Mostrando postagens com marcador jornal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jornal. Mostrar todas as postagens

sábado, 11 de abril de 2015

2ª Volta Ciclística Internacional do RS - 4ª etapa da edição 2015











              Vamos ao 4º dia e a volta internacional comece a mostrar os possíveis campeões... A etapa de hoje foi muito disputada, ocorreram várias fugas, algumas simultaneamente. A prova partiu de São Chico e rumou para a rota do sol em direção a Farroupilha. No caminho, vários dos ciclistas que ocupam as 40 primeiras colocações estiveram se revezando na ponta do pelotão e nas fugas. Em dado, a fuga estava com mais de 4 minutos de adiantamento e, ali parecia que o pelotão não alcançaria. E diz o ditado que pelotão agrupado voa mais alto... e então as fugas foram engolidas pelo pelo grupo. E uma chegada com tempos parecidos ocorreu mais uma vez. No entanto, tempo parecido não é igual, e na Volta Internacional os tempos acumulam. E ontem, o chileno Carlos Oyarzun estava em primeiro na geral, após a queda de hoje passou para oitava na geral... e o vencedor da etapa de hoje, Byron Guama, tornou-se líder da prova com diferença de 19 segundos para o segundo colocado da geral, William Chiarello. E exceto pelo lugar mais alto do pódio, os 4 lugares ficaram com brasileiros.
Amanhã os humores e esforços serão somados para recuperar o tempo perdido, nesta, que é mais que uma corrida contra o tempo final... é uma corrida contra o tempo e sorte alheios!

Fotos e texto: Roberto Furtado / Federação Gaúcha de Ciclismo

Resultados da 4ª etapa

1º Byron Guama (Equador)
2º Roberto Pinheiro (Brasil)
3º Alex D. Arseno (Brasil)
4º Armando Camargo (Brasil)
5º Renato Ruiz (Brasil)


terça-feira, 31 de março de 2015

Flagrante do Andarilho... Ciclovias - quem pode usar?

Foto: Roberto Furtado
       Durante uma ida ao centro de Porto Alegre para fotografar a feira do peixe e outras pautas do cotidiano, me deparei com uma reflexão obrigatória. Passava um ciclista com uma bicicleta de carga carregando galões dágua e no caminho estavam pedestres. Buzinadas com a boca resolviam aparentemente a questão, considerando que naquele momento a baixa velocidade da bicicleta permitia a percepção e o reflexo dos pedestres sobre a tal bicicleta. Em dado momento... observei que de longe vinha um cadeirante. Na calçada estreita e com muitas pessoas mal educadas, ele vinha empurrando seu "aparato" libertador que o coloca na condição de cidadão livre. Possivelmente cansado de enfrentar aquela multidão, desistiu e jogou-se sobre a ciclovia... a bicicleta desviou, pois não havia um momento apenas para bicicleta, cadeirante e pedestres. Havia também, alguns pedestres. Diante daquilo fui em busca de respostas na condição de observador, sem saber como é ser cadeirante, sem saber como é pedalar diariamente sobre aquele local. Pensei que os pedestres invadem e se deslocam rapidamente pela ciclovia, sem a menor preocupação de que aquele local é uma via de exclusividade. Ciente de toda aquele dificuldade do cadeirante, não pude pensar em outra coisa que não fosse o direito de ir e vir pela rua. Ninguém deve ter seu direito coibido... menos ainda alguém que pratica seu deslocamento com tanta dificuldade. Ao que parece, o CTB não considera a cadeira de rodas um veículo. Mesmo assim, prefiro pensar que todos presentes naquele momento não se oporiam a situação do vivente trafegar pela ciclovia. A calçada não é nada... não é caminho para quem precisa de verdade. Não é opção para o ciclista por lei, tampouco via de qualidade para um cadeirante... apenas para pedestres. Aliás, calçada passeio não é referência de qualidade de rota nem para pedestres, que se não olharem para o chão, tropeçarão! Agora, do ponto de vista humano, penso que calçada ou ciclovia deveria ser um direito para o cadeirante, pq na ausência de qualidade em uma das opções, a melhor passa a ser a forma de se deslocar. Por outro lado, bicicleta sobre ciclovias são um direito de seu condutor, e se assim recebem obrigações e direitos, como trabalhar nas responsabilidades em um acidente que envolvem pedestre, cadeirante e um ciclista? De quem é a "culpa" se um ciclista atropelar um cadeirante ou um pedestre? Eu não sei o que pensa a lei sobre isto... mas receio que seja outra resposta de amplitude relativa e imprecisa. Quem deve, como, quando, em que condição... aparece no CTB, mas e as condições destes espaços destinados a mobilidade e que não são ideais a nenhum destes grupos. Como fica? Como na imagem acima, me incomoda muito mais ver pedestres distraídos sobre a ciclovia e, que impedem o trânsito de um cadeirante, do que ver que o ciclista mais uma vez teve um direito negado. É um assunto polêmico... aparentemente sem solução para o perfil de cidadão brasileiro.  

