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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Giant ATX... um frame bem elaborado!

1. Quadro Giant ATX encomendado para avaliação
 Montei este tópico específico para esta avaliação para que ela sirva de auxílio para aqueles que estão interessados na aquisição de um frame de uso variado, como eu estava procurando. Precisava ser um quadro para cicloturismo, preferencialmente de alumínio, pq passarei pela beira da praia em grandes extensões. Trafegar pela beira da praia em quadro de aço ou cr-mo poderia tornar-se uma dor de cabeça na manutenção onde muitas peças precisam ser removidas. E as fixações de bagageiro são mais importantes que qualquer outra coisa neste caso de turismo com bicicletas.
2. frente forte e bem acabada detalha o nível da marca
      A avaliação foi motivada por comerciantes e entusiastas da bike moderna... na verdade, fui questionado sobre os motivos em escrever apenas sobre "antigas", mas confesso que não fazia de forma intencional para excluir a modernidade. A intenção era valorizar o Cr-Mo e o passado como um conceito de muita qualidade, e sabemos que é em termos diversos. Contudo, sabemos que o Cr-Mo se tornou um frame para poucos quando moderno. E frames usados são esgotáveis no mercado, pois há cada vez mais entusiastas destes conceitos minimalistas. 
3. nota-se elaboração do projeto com reforços e caprichos

4. é possível ver onde o cordão de solda finalizou
A. O quadro possui diversos indícios que são preocupação de um fabricante interessado na satisfação de um público. Há uma diferença entre vender e atender novamente. Isto parece ser um objetivo da marca. É relevante destacar que um frame que em sua versão básica supera a marca de 800 reais como valor final, objetiva vender-se por qualidade e confiança de uma marca tradicional. Embora seja fabricado na China, como quase tudo neste planeta, os caprichos e valor se direcionam para um público exigente. E ao que parece, o frame dá indícios de forte resistência sem elevar o peso.

 B. Nas figuras 2 e 6, podemos ver que a caixa de direção é muito bem "amparada", durante toda extensão há reforços na junção do top e down tube. E o assentamento das caixas de direção também parece bem robusto, embora delicado. A Giant utilizou do artifício de tubos hidroformados para melhorar esta fixação, bem evidente nos tubos que não possuem formato cilíndrico... mas sim um formato específico de acordo com a modernidade do projeto. Hoje isto já é bem superado, mas encarece o resultado final. O valor fica mais elevado, também torna-se bem mais bonito e forte.
5.fixações de bageiros no modelo mais simples, aponta para a finalidade deste modelo. Mobilidade e Cicloturismo.
6. de ponta cabeça, detalhe do down tube hidroformado
C. Na figura 4, o cordão de solda que termina sobreposto no lado direito do movimento central, demonstra a decisão do fabricante em esconder neste lado a terminação do cordão de solda. Não tenho certeza sobre esta decisão, se ela deveria terminar atrás do movimento central, mas tudo depende muito de como é iniciado e quais prioridades foram desejadas durante este processo de soldagem. TIG é a solda mais utilizada por aqueles que desejam acabamento. Se não fosse este o motivo do fabricante, em dar aparência especial a fim do trabalho, teria usado MIG ou até mesmo TIG sem o cuidado em fazer um cordão de solda continuado. Estas são decisões que só o fabricante poderia justificar, mas é claro que críticos abordariam questões como esta, de outra forma a avaliação ficaria um tanto quando vazia. E é preciso dizer, estou aqui criticando o frame, talvez este simples detalhe do cordão de solda, mas isto não diminui em nada a qualidade do projeto. Crítica é algo bom também... o que precisa mudar é o entendimento de crítica como cultura de negatividade neste país. Crítica é uma avaliação positiva ou negativa, onde o autor detalha algo que percebeu. 
7. wishbone com fixações para paralama e bagageiros

D. Na figura 7... prefiro ver os quadros wishbone em projetos modernos do que em antigos. Esta traseira que se parece muito com aquele ossinho do peito de frango é uma estrutura extremamente forte e que tem uma finalidade de afastar projetos simples de projetos superiores, pois somente um grande fabricante conseguiria dar um bom alinhamento neste projeto. Inclusive porque estes stays são curvos e para um fabricante copiar isto precisaria de conhecimento, um bom gabarito, e muita atenção na montagem... como se diz, "não é pra qualquer um!"

