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domingo, 1 de novembro de 2015

Longtail de nossos sonhos...

Yuba Mundo, na Interbike 2015. Foto: Roberto Furtado / Revista Bicicleta
           A realidade brasileira é a face do pesadelo ciclístico sob muitas perspectivas. Nós, aqui, brasileiros, sonhamos com modelos que circulam livremente em cidades da Europa e América do Norte. Uma Yuba Mundo, umas das melhores bicicletas do mundo da categoria longtail é um sonho ao alcance da mão para um cidadão americano. O alto valor de uma bela Yuba Mundo é quase irrisório para um ciclista americano... e quando ele assume as vias de um país de primeiro mundo, mais uma vez se sente reforçado a utilizar esta máquina maravilhosa. Meus colegas, amigos, e conhecidos acharam engraçado quando eu disse que escreveria uma postagem com o seguinte título: "Pedalei em Los Angeles e não tentaram me matar!" 
              Quando eu disse isto estava querendo destacar que a sensação de pedalar pela grande Los Angeles é a própria sensação de liberdade, oriunda da segurança que não é um engano. Ela existe mesmo... e se acontecem acidentes com ciclistas em Los Angeles ou outra cidade americana? Claro... evidente que sim, mas não como em Porto Alegre, não como no Brasil. Em Los Angeles, ciclistas são pessoas... em Porto Alegre, ciclistas são menos que bens materiais aos olhos de motoristas. E isto não é uma característica de motoristas, isto é do cidadão brasileiro mesmo! Enquanto 90% das pessoas que andam pelas vias, tendo habilitação ou não, desconhecerem suas obrigações como cidadãos perante do CTB, bem como o verdadeiro sentido de "bom senso", estaremos perdidos por mais algumas décadas. E se longtail é realidade em algum lugar longe daqui, aqui ela representa esperança de uma mobilidade tão distante, tão conto de fadas para os ciclistas. E eu vou dizer... temos, inclusive ciclistas que precisam muito aprender. Agora, fato que qualquer um que for ler este meu depoimento, pensará que estou sendo relapso pq acho que os ciclistas mudar também. Só que isto não vale para um país onde a bicicleta é respeitada... ciclista que passa o sinal fechado em Los Angeles é parado pela polícia. Aqui... nem assaltante é parado, imagina então se motorista ou ciclista serão advertidos. Sonho meu...

domingo, 29 de março de 2015

Massa Crítica de março de 2015...

fotos: Roberto Furtado
       O evento se auto descreve... acontece toda última sexta feira de cada mês. Pra conhecer e entender, apresente-se!  Vá e veja com os próprios olhos, entenda... sinta as ruas e saiba pelo o que clama a comunidade ciclística. Antes de tudo são cidadãos... pedem, querem, precisam de algo mais civilizado do trânsito. Parece muito? Você já andou de bicicleta pelas ruas de Porto Alegre ou outras cidades movimentadas do Brasil. Sabe o que promove o engarrafamento do trânsito? Nossa dificuldade de mudar as coisas pode ser uma das respostas... mas há tantas, e tantas opções em meio a bicicleta. É um novo mundo a construir? Isto é muito idealista? Mas então, devemos nos manter irredutíveis? Não podemos fazer nada? O que precisa ser feito? Pare, olhe, escute, sinta! Vc pode ajudar... não há líder pelo que dizem, se for verdade, então todos têm direito por participar. A voz de um é a voz da união... a voz da união é baseada na construção de conjunto. 
Pessoalmente ainda estudo a Massa Crítica... tento entender, compreender, compartilhar. Ainda não sinto sincronia no mundo, mas acredito que falte pouco, tudo esta mudando! Forme sua própria opinião, seja vc mesmo o autor de seus pensamentos!


Fotos e devaneios deste que vos escreve...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

A caminho da bicicleta ideal... 2015 é o marco temporal da nova bicicleta!

