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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Outdoor Demo of Interbike 2015... show!!!







Photographic production in the outdoor demo of Interbike 2015. The story about the event will be at the Revista Bicicleta. We thank the organization of Interbike for excellent responsiveness and organization. Interbike is a global example of excellence for the conquest of the bicycle market.

Images of outdoor demo in 2015 - first collection

Images of outdoor demo in 2015 - second collection

Photos by Roberto Furtado, thanks to bikevillage.com.br

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Fotografia oficial da Brasil Cycle Fair 2015... outra vez! Obrigado!

Print de tela, site BCF, 2015.

      No ano de 2014, já com passagem e planos prontos para realizar uma série de pautas nos EUA, recebi uma ligação da Aliança Bike. Se tratava de um convite muito especial... para seu o fotógrafo oficial do evento Brasil Cycle Fair 2014, a maior feira do mercado da bicicleta da América Latina. Poucos saberão a emoção que estou sentindo neste momento, pois a estrada é longa, não foi fácil e contém muitos capítulos. Muitas foram as coberturas fotográficas na chuva, sol quente, montanha acima, dormindo no chão em campeonatos, fui furtado não apenas no nome em uma competição e outra vez em trabalho na rua, etc. Hoje, posso dizer que fiz, como repórter fotográfico, aproximadamente 300 eventos específicos da bicicleta. Também, muitas foram as pautas para a querida Revista Bicicleta, algumas para o Bike Magazine e para o Pedal. Estou prestes a cobrir pela 8ª vez, uma grande feira nacional da bicicleta... sendo que em 2015 farei com o maior peso que poderia haver, tal como foi em 2014. A carga da responsabilidade e experiência... querendo sempre melhorar, pq muito ainda há para fazer e crescer. Humildade é a maior prerrogativa de quem alcança grandes trabalhos, pq de outra forma, não é possível crescer. A estrada do aprender é maior do que o objetivo, pode ser comparada a superação da bicicleta. Como é fazer um Audax estilo da ACP? Como é concluir um trabalho sem saber que há mais para fazer? Sempre há o que superar! Não há início e nem final na estrada do aprendizado... é uma longa jornada com pontos somados, cujo ano seguinte deve superar o ano anterior. E eu me comprometo... a Brasil Cycle Fair 2015, terá a maior cobertura fotográfica possível. Baseado nisto, motivo pelo qual vc me viu em inúmeras feiras... pequenas, grandes, internacionais. Se fiz, Expo Bike Brasil algumas vezes, Brasil Cycle Fair desde o surgimento, para a Revista Bicicleta ou Aliança Bike, também feiras dos mercados Pet e Agronegócio, tal como Expointer, foi porquê quis construir uma estrada de qualidade. Sei fazer... tenho orgulho disto, nasci pra isto e vejo vcs na próxima Brasil Cycle Fair 2015, em setembro, também na Interbike 2015. A gente vai longe pra trazer melhorias para nosso mercado... é preciso investir! Meus agradecimentos sinceros aos profissionais e associados da Aliança Bike, em especial as mulheres que são símbolo forte desta grande feira, Vera, Karen, Nádia e Sandra. Não esqueço da Margarida, da MKT Bike, dos colegas da Revista Bicicleta, e de todos que me oportunizam ações diretas com a bicicleta. Muito, muito, muito obrigado... 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

No espírito das cargueiras...

          Estamos estudando fortemente as cargueiras... muito embora, muitos sites e blogs brasileiros sejam indiferentes a este tema, existe uma importância grande sobre este assunto. Recentemente, nas últimas feiras, se percebe um empenho forte da indústria para este mercado. Em Las Vegas, no ano de 2014, havia dezenas de modelos do tipo cargo... com opções de carregar na frente ou na traseira da bicicleta. O modelo mais almejado por cicloturistas, por exemplo, é o tradicional longtail. A Surly possui um modelo assim... e a Xtracycle vende um kit que transforma bicicletas tradicionais em longtail. Ainda se via muitos modelos com baús, caixotes, dispostos atrás ou na frente do condutor da bicicleta. Ainda, sem esquecer as opções de reboques, releva-se o conceito que tornou-se muito popular para transportar crianças, também utilizados por proprietários de cães ou carga. Do supermercado a aventura extrema... cada proposta reafirma a bicicleta como opção viável e funcional do cotidiano. Comprar um modelo de carga não é, muitas vezes, viável economicamente. Estes modelos são mais caros, muito embora e mesmo que, não possuam grande tecnologia em materiais, mas não podemos esquecer que são também modelos com menor fluxo de vendas... pelo menos, ainda! O espírito das cargueiras está se apresentando com frequência em vários cantos do Brasil. No Rio de Janeiro, há dezenas de bicicletas carregando garrafões dágua, outras finalidades talvez. É um movimento continuo, modesto, mas firme e aparente nas vias da cidade. Aqui em Porto Alegre, o modelo mais comum é aquele tradicional, que circula pelas ruas do centro. Os garrafões são dispostos na frente ou na traseira da bicicleta. É uma pena apenas, que estas bicicletas estão sendo produzidas com baixíssima qualidade, embora seu use se pague com tranquilidade. Nos USA é grande a gama e utilidade, tal como desta bike triciclo cujos pneus são de fat bike, própria para quem pedala no barro, areia ou neve. Um universo crescente é o da bicicleta... mas o que ninguém podia imaginar é que fat bikes iriam compreender mercados de MTBs e de cargueiras, dentre outras opções.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Expo Bici foi um sucesso... Veja matéria na Revista Bicicleta edição de Dezembro de 2014

