Mostrando postagens com marcador aço. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aço. Mostrar todas as postagens

sábado, 11 de julho de 2015

Entre o velho e o novo... fico com os dois!

Giant Sedona ATX series, ano 1994. Foto: Roberto Furtado / Bikes do Andarilho.com

Frame de Giant Atx, ano 2014. Foto: Roberto Furtado / Bikes do Andarilho.com
                   Há muitas opiniões quando o assunto é a tecnologia da bicicleta... eu mesmo, sou um fanático pela década de 90, a qual chamei muitas vezes de "a década de ouro da bicicleta". Há muitas escolhas e motivos para tais... "bicicletas são um elo estreito entre o homem e sua liberdade". Não há ciclista que discorde disto. Por muito tempo, vivi e usei bicicletas da marca GT, comprei duas novas nos anos 90. Uma delas foi a pé de boi da marca, uma GT Outpost, com grupo shimano altus e sis; a outra foi uma GT Karakoram, que era uma bicicleta de nível intermediário com grupo deore LX. Não sei onde a gente teria chegado se não fosse estas bicicletas, pois elas foram realmente uma escola importante sobre os anos 90. E sei que a conquista da bicicleta tem forte relação com este período. Ultimamente despertei pela bicicleta da marca Giant, pois em oportunidades me envolvi de forma desprendida com esta grande marca. Estou ligado a ela no momento por uma questão de uso... de verdade. Sei que a marca é muito elementar no que diz respeito a qualidade construtiva e já pude me inclinar sobre a preferência entre o atual e o passado. Escolho o passado, pois realmente me identifico com o passado pelo tipo de material utilizado em bicicletas. Contudo, não dá pra dar as costas a era atual por causa do material utilizado. É tecnológico? Sim! É bonito? Nem tanto como no passado! São fortes e bem elaboradas, mas o conforto tem suas vantagens e desvantagens. A velha história de sempre... é mais duro, mas é mais leve de maneira geral. Preferências são pessoais... e quando a delicadeza construtiva, a imagem das duas acima responde bem que classe é uma questão de época quando o assunto é estética! Nada contra o presente, pelo contrário... estamos em um momento ímpar da tecnologia. E ao meu ver, em pouco tempo teremos uma nova revolução construtiva sobre bicicletas. Nem alumínio, nem poliméricos, possivelmente aço... de alta qualidade, com novidades em técnicas construtivas. Assim são os ciclos de evolução com os materiais... o mais apto do momento, supera os demais. A era do carbono não deve passar do que já vimos... menos ainda os plásticos. O alumínio esta perdendo força para os aços em bicicletas não competitivas, prova disto foi a Interbike 2014, que em relação a 2013 já apresentou um crescimento estrondoso. Agora é aguardar... entre velho e novo? Fico com os dois, que fique claro! Eles se complementam...

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Em avaliação... Guidão Butterfly

Foto: Roberto Furtado

Foto: Roberto Furtado

Foto: Roberto Furtado
                   Havia muito tempo que eu queria testar este modelo de guidão. O butterfly é um guidão bem diferente de qualquer proposta tradicional, possuindo um apelo de reposicionamento e versatilidade na condução da bicicleta. A proposta dele é oferecer mais posições para segurar o guidão. Vale dizer que isto é muito pessoal... e vai ter ciclista que não se acerta, assim como os próprios modelos originais. Farei alguns apontamentos sobre os primeiros usos... mas somente uma longa utilização poderia determinar detalhes bem "estreitos" desta peça importante.


Versatilidade de posições e aplicação

                     O guidão butterfly possui três diferentes "pegadas". Nenhuma delas se aproxima de uma posição de guidão original, tipo rise, drop, reto, etc, pois esta versão de guidão oferece o deslocamento do eixo central do guidão. Utilizando a mesma mesa (suporte de guidão) se avalia facilmente que o guidão butterfly fica "adiantado ou atrasado" sobre a mesa. A diferença pode chegar por volta de 80 mm de recuo para trás e/ou de "adiantamento" (para frente) dependendo do modelo e fabricante do guidão. Também é notável que a altura do guidão se altera em relação ao modelo reto, ficando mais baixo que o original quando colocado na posição de bar end, e a barra adiantada ficará mais alta. Este artifício pode ser utilizado para corrigir algum posicionamento, ou mesmo pelo bike fiter. Para cicloturistas, ou mesmo para entusiastas, igualmente para ciclistas da mobilidade, torna-se uma opção de valor sobre o conforto. Há vantagens e desvantagens, mas de maneira geral se observa bons adjetivos. As posições não são nada esportivas... então fica claro que é um modelo para entusiastas. E sabe-se que o maior público consumidor em termos de volume de vendas esta ligado ao perfil de entusiasta. Possuir três posições distintas em um guidão pode ser um diferencial, inclusive para fixar acessórios, tais como faróis, suportes de celular e outros transportáveis necessários ao alcance das mãos.


