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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Downhill de final de ano no Morro do Tapera... fechamos 2015!












        Um DH day na capital do RS... na zona sul, coração de preservação do meio ambiente, trilhas permitidas pela fiscalização que protege o morro. A gurizada voando, muitas aves fazendo barulho no meio do mato... e lá do topo da montanha dava pra ver quase tudo de Porto Alegre da zona sul ao centro. Quase tudo...
Dia de churrasco, começou chuviscando... mas não assustou a galera, que aos poucos chegava em peso. Alguns cliques para recordar o amanhã, pouco mais de 700 frames, muitos em sequência. A gente se diverte... cada um a sua maneira, eu nos cliques, a gurizada fazendo pose para eternização do movimento. De vez em quando passa uma ave grande, nem vi o que era... aí uma borboleta de azul metálico apareceu, fez pausa para foto, foi, voltou, até garantir ser retratada. Fiquei até as 15 horas... no máximo. Depois tinha que ir embora, pois tinha um trabalho na serra gaúcha. Aliás, dia longo, voltei pra casa as 4 horas da manhã... trabalho é trabalho, não nego, não perco, não deixe de fazer da melhor maneira que puder. Vou e volto, logo estou com a caixa preta nas mãos... aquela que conta histórias, nunca são segredos!A gente se despediu de 2015 em grande estilo... fiz tantas fotos de bicicleta que nem me lembro mais quando alguém pergunta. E se cheguei a reconhecimento da bicicleta foi pq não economizei em cliques, nem em calçados, tampouco em domingos... a diferença entre viver e fazer valer a pena esta em compromisso! Vc deve ter compromisso consigo mesmo... quis, sonhou, prometeu? Vai até o fim... se é andar de bike, faz! Se é trabalhar pra ser feliz, faz! O importante é que faça... 
obs: as imagens contidas aqui estão em formato web. As imagens em alta foram dispostas em dois álbuns temporários e tais foram passados ao amigo e piloto Xandi Selva. 


Fotos e bike devaneio: Roberto Furtado / Bikes and People.com

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Ekonova Adventure Bike - Edição Linha Nova 2015






          Linha Nova é uma pequena cidade próxima de Feliz e Picada Café... é um pedacinho de terra que transborda belezas naturais. De colonização alemã, as heranças são das casas de arquitetura simples e eficiente, com traços que de longe se reconhece como parte de uma cultura.  Emancipada de Feliz em 1992, uma cidade jovem ainda, que é também a maior produtora de couve-flor do Rio Grande do Sul. Tem tradições como a produção de cerveja e agricultura, mas o que encanta mesmo é a vista dos pontos mais altos. A beleza natural é de vegetação densa para onde vc olhar. De longe, dos morros mais altos, se enxerga a cidade de Feliz, que é outra bela cidade. 
A Ekonova escolhe as cidades pela qualidade das mesmas em proporcionar o turismo de aventura. Os trajetos sempre são realizados pelos guias da Ekonova, uma verificação cuidadosa que garante o sucesso de cada evento do entretenimento da bicicleta. 
O passeio por Linha Nova já não é novidade para Ekonova, mas este ano foi incluído um trajeto totalmente novo, com direito a travessia de córrego e mata fechada. Somente uma bicicleta passa pela trilha. Os ciclistas, ao saírem da trilha, faziam elogios sobre o trajeto e sobre esta nova trilha do roteiro. Um roteiro totalmente exclusivo da Ekonova.

A próxima aventura...

         No mês de setembro, precisamente dia 13, domingo, a Ekonova realiza mais um passeio especial. Será o Pedal da Ferrovia, no município de Guaporé. As inscrições podem ser realizadas à partir do dia primeiro de setembro. De acordo com o organizador Fabiano Pellenz, "este será o passeio mais esperado do ano!"
Esperamos todos lá em Guaporé para um grande dia de entretenimento... quem pedala com a Ekonova, sabe muito bem o que promete a bike aventura.

