado, mas não falei muito a respeito. A ideia é mostrar algo com mais detalhes, da atualidade, com intuito mais do cotidiano. Pra fazer umas trips, para umas trilhas leves, perder tempo em estrada de chão. Não tô muito pelo asfalto atualmente... quero pegar areia, chão batido, lugares que o carro não alcança. A ideia é simples... é uma proposta bem MTB aqui no RS. E sim, vai virar pauta... na hora certa. E até lá, vamos observando e apontando questões das peças. Coisas que a gente não vê em lugar nenhum do Brasil. Vamos ser mais técnicos e explicativos... como sempre fizemos com o aço e as bicicletas. "Tudão" tem por tudo... fazer algo igual a todo mundo é desnecessário, não acrescenta. Como diz um amigo, aqui não é "topa tudo por dinheiro do Silvio Santos"! 
O material em questão... as rodas! Rodas... este é um tema de relevância, mas também é esquecido. Não vejo ninguém falar sobre questões banais que a gente só se depara com o uso frequente. Vou tentar abordar estes, pq não é fácil. A proposta de fazer algo mais moderno partiu de amigos comerciantes. Vou fazer... Esta roda é a MT15 da Shimano... é uma roda simples, de grande qualidade. O valor médio encontrado no mercado brasileiro no modelo de 26" é de 400-500 reais. Em algumas promoções bem garimpadas se encontra por menos de 400 reais. A escolha pela roda 26" é pq estou nesta campanha de não excluir as rodas 26" em favor de 27.5 ou 29". E este modelo da Shimano é encontrado nas versões de 26, 27,5 e 29 polegadas no Brasil. Contudo, como escrevi e vai sair na Revista Bicicleta do mês de abril, as rodas 26" estão recebendo uma certa recusa do mercado. O sentimento é alimentado pelo sistema, através de lojistas e consumidor, motivados por uma onda ainda de novidade. Estas alegações sobre desempenho e etc, me parecem muito mais uma questão de controlar valores de mercado através de novidades, do que propriamente para os reais fins de uso da bicicleta. E aliás, experimente transportar uma bicicleta 26" e uma 29" dentro de um automóvel. Quem fez ou fará, saberá do que falo. É muito mais complicado carregar bicicletas de rodas maiores dentro de carros pequenos, ou mesmo em bagageiros de ônibus. E esta segunda opção não é tão incomum nos cicloturistas... quantos são os viajantes de bicicleta que usam transporte rodoviário em parte do trajeto? Então a gente entende que rodas de 26" são tão uteis a certos usos quanto as rodas 29" e que ocorre muita especulação e mito sobre estas. Ah, vc compete... entendi! Mas o público que compete representa menos de 10% dos praticantes que possuem bicicletas de qualidade... então já ficou meio "pasmo" com esta certeza de que a 29" é a melhor opção. E eu sei que vai ter leitor que vai criticar isto... mas eu tenho algumas questões relevantes para lembrar. Por volta de 2004, ao se perguntar sobre as bikes de Cr-Mo para lojistas e vendedores, muitos diziam que isto jamais voltaria. Eu falava que isto ia voltar... fato que se prova com as duas últimas feiras Interbike (2013-2014), que estivemos presentes e constatamos que mais de 40-50% das bicicletas são produzidas em aço ou Cr-Mo. Se estivermos falando de fixas, fat bikes, MTBs comemorativas ou para saudosistas, então este número cresce percentualmente. As bikes de aço ou Cr-Mo são grande maioria nestas opções... representam mais de 80-90% do volume. Agora, entramos em uma nova discussão... é o fim da roda 26"? Vc acha mesmo? Pq? Vc já viu que a bicicleta 26" é mais leve, se acomoda melhor dentro do automóvel ou no ônibus, tornando-se mais prática. E nem vou entrar na discussão que a roda 26" tem aval da física para ser mais forte. Então... não cai nesta de pensarem por vc. Começa a fazer por conta... pq isto é manipulação de mercado. De outra forma a Shimano não faria rodas de 26", bem como outras grandes marcas. Diminuiu o modelo de 26"... mas muito em função desta especulação toda. Ninguém quer produzir um modelo que esta vendendo menos e que tem menos margem de lucro! Não é mesmo? Aguarda aí o próximo post... vai ser dos bons! ;)

Texto: Roberto Furtado

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A reconstrução de uma TREK 370 - 2ª parte












fotografias: Roberto Furtado

           Bom, por partes... e tentando ser breve. A TREK 370 foi remontada com peças de garimpo. Dentre as peças originais faltaram o freios, que também são da shimano, porém de outro grupo de época. O Pedevela também não é fiel ao usado na época, embora seja um shimano Exage. O pedevela original da TREK 370 é um Exage EX de coroas com 53 e 42 dentes, bcd 130. Aqui, apliquei um de bcd 110, tal como o que vinha em algumas raras bicicletas road desta época. Se vc procurar aqui sobre a TREK 470, vai encontrar referências de um pedevela shimano RSX de bcd 110, com três coroas, sendo elas 48, 36 e 26 dentes. Aqui, na falta do original, optei por seguir mais ou menos a mesma configuração. Então os trocadores, cubos, câmbios e maçanetas de freio são shimano exage idênticos ao da época. 
Os aros foram outra dificuldade... era lâminas de alumínio, cor de alumínio, simples. Consegui estas, de 36 furos, para casar com os cubos exage. Os aros são muito parecidos com os originais, porém mais largos. Desta forma, ficou semelhante e evidente que mais forte! O grande trunfo da TREK 370 em relação as demais road bikes da época é que ela possuia um espaço maior para passar o pneu. Isto permite que o ciclista opte por pneus de medidas maiores, tais como este 700 x 28C, mas é possível ir até 700 x 32 com muita segurança. Algum pneu 700 x 34 deve entrar também se o perfil for mais estreito. Eu tentei aplicar pneus 700 x 35C e não tive sucesso, pois quando devidamente cheios, raspavam no quadro. Alguns pneus tem um formato diferente e com isto encaixam nos frames, enquanto ocorre também um pneu de mesma medida não entrar em um mesmo quadro. Cada fabricante trabalha com uma linha de projeto, e mesmo que as medidas sejam as mesmas, não ocorrem a perfeita substituição. Contudo isto deve acontecer somente quando uma bicicleta receber pneus com medidas maiores que as originais, pois o fabricante já calcula a margem de espaçamento que garante esta alteração por peças de outras marcas. Faço uma observação para quem for tentar aumentar o tamanho dos pneus... não esqueça que bicicletas com pneus maiores do que foram projetadas, podem encostar o pneu no frame quando fizeres a curva deitada.
           Confesso que não me preocupei nem um pouco com a questão de limpeza e polimento do frame, apenas deixando original como recebi de um amigo que é mecânico da loja Dudu Bike. As road bikes da época podem ter valor e aplicação diferente de acordo com o usuário. Eu queria ver esta bicicleta o mais próximo possível de sua realidade. O lugar dela não é nas pistas, embora seja uma filha de Éolos. Ela esta em casa nas ruas, vias urbanas de uma cidade que respira mobilidade... ela venta no asfalto, corre nas ruas esburacadas com seus pneus maiores que as bikes de pista. Estou usando ela de forma modesta para saborear este momento, pelo qual esperei mais de 20 anos para lembrar. Agora, sinto um cheiro nas ruas... algo como se o tempo tivesse voltado. Evidente que são minhas lembranças...

obs: Os pedais são de mtb pq estes que tenho em minha sapatilha da shimano, mas de forma alguma considere tais pedais como algo original ou próximo. A TREK 370 vinha com pedais de pedaleira.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Freios de speed nunca caem de moda...


Em 1995, comprei freios de speed da shimano... modelo 105. Naquele tempo os acabamento não eram como os de hoje. Tenho uma convicção sobre esta era passada que os conceitos eram diferentes, embora competitivos como são os de hoje. Aqueles freios, não tenho mais... foram junto com a TREK 2000 que tinha naquele tempo. Vendi por volta de 2001, não lembro mais. Eles eram quase iguais a estes, todo sistema é quase igual. Do ajuste da tensão da mola entre os lado, ao sistema de puxada. E se me lembro bem, as sapatas não eram ajustáveis como as que aparecem aqui... se o garfo ou quadro fosse torto, ia pegar atravessado no aro. Felizmente se corrigiu isto nestes Sora. De restante, iguais... tão macios quanto, lembro bem, pois no dia em que comprei os shimano 105, a noite me deitei na cama e fiquei apertando e soltado a os freios para ver a mola. Pasmo, pois antes usava algo muito inferior, talvez um Dia Compe mais antigo. De lá pra cá, quase não mudaram... aliás, naquele tempo também havia os fora de série, de marcas estranhas com acabamento anodizado. Hoje, já não lembro, devido aos quase 20 anos de trajetória...
Este sistema de freio não sai de moda mesmo! Até as bikes mais tecnológicas continuam usando este sistema. Há tão pouco para mudar em algo que esta muito bom, que tal continua funcionando. Agora, aos poucos, surgem road bikes com freio a disco, também com cantilever. Speed com freio a disco é algo que me causa surpresa, sempre... para que? De que adianta um freio tão poderoso se o pneu arrasta... Freios de speed não caem de moda. O motivo? Evidente... são uma perfeição!