Revista Bicicleta, edição de Dezembro de 2014.

A terceira edição da Expo Bici foi um sucesso! Quem foi concordou plenamente com o que todos afirmavam... e a matéria não poderia faltar. Agradecemos a todos que colaboraram para a realização do evento e da pauta, em especial a Aventura Bikes, de Canoas; Gaúcha Bike, de Porto Alegre; Revista Bicicleta; e POA Bikers pelo evento organizado e acolhedor. Esperamos que 2015 conte com mais oportunidades como esta. O Bikes do Andarilho entra no oitavo ano de pedalada graças ao apoio de empresas sérias e colaborativas como estas. Somos incansáveis, somos bicicleta! Prestigie acessando o site das bike shops:



segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Campeonato Gaúcho de Downhill - A última etapa de 2014

Foto: Roberto Furtado / FGC
      O ano passou mais rápido que os anteriores... os meninos de ontem, cresceram, estavam maiores. 
Os meninos grandes, de todas as idades, estavam iguais, alguns novos apareceram, outros aparecerão amanhã. O final do campeonato gaúcho de downhill teve fortes emoções, teve muitos tombos, quase todos sem maiores gravidade... alguns ficarão de molho alguns dias, mas apenas isto. A etapa foi um sucesso. Ontem, disse ao amigo Clécio Bissolotti... " ficar perto desta gurizada é a própria fonte da juventude!"
Adoramos, todos, pais, amigos, colaboradores... adoramos os sorrisos, a emoção da superação, a descida rápida que traz felicidade. Quem não gosta de ver gente feliz? Eternizar esta galera é genial... é sempre muito bom estar entre vcs. Lamento tanto que este bonito esporte não tenha mais atenção da mídia, do público e do governo brasileiro, pq lá fora isto é um espetáculo que não tem preço! Se todos pudessem ver a diferença no valor do downhill na terra do MTB, muitas coisas seriam diferentes. Na califórnia, na Interbike, em todo EUA, há indícios de todo tipo que descrevem o valor da bicicleta, seja ela de forma esportiva, seja recreativa ou funcional. Há motivos de sobra para apostar no esporte, na bicicleta. 
A última etapa do CGDH foi tudo isto e muito mais... foi uma oportunidade de reflexão, sobre cair e levantar, sobre quanto devemos acreditar em 2015. Nossas vidas profissionais, nossos sonhos, família e momento de lazer são o alimento da alma. E quem não tem sonhos? Ora, todos temos... vos digo o básico pq muitas vezes esquecemos! O dia de corrida é o sonho destes guris... sonho estampado nos olhos de cada um. Quem desceu menos rápido, frustrou-se, quem caiu, mais ainda... mas eu lembro todos vcs de que a vida é o maior dos presentes e emocionar-se é uma dádiva. Sintam os momentos com o coração, pois o tempo passa e não volta. Quantos amigos, amores, familiares se foram? Pois então, façamos valer cada esforço de quem amamos... sejamos muito felizes! Desejo que cada um pense um pouquinho neste final de ano, e que desta reflexão venha acertos fantásticos para um novo ano. Que o próximo ano seja um ano de mudança para muitos outros que virão!
Um abraço e roda pra frente

Do amigo Andarilho

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Outdoor Demo 2014, da Interbike!