As imagens de Linha Nova

O passeio pelos caminhos rurais e trilhas em Linha Nova renderam muitas imagens. Realizadas por Fabiano Pellenz, também por colaboradores, e pelo Bikes do Andarilho. As imagens são divulgadas pela organização, podem ser vistas em tamanho maior na posse da Ekonova, através das redes sociais, em especial o Facebook. As imagens produzidas pelo Bikes do Andarilho, podem também ser observadas no link abaixo. 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Pedal Ekonova Adventure Bike - edição da cidade de Feliz 2015


     Vamos lá então... Galera, Bikes do Andarilho convida juntamente com a Ekonova e a Prefeitura de Feliz para o Pedal Adventure Bike Ekonova em Feliz. Com três opções de trajetos, oportunidades para todos os gostos e preparos! Detalhamentos no endereço https://www.facebook.com/events/127406997591551/
A cobertura fotográfica fica a cargo deste que vos escreve... publicações no Bikes do Andarilho e Revista Bicicleta. Coleção de fotos no formato de sempre... formato "tentamos fotografar todo mundo!" 
Segue informações dos organizadores... e nos vemos por lá!

domingo, 17 de maio de 2015

Pra quem furta uma bike... e para quem perdeu uma bike!

Imagem meramente ilustrativa. Foto: Roberto Furtado
           Ultimamente estão roubando mais bicicletas... não sei se é uma questão de crise econômica, talvez até de despertar pela bicicleta, ou apenas omissão de responsabilidade da segurança pública. Os motivos não importam, mas os fatos levam a preocupação da comunidade ciclística. Se formos buscar reflexão sobre a questão de furtos de bicicletas teremos uma certeza... de que não entendemos a cabeça de quem rouba ou furta. Roubado ou furtado não é achado... não há direito no mundo que garanta sua propriedade, tampouco justifique a ação. Roubar é feio... sem esta ladainha vazia de que roubar é feio. Vai dizer pra ladrão que roubar é feio? Tu acha que este cara entende isto? O desprendimento da moral de um cidadão assim é tão grande que ele não entende o que é perder algo pra este sistema que não protege as pessoas. Tenho recebido diversas mensagens e apelos para ajudar a encontrar a bicicleta querida... muita gente perdeu sua bicicleta para este fantasma que é o ladrão. Algumas pessoas encontraram, outras ficam com esperança, olham para postes e bicicletários, ficam atentos aos parques... "Olha lá uma bike da mesma cor que a minha!" Chegando perto, não era! É triste demais viver ao lado desta perda... perder uma bicicleta não é perder o dinheiro que ela representou como custo. Perder uma bicicleta é perder uma razão... quem perde uma bike, perde um sorriso! Quem rouba nem entende como faz mal para alguém... se entende, o faz de ruim que é, mesmo! Agora, pedalar em uma bike roubada não pode ser bom, né? Não há consciência neste mundo que permita um vivente pedalar em uma bike roubada da mesma forma que aquele que comprou com suor, fruto do trabalho. Não há preço no mundo que justifique e descreva o sentimento de quem pedala em algo legitimamente seu! O valor de uma bicicleta comprada honestamente é incalculável... é uma bicicleta que supera 1 bilhão de dólares, sorrisos e fartas emoções positivas.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Giant ATX - projeto moderno!

Dani Freitas e eu (Andarilho), com o quadro da abordagem em mãos, 2015.
            Depois de trocar umas boas ideias com o Dani Freitas, consultor de vendas da loja Dudu Bike, escolhemos um modelo para eu avaliar aqui no Bikes do Andarilho. A proposta é montar uma MTB de rodas 26", objetivando a abordagem desta questão de rodas "ultrapassadas" em relação aos modelos de 27,5" e 29".  Uma segunda abordagem vai ser comparar esta bicicleta com a outra Giant que possuo... aquela velha Giant ATX, dos anos 90. Usaremos peças modernas, novas, e logo mais, nas próximas abordagens, falarei destas peças. 
O quadro na cor preta, acabamento fosco, foi escolhido desta forma pq há outros projetos pela frente, e tenho próprias preferências que combino com segurança. Uma bicicleta simples com pintura bonita, parece uma bicicleta melhor... uma bike de melhor qualidade, com pintura discreta, parece uma bike mais simples. A ideia é chamar menos atenção por onde passar, pois com esta vou finalmente realizar um sonho antigo, projeto de roteiro de cicloturismo que há tempos desejo colocar em prática. 
Este modelo de MTB da Giant é o mais simples da marca... não é tão popular com outras que vemos por aí, mas se justifica pelos acabamentos e tradição da marca. Aliás, depois que eu comecei a andar de Giant Sedona ATX 90's, entendi algumas coisas que ouvia de proprietários felizes. Espero que esta bike me passe o mesmo, em impressões, que sua antecessora de 20 anos atrás... 
Por hora, agradeço ao Daniel da Dudu Bike Shop pela ajuda nesta escolha. Decisão que não é fácil e deve ser muito bem pensada... bike bem escolhida é sinônimo de alegria. 