E. Há muito pouco para a crítica atacar neste projeto... dá pra falar bem a vontade, mas não dá pra criticar negativamente. O fabricante teve dezenas ou talvez centenas, de precauções sobre este projeto, mesmo sendo ele um ideal de "largada" da marca. Nem por isto eu me atreverei a chamar este de pé de boi, pq ele pode até ser o mais simples da marca, mas esta acima de tops de muitas outras marcas. No Brasil, ainda não há, um projeto que esteja a altura deste. Há um afastamento de conhecimento e qualidade de construção deste para os nacionais e, ainda levará muitos anos para aparecer algo assim aqui. E não venham me falar em projetos nacionais que aparece prontos aqui pq no caso da Giant, um engenheiro foi lá na china e mandou alguém fazer assim. Aqui no Brasil, um fabricante inexperiente e preocupado apenas com dinheiro, foi na china e mandou fazer pra economizar em mão de obra especializada. Agora se esta é uma questão de "responsabilidade ou culpa" dos governos, pouco importa na hora de criticar a tecnologia de um material. Giant é um great frame, não dá pra competir com isto com tecnologia e produto nacional. Nesta parte eu lamento... bem que eu queria que meu país fizesse projetos assim, mas não há esta preocupação aqui, tampouco pessoal preparado. Vamos ter que investir muito ainda... e pra isto, só pra começar, o governo vai ter que ajudar. E muito! A começar por incentivos fiscais e tecnológicos. Não somos a pátria educadora? Claro que não, mas quando houver um quadro de nível como este sendo verdadeiramente fabricado no Brasil, então nos chamaremos de pátria educadora. Poderia perder menos tempo fazer abordagem sobre as condições do país, mas o Brasil é cheio de entendidos e quando eu terminasse a postagem apareceria algum comentário dizendo que tal marca brasileira tem até quadro de carbono. É mesmo? Feito e desenhado aonde? Me dá o nome deste projetista brasileiro, quero trocar uma ideia com ele pra aprender mais um pouco sobre metalurgia.

F. Bom, este item finaliza o que eu precisava dizer sobre o quadro. Há motivos de sobra para dizer que é um dos melhores frames "recreativos" que já vi. Pelo acabamento, pelas decisões construtivas, até mesmo pelas cores. Acho péssimo quando um fabricante fornece apenas uma ou duas cores de bicicleta, e isto se justificaria apenas para coisas bem baratinhas. Se vais vender um frame por 800 reais, então que ele tenha pelo menos mais cores para escolher, mesmo que custe mais 10%, pois quem esta pagando tem direito de escolha e decide compra até mesmo pela cor. Então este é mais um ponto positivo para o fabricante. Eu queria preto, fosco, e tinha! O consumidor, em sua grande maioria, não tem capacidade de escolher o frame pela tecnologia, a não ser pelo peso da marca e pelo empurrão do vendedor. Para ele saber que o material tem qualidade, alguém disse isto para o comprador, pois ele evidentemente não terá condições de avaliar a tecnologia sozinho. Este é outro ponto interessante... vc encontra Giant onde a loja tem uma boa qualidade. Isto faz parte da estrutura de distribuição de uma marca. 

Nota ao apoiador
Agradecimentos a Dudu Bike Shop, nosso incansável apoiador. Vale lembrar que embora seja comerciante da zona sul de Porto Alegre, Everson Ribas, é um comerciante comprometido com o consumidor e preocupado com o conhecimento e divulgação de qualidade da bicicleta. Everson ministra aulas no Projeto Pescar, dentro da FASE, e com o projeto ele tenta "realinhar" ou dar esperança aos meninos que estão a margem de uma questão social e desestruturados. Se isto não é uma preocupação verdadeira e comprometimento com um mundo melhor, então deixo o espaço de resposta para cada um nos comentários desta postagem. Eu, acredito na bicicleta, acredito neste trabalho. Sou grato pelo apoio da loja sobre meu trabalho e sobre este trabalho com a FASE. Agradeço também, por fim, ao consultor de vendas, Dani Freitas, por toda orientação e tempo disponibilizado para tirar dúvidas e auxílio na escolha.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A reconstrução de uma TREK 370 - 2ª parte