    Cerca de 300 imagens do Outdoor demo da Interbike 2014 estão neste álbum que estamos disponibilizando para o leitor. O evento aconteceu na cidade de Boulder City, algumas milhas de Las Vegas. O Demor é um grande evento que reúne muitos comerciantes e ciclistas envolvidos com o mercado para testar e confraternizar. Uma oportunidade única para quem respira bicicleta. Como a matéria da Revista Bicicleta já saiu, agora podemos mostrar a coleção de fotos. 
Por estar dentro de uma área controlada e protegida, o visitante consegue ver alguns animais selvagens da região. A maioria destes animais é pequena, são lagartos, cobras e insetos endêmicos da região. O cenário é de cinema... muitos videos e filmes já foram produzidos nesta região. E mesmo que seja uma região muito quente, isto não é problema. A organização fornece água pra vc. "Quer uma água?" Disse um dos monitores para mim ao me ver trabalhando. Durante a trilha, um dos agentes da polícia local, devidamente equipado com uma bicicleta de qualidade, passou por mim e perguntou se estava tudo bem. É grande a atenção dada por quem se envolve nestes eventos no EUA. Temos muito para aprender... mas a grande questão é que eles sabem quanto retorna um evento destes. E vos digo isto pelo investimento, eles acreditam. O mercado americano é um gigante, incluindo sua exportação cultural da bicicleta, que é de fato, mundial. Há visitantes de todo lugar do planeta, testando, observando, fechando negócios. Seria muito bom ver o Brasil seguindo esta parte do exemplo... ser consumista da bicicleta, não de iphones ou de ipads, mas sim desta bicicleta que pode motivar e levar o mundo adiante em suas questões da mobilidade. Bom... aí já são devaneios de um ciclista que curte esperança. 
Agradecimentos aos apoiadores, em especial a Revista Bicicleta.


Texto e fotos: Roberto Furtado / Bikes and People.com

domingo, 30 de novembro de 2014

Ciclismo em Campo Bom... quente, muito quente!

Ciclista Felipe Castaman foi campeão da categoria SUB 30. Foto: Roberto Furtado.
Um dia quente... muito quente! Foi quente para quem estava sentado, mais quente para quem fincava pé no pedal, mas mesmo assim ocorreram fugas, grandes sprints e decisões apertadas, como na categoria estreante. Aconteceu também em outras categorias, mas felizmente, com as câmeras bem posicionadas, todas as dúvidas forma retiradas.
Não existe velocidade tão alta para um esporte cuja energia provem do próprio corpo, sem interferência de externos. Aqui se anda de pneu colado no chão, mas a velocidade é alta. O risco esta em cada colisão, pois se anda acima de 40-50 km/h em muitas oportunidades. Se ocorreram tombos, sim, aconteceram! Sem gravidade, apenas experiência levada para próxima etapa. E haverá outra etapa este ano para o campeonato gaúcho de ciclismo? Esta é a pergunta que todos fazem... talvez, de acordo com a FGC a resposta é positiva. A cidade é Muitos Capões, além de Vacaria. Com 12 etapas no campeonato, muitos dos atletas dizem não ser preciso, mas esta é uma decisão de conjunto com a Federação. 
Se o dia foi quente... foi mesmo! Foi também de fortes emoções, reencontro com amigos e alguma certeza sobre a pontuação do campeonato. Agora é esperar a decisão sobre a realização de uma 13ª etapa e torcer pelo seu atleta.


Texto e Fotos: Roberto Furtado

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Audax 200 e 600 km + Downhill Urbano = final de semana de fortes emoções

Sociedade Audax de Ciclismo. Foto: Roberto Furtado

Federação Gaúcha de Ciclismo. Foto: Roberto Furtado
          Neste final de semana acontece simultaneamente duas provas no sul do Brasil com relevância nacional e internacional. Para os entusiastas do ciclismo de longa distância, destaque dos brevets da Sociedade Audax de Ciclismo. O Audax 600 km inicia no sábado e finaliza no domingo, e acontece no domingo o Audax 200 km, ambos brevets oficiais da ACP (Audax Club Parisen). O Audax 200 km supera a marca de 270 inscritos. No Audax 600 km são 75 inscritos. 
         O DHU (Downhill Urbano) de Carlos Barbosa acontece em sua terceira edição com indício de forte crescimento na modalidade. Pilotos de todo Brasil prometem comparecer para "morder" parte dos 7.000 reais da premiação. Espera-se mais de 200 pilotos! Corrida é corrida! Só a oficial pode dar o topo para o piloto mais rápido! "Tem que ser perfeito!", já dizia Maicon Zottis no Brasileiro de DH 2013! 
         Quem puder, aparece... o espetáculo esta garantido! Não tem limite para uma prova fenomenal da descida no meio da cidade, assim como não tem preço assistir um ciclista percorrer 600 km dia e noite! Ambas as provas, são para os fortes! 