sábado, 11 de abril de 2015

2ª Volta Ciclística Internacional do RS - 4ª etapa da edição 2015











              Vamos ao 4º dia e a volta internacional comece a mostrar os possíveis campeões... A etapa de hoje foi muito disputada, ocorreram várias fugas, algumas simultaneamente. A prova partiu de São Chico e rumou para a rota do sol em direção a Farroupilha. No caminho, vários dos ciclistas que ocupam as 40 primeiras colocações estiveram se revezando na ponta do pelotão e nas fugas. Em dado, a fuga estava com mais de 4 minutos de adiantamento e, ali parecia que o pelotão não alcançaria. E diz o ditado que pelotão agrupado voa mais alto... e então as fugas foram engolidas pelo pelo grupo. E uma chegada com tempos parecidos ocorreu mais uma vez. No entanto, tempo parecido não é igual, e na Volta Internacional os tempos acumulam. E ontem, o chileno Carlos Oyarzun estava em primeiro na geral, após a queda de hoje passou para oitava na geral... e o vencedor da etapa de hoje, Byron Guama, tornou-se líder da prova com diferença de 19 segundos para o segundo colocado da geral, William Chiarello. E exceto pelo lugar mais alto do pódio, os 4 lugares ficaram com brasileiros.
Amanhã os humores e esforços serão somados para recuperar o tempo perdido, nesta, que é mais que uma corrida contra o tempo final... é uma corrida contra o tempo e sorte alheios!

Fotos e texto: Roberto Furtado / Federação Gaúcha de Ciclismo

Resultados da 4ª etapa

1º Byron Guama (Equador)
2º Roberto Pinheiro (Brasil)
3º Alex D. Arseno (Brasil)
4º Armando Camargo (Brasil)
5º Renato Ruiz (Brasil)


terça-feira, 31 de março de 2015

Flagrante do Andarilho... Ciclovias - quem pode usar?