fotografias: Roberto Furtado

           Bom, por partes... e tentando ser breve. A TREK 370 foi remontada com peças de garimpo. Dentre as peças originais faltaram o freios, que também são da shimano, porém de outro grupo de época. O Pedevela também não é fiel ao usado na época, embora seja um shimano Exage. O pedevela original da TREK 370 é um Exage EX de coroas com 53 e 42 dentes, bcd 130. Aqui, apliquei um de bcd 110, tal como o que vinha em algumas raras bicicletas road desta época. Se vc procurar aqui sobre a TREK 470, vai encontrar referências de um pedevela shimano RSX de bcd 110, com três coroas, sendo elas 48, 36 e 26 dentes. Aqui, na falta do original, optei por seguir mais ou menos a mesma configuração. Então os trocadores, cubos, câmbios e maçanetas de freio são shimano exage idênticos ao da época. 
Os aros foram outra dificuldade... era lâminas de alumínio, cor de alumínio, simples. Consegui estas, de 36 furos, para casar com os cubos exage. Os aros são muito parecidos com os originais, porém mais largos. Desta forma, ficou semelhante e evidente que mais forte! O grande trunfo da TREK 370 em relação as demais road bikes da época é que ela possuia um espaço maior para passar o pneu. Isto permite que o ciclista opte por pneus de medidas maiores, tais como este 700 x 28C, mas é possível ir até 700 x 32 com muita segurança. Algum pneu 700 x 34 deve entrar também se o perfil for mais estreito. Eu tentei aplicar pneus 700 x 35C e não tive sucesso, pois quando devidamente cheios, raspavam no quadro. Alguns pneus tem um formato diferente e com isto encaixam nos frames, enquanto ocorre também um pneu de mesma medida não entrar em um mesmo quadro. Cada fabricante trabalha com uma linha de projeto, e mesmo que as medidas sejam as mesmas, não ocorrem a perfeita substituição. Contudo isto deve acontecer somente quando uma bicicleta receber pneus com medidas maiores que as originais, pois o fabricante já calcula a margem de espaçamento que garante esta alteração por peças de outras marcas. Faço uma observação para quem for tentar aumentar o tamanho dos pneus... não esqueça que bicicletas com pneus maiores do que foram projetadas, podem encostar o pneu no frame quando fizeres a curva deitada.
           Confesso que não me preocupei nem um pouco com a questão de limpeza e polimento do frame, apenas deixando original como recebi de um amigo que é mecânico da loja Dudu Bike. As road bikes da época podem ter valor e aplicação diferente de acordo com o usuário. Eu queria ver esta bicicleta o mais próximo possível de sua realidade. O lugar dela não é nas pistas, embora seja uma filha de Éolos. Ela esta em casa nas ruas, vias urbanas de uma cidade que respira mobilidade... ela venta no asfalto, corre nas ruas esburacadas com seus pneus maiores que as bikes de pista. Estou usando ela de forma modesta para saborear este momento, pelo qual esperei mais de 20 anos para lembrar. Agora, sinto um cheiro nas ruas... algo como se o tempo tivesse voltado. Evidente que são minhas lembranças...

obs: Os pedais são de mtb pq estes que tenho em minha sapatilha da shimano, mas de forma alguma considere tais pedais como algo original ou próximo. A TREK 370 vinha com pedais de pedaleira.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

#oficinanaofazmagica

foto: Roberto Furtado
O título desta postagem já diz tudo... oficina de bicicletas, mesmo que o mecânico seja o melhor, não vai fazer mágica por esta bicicleta. Não é raro vc estar pedalando nas ruas e observar outro ciclista bem a sua frente, cuja a bike deveria mostrar apenas a roda traseira para vc, mas que no entanto vc observa também a roda dianteira. Isto é fácil de explicar... pra quem vê, pq para quem faz bicicleta fica uma oportunidade vergonhosa para dizer que não sabe ou não pode fabricar bicicletas alinhadas. Gabarito para montar um frame tem que ser uma peça rígida, indeformável. Todo conjunto tem que ter um mínimo de qualidade. Mancais de eixo, ou gancheiras, ficadores de freios, cambios, alinhamento entre rodas dianteira e traseira, bem como de selim e guidão. Bicicleta que nasce torta, morre torta... não tem solução pra isto. Meu avô dizia... "gastar tempo com coisa mal feira é botar coisa boa (trabalho) em cima de coisa que não vale a pena!" Ele se referia a gastar tempo e dinheiro remendando materiais que não tinham qualidade mínima, desmerecedores de atenção. Ele tinha razão... continua tendo! Se vc comprar vbrakes shimano para colocar em um frame destes vendidos em supermercados, cujo o valor da bicicleta é de 300 reais, imagine que vai estar fazendo justamente isto. Colocar peças boas em quadro de má qualidade é jogar fora seu dinheirinho. Não tem mecânico que dê jeito nisto... #oficinanaofazmagica

Refletindo sobre o uso das bikes... do material aos problemas de trânsito!

frame de Cr-Mo 4130 - foto: Roberto Furtado
Acompanhando as tendências de perto é possível ver que o mundo esta mudando sobre os conceitos e sobre a importância da bicicleta. Aqui no Brasil, vivemos uma realidade bruta e difícil de mudar para o uso da bicicleta, mas aos poucos as mentes vão se transformando e gerando "possibilidades" e oportunidades. É preciso permitir a aceitação da bicicleta para que se torne uma realidade.
     Os frames disponíveis no mercado podem incluir aqueles comercializados no passado, trazidos por pessoas que foram ao exterior e ao retornar vieram acompanhados de uma bike. Há também dezenas de opções circulando em redes sociais, classificados, lojas e opções como "meu amigo tem uma bicicleta para vender!"
    Se somarmos os frames e bicicletas completas disponíveis ao sistema, entre novos e usados, veremos que há uma grande diversidade que pode nos levar a escolhas diferentes e até mesmo exclusivas. Não é muito fácil achar uma bike ou mesmo apenas o frame usado que se sonha, mas a luta diária pela busca pode representar um nível de satisfação acima da média. Por outro lado, bicicletas novas estão aí para serem testadas e aprovadas, com grande acessibilidade aos interessados. Vai lá na loja... testa, considera ou desiste da bike, e em caso da escolha definida, já faz no cartão de crédito minimizando a dificuldade da aquisição. Paga parcelado... viabiliza a compra! De maneira geral são bicicletas extremamente tecnológicas. Alumínio de toda natureza, do simples ao top, com recursos formidáveis da hidroformagem e tubos com letras em alto relevo e formatos diferentes para tubos do quadro.
           É curioso saber que o mundo, agora aplica materiais tão tecnológicos em bicicletas, mas em casos do Brasil ainda demonstra apatia pela bicicleta. É preciso insistir... a bicicleta move uma economia fantástica, mas ainda é tratada como brincadeira de criança. Os governos e a sociedade precisam aceitar a bicicleta para que o mercado se fortaleça! É muito comum escutar: "eu queria ir de bike para o trabalho, mas acho perigoso!" ou "não tenho onde deixar a bike com segurança, como vou fazer para ir de bicicleta?"
Fora isto, há também problemas graves da qualidade de bicicletas acessíveis... onde não há controle, bicicletas de má qualidade invadem o mercado e acabam se transformando em prejuízo para quem precisa do deslocamento, e também lixo pq ninguém consegue arrumar esta bicicleta (#oficinanaofazmagica). Agora se a gente reparar nas bicicletas que realmente rodam as ruas em favor de uma mobilidade eficiente, perceberemos que muitas das bicicletas são antigas, algumas modernas, porém de elevado valor. Bicicleta deve oferecer um mínimo de qualidade a quem roda, pq estalos, contratempos, e frustração não acrescenta nada no ânimo de quem gosta de pedalar. Mesmo para quem gosta de pedalar, tornaria-se um problema usar a bicicleta com defeitos cíclicos que levam do desconforto ao atraso. Bicicleta tem que ter qualidade! Para bicicleta ter qualidade... tem que vender mais bicicletas, pq assim elas custarão menos, bicicletas de qualidade terão valor viável a mais pessoas. 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Shimano XTR é sempre uma boa pedida...


 Na semana passada, o amigo Daniel Freitas me falou que estava "pilhado" por trocar as peças da MTB para colocar um conjunto top. "vou comprar um grupo XTR pra colocar na minha Giant!" Disse Daniel, esperando minha reação. Evidente que fiquei perplexo, pois estas peças são maravilhosas em termos de acabamento e qualidade, e carregam também o preço deste capricho. Não é preciso dizer que ele esperava e conseguiu redução de peso e qualidade superior nesta manobra do upgrade. Ele me ligou na segunda feira pela manhã, mas eu disse que estava meio ocupado ainda entregando materiais do final de semana. Quando eu cheguei lá ele já havia terminado a montagem... estava ajustando e dando aquela química na bike. Passa um paninho, polimento no quadro, e vai caprichando...
A verdade é que este nível de bicicleta dispensa comentários... quase não tem o que falar, pq a perfeição é praticamente absoluta. Dá pra esperar redução de peso, tecnologia eletrônica, novos materiais... mas por hora, confesso que acho mais que suficientes para as provas.  Se a bike esta pronta... ora, certo que sim! Agora é correr atrás, não é mesmo Dani?
Daniel esta fazendo treinamento e correndo algumas provas, acho que o próximo ano é foco do atleta, mas na verdade, ele quer mesmo é pedalar. Quem gosta de bicicleta e pode investir, taí uma opção. Não tem erro... XTR na magrela! Dani guardou as caixinhas tudo... estava tudo lá quando eu cheguei. Até mesmo nas embalagens a Shimano capricha. Se vai ter como acomodar algo de qualidade, que seja em grande estilo. Freios dianteiro e traseiro em caixas separadas... nada mal!