Bar end

                    Na função "bar end" podemos dizer que há qualidade de igual forma se compararmos esta opção ao guidão com acessório bar end que foi posteriormente instalado como opcional. A vantagem no butterfly sobre os bar ends tradicionais, fica sobre a terminação logo acima, que devido ao formato do guidão, elimina completamente as pontas que podem ser perigosas no caso das quedas ou até mesmo a pedestres. Os pedestres que por infelicidade atravessarem a trajetória do ciclista, de forma acidental, inevitavelmente serão atingidos pela primeira parte da bicicleta que surge na trajetória. Esta parte do guidão com bar ends torna-se o primeiro contato da colisão entre bicicleta e pedestre. Mesmo que seja um acidente, alguns detalhes pequenos podem ser observados. Devem ser evitados alguns modelos de bar ends, sobretudo os mais antigos, pois algumas destes acessórios podem ser são extremamente danosos aos pedestres. Tal situação inexiste no butterfly, pois sendo continuado e curvo, eliminam-se as pontas nas extremidades. As terminações do guidão estão para dentro! Este fi um grande atributo do butterfly em termos de praticidade e segurança.


Maçanetas de freio... segurança?

                   É difícil saber o que cada um gosta de usar e como se sente em relação a segurança dos freios e posições de guidão, mas acredito que a maioria dos ciclistas se sinta muito mais confortável sobre segurança quando as maçanetas de freio se posicionam de forma paralela ao guidão. Para caso de guidão drop, de bicicletas road, se sabe que foram desenvolvidos para desempenho de estradeiras, por isto possuem um capítulo a parte sobre posição e não serão considerados aqui. Contudo, de fato, guiadores retos ou tipo rise são mais adequados a este comparativo por se aproximarem do quesito segurança. Me parece que o guidão reto se mostrou mais seguro que o butterfly pela questão da posição bem defensiva que permanece o ciclista. De qualquer forma, ainda sendo um guidão reto na posição principal (aquela que permanecem os manetes e trocadores), a mesma versatilidade do butterfly, impede afastamento das maçanetas de freio em relação a mesa... e isto poderia trazer mais estabilidade. Algumas pessoas referenciam-se sobre esta questão com o comprimento do guidão que se assemelha a largura dos ombros. É mais complexo do que isto, mas é importante destacar este limite do butterfly. 

Aço ou Alumínio

                É interessante chegar mais uma vez neste tema sobre materiais... mas afinal, como não chegar aqui se a questão é justamente sobre as bicicletas e componentes? Procurei pensar muito a respeito do modelo e qual seria a melhor alternativa para dentre as opções do mercado. Nós sabemos que produtos com elevado valor agregado carregam consigo grandes atributos, mas sinceramente não compreendo o fato de um guidão butterfly custar 400 reais. Não há justificativa para um guidão de conceito voltado para cicloturismo ou passeio custar mais do 200 reais. Pode ser uma questão de baixa rotatividade de um tipo de produto ainda... mas não será ao custo de 400 reais que ele se tornará popular nas vias de um país. Por isto, resolvi procurar por um modelo cuja característica fosse baixo valor final, mas também que fosse de aço... e explico. O design do guidão butterfly possui uma característica muito peculiar, cujo resultado se estende até o conforto sobre terrenos acidentados ou com potencial elevado de vibrações sobre o guidão. Ao segurar no guidão, o ciclista coloca seu peso e apoio sobre uma parte muito importante da bicicleta. Ao longo da bicicleta, as energias promovidas pela trepidação vão se distribuindo, dissipando-se ao longo do tubo! Até que as energias propagadas possam chegar as manoplas ou região de pegada principal do guidão butterfly, ocorre o efeito de dispersão destes transmitidos pela roda através do pavimento. Sabe-se, de longa data, que bicicletas de aço ou cromoly (cromo + molibdênio) são representantes do conforto nos campos da flexão, torção e vibrações, tanto que justamente este segundo material é utilizado na fabricação de molas automotivas, devido as propriedades exclusivas. Neste caso, assim como em muitos outros, o aço e suas ligas, levam grande vantagem quando o assunto é absorver vibrações. O alumínio é sem dúvidas o elemento indispensável na indústria da bicicleta... e cabe lembrar que ele é muito mais importante na elaboração de bikes de elevado nível técnico com finalidades competitivas (ou alguns tipos de recreativas), do que propriamente na fabricação de guidão e outros itens da bicicleta de cicloturismo. É como atacar uma mosca com uma bazuca... é como pensar em gramas reduzidas no guidão para uma bicicleta que carregará dezenas de quilos extras em bagagem. E ao custo do prejuízo de conforto.
Aparentemente, a peça testada é fabricada com um aço do tipo SAE 1020 ou SAE 1008, com acabamento cromado e tubo com costura (visível internamente). O valor deste guidão, comprado na internet em loja de SP, foi de 60 reais + despesas de envio. A peça em questão esta em teste em uma bicicleta Giant Sedona ATX series de 1994, fixada em mesa de cromo. Permanece a peça em teste por algum período, testada nas ruas de Porto Alegre.
Agradecimentos aos apoiadores deste blog de crítica especializada em bicicletas. 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A reconstrução de uma TREK 370 - 1ª parte