Foto: Roberto Furtado
       Durante uma ida ao centro de Porto Alegre para fotografar a feira do peixe e outras pautas do cotidiano, me deparei com uma reflexão obrigatória. Passava um ciclista com uma bicicleta de carga carregando galões dágua e no caminho estavam pedestres. Buzinadas com a boca resolviam aparentemente a questão, considerando que naquele momento a baixa velocidade da bicicleta permitia a percepção e o reflexo dos pedestres sobre a tal bicicleta. Em dado momento... observei que de longe vinha um cadeirante. Na calçada estreita e com muitas pessoas mal educadas, ele vinha empurrando seu "aparato" libertador que o coloca na condição de cidadão livre. Possivelmente cansado de enfrentar aquela multidão, desistiu e jogou-se sobre a ciclovia... a bicicleta desviou, pois não havia um momento apenas para bicicleta, cadeirante e pedestres. Havia também, alguns pedestres. Diante daquilo fui em busca de respostas na condição de observador, sem saber como é ser cadeirante, sem saber como é pedalar diariamente sobre aquele local. Pensei que os pedestres invadem e se deslocam rapidamente pela ciclovia, sem a menor preocupação de que aquele local é uma via de exclusividade. Ciente de toda aquele dificuldade do cadeirante, não pude pensar em outra coisa que não fosse o direito de ir e vir pela rua. Ninguém deve ter seu direito coibido... menos ainda alguém que pratica seu deslocamento com tanta dificuldade. Ao que parece, o CTB não considera a cadeira de rodas um veículo. Mesmo assim, prefiro pensar que todos presentes naquele momento não se oporiam a situação do vivente trafegar pela ciclovia. A calçada não é nada... não é caminho para quem precisa de verdade. Não é opção para o ciclista por lei, tampouco via de qualidade para um cadeirante... apenas para pedestres. Aliás, calçada passeio não é referência de qualidade de rota nem para pedestres, que se não olharem para o chão, tropeçarão! Agora, do ponto de vista humano, penso que calçada ou ciclovia deveria ser um direito para o cadeirante, pq na ausência de qualidade em uma das opções, a melhor passa a ser a forma de se deslocar. Por outro lado, bicicleta sobre ciclovias são um direito de seu condutor, e se assim recebem obrigações e direitos, como trabalhar nas responsabilidades em um acidente que envolvem pedestre, cadeirante e um ciclista? De quem é a "culpa" se um ciclista atropelar um cadeirante ou um pedestre? Eu não sei o que pensa a lei sobre isto... mas receio que seja outra resposta de amplitude relativa e imprecisa. Quem deve, como, quando, em que condição... aparece no CTB, mas e as condições destes espaços destinados a mobilidade e que não são ideais a nenhum destes grupos. Como fica? Como na imagem acima, me incomoda muito mais ver pedestres distraídos sobre a ciclovia e, que impedem o trânsito de um cadeirante, do que ver que o ciclista mais uma vez teve um direito negado. É um assunto polêmico... aparentemente sem solução para o perfil de cidadão brasileiro.  

sexta-feira, 20 de março de 2015

Um projeto moderno... pra variar!

         Com oportunidade de gerar um novo tópico, não poderia deixar de abordar coisas relacionadas que julgo importantes...          
Recentemente fui questionado sobre um motivo por não realizar montagens modernas e abordagens específicas sobre produtos atuais. Na verdade a gente faz isto aqui... nem tanto como se gostaria, mas falta mesmo é o investidor acreditar neste mercado e nestes profissionais críticos que realizam testes e abordagens técnicas. Também é fato que não há muitos destes capazes de surpreender o mercado... os testes atuais são fraquinhos, mesmo lá fora, não há aprofundamento técnico. Quando há, não há outra coisa... vc pode perceber que ou falta uma boa coleção de imagens, ou falta conhecimento, ou uma boa metodologia sobre a abordagem. Não há e repito, não há uma canal no Brasil que demonstre um teste que me satisfaça. E isto é evidenciado por falta de conhecimento por parte de quem poderia oferecer este trabalho e, falta de investimento da indústria e dos importadores neste mercado. Agora pergunto... o que movimenta o mercado? Não são as publicidades, testes e outras abordagens que valorizam o produto? Pq pouco se investe em testes, pq os profissionais deste meio não encontram uma estável gama de oportunidades para trabalhar em cima de produtos? Saiba que no Brasil temos mais de duas centenas de modelos de bicicletas de qualidade no mercado... se fizéssemos um teste a cada dois dias não seria possível falar de todos. Note que o mercado pensa pequeno... ou não disponibiliza de recursos para divulgar o produto? Esta é uma resposta que busco até hoje... Bem, vamos ao que interessa!

Projeto atual

          Estou, junto com alguns poucos amigos lojistas "loucos", batalhando para reduzir preços de peças e componentes para montarmos uma bike de testes atual. Este projeto vai fazer parte de várias abordagens. De questões relevantes ao cicloturismo, pneus, rodas, peso, confiabilidade, etc.
A ideia é mostrar que dá pra montar uma bicicleta como se gosta... com qualidade e que atenda necessidades do cotidiano, também que possa ser usada para viajar, para divertir-se, para ser o cavalo de metal que leve para todo lugar. O projeto será atual... freio a disco, inicialmente e preferencialmente mecânico, por motivos que explicaremos mais pra frente. Rodas grandes, afinal, ninguém vai competir com ela... o negócio é ultrapassar obstáculos como areia fofa, barro, estrada com pedregulhos, etc. Moderno por estas características... com freio a disco, quadro de alumínio, peças tecnológicas, geometria mais moderna, etc Confesso que isto não me traz um conforto psicológico, mas vai trazer novas oportunidades ao leitor ao sistema. A gente fez testes legais aqui... alguns com perfil de abordagem crítica. Alguma coisa se fez para a Revista Bicicleta. Agora vamos ver se a coisa decola... falta pouco. Logo mais começo apresentando alguns materiais. Aguenta só um pouquinho aí... prometo que vc vai gostar. Roda pra frente...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A Ghost Bike de Joel Fagundes