 O peso final da bike não deve surpreender muitos ciclistas... embora seja um peso excepcional para uma bike de rodas 29". A bike em questão esta pouco acima dos 10 kg. O proprietário pensa: "Vou trocar o banco e mais algumas peças, vai cair o peso mais um pouco! Vamos ver até onde dá pra chegar em termos de material competitivo."
Claro que ele não tem apenas esta bicicleta... mas não pense que a outra é menos aprimorado. A outra bike é uma speed, com grupo shimano 105. Já deu pra perceber que o cara gosta mesmo!
Se alguém quiser espiar a bike... passa lá no Dudu, diz que viu no Bikes do Andarilho. Se brotar aquele desejo por fazer o mesmo na bike, fala com o Daniel e diz: "Sou amigo do Andarilho!" Deve rolar até um descontinho... 



Texto e fotos: Roberto Furtado

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Na Revista Bicicleta do mês de julho...

Bom dia!
Informo que na Revista Bicicleta do mês de julho, que circulará nas bancas nos próximos dias, encontra-se a matéria que elaboramos sobre uma bicicleta com quase 20 anos de existência e estado especial de conservação. Realmente, uma bicicleta 100% de época, "quase que exatamente" como nasceu. O cenário das imagens foi uma ideia do nosso assistente de produção, meu amigo, Raul Grossi. Também entusiasta e conhecedor de fotografia, Raul tomou decisões importantes quanto a direção de fotografia. 
O cenário escolhido remete uma lembrança forte de montanhas do exterior, que pode ser uma sugestão de como e onde nasceram as MTBs. Elas nasceram para desbravar, andar por entre trilhas ruins e garantir o deslocamento rápido e divertido de aventureiros. Em histórias onde o passado confunde o propósito, ou simplesmente os soma, podemos dizer que reside também a paixão daqueles que entendem o significado de uma época. As MTBs evoluíram rápido, hoje, são altamente especializadas. As finalidades garantem o uso específico. Enduro, XC, XCM, DH, FX, etc Que seja uma opção para cada gosto, ou todas elas juntas se o seu bolso permitir. Em tempos onde vendas de automóveis começam a ceder, surge um crescimento e interesse por bicicletas. As antigas são retiradas da garagem do esquecimento, as novas são comercializadas e usadas de forma radical ou necessária, a produção aumenta, os conceitos se firmam e novos tempos estão surgindo com o piscar de olhos. Em NH, descobri esta velha guerreira que volta as ruas na mão de um novo proprietário... Reginaldo! Agradeço pela aquisição, pois o capital de testes e histórias deve girar para novos projetos. 
Agradeço ao Raul Grossi por todo apoio e ajuda na produção fotográfica, ao Carlos Wagner Horn (Tchaka) por limpeza e lubrificação. E a Revista Bicicleta por acreditar no nosso trabalho. 


Fotos e Texto: Roberto Furtado

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Specialized Hardrock 1993...

Quando minha cunhada disse que gostaria de pedalar, buscando melhora no condicionamento físico e complementação de exercicio, não acreditei. Depois de anos tentando trazer alguém da família para dentro da idéia bicicleta, parece que finalmente surtiu efeito. Precisava usar um quadro pequeno, algo de tamanho 16", e para sorte dela, tinha um quadro specialized hardrock no tamanho 15,5" de centro a centro. Quadro antigo, de 1993, mas bem bacana, conservado... sem riscos ou amassados. A pintura já fora refeita e não é grande coisa, mas se tratando de uma bicicleta, alguma discrição é até bem vinda, evitando os olhares dos malandros. Quem conhece, de longe sabe o que é... basta olhar para gancheira traseira, poucas bicicletas tem tal padrão. Uma nova oportunidade... então mão na massa para montar uma velha e pequena guerreira de Cr-Mo. O Tchaka já esta montando... acho que é possível que ele monte ela até este sábado, caso contrário fica para a próxima semana. O importante é que fique bem montado, como só ele sabe...

Roberto Furtado