TREK 370, 1996, grupo Shimano Exage. Fotos: Roberto Furtado

      Pensei muito nesta bicicleta... muito mesmo! Primeiro pq acho ela realmente um brilho especial entre as road bikes da década de 90, e depois pq ela pertenceu aos meus sonhos de ciclista na década em questão. A Trek 370 era a pé de boi da marca no Brasil... com suas 14 velocidades, trocadores de down tube, pedais com pedaleiras de aço e correia de nylon. Tudo muito simples... 1000% melhor que as caloi 12 super italy que a concorrente nacional oferecia. No entanto, a TREK era muito mais cara... mas possuía atributos. A Caloi vinha com cubo de rosca, a TREK 370 era possuidora de cubos exage... aqueles, ou melhores, estes cubos lendários que ilustrarão a próxima postagem da bicicleta. Os cubos exage eram uma lenda entre os cubos... a shimano deve ter produzidos eles para se destacar frente a todos os demais concorrentes e, conseguiu! 
É complicado falar de passado quando o assunto é uma grande marca, mas eu tenho quase certeza de que os cubos exage não possuem concorrentes superiores no presente, mesmo da própria marca. Contudo, não vou ficar novamente falando disto...
    Quando consegui por as mãos nesta, que pra mim é uma lendária bicicleta, não me contive de alegria. Visitava uma revenda TREK na cidade de Porto Alegre e namorava esta com todas as minhas intenções de casamento, mas evidentemente, naquele tempo eu não possuía a grana para comprar. E também já possuía um belo lote de peças shimano 105 da época, ao qual comprava aos poucos, em cada oportunidade que recebia o dinheirinho. Então, tentei encomendar a TREK somente quadro... mas o vendedor, sugeriu que optasse pelo TREK 470. E era igualmente belo, porém mais caro. Por um problema na logística ou sei lá o que... chegou em minhas mãos um quadro de TREK 2000, alumínio EASTON. Na época isto me empolgou, mas com o tempo me frustrou... eu queria mesmo era uma TREK 370 ou 470. Com o passar do tempo, passaram nas minhas mãos duas TREK 470, sendo uma delas a obra de arte que tivemos aqui
O intuito das aquisições do Bikes do Andarilho é procurar, reconstruir ou avaliar e passar ao próximo processo avaliativo. Então, nada é tão durável... elas retornam ao sistema da bicicleta, e aqui fica a vaga para a próxima. É a vida... neste caso, das rodas raiadas. Então, roda pra frente... e aguarda a segunda postagem! 

terça-feira, 3 de junho de 2014

Nexus... aprovado em teste de mobilidade!


Nós temos feito alguns trabalhos envolvendo o sistema de marchas internas não é a toa. Estou muito inclinada a falar a respeito... e decidi falar justamente o que penso sobre este sistema. A opção de relação de marchas com sistema protegido de poeira e com outras vantagens aparentes é um grande fator que vai levar este projeto a ser percentual importante na economia da bicicleta. Este é o sistema do futuro, concebido ainda em um passado bastante distante e fora do seu tempo. É quase como dizer que os alienígenas cederam a tecnologia aos terráqueos, tal como se indica no filme homens de preto MIB "Men in Black". Em meio a brincadeiras podemos dizer que este é um sistema de alta tecnologia, considerando a grande simplicidade do sistema de 3 velocidades, mas sem esquecer que os tops da shimano e de outras grandes marcas representam-se por 11 ou 14 marchas. É extraordinário pensar que ocorrem sistemas com tantas opções, pois em tais bicicletas é possível utilizar justamente todas as marchas, quando em MTBs de 30 velocidades ocorre a não compatibilidade de relações por corrente cruzada. Isto é muita pano pra manga e não tem muitas mídias capazes de falar nisto. Por isto estamos estudando uma pauta que não é segredo... nós vamos fazer um material muito legal sobre estes projetos, e será para a versão impressa da Revista Bicicleta. 
Voltando ao Nexus, podemos dizer que ele é totalmente viável na atualidade de grandes centros. Tanto é que esta sendo utilizado nas bikes de locação em todas as cidades de grande porte do Brasil. No exterior, como nas cidades de países bem desenvolvidos economicamente e culturalmente falando, as bikes de locação possuem sistema de 5, 7 ou até 8 velocidades. Enquanto no Brasil... aparece esta versão de 3 velocidades como única opção ao usuário de bicicleta. Já é um grande passo, mas queremos mais! 
A bicicleta do teste foi uma old school desconhecida no Brasil... frame aço, suporte para bagageiro, algo muito evidente quanto a qualidade do projeto em relação a simplicidade e o que se conhece por simplicidade no mercado atual. Não dá pra deixar de falar a respeito... as bicicletas de supermercado são verdadeiros lixos, vendidos por valores irrisórios que se tornam elevados devido a precariedade de projeto e construção. Então, este foi mais um motivo para termos escolhido um frame extremamente simples... para provar que mesmo a simplicidade pode ter qualidade. 
Para utilização nas ruas de Porto Alegre, a bicicleta com Nexus Inter 3 (de versão com freio tipo contra pedal - torpedo), apresentou-se eficiente, completa, leