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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Freios de speed nunca caem de moda...


Em 1995, comprei freios de speed da shimano... modelo 105. Naquele tempo os acabamento não eram como os de hoje. Tenho uma convicção sobre esta era passada que os conceitos eram diferentes, embora competitivos como são os de hoje. Aqueles freios, não tenho mais... foram junto com a TREK 2000 que tinha naquele tempo. Vendi por volta de 2001, não lembro mais. Eles eram quase iguais a estes, todo sistema é quase igual. Do ajuste da tensão da mola entre os lado, ao sistema de puxada. E se me lembro bem, as sapatas não eram ajustáveis como as que aparecem aqui... se o garfo ou quadro fosse torto, ia pegar atravessado no aro. Felizmente se corrigiu isto nestes Sora. De restante, iguais... tão macios quanto, lembro bem, pois no dia em que comprei os shimano 105, a noite me deitei na cama e fiquei apertando e soltado a os freios para ver a mola. Pasmo, pois antes usava algo muito inferior, talvez um Dia Compe mais antigo. De lá pra cá, quase não mudaram... aliás, naquele tempo também havia os fora de série, de marcas estranhas com acabamento anodizado. Hoje, já não lembro, devido aos quase 20 anos de trajetória...
Este sistema de freio não sai de moda mesmo! Até as bikes mais tecnológicas continuam usando este sistema. Há tão pouco para mudar em algo que esta muito bom, que tal continua funcionando. Agora, aos poucos, surgem road bikes com freio a disco, também com cantilever. Speed com freio a disco é algo que me causa surpresa, sempre... para que? De que adianta um freio tão poderoso se o pneu arrasta... Freios de speed não caem de moda. O motivo? Evidente... são uma perfeição!

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Mais do mesmo... de bicicleta!

GT Outpost, urbanizada, 2012. Foto: Roberto Furtado
Sempre que vejo alguém sobre a bike fico pensando que grande sortudo e corajoso é este cidadão que consegue empurrar para longe si todos estes receios que temos sobre o trânsito. Pensamos sempre que o grande medo é fácil de derrubar, mas a verdade é que não tão fácil de colocar em prática. Aquele que tem algo pesado ou delicado para carregar então, acabam com maiores dificuldades e mais receios ainda. Já abordei estes assuntos aqui... falo de notebook, materiais fotográficos, etc. O cotidiano é desafiador para um cidadão sobre a bicicleta, piorado quando há equipamentos para transportar com segurança. Há muitos casos assim... 
A mudança acontece, a pequenos passos, de forma inferior como resposta esperada. A bicicleta é inevitável... o mundo esta a beira de muitas reflexões de caráter econômico, ambiental, político e comportamental. As pessoas estão condenando as outras a viver de uma forma não desejada, e em resposta, estas, escrevem e protestam, repudiam o impedido direito de escolha. Se pedalar é uma escolha... que seja permitido, que seja aceito, valorizado, permitido. Aceite! Pense nisto... aceite as pessoas como elas são, ou permita que elas façam o que querem fazer. Se o direito de cada um termina no direito do próximo, tal frase é muito subjetiva, mas há como refletir e entender perfeitamente os limites. O CTB inclui a bicicleta como veículo, atribui lei para tal... todo mundo sabe disto! Respeite...

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Uma Raleigh MT200 e questões da tecnologia