Texto e fotos: Roberto Furtado

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Revista Bicicleta 043

A Revista Bicicleta consagra sua história como importante referência do mundo da bicicleta. Em novembro deste ano, completará 4 anos de existência. Os assuntos vão de competições a questões sociais... não falta diversidade neste assunto das rodas raiadas, não falta assunto na Revista Bicicleta. A edição 043 traz informações sobre cultura, questões sociais, a relação entre a mulher e a bicicleta, superação, provas de relevância nacional e internacional e muito mais. Temos nesta edição a participação do Bikes do Andarilho de forma direta, nas matérias de superação e na cobertura fotográfica do brasileiro de downhill 2014. Confira as abordagens da Revista Bicicleta, veja que nós fazemos para vc... nós somos bicicleta. #nossomosbicicleta
Em setembro estaremos em Las Vegas para mostrar o universo da bicicleta e suas tendências na Interbike 2014. Em final de setembro, estaremos em SP para mostrar o que vai acontecer no próximo ano da bicicleta brasileira, na Brasil Cycle Fair 2014. Acompanha!

Refletindo sobre o uso das bikes... do material aos problemas de trânsito!

frame de Cr-Mo 4130 - foto: Roberto Furtado
Acompanhando as tendências de perto é possível ver que o mundo esta mudando sobre os conceitos e sobre a importância da bicicleta. Aqui no Brasil, vivemos uma realidade bruta e difícil de mudar para o uso da bicicleta, mas aos poucos as mentes vão se transformando e gerando "possibilidades" e oportunidades. É preciso permitir a aceitação da bicicleta para que se torne uma realidade.
     Os frames disponíveis no mercado podem incluir aqueles comercializados no passado, trazidos por pessoas que foram ao exterior e ao retornar vieram acompanhados de uma bike. Há também dezenas de opções circulando em redes sociais, classificados, lojas e opções como "meu amigo tem uma bicicleta para vender!"
    Se somarmos os frames e bicicletas completas disponíveis ao sistema, entre novos e usados, veremos que há uma grande diversidade que pode nos levar a escolhas diferentes e até mesmo exclusivas. Não é muito fácil achar uma bike ou mesmo apenas o frame usado que se sonha, mas a luta diária pela busca pode representar um nível de satisfação acima da média. Por outro lado, bicicletas novas estão aí para serem testadas e aprovadas, com grande acessibilidade aos interessados. Vai lá na loja... testa, considera ou desiste da bike, e em caso da escolha definida, já faz no cartão de crédito minimizando a dificuldade da aquisição. Paga parcelado... viabiliza a compra! De maneira geral são bicicletas extremamente tecnológicas. Alumínio de toda natureza, do simples ao top, com recursos formidáveis da hidroformagem e tubos com letras em alto relevo e formatos diferentes para tubos do quadro.
           É curioso saber que o mundo, agora aplica materiais tão tecnológicos em bicicletas, mas em casos do Brasil ainda demonstra apatia pela bicicleta. É preciso insistir... a bicicleta move uma economia fantástica, mas ainda é tratada como brincadeira de criança. Os governos e a sociedade precisam aceitar a bicicleta para que o mercado se fortaleça! É muito comum escutar: "eu queria ir de bike para o trabalho, mas acho perigoso!" ou "não tenho onde deixar a bike com segurança, como vou fazer para ir de bicicleta?"
Fora isto, há também problemas graves da qualidade de bicicletas acessíveis... onde não há controle, bicicletas de má qualidade invadem o mercado e acabam se transformando em prejuízo para quem precisa do deslocamento, e também lixo pq ninguém consegue arrumar esta bicicleta (#oficinanaofazmagica). Agora se a gente reparar nas bicicletas que realmente rodam as ruas em favor de uma mobilidade eficiente, perceberemos que muitas das bicicletas são antigas, algumas modernas, porém de elevado valor. Bicicleta deve oferecer um mínimo de qualidade a quem roda, pq estalos, contratempos, e frustração não acrescenta nada no ânimo de quem gosta de pedalar. Mesmo para quem gosta de pedalar, tornaria-se um problema usar a bicicleta com defeitos cíclicos que levam do desconforto ao atraso. Bicicleta tem que ter qualidade! Para bicicleta ter qualidade... tem que vender mais bicicletas, pq assim elas custarão menos, bicicletas de qualidade terão valor viável a mais pessoas. 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Shimano XTR é sempre uma boa pedida...