Centro de Porto Alegre, RS, 2014.
    A primeira postagem do ano... é de responsabilidade. Então que ela seja de valor, pois este é o papel verdadeiro do crítico da bicicleta. 
    Chegamos em 2015... muito depois da tal odisseia no espaço! É momento de colocar em prática todas as ações que julgamos por ideal. Bons comportamentos nos espaços divididos com semelhantes. Não estamos sozinhos... se vivemos em sociedade, não estamos sozinhos! Os espaços podem e devem ser compartilhados com qualidade. Cada pessoa tem o seu lugar, assim como cada veículo... e nem estamos a julgar se os espaços são justos, pq não são! Contudo, desejamos que os espaços oferecidos para cada opção da mobilidade sejam utilizados com sabedoria e decência. Ciclovia não é para pedestres, calçadas não são para ciclistas, mas se necessário, ambas opções podem ser utilizadas oferecendo a prioridade a opção que pertence. 
A vida não é para ser perdida... se há um valor neste sistema que chamamos de sociedade, tal é das vidas humanas individualmente. Cada vida é uma história, um fragmento pertencente a algo... nada deve ser destruído, perdido, desfragmentado. A estrutura possui um equilíbrio sutil, fácil de respeitar, mas todo mundo se comporta de forma a banalizar a vida. Então, que 2015 seja o ano em que a bicicleta comprovará para todos que estamos em um novo tempo, marco temporal. Que sejamos sensatos, respeitosos, exemplares... nos tornaremos, em 2015, um bom exemplo para o futuro. Espera-se que as ciclovias sejam respeitadas, assim como as calçadas, mas acima de tudo, que as pessoas sejam respeitadas. 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Refletindo sobre o uso das bikes... do material aos problemas de trânsito!

frame de Cr-Mo 4130 - foto: Roberto Furtado
Acompanhando as tendências de perto é possível ver que o mundo esta mudando sobre os conceitos e sobre a importância da bicicleta. Aqui no Brasil, vivemos uma realidade bruta e difícil de mudar para o uso da bicicleta, mas aos poucos as mentes vão se transformando e gerando "possibilidades" e oportunidades. É preciso permitir a aceitação da bicicleta para que se torne uma realidade.
     Os frames disponíveis no mercado podem incluir aqueles comercializados no passado, trazidos por pessoas que foram ao exterior e ao retornar vieram acompanhados de uma bike. Há também dezenas de opções circulando em redes sociais, classificados, lojas e opções como "meu amigo tem uma bicicleta para vender!"
    Se somarmos os frames e bicicletas completas disponíveis ao sistema, entre novos e usados, veremos que há uma grande diversidade que pode nos levar a escolhas diferentes e até mesmo exclusivas. Não é muito fácil achar uma bike ou mesmo apenas o frame usado que se sonha, mas a luta diária pela busca pode representar um nível de satisfação acima da média. Por outro lado, bicicletas novas estão aí para serem testadas e aprovadas, com grande acessibilidade aos interessados. Vai lá na loja... testa, considera ou desiste da bike, e em caso da escolha definida, já faz no cartão de crédito minimizando a dificuldade da aquisição. Paga parcelado... viabiliza a compra! De maneira geral são bicicletas extremamente tecnológicas. Alumínio de toda natureza, do simples ao top, com recursos formidáveis da hidroformagem e tubos com letras em alto relevo e formatos diferentes para tubos do quadro.
           É curioso saber que o mundo, agora aplica materiais tão tecnológicos em bicicletas, mas em casos do Brasil ainda demonstra apatia pela bicicleta. É preciso insistir... a bicicleta move uma economia fantástica, mas ainda é tratada como brincadeira de criança. Os governos e a sociedade precisam aceitar a bicicleta para que o mercado se fortaleça! É muito comum escutar: "eu queria ir de bike para o trabalho, mas acho perigoso!" ou "não tenho onde deixar a bike com segurança, como vou fazer para ir de bicicleta?"
Fora isto, há também problemas graves da qualidade de bicicletas acessíveis... onde não há controle, bicicletas de má qualidade invadem o mercado e acabam se transformando em prejuízo para quem precisa do deslocamento, e também lixo pq ninguém consegue arrumar esta bicicleta (#oficinanaofazmagica). Agora se a gente reparar nas bicicletas que realmente rodam as ruas em favor de uma mobilidade eficiente, perceberemos que muitas das bicicletas são antigas, algumas modernas, porém de elevado valor. Bicicleta deve oferecer um mínimo de qualidade a quem roda, pq estalos, contratempos, e frustração não acrescenta nada no ânimo de quem gosta de pedalar. Mesmo para quem gosta de pedalar, tornaria-se um problema usar a bicicleta com defeitos cíclicos que levam do desconforto ao atraso. Bicicleta tem que ter qualidade! Para bicicleta ter qualidade... tem que vender mais bicicletas, pq assim elas custarão menos, bicicletas de qualidade terão valor viável a mais pessoas.