 Reciclar... Este deve ser um dos assuntos mais falados na atualidade, pois acho justo, necessário e muito divertido. O que nós podemos fazer para reaproveitar ou promover a continuidade dos objetos que temos ao alcance? Bom, acredito que manter e conservar estes equipamentos de gerações anteriores é uma ótima alternativa para cultivar esta cultura old school. Neste caso, o estado da pintura do frame estava tão boa que poucos acreditariam que a bicicleta tem uns 19-20 anos. E quando colocamos peças modernas e novas, garantimos o uso desta guerreira por mais 10 anos, tranquilamente. Este modelo possuía originalmente peças de nível shimano altus, mas na remontagem optamos por colocar um alívio como câmbio traseiro e trocadores, pois isto daria um prestígio pouco maior para ela... e merecido seria.
A opção de 24 velocidades esta um pouco além do que se imaginava para uma bicicleta de passeio na época, mas na atualidade cai muito bem. A marca Raleigh é conhecida por qualidade. Muitos admiradores da marca se mantem fiéis a ela, mas é certo que este fama é algo que veio de um passado distante, quando os frames de aço e/ou cr-mo invadiram o mercado europeu, proveniente do Reino Unido (Frank Bowder,1887), mas posteriormente firmou-se no americano, onde é sediada até hoje. Se observa estas belezas citadas como Raleigh USA, mas originalmente eram inglesas existentes somente versões inglesas. O emblema ainda é o mesmo, tornou-se marca registrada e é reconhecido a distância por aqueles entusiastas. Durante os anos 90, foram atribuídos a linha de fabricação modelos de conceito passeio urbano e MTBs.
Originalmente, a MT200 possuia freios tipo cantilever, mas na oportunidade de transformar a bike em uma eficiente proposta modernizada, substituímos os freios originais por vbrakes novos, modelo altus, da shimano. Esta ação permitiu uma "compatibilidade" eficiente com o aro das novas rodas. E verdade seja dita, os freios atuais são mais eficientes, facilmente ajustados e praticamente a prova de dor de cabeça. Até mesmo a remoção das rodas em caso de pneus furados se torna uma tarefa fácil. Blocagens eficientes da shimano com o fácil desconectar dos vbrakes agiliza a operação. Em 5-8 minutos o pneu esta consertado e recolocado. É fato... alguns ciclistas estão tão eficientes na manutenção de pneus que isto se percebe em grupos de passeios ou mesmo nas ruas de uma cidade grande. 
Um grande diferencial deste modelo... algo que considero realmente incomum no passado e ainda mais na atualidade é a junção de Cr-Mo com alumínio. Depois de todos estes anos envolvido com pesquisa e garimpo de bicicleta, não havia visto pessoalmente. Até então, escutei falar, mas não acreditei. Não é fácil compreender pq um fabricante faria isto, mas possivelmente a melhor resposta seja divida em duas. Na justificativa de um fabricante para um público consumidor, imagino que a resposta seja de que utilizando top e down tube em alumínio obtinha-se uma redução de peso. Certo... pode ser que seja esta a argumentação. Contudo, na década de 90 especulava-se o uso de alumínio como uma vantagem de material tecnológico como resposta a tudo. Na verdade, os grandes fabricantes, frente a uma nova avalanche de fabricantes de frames de cr-mo e aço de boa qualidade, perceberam que era preciso evoluir para "despistar" o mercado dos aproveitadores que agora queimavam preço no mercado. Esta corrida tecnológica marca uma geração e removia alguns iniciantes do mercado ao passo que todos os grandes possuiam frames de carbono e alumínio em suas linhas de produção. Até mesmo o titânio foi utilizado para derrubar os fabricantes em início de carreira. Então esta união entre Cr-Mo e alumínio da Raleigh MT200 certamente era um trunfo tecnológico com intenções de sobressair-se em relação as demais marcas. Mesmo possuindo um grupo simples, como o Shimano Altus, ela reunião características fortes da qualidade. Tal observação é verdadeira que componentes não relacionados a relação de marchas e freios, como mesa, canote e aros, foram aplicados com uma qualidade de nível bastante alto. Foram utilizadas peças de grife para aquela época, com mesa e canote de cr-mo (extremamente pesados), também aros da marcam Weinmann. O garfo da bicicleta também é dr Cr-Mo, como grande parte da estrutura principal, demonstrando robustez de um tempo onde as bicicletas não tinham prazo de validade. Não que a atualidade não possua qualidade... não é isto, mas os frames de hoje são projetados com finalidades de outro conceitos. Os frames atuais têm perfil competitivo, tecnológico, de baixo peso, as vezes comportamentos específicos a torção e flexão. É o futuro desejado para o automóvel aplicado em grande parte das bicicletas atuais. Nunca se viu tanta tecnologia da indústria como ocorre nas bicicletas. 
Uma importante crítica, algo que tenho feito sempre que possível, é quanto a qualidade dos componentes atuais. A Shimano e outras grandes marcas tem demonstrado um capricho de alto nível, como soluções inteligentes que posso indicar como democráticas, pois estão pouco a pouco ficando ao alcance de todos. Exemplo disto é o cubo de conceito centerlock, que permite ser aplicado em modelos de vbrake ou disco, sem prejuízo em um das duas escolhas. Produzir um sistema que possa ser instalado em ambos os modelos permite sua popularização, pois antes quando eram produzidos 60.000 peças para vbrake e 20.000 peças para disco, agora fabrica-se a quantidade que supri o mercado de ambas as opções e bolsos. Isto favoreceu a popularização do freio a disco que num futuro próximo, acredito, atingirá a totalidade das bicicletas. Entendo isto pq o custo de produção se reduz, e então aumenta-se a procura, e mais ainda se reduz o custo... e pela eficiência do disco, especialmente por preservar os aros do desgaste das frenagens, pode ser um novo caminho para sustentável opção da manutenção em bicicletas. Isto, o tempo escreverá, não desta forma, talvez, mas como novos conceitos que ainda vão surgir.