 Na semana passada, o amigo Daniel Freitas me falou que estava "pilhado" por trocar as peças da MTB para colocar um conjunto top. "vou comprar um grupo XTR pra colocar na minha Giant!" Disse Daniel, esperando minha reação. Evidente que fiquei perplexo, pois estas peças são maravilhosas em termos de acabamento e qualidade, e carregam também o preço deste capricho. Não é preciso dizer que ele esperava e conseguiu redução de peso e qualidade superior nesta manobra do upgrade. Ele me ligou na segunda feira pela manhã, mas eu disse que estava meio ocupado ainda entregando materiais do final de semana. Quando eu cheguei lá ele já havia terminado a montagem... estava ajustando e dando aquela química na bike. Passa um paninho, polimento no quadro, e vai caprichando...
A verdade é que este nível de bicicleta dispensa comentários... quase não tem o que falar, pq a perfeição é praticamente absoluta. Dá pra esperar redução de peso, tecnologia eletrônica, novos materiais... mas por hora, confesso que acho mais que suficientes para as provas.  Se a bike esta pronta... ora, certo que sim! Agora é correr atrás, não é mesmo Dani?
Daniel esta fazendo treinamento e correndo algumas provas, acho que o próximo ano é foco do atleta, mas na verdade, ele quer mesmo é pedalar. Quem gosta de bicicleta e pode investir, taí uma opção. Não tem erro... XTR na magrela! Dani guardou as caixinhas tudo... estava tudo lá quando eu cheguei. Até mesmo nas embalagens a Shimano capricha. Se vai ter como acomodar algo de qualidade, que seja em grande estilo. Freios dianteiro e traseiro em caixas separadas... nada mal!



 O peso final da bike não deve surpreender muitos ciclistas... embora seja um peso excepcional para uma bike de rodas 29". A bike em questão esta pouco acima dos 10 kg. O proprietário pensa: "Vou trocar o banco e mais algumas peças, vai cair o peso mais um pouco! Vamos ver até onde dá pra chegar em termos de material competitivo."
Claro que ele não tem apenas esta bicicleta... mas não pense que a outra é menos aprimorado. A outra bike é uma speed, com grupo shimano 105. Já deu pra perceber que o cara gosta mesmo!
Se alguém quiser espiar a bike... passa lá no Dudu, diz que viu no Bikes do Andarilho. Se brotar aquele desejo por fazer o mesmo na bike, fala com o Daniel e diz: "Sou amigo do Andarilho!" Deve rolar até um descontinho... 



Texto e fotos: Roberto Furtado

domingo, 3 de agosto de 2014

Brasileiro de Downhill 2014 - Resultados

fotografia: Roberto Furtado / Revista Bicicleta
 Vamos lá... bem, como foi o brasileiro de downhill? Vamos dizer que o Brasileiro foi como todos imaginavam! Uma grande festa ao estilo Balneário Camboriú! O menino Fantasma surpreendeu? Acho que alguns ficaram surpresos, outros, já pensavam como isto ficaria... ele ficaria no topo! É inegável que este atleta é de um potencial surpreendente... vc vai ver ele no topo ou entre os 10 primeiros, mas sempre haverá chance de ver ele no lugar mais alto. Os olhos são de um predador da montanha... e acho que poucos podem entender isto, mas quem circula no meio destes, acaba sabendo como é o olhar! De maneira geral, quem vence precisa ter "sangue" nos olhos no sentido figurado... pra meia expressão, os entendedores do esporte fariam uma história inteira. O menino fantasma, de menino não tem nada... de inocente menos ainda, ele derrubou a montanha, no tempo que mais ninguém conseguiu... e olhe, eu vi Markolf e Bernardo Cruz fazendo descidas incríveis, mas nesta oportunidade não foram páreos para o rei da montanha. Agora o que conta mesmo é ver a festa de todos... ao som, churrasco, risadas e muita bicicleta de pneus garrudos! É o esporte da bicicleta que mais cresce no Brasil... e tem motivo, é animador, é surpreendente, temos grandes pilotos. Um melhor que o outro... em breve, teremos um campeão mundial... é possível!
Amanhã publicaremos as imagens... não perca! Uma boa semana e um bom retorno à todos!

Andarilho Roberto Furtado


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Refletivos para raios...


Durante uma visita a um lojista amigo, fui apresentado a este interessante acessório. Sempre achei importante a instalação de refletivos sobre a bicicleta, com finalidade única de manter-me mais visível aos veículos no período mais escuro do dia. Estes são pequenos "tubinhos" que possuem material refletivo. Para instalar nos raios (spokes) da bicicleta possuem uma pequena fenda e entram naturalmente. Não é necessário colar ou realizar outra tarefa para manter os mesmos sobre os raios. O formato tem uma pequena tensão que permite a fixação sobre os "spokes". Alguns sobre os raios das rodas dianteira e traseira, e ponto extra para visualização lateral. Eis a grande sacada... já que ciclistas não menos visíveis também na maior dimensão, justamente por ausência de refletivos e sinalizadores. Fica a dica e roda pra frente...
Agradecimentos ao comércio Dudu Bike Shop pelo fornecimento do material para teste e avaliação. 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Bicicleta velha "nova" pra ser motivado...