segunda-feira, 16 de março de 2015

A coleção de imagens do Audax 200 da SAC 15.03.2015

foto: Roberto Furtado / Sociedade Audax de Ciclismo
       Não podia ser diferente... cada vez que a gente vai pra estrada é sempre um grupo grande de ciclistas, colaboradores, amigos e familiares. Passa muito rápido um dia de domingo para quem acompanha, para quem pedala, nem tanto... ainda mais com forte calor. 
Os ciclistas largaram de São Leopoldo e rumaram a Rolante, de lá foram para Santo Antônio da Patrulha, de Santo A. P. para São Leo novamente. Havia sim, trechos de acostamento ruim, também movimento, e teve o calor que foi do tipo abafado, mesmo assim foi grande o número de pessoas que conquistou a própria superação. Alguns não chegaram e foram "socorridos", são e salvos, agora mais experientes e, é apenas isto que importa. Todo mundo voltou pra casa em segurança e eu comemoro justamente isto... o dia em que todo mundo se divertiu e voltou pra casa. 
As imagens estão dispostas como sempre, em ordem, neste álbum do picasa ou google plus. Agradeço pela visita nos álbuns, estou comemorando que falta bem pouquinho pra fechar 6 milhões de visualizações nesta estrada. Bem que eu podia ganhar meio centavo por visualização e então, já seria um Andarilho com recursos para tantos projetos pendentes! ;) Brincadeiras a parte... e segue esta magrela pra frente. Bicicleta... te amo!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A reconstrução de uma TREK 370 - 1ª parte

TREK 370, 1996, grupo Shimano Exage. Fotos: Roberto Furtado

      Pensei muito nesta bicicleta... muito mesmo! Primeiro pq acho ela realmente um brilho especial entre as road bikes da década de 90, e depois pq ela pertenceu aos meus sonhos de ciclista na década em questão. A Trek 370 era a pé de boi da marca no Brasil... com suas 14 velocidades, trocadores de down tube, pedais com pedaleiras de aço e correia de nylon. Tudo muito simples... 1000% melhor que as caloi 12 super italy que a concorrente nacional oferecia. No entanto, a TREK era muito mais cara... mas possuía atributos. A Caloi vinha com cubo de rosca, a TREK 370 era possuidora de cubos exage... aqueles, ou melhores, estes cubos lendários que ilustrarão a próxima postagem da bicicleta. Os cubos exage eram uma lenda entre os cubos... a shimano deve ter produzidos eles para se destacar frente a todos os demais concorrentes e, conseguiu! 
É complicado falar de passado quando o assunto é uma grande marca, mas eu tenho quase certeza de que os cubos exage não possuem concorrentes superiores no presente, mesmo da própria marca. Contudo, não vou ficar novamente falando disto...
    Quando consegui por as mãos nesta, que pra mim é uma lendária bicicleta, não me contive de alegria. Visitava uma revenda TREK na cidade de Porto Alegre e namorava esta com todas as minhas intenções de casamento, mas evidentemente, naquele tempo eu não possuía a grana para comprar. E também já possuía um belo lote de peças shimano 105 da época, ao qual comprava aos poucos, em cada oportunidade que recebia o dinheirinho. Então, tentei encomendar a TREK somente quadro... mas o vendedor, sugeriu que optasse pelo TREK 470. E era igualmente belo, porém mais caro. Por um problema na logística ou sei lá o que... chegou em minhas mãos um quadro de TREK 2000, alumínio EASTON. Na época isto me empolgou, mas com o tempo me frustrou... eu queria mesmo era uma TREK 370 ou 470. Com o passar do tempo, passaram nas minhas mãos duas TREK 470, sendo uma delas a obra de arte que tivemos aqui
O intuito das aquisições do Bikes do Andarilho é procurar, reconstruir ou avaliar e passar ao próximo processo avaliativo. Então, nada é tão durável... elas retornam ao sistema da bicicleta, e aqui fica a vaga para a próxima. É a vida... neste caso, das rodas raiadas. Então, roda pra frente... e aguarda a segunda postagem!