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Shimano XTR é sempre uma boa pedida...


 Na semana passada, o amigo Daniel Freitas me falou que estava "pilhado" por trocar as peças da MTB para colocar um conjunto top. "vou comprar um grupo XTR pra colocar na minha Giant!" Disse Daniel, esperando minha reação. Evidente que fiquei perplexo, pois estas peças são maravilhosas em termos de acabamento e qualidade, e carregam também o preço deste capricho. Não é preciso dizer que ele esperava e conseguiu redução de peso e qualidade superior nesta manobra do upgrade. Ele me ligou na segunda feira pela manhã, mas eu disse que estava meio ocupado ainda entregando materiais do final de semana. Quando eu cheguei lá ele já havia terminado a montagem... estava ajustando e dando aquela química na bike. Passa um paninho, polimento no quadro, e vai caprichando...
A verdade é que este nível de bicicleta dispensa comentários... quase não tem o que falar, pq a perfeição é praticamente absoluta. Dá pra esperar redução de peso, tecnologia eletrônica, novos materiais... mas por hora, confesso que acho mais que suficientes para as provas.  Se a bike esta pronta... ora, certo que sim! Agora é correr atrás, não é mesmo Dani?
Daniel esta fazendo treinamento e correndo algumas provas, acho que o próximo ano é foco do atleta, mas na verdade, ele quer mesmo é pedalar. Quem gosta de bicicleta e pode investir, taí uma opção. Não tem erro... XTR na magrela! Dani guardou as caixinhas tudo... estava tudo lá quando eu cheguei. Até mesmo nas embalagens a Shimano capricha. Se vai ter como acomodar algo de qualidade, que seja em grande estilo. Freios dianteiro e traseiro em caixas separadas... nada mal!



 O peso final da bike não deve surpreender muitos ciclistas... embora seja um peso excepcional para uma bike de rodas 29". A bike em questão esta pouco acima dos 10 kg. O proprietário pensa: "Vou trocar o banco e mais algumas peças, vai cair o peso mais um pouco! Vamos ver até onde dá pra chegar em termos de material competitivo."
Claro que ele não tem apenas esta bicicleta... mas não pense que a outra é menos aprimorado. A outra bike é uma speed, com grupo shimano 105. Já deu pra perceber que o cara gosta mesmo!
Se alguém quiser espiar a bike... passa lá no Dudu, diz que viu no Bikes do Andarilho. Se brotar aquele desejo por fazer o mesmo na bike, fala com o Daniel e diz: "Sou amigo do Andarilho!" Deve rolar até um descontinho... 



Texto e fotos: Roberto Furtado

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Bicicleta velha "nova" pra ser motivado...


Motivação... eis a palavra que mais circula na minha cabeça. Acordo todo dia buscando motivação para tocar a vida, pois embora seja feliz, mostra-se o cotidiano muito contra alguns aspectos que julgo essenciais para plenitude de felicidade. De qualquer forma é até uma injustiça... tenho tudo e todos! Basta!
Contudo, da vida a gente sempre quer mais... caso contrário seria apenas casa-trabalho-casa. Outro dia encontrei a bicicleta que poderia ser meu sonho de consumo, postagem anterior indica o que descrevo aqui. Ela era o mais próximo da possível perfeição em conservação para uma bicicleta com quase 20 anos. Foi então que por motivos financeiros sabia que não podia ficar com ela... comprei para a pauta, não para ficar. Não estou em momento para aquisições. Como sou um eterno garimpeiro da década de 90, segui até um destino... rodei uns 250 km entre ida e retorno e trouxe para casa uma bicicleta. Pela logo marca que aparece acima da blocagem, dá pra saber o fabricante... quem não conhece, já informo que é Giant. 
A bicicleta estava bem sofridinha... embora fosse desde nova de um único dono. Empoeirada, entristecida pelo tempo... algumas peças só trocando! Mesmo assim, topei... "quero!" Levei pra casa e desmontei tudo... tudo! Tchaka deu o golpe de misericórdia quando conseguiu retirar o movimento central emperrado. Canote esta também selado... mas no fim, tudo saiu. Ganhou uma química e a pintura até que ficou bonita se desconsiderar alguns arranhões.  Troquei algumas peças que vou apresentar aos poucos... O cambio dianteiro é original dela, mas o pedevela (deore lx) não... mesma negativa para os cubos. Na foto ao alto, já deixei escapar que instalei um bagageiro... de ferro, pois vou carregar peso sempre que precisar.
É bom quando chega um "brinquedo novo", pois nos traz motivação. O que me faz feliz é o material... frame bem leve. O cr-mo de uma espada no formato de uma bicicleta. Roda pra frente...

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Na Revista Bicicleta do mês de julho...

Bom dia!
Informo que na Revista Bicicleta do mês de julho, que circulará nas bancas nos próximos dias, encontra-se a matéria que elaboramos sobre uma bicicleta com quase 20 anos de existência e estado especial de conservação. Realmente, uma bicicleta 100% de época, "quase que exatamente" como nasceu. O cenário das imagens foi uma ideia do nosso assistente de produção, meu amigo, Raul Grossi. Também entusiasta e conhecedor de fotografia, Raul tomou decisões importantes quanto a direção de fotografia. 
O cenário escolhido remete uma lembrança forte de montanhas do exterior, que pode ser uma sugestão de como e onde nasceram as MTBs. Elas nasceram para desbravar, andar por entre trilhas ruins e garantir o deslocamento rápido e divertido de aventureiros. Em histórias onde o passado confunde o propósito, ou simplesmente os soma, podemos dizer que reside também a paixão daqueles que entendem o significado de uma época. As MTBs evoluíram rápido, hoje, são altamente especializadas. As finalidades garantem o uso específico. Enduro, XC, XCM, DH, FX, etc Que seja uma opção para cada gosto, ou todas elas juntas se o seu bolso permitir. Em tempos onde vendas de automóveis começam a ceder, surge um crescimento e interesse por bicicletas. As antigas são retiradas da garagem do esquecimento, as novas são comercializadas e usadas de forma radical ou necessária, a produção aumenta, os conceitos se firmam e novos tempos estão surgindo com o piscar de olhos. Em NH, descobri esta velha guerreira que volta as ruas na mão de um novo proprietário... Reginaldo! Agradeço pela aquisição, pois o capital de testes e histórias deve girar para novos projetos. 
Agradeço ao Raul Grossi por todo apoio e ajuda na produção fotográfica, ao Carlos Wagner Horn (Tchaka) por limpeza e lubrificação. E a Revista Bicicleta por acreditar no nosso trabalho. 


Fotos e Texto: Roberto Furtado

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Chris Cycles reconstruída para cidade!





Esta semana falamos do sucesso e teste urbano do Shimano Nexus, então agora vou aproveitar e apresentar a bicicleta que recebeu o conjunto. Pra ser franco eu nem conhecia esta bicicleta, mas quando me deparei com ela vi que se tratava de uma bicicleta de boa qualidade e uma ótima opção para nosso teste urbano. Originalmente, deveria ser uma boa MTB simples dos anos 90, possivelmente 92-94. Contudo, nosso projeto passou pela frente dela como parte do destino. O grande atributo? Estamos falando de uma bicicleta de aço, talvez Cr-Mo com adjetivos interessantes. Primeiramente não dá pra esquecer a espessura do quadro na região dos eixos de roda. É um material resistente, praticamente indeformável. Possui também esperas para bagageiro e guidão, algo que não dispenso como itens necessários a uma boa bicicleta de mobilidade. Por fim, talvez de maior relevância que as questões anteriores, o sistema de fixação de roda traseira é horizontal! Com sistema horizontal, como nas bicicletas italianas tipo road, qualquer sistema pode ser usado, inclusive o Nexus sem uso de tensionadores. O resultado é este aí... uma bicicleta de baixíssimo custo, algo em terno de 700 reais, e de muita qualidade. O Nexus inter 3 com sistema de freio contrapedal custou 350 reais. Nesta proposta de valor o comerciante nos deu nota fiscal, como manda o figurino! As demais peças foram herdadas de outros projetos, reaproveitamentos, ou compramos para finalizar o projeto. De aquisição que não deu pra aproveitar ou que não se tinha em estoque, foram os dois conjuntos de raios inox, aro dianteiro, e corrente. O kit Nexus que compramos, não tinha pedevela, mas usamos um retirado de uma Viking X, fixa que fizemos teste também. O custo total foi de uns 1000 reais, mas conseguimos abater o valor das peças que não utilizamos. Quem encara o caminho da reconstrução precisa fazer isto... aproveitar peças não utilizadas em projetos que servirão perfeitamente. 
As impressões sobre a bicicleta foram ótimas... conforto facilmente encontrado em bicicletas de aço e de Cr-Mo, confiabilidade e segurança. As trocas de marchas são excelentes, assim foi também o quesito monobrabilidade nas ruas de Porto Alegre. 