Motivação... eis a palavra que mais circula na minha cabeça. Acordo todo dia buscando motivação para tocar a vida, pois embora seja feliz, mostra-se o cotidiano muito contra alguns aspectos que julgo essenciais para plenitude de felicidade. De qualquer forma é até uma injustiça... tenho tudo e todos! Basta!
Contudo, da vida a gente sempre quer mais... caso contrário seria apenas casa-trabalho-casa. Outro dia encontrei a bicicleta que poderia ser meu sonho de consumo, postagem anterior indica o que descrevo aqui. Ela era o mais próximo da possível perfeição em conservação para uma bicicleta com quase 20 anos. Foi então que por motivos financeiros sabia que não podia ficar com ela... comprei para a pauta, não para ficar. Não estou em momento para aquisições. Como sou um eterno garimpeiro da década de 90, segui até um destino... rodei uns 250 km entre ida e retorno e trouxe para casa uma bicicleta. Pela logo marca que aparece acima da blocagem, dá pra saber o fabricante... quem não conhece, já informo que é Giant. 
A bicicleta estava bem sofridinha... embora fosse desde nova de um único dono. Empoeirada, entristecida pelo tempo... algumas peças só trocando! Mesmo assim, topei... "quero!" Levei pra casa e desmontei tudo... tudo! Tchaka deu o golpe de misericórdia quando conseguiu retirar o movimento central emperrado. Canote esta também selado... mas no fim, tudo saiu. Ganhou uma química e a pintura até que ficou bonita se desconsiderar alguns arranhões.  Troquei algumas peças que vou apresentar aos poucos... O cambio dianteiro é original dela, mas o pedevela (deore lx) não... mesma negativa para os cubos. Na foto ao alto, já deixei escapar que instalei um bagageiro... de ferro, pois vou carregar peso sempre que precisar.
É bom quando chega um "brinquedo novo", pois nos traz motivação. O que me faz feliz é o material... frame bem leve. O cr-mo de uma espada no formato de uma bicicleta. Roda pra frente...

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Na Revista Bicicleta do mês de julho...

Bom dia!
Informo que na Revista Bicicleta do mês de julho, que circulará nas bancas nos próximos dias, encontra-se a matéria que elaboramos sobre uma bicicleta com quase 20 anos de existência e estado especial de conservação. Realmente, uma bicicleta 100% de época, "quase que exatamente" como nasceu. O cenário das imagens foi uma ideia do nosso assistente de produção, meu amigo, Raul Grossi. Também entusiasta e conhecedor de fotografia, Raul tomou decisões importantes quanto a direção de fotografia. 
O cenário escolhido remete uma lembrança forte de montanhas do exterior, que pode ser uma sugestão de como e onde nasceram as MTBs. Elas nasceram para desbravar, andar por entre trilhas ruins e garantir o deslocamento rápido e divertido de aventureiros. Em histórias onde o passado confunde o propósito, ou simplesmente os soma, podemos dizer que reside também a paixão daqueles que entendem o significado de uma época. As MTBs evoluíram rápido, hoje, são altamente especializadas. As finalidades garantem o uso específico. Enduro, XC, XCM, DH, FX, etc Que seja uma opção para cada gosto, ou todas elas juntas se o seu bolso permitir. Em tempos onde vendas de automóveis começam a ceder, surge um crescimento e interesse por bicicletas. As antigas são retiradas da garagem do esquecimento, as novas são comercializadas e usadas de forma radical ou necessária, a produção aumenta, os conceitos se firmam e novos tempos estão surgindo com o piscar de olhos. Em NH, descobri esta velha guerreira que volta as ruas na mão de um novo proprietário... Reginaldo! Agradeço pela aquisição, pois o capital de testes e histórias deve girar para novos projetos. 
Agradeço ao Raul Grossi por todo apoio e ajuda na produção fotográfica, ao Carlos Wagner Horn (Tchaka) por limpeza e lubrificação. E a Revista Bicicleta por acreditar no nosso trabalho. 


Fotos e Texto: Roberto Furtado

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Sense Mini... uma elétrica prática e divertida - 2ª parte!


 O mercado de uns anos para cá cresceu muito... tanto, que a representação disto se traduziu em centenas de modelos de bicicletas vendidas em comércios especializados. Há o que chamamos de lojas especializadas em determinados segmentos, cada dia surgem mais especialmente nos grandes centros. A bicicleta foi testada pelo Rodrigo, mecânico da loja Dudu Bike, e por este que vos escreve. Utilizar o veículo é uma necessidade para a crítica. A verdade é que fiquei muito surpreso com o projeto quando em uso. Talvez, tenha até mesmo subestimado o modelo. Ao utilizar, fiquei realmente deslumbrado com a funcionalidade do sistema. Ela responde rápido, roda sem dificuldades e ao que parece serviria muito bem aos ciclistas iniciantes ou com limitações de saúde. Trata-se de um projeto que permite rodar com pouco esforço. O conjunto parece robusto para o uso cotidiano, mas para afirmar tal característica seria necessário realizar o teste de 30 dias, que estamos instituindo e é uma surpresa para o leitor dentro de breve período. 
Muitos são os "reviews" superficiais divulgados na internet, mas nós queremos mostrar o diferencial deste padrão para um teste mais complexo, como por exemplo realiza a quatro rodas com testes de 60.000 km. No teste da revista especializada em automóveis, são atribuídas avaliações do desgaste das peças após desmontagem dos veículos. Nós, queremos fazer um teste com este padrão. Seremos, certamente os primeiros e possivelmente os únicos com equipe técnica capaz de desempenhar este teste. Nos avaliadores possuem conhecimento de oficina, metalurgia, engenharia e conhecimentos específicos do segmento da bicicleta. Esta bicicleta esta na mira... nos resta aguardar uma aceitação de proposta para o teste por parte do fabricante para que possamos comprovar a qualidade deste material.
No teste prático, podemos afirmar que a bicicleta é muito fácil de utilizar, extremamente divertida. Tem respostas rápidas e se apresentou muito confiável de imediato. 
Agradecemos o empenho dos parceiros envolvidos nesta proposta de trabalho. Nossos apoiadores e a Revista Bicicleta por incansáveis esforços para que a divulgação seja eficiente e verdadeira. Nosso trabalho tem compromisso de transmitir a verdade. Queremos uma satisfação do cliente e leitor junto dos testes. 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Uma Raleigh MT200 e questões da tecnologia






