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domingo, 17 de maio de 2015

Pra quem furta uma bike... e para quem perdeu uma bike!

Imagem meramente ilustrativa. Foto: Roberto Furtado
           Ultimamente estão roubando mais bicicletas... não sei se é uma questão de crise econômica, talvez até de despertar pela bicicleta, ou apenas omissão de responsabilidade da segurança pública. Os motivos não importam, mas os fatos levam a preocupação da comunidade ciclística. Se formos buscar reflexão sobre a questão de furtos de bicicletas teremos uma certeza... de que não entendemos a cabeça de quem rouba ou furta. Roubado ou furtado não é achado... não há direito no mundo que garanta sua propriedade, tampouco justifique a ação. Roubar é feio... sem esta ladainha vazia de que roubar é feio. Vai dizer pra ladrão que roubar é feio? Tu acha que este cara entende isto? O desprendimento da moral de um cidadão assim é tão grande que ele não entende o que é perder algo pra este sistema que não protege as pessoas. Tenho recebido diversas mensagens e apelos para ajudar a encontrar a bicicleta querida... muita gente perdeu sua bicicleta para este fantasma que é o ladrão. Algumas pessoas encontraram, outras ficam com esperança, olham para postes e bicicletários, ficam atentos aos parques... "Olha lá uma bike da mesma cor que a minha!" Chegando perto, não era! É triste demais viver ao lado desta perda... perder uma bicicleta não é perder o dinheiro que ela representou como custo. Perder uma bicicleta é perder uma razão... quem perde uma bike, perde um sorriso! Quem rouba nem entende como faz mal para alguém... se entende, o faz de ruim que é, mesmo! Agora, pedalar em uma bike roubada não pode ser bom, né? Não há consciência neste mundo que permita um vivente pedalar em uma bike roubada da mesma forma que aquele que comprou com suor, fruto do trabalho. Não há preço no mundo que justifique e descreva o sentimento de quem pedala em algo legitimamente seu! O valor de uma bicicleta comprada honestamente é incalculável... é uma bicicleta que supera 1 bilhão de dólares, sorrisos e fartas emoções positivas.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Malandragem... e ansiedade nos motores!

Foto: Roberto Furtado
       Hoje, experimentei duas situações distintas da vida de ciclista. Sabe quem me conhece, que há tempos, não sou mais o ciclista que fui um dia. Ainda que seja um ciclista eventual ou de objetivos modestos quando ligados a bicicleta, mereço todo e igual respeito que outro ser humano. Ou melhor, somos cidadãos, merecemos todo respeito do próximo.
         A primeira experiência foi com minha a ida ao correio. Peguei a nova Giant e fui ao correio levar notas fiscais que envio para os clientes. Ao chegar no correio, lá estava o segurança do correio que estava sentado ao lado da porta, porem pelo lado de dentro. Ele me conhece e sabe sempre deixo a bike ali. Eu fui para o fundo da agência para ser atendido, mas sem tirar o olho da bike, que na verdade estava a menos de 5 metros de mim. Cuidando o movimento da rua enquanto a atendente calculava o valor das cartas, vi que um sujeito passou pela calçada e olhou para a bicicleta, mas foi adiante. Menos de 20 segundos depois, ele voltou e ficou fora do meu ângulo de visão, mas em um local que para chegar na bicicleta, precisaria pular a grade para alcançar. Fiquei de olho pq vi que era malandro... então, ele se fez de louco e foi na direção da bicicleta. Eu já estava me aprontando pra voar pra rua, quando o segurança abriu a porta e se fez presente dizendo: Fala meu amigo! O que tu estas procurando?" O cara perdeu o rebolado... ficou ali falando coisa meio perdido, dizendo que procurava um endereço, blábláblá. E eu vi que tinha escapado de uma boa... mas eu acho que ele não ia ter tempo de dar a segunda pedalada antes de ser parado pela gola da camiseta.
A segunda foi no trânsito... descendo uma lomba pela faixa bem da direita (Oscar Pereira), vi que adiante um automóvel ligou o pisca, sinalizando que iria converter a esquerda. Atrás deste automóvel vinha outro, que reduziu, e resolveu trocar de pista bem na hora que eu estava passando. Quando me vi naquela situação trouxe a bike pra perto do meio fio... tudo que deu e acionei os freios da bike. Mantive o equilíbrio e escapei de uma outra boa... mas gritei com o motorista. Logo ali adiante, como fechamento da sinaleira, encostei ao lado do automóvel e bati suavemente no vidro... "ô meu amigo, não me viu?" E disse ele: "Vi sim, mas percebi que podia passar junto!" 
Devolvi, "cara, tu podia ter me derrubado lá atrás!" Ele respondeu: "Tu não tem mais nada pra fazer?" Como quem diz... "tá de bicicleta, né vagabundo!" E eu disse... "não, não tenho mais nada pra fazer, só sei andar de bicicleta."
Me fui, com um sentimento de angústia, domado pela quase maturidade... é melhor deixar quieto, pq não existe lei e nem bom senso, e quem vai perder sempre é quem esta sobre a magrela. E hoje, mais uma vez, tive a sorte de não perder a bicicleta e de voltar pra casa, pois lá fora esta passando um filme de terror por 365 dias do ano, que começa, termina, e reprisa outra vez. Cuidado é preciso... um cuidado maior do que cuidar de si mesmo, uma atenção redobrada contra a desatenção de quem dirige, mas também contra quem é desfocado em termos de certo e errado.