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Novas rodas para a GT Rave

Vista total com RS-10

Cubo dianteiro

Detalhamento do aro dianteiro

Efeito visual clean entre roda e garfo

Vista da roda dianteira

Detalhamento do cubo traseiro e cassete
Embora estivesse muito satisfeito com a configuração da GT Rave, resolvi substituir rodas completas, incluindo cassete e corrente. As novas rodas são da Shimano, modelo RS-10, de 16 e 20 raios. Na roda traseira anterior, havia colocado um cassete de 7 velocidades, mesmo que o cubo Shimano RSX fosse para 8 ou 9 velocidades. Isto pq os shifters shimano 105 de down tub são para 7 velocidades, e não abriria mão deles forma alguma. Para mim, speed desta época tem mais representação com sua época pq possuir este tipo de trocador. E mesmo que fossem trocadas todas as peças da bicicleta, não trocaria para STI ou Ergopowers, como já usei no passado. O uso desta bicicleta é restrito a passeios, pequenas viagens, ou quem sabe um Audax, mas de forma alguma optaria por shifters velozes pq não acredito que a bicicleta e seu uso fizessem disto uma necessidade. Ainda poderia dizer que esta intenção de substituir peças antigas por modernas, como destas rodas, seria apenas estética, já que o uso faria dela sempre um rendimento aquém da sua categoria. Não é a bicicleta, que fique claro... o ciclista que tem utilizado ela é que deixa a desejar. Diria que esta GT Rave, embora mais pesada que a TREK 2000, último modelo moderno de speed que possui, ainda assim é mais "Rave" do que a TREK. Não tenho dúvidas nenhuma com relação a isto. A GT Rave é uma voadora por natureza, marcadora de sua época, como outras belas naves inesquecíveis de CR-MO da década de 80-90. 
Sobre as rodas, algumas considerações que julgo importante... possivelmente deixarei de usar esta bicicleta nos passeios noturnos, devido a sua nova configuração. Estas rodas, embora mais belas, rápidas, estilosas, acabam também por deixar a bicicleta frágil. Um buraco no escuro, e fim de passeio. 
As fotos foram feitas em branco e preto para que fosse valorizado um sentimento de nostalgia. Se as rodas são novas, o frame da bike, o qual é possuidor de um espírito, como já disse antes, acaba por definir realmente que é a consumidora de km... sim, esta é a GT Rave, se me lembro bem, do ano de 1996, uma devoradora de km da década de 90. Da mesma forma que um homem é aquilo que há dentro de si, e não aquilo que veste... a bicicleta é o quadro, e não sua configuração de peças. E por esta e por outras que fico a pensar, temeroso da realidade de que as old school da velocidade estão desaparecendo, sendo substituidas por máquinas sem espírito, sem valores, totalmente substituíveis e descartáveis. Outra concepção de vida, de pensamento... que aqui é ridicularizada, mas no primeiro mundo venerada por um percentual tão grande quanto de interessados por produtos novos.
Ainda no caminho da substituição de peças, trocarei guidão, maçanetas de freio, ferraduras e possivelmente os pedais. Ainda não tenho nada definido, apenas levanto a possibilidade para valorizar esta bicicleta... pois confiável ela sempre será, afinal falamos de uma bike de Cr-Mo.

Roberto Furtado