 Sentar pra escrever sobre coisas felizes é bastante fácil... a bicicleta nos dá isto, mas agora o assunto não é tão produtivo por estar alimentado por tristeza. Pensei bastante sobre o que escreveria, pois as pessoas que conheço merecem esta atenção, esta palavra confortante. No entanto, estou forçadamente incumbido de dizer algo que a situação precisa. Sinceramente, gostaria mesmo é de saber como mudar estes resultados. Não quero falar sobre ciclistas ou pedestres que morrem pela ação irresponsável de terceiros. Não se trata de automóveis, se trata de irresponsabilidade. Existe uma frase que não é minha, não sei nem mesmo a origem... durante o desarmamento em forma de campanha, aqueles que protestavam sobre o direito de possuir armas em suas residências diziam: "Armas não matam pessoas, pessoas matam pessoas!"
Este final de semana, jovens drogados, segundo os jornais, entraram em discussão, uns mataram o outro, passaram várias vezes com o automóvel por cima e depois enterraram o corpo nas dunas de Xangrila. Não usaram uma arma para matar, usaram um automóvel, que em outros papéis justos, também serve de viatura de polícia, ambulância, transporte escolar, ou do cotidiano para fazer comida na mesa. O que mata uma pessoa é o mau uso de algo... a faca que corta o pão, mata na mão de alguns. A cerveja na mão de outros, também mata, em exemplos diferentes... uma garrafa de cerveja já matou pessoas. Certa vez, em um bar, durante minha juventude... vi uma garrafa ser arremessada, atravessou o bar e encontrou os lábios de uma bonita jovem. Não preciso dizer que aquilo arrebentou com a boca da garota. Era dentes, sangue, um horror! Pessoas machucam pessoas, pessoas matam pessoas... a questão é como controlar isto? Deveria uma pessoa ter a chance de matar pela segunda vez? Não dá pra adivinhar que um condutor munido de volante mate alguém antes da primeira vez, exceto se todos fossem muito bem vigiados, mas pela segunda vez? Esta certo isto? Deixaremos este taxista voltar as ruas para continuar este maravilhoso trabalho de transportar e talvez matar pessoas?
Gostaria de coração que tudo isto fosse uma história inventada... preferia ter que falar sobre tecnologia da bicicleta, ou como é bom andar de bike, mas quis o trágico destino encontrar Joel. Joel Fagundes, 62 anos... sei que era arquiteto, tinha família e tal. Ontem, eu vi muito mais que isto... vi que ele era querido por todos que estavam ali. Não havia comportamento de revolta, ou se havia, estava muito bem controlado no coração de cada um. O que havia era sofrimento, as pessoas que não aceitavam a não convivência com Joel. Quem ama, quer! Quando não pode, sofre, simples assim! Para quem mata, a vida segue... para quem perde, fica a marca impressa no asfalto, sem direito a devolução. A vida não é nada justa! Me desculpem se agora, mesmo sem conhecer antes, vejo Joel como uma baixa de guerra. Eu prefiro, agora, imaginar que Joel foi um soldado da paz, que ele, junto com outros, estão fazendo parte de uma "turma pacífica" que deram suas vidas por outros que querem paz. A morte de Joel foi em vão por todo entorno, da tragédia, mas eu sei que ele é mais algum peso que o sistema vai carregar e uma hora não vai ter forças para ir contra. Quando o céu abrir e a bicicleta for justa e aceita, ela terá também a mão de Joel. Eu só tenho um pedido a fazer neste momento... que a dor seja "acalmada" na vida de quem ele pertencia. Acalmada porque ela é inevitável, não se consegue esquecer isto! Não aceitamos que os amores de alguém sofram por atos de um vivente irresponsável... 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Expo Bici foi um sucesso... Veja matéria na Revista Bicicleta edição de Dezembro de 2014

Revista Bicicleta, edição de Dezembro de 2014.

A terceira edição da Expo Bici foi um sucesso! Quem foi concordou plenamente com o que todos afirmavam... e a matéria não poderia faltar. Agradecemos a todos que colaboraram para a realização do evento e da pauta, em especial a Aventura Bikes, de Canoas; Gaúcha Bike, de Porto Alegre; Revista Bicicleta; e POA Bikers pelo evento organizado e acolhedor. Esperamos que 2015 conte com mais oportunidades como esta. O Bikes do Andarilho entra no oitavo ano de pedalada graças ao apoio de empresas sérias e colaborativas como estas. Somos incansáveis, somos bicicleta! Prestigie acessando o site das bike shops:



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A Expo Bici... mais um sucesso para a bicicleta!


 Expo Bici dos sonhos de muita gente... Evento democrático, limpo, divertido! A feira gaúcha em sua terceira edição reuniu muitos velhos conhecidos, novos amigos, gente que a gente não via há muito tempo! Nesta estrada ciclística muitos são os que mudam de cidade ou de profissão, e com estas variantes surge também a dificuldade em participar dos eventos que juntam tantos sorrisos. Eis a importância de uma feira local... juntar novamente as pessoas, trazer os novos ciclistas ao convívio dos velhos, agitar o mercado local. Afinal, tudo isto é importante! Sim, tudo tem sua devida importância... fomentar o mercado, alavancar novos negócios, perpetuar amizades e bons costumes. Gerar hábitos sadios como de recuperar velhas bicicletas esquecidas ou abandonadas. É tempo de tirar a poeira, jogar no vento para que novas energias sejam canalizadas. É primavera, tempo de calor, de juntar a galera. Então, baita oportunidade! A Expo Bici possui uma finalidade diferenciada. As grandes feiras do mundo destinam-se a promover o mercado brasileiro ou mundial, mas aqui nós temos um oportunidade ímpar em ajudar o comércio local. O comércio local é responsável por administrar o sorriso nos rostos daqueles que aceitam o desafio de pedalar num dia de sol. Bem, esta é uma sensação única... não dá pra explicar. É o tipo de vivência que todo mundo deveria experimentar...

 A terceira e bem sucedida feira da bicicleta no RS teve apoio de dezenas de comerciantes. Nós nos juntamos, nos divertimos, alguns de nós compraram ou venderam peças. Isto só foi possível por estes comerciantes da bicicleta. Em evidência, estão parceiros do Bikes do Andarilho que possibilitaram muitas ações, tais como a cobertura fotográfica. Tão importante quanto registrar é poder promover, soltar ao vento, imagens, palavras, garantir a voz da bicicleta. Os agradecimentos especiais, pelo Bikes do Andarilho, são para a Gaúcha Bike e a Aventura Bikes, lojas que apoiaram este veículo informativo da bicicleta. Também ao POA Bikers e a Sociedade Audax de Ciclismo, por fim e não menos importante, a Revista Bicicleta, a mais abrangente e popular revista especializada em bicicletas, do Brasil.

Fotos da Expo Bici - 3ª edição

Texto e fotos: Roberto Furtado

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Shimano XTR é sempre uma boa pedida...