 Reciclar... Este deve ser um dos assuntos mais falados na atualidade, pois acho justo, necessário e muito divertido. O que nós podemos fazer para reaproveitar ou promover a continuidade dos objetos que temos ao alcance? Bom, acredito que manter e conservar estes equipamentos de gerações anteriores é uma ótima alternativa para cultivar esta cultura old school. Neste caso, o estado da pintura do frame estava tão boa que poucos acreditariam que a bicicleta tem uns 19-20 anos. E quando colocamos peças modernas e novas, garantimos o uso desta guerreira por mais 10 anos, tranquilamente. Este modelo possuía originalmente peças de nível shimano altus, mas na remontagem optamos por colocar um alívio como câmbio traseiro e trocadores, pois isto daria um prestígio pouco maior para ela... e merecido seria.
A opção de 24 velocidades esta um pouco além do que se imaginava para uma bicicleta de passeio na época, mas na atualidade cai muito bem. A marca Raleigh é conhecida por qualidade. Muitos admiradores da marca se mantem fiéis a ela, mas é certo que este fama é algo que veio de um passado distante, quando os frames de aço e/ou cr-mo invadiram o mercado europeu, proveniente do Reino Unido (Frank Bowder,1887), mas posteriormente firmou-se no americano, onde é sediada até hoje. Se observa estas belezas citadas como Raleigh USA, mas originalmente eram inglesas existentes somente versões inglesas. O emblema ainda é o mesmo, tornou-se marca registrada e é reconhecido a distância por aqueles entusiastas. Durante os anos 90, foram atribuídos a linha de fabricação modelos de conceito passeio urbano e MTBs.
Originalmente, a MT200 possuia freios tipo cantilever, mas na oportunidade de transformar a bike em uma eficiente proposta modernizada, substituímos os freios originais por vbrakes novos, modelo altus, da shimano. Esta ação permitiu uma "compatibilidade" eficiente com o aro das novas rodas. E verdade seja dita, os freios atuais são mais eficientes, facilmente ajustados e praticamente a prova de dor de cabeça. Até mesmo a remoção das rodas em caso de pneus furados se torna uma tarefa fácil. Blocagens eficientes da shimano com o fácil desconectar dos vbrakes agiliza a operação. Em 5-8 minutos o pneu esta consertado e recolocado. É fato... alguns ciclistas estão tão eficientes na manutenção de pneus que isto se percebe em grupos de passeios ou mesmo nas ruas de uma cidade grande. 
Um grande diferencial deste modelo... algo que considero realmente incomum no passado e ainda mais na atualidade é a junção de Cr-Mo com alumínio. Depois de todos estes anos envolvido com pesquisa e garimpo de bicicleta, não havia visto pessoalmente. Até então, escutei falar, mas não acreditei. Não é fácil compreender pq um fabricante faria isto, mas possivelmente a melhor resposta seja divida em duas. Na justificativa de um fabricante para um público consumidor, imagino que a resposta seja de que utilizando top e down tube em alumínio obtinha-se uma redução de peso. Certo... pode ser que seja esta a argumentação. Contudo, na década de 90 especulava-se o uso de alumínio como uma vantagem de material tecnológico como resposta a tudo. Na verdade, os grandes fabricantes, frente a uma nova avalanche de fabricantes de frames de cr-mo e aço de boa qualidade, perceberam que era preciso evoluir para "despistar" o mercado dos aproveitadores que agora queimavam preço no mercado. Esta corrida tecnológica marca uma geração e removia alguns iniciantes do mercado ao passo que todos os grandes possuiam frames de carbono e alumínio em suas linhas de produção. Até mesmo o titânio foi utilizado para derrubar os fabricantes em início de carreira. Então esta união entre Cr-Mo e alumínio da Raleigh MT200 certamente era um trunfo tecnológico com intenções de sobressair-se em relação as demais marcas. Mesmo possuindo um grupo simples, como o Shimano Altus, ela reunião características fortes da qualidade. Tal observação é verdadeira que componentes não relacionados a relação de marchas e freios, como mesa, canote e aros, foram aplicados com uma qualidade de nível bastante alto. Foram utilizadas peças de grife para aquela época, com mesa e canote de cr-mo (extremamente pesados), também aros da marcam Weinmann. O garfo da bicicleta também é dr Cr-Mo, como grande parte da estrutura principal, demonstrando robustez de um tempo onde as bicicletas não tinham prazo de validade. Não que a atualidade não possua qualidade... não é isto, mas os frames de hoje são projetados com finalidades de outro conceitos. Os frames atuais têm perfil competitivo, tecnológico, de baixo peso, as vezes comportamentos específicos a torção e flexão. É o futuro desejado para o automóvel aplicado em grande parte das bicicletas atuais. Nunca se viu tanta tecnologia da indústria como ocorre nas bicicletas. 
Uma importante crítica, algo que tenho feito sempre que possível, é quanto a qualidade dos componentes atuais. A Shimano e outras grandes marcas tem demonstrado um capricho de alto nível, como soluções inteligentes que posso indicar como democráticas, pois estão pouco a pouco ficando ao alcance de todos. Exemplo disto é o cubo de conceito centerlock, que permite ser aplicado em modelos de vbrake ou disco, sem prejuízo em um das duas escolhas. Produzir um sistema que possa ser instalado em ambos os modelos permite sua popularização, pois antes quando eram produzidos 60.000 peças para vbrake e 20.000 peças para disco, agora fabrica-se a quantidade que supri o mercado de ambas as opções e bolsos. Isto favoreceu a popularização do freio a disco que num futuro próximo, acredito, atingirá a totalidade das bicicletas. Entendo isto pq o custo de produção se reduz, e então aumenta-se a procura, e mais ainda se reduz o custo... e pela eficiência do disco, especialmente por preservar os aros do desgaste das frenagens, pode ser um novo caminho para sustentável opção da manutenção em bicicletas. Isto, o tempo escreverá, não desta forma, talvez, mas como novos conceitos que ainda vão surgir. 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Audax 300 km da SAC - 24 e 25.05.2014

Proximidades de Teutônia, RS.

Vamos lá... a prova foi 100% para quem estava preparado e ciente do grau de dificuldade. Realizar 300 km sob condições adversas não é lá uma tarefa da certeza, mas aqueles que acreditam no seu potencial conseguem ter uma noção quanto a conclusão. Alguns desistiram, outros foram "desistidos", alguns erram o trajeto... isto, vai acontecer sempre! Em 200 km não é problema enfrentar as dificuldades, pois se realiza a prova durante o dia. Agora, pedalar no frio da noite, na escuridão e sob neblina, bom, isto é para os bravos, também para aqueles que possuem um bom farol! Teve gente que foi mal de farol... pode? Poder, pode... precisa passar por isto? Bem, esta é uma resposta que cabe a cada um... mas se eu estivesse pedalando pensaria que o meu melhor amigo durante a noite seria o farol potente. O dia não foi bom para fotografias... me deixa muito chateado trabalhar nestas condições, mas tenho certeza de que haverão outras oportunidades de melhor qualidade de luz. 
O álbum de imagens esta linkado abaixo, bem grande para ninguém dizer que não viu! ;)