Mostrando postagens com marcador antiga. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador antiga. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Não são antigas, mas lembram! Uma tendência retrô!


    Elas não são bikes "velhas" ou antigas, são novinhas. Os projetos são atuais e seguem tendências mundiais. Se vc for na Brasil Cycle Fair, ou se for na Interbike, talvez Eurobike, vai perceber que há fabricantes apostando nestas bicicletas com forte vigor. Isto vai vender muito, cada vez mais! Pode apostar! 
Uma grande fração do mercado de bicicletas é destinado ao público eventual ou mesmo do cotidiano da mobilidade urbana. As tendências são "desenhadas" pela sociedade, de forma gradual e evolutiva. Cresce a cada ano... agora esta numa proporção que impressiona. As fixas prontas estão aí para agregar, mas a mobilidade não é construída apenas de fixas. E pergunte quantos são os que se adaptaram ao conceito sem marchas e sem roda livre. Muito legal, divertido, excelente opção para entregadores e outros entusiastas, mas a fixa não é pra todos. Muito embora alguns acreditem ser a raiz das bikes... e de verdade, é! As fixas não são o tema desta oportunidade, mas acho que falar em bikes estilosas requer uma reflexão. Afinal, o tema é mobilidade... e para qual lado esta indo o design e a construção das bikes de mobilidade. Elas são clássicas, estão em alta! Todas, contudo, não dá pra negar que estão ganhando muito atenção de um público urbano. Retrô bikes... existe isto? Estão aí... confira, vá nas lojas, avalie por conta. Observe os projetos personalizados que andam nas ruas e parques... vc vai perceber que algo veio diferente, e com muita força!

 Não espanta mais que alguns toques de acabamento e até do design das bikes sejam baseados em projetos dos anos 50 ou posteriores a era de ouro da bicicleta de mobilidade. As cores, marrom, preto, azul antigo, até mesmo o dourado dos anos 60 e 70, puxam esta moda do retrô para bicicletas. Selim marrom, uma imitação de couro de época, aquele marrom com tom alaranjado, sabe? Pois então... esta tudo na moda, num ciclo, que possivelmente vai sumir e voltar novamente. Ou talvez não nos abandone mais... mas que veio pra criar impacto nos conceitos de mobilidade, isto veio. Como crítico de bicicletas, faz tempo que percebo esta tendência, mas confesso que no início não acreditava que isto colaria. Menos ainda que em muitos modelos pudesse ser aplicado o alumínio como opção. O aço... seria bem mais interessante, mas ele é também pesado nas versões mais populares, não agradaria tanto na hora de carregar a bicicleta pela escada... não é mesmo? Leveza, um rodar macio, design apaixonante... alto estilo pra dar uma volta, ir e vir do trabalho, sair com o amor para o café! Vale um convite para um amigo... estilo esta sempre valendo! É tempo de repensar, de organizar a casa sobre o que é certo ou errado, sobre comportamentos, sobre o que se realmente gosta!
Agradecimentos ao Dudu Bike pela disponibilidade das bikes, pela atenção, pela oportunidade. Quem quiser conferir as bikes, vai lá na loja e fala com o Everson ou com o Daniel, diz que o Andarilho indicou e ganha 5% de desconto. Se rola mais um descontinho não sei... mas estes 5% estão garantidos. Valeu... roda pra frente!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A reconstrução de uma TREK 370 - 2ª parte












fotografias: Roberto Furtado

           Bom, por partes... e tentando ser breve. A TREK 370 foi remontada com peças de garimpo. Dentre as peças originais faltaram o freios, que também são da shimano, porém de outro grupo de época. O Pedevela também não é fiel ao usado na época, embora seja um shimano Exage. O pedevela original da TREK 370 é um Exage EX de coroas com 53 e 42 dentes, bcd 130. Aqui, apliquei um de bcd 110, tal como o que vinha em algumas raras bicicletas road desta época. Se vc procurar aqui sobre a TREK 470, vai encontrar referências de um pedevela shimano RSX de bcd 110, com três coroas, sendo elas 48, 36 e 26 dentes. Aqui, na falta do original, optei por seguir mais ou menos a mesma configuração. Então os trocadores, cubos, câmbios e maçanetas de freio são shimano exage idênticos ao da época. 
Os aros foram outra dificuldade... era lâminas de alumínio, cor de alumínio, simples. Consegui estas, de 36 furos, para casar com os cubos exage. Os aros são muito parecidos com os originais, porém mais largos. Desta forma, ficou semelhante e evidente que mais forte! O grande trunfo da TREK 370 em relação as demais road bikes da época é que ela possuia um espaço maior para passar o pneu. Isto permite que o ciclista opte por pneus de medidas maiores, tais como este 700 x 28C, mas é possível ir até 700 x 32 com muita segurança. Algum pneu 700 x 34 deve entrar também se o perfil for mais estreito. Eu tentei aplicar pneus 700 x 35C e não tive sucesso, pois quando devidamente cheios, raspavam no quadro. Alguns pneus tem um formato diferente e com isto encaixam nos frames, enquanto ocorre também um pneu de mesma medida não entrar em um mesmo quadro. Cada fabricante trabalha com uma linha de projeto, e mesmo que as medidas sejam as mesmas, não ocorrem a perfeita substituição. Contudo isto deve acontecer somente quando uma bicicleta receber pneus com medidas maiores que as originais, pois o fabricante já calcula a margem de espaçamento que garante esta alteração por peças de outras marcas. Faço uma observação para quem for tentar aumentar o tamanho dos pneus... não esqueça que bicicletas com pneus maiores do que foram projetadas, podem encostar o pneu no frame quando fizeres a curva deitada.
           Confesso que não me preocupei nem um pouco com a questão de limpeza e polimento do frame, apenas deixando original como recebi de um amigo que é mecânico da loja Dudu Bike. As road bikes da época podem ter valor e aplicação diferente de acordo com o usuário. Eu queria ver esta bicicleta o mais próximo possível de sua realidade. O lugar dela não é nas pistas, embora seja uma filha de Éolos. Ela esta em casa nas ruas, vias urbanas de uma cidade que respira mobilidade... ela venta no asfalto, corre nas ruas esburacadas com seus pneus maiores que as bikes de pista. Estou usando ela de forma modesta para saborear este momento, pelo qual esperei mais de 20 anos para lembrar. Agora, sinto um cheiro nas ruas... algo como se o tempo tivesse voltado. Evidente que são minhas lembranças...

obs: Os pedais são de mtb pq estes que tenho em minha sapatilha da shimano, mas de forma alguma considere tais pedais como algo original ou próximo. A TREK 370 vinha com pedais de pedaleira.