 Na semana passada, o amigo Daniel Freitas me falou que estava "pilhado" por trocar as peças da MTB para colocar um conjunto top. "vou comprar um grupo XTR pra colocar na minha Giant!" Disse Daniel, esperando minha reação. Evidente que fiquei perplexo, pois estas peças são maravilhosas em termos de acabamento e qualidade, e carregam também o preço deste capricho. Não é preciso dizer que ele esperava e conseguiu redução de peso e qualidade superior nesta manobra do upgrade. Ele me ligou na segunda feira pela manhã, mas eu disse que estava meio ocupado ainda entregando materiais do final de semana. Quando eu cheguei lá ele já havia terminado a montagem... estava ajustando e dando aquela química na bike. Passa um paninho, polimento no quadro, e vai caprichando...
A verdade é que este nível de bicicleta dispensa comentários... quase não tem o que falar, pq a perfeição é praticamente absoluta. Dá pra esperar redução de peso, tecnologia eletrônica, novos materiais... mas por hora, confesso que acho mais que suficientes para as provas.  Se a bike esta pronta... ora, certo que sim! Agora é correr atrás, não é mesmo Dani?
Daniel esta fazendo treinamento e correndo algumas provas, acho que o próximo ano é foco do atleta, mas na verdade, ele quer mesmo é pedalar. Quem gosta de bicicleta e pode investir, taí uma opção. Não tem erro... XTR na magrela! Dani guardou as caixinhas tudo... estava tudo lá quando eu cheguei. Até mesmo nas embalagens a Shimano capricha. Se vai ter como acomodar algo de qualidade, que seja em grande estilo. Freios dianteiro e traseiro em caixas separadas... nada mal!



 O peso final da bike não deve surpreender muitos ciclistas... embora seja um peso excepcional para uma bike de rodas 29". A bike em questão esta pouco acima dos 10 kg. O proprietário pensa: "Vou trocar o banco e mais algumas peças, vai cair o peso mais um pouco! Vamos ver até onde dá pra chegar em termos de material competitivo."
Claro que ele não tem apenas esta bicicleta... mas não pense que a outra é menos aprimorado. A outra bike é uma speed, com grupo shimano 105. Já deu pra perceber que o cara gosta mesmo!
Se alguém quiser espiar a bike... passa lá no Dudu, diz que viu no Bikes do Andarilho. Se brotar aquele desejo por fazer o mesmo na bike, fala com o Daniel e diz: "Sou amigo do Andarilho!" Deve rolar até um descontinho... 



Texto e fotos: Roberto Furtado

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Pra pendurar a bike com estilo


 Estou certo de que este é um assunto que vai interessar muitos amigos ciclistas. Não é todo mundo que vai ter onde pendurar a bicicleta dentro de casa, mas em alguns casos esta será justamente a alternativa existente. Na garagem do prédio não há onde deixar... é arriscado! Contudo, na sala ou no quarto, servindo de decoração. Sim, neste caso surge uma saída... é a oportunidade de pendurar a clássica! A iniciativa é de um artesão que trabalha com uma ideia de sustentabilidade.
Foi aos 60 anos que o artesão Cal Wood decidiu trabalhar com madeira. Refletiu e decidiu que a trabalharia de forma sustentável... "Madeira é um material nobre na atualidade e o melhor a fazer é reaproveitar os materiais. Vi que pallets de madeira, destes utilizados por toda indústria, são descartados quando alguma parte deles esta danificada, por isto, imaginei reaproveitar os pallets removendo as peças boas! Eu escolho as peças com marcas de uso, pois justamente estas dão charme evidenciando o reaproveitamento.  Os pallets são usados no mundo todo, eles são fabricados com a madeira disponível existente no local de origem. Muitas vezes são fabricados com madeiras fortes e resistentes, alguns têm mais de 20 anos. Procuro por peças de qualidade e que não podem mais ser utilizadas para a finalidade original. Desta forma, crio uma alternativa para reaproveitar algo que possivelmente seria queimado ou ficaria apodrecendo em algum lugar. Vivemos em um novo momento, onde os ciclos devem ser facilitados!".

Cal fabrica diversas peças de madeira com pallets desmanchados. Ele afirma que é um trabalho demorado, de paciência, pois as peças precisam ser avaliadas, cortadas, redimensionadas! O artesão esta fabricando peças exclusivas, de acordo com sua intuição e habilidade. Testes são feitos para verificar a viabilidade do uso... "são peças funcionais e únicas! Não há uma igual a outra!"
Cal esta fabricando também mesas de centro, baús e outros utensílios muito funcionais e decorativos. Este é um exemplo que muitas pessoas deveriam seguir. O reaproveitamento é uma tendência mundial, uma necessidade. Em Porto Alegre, a Bike Shop Dudu Bike esta com material em exposição e a venda. Faça uma visita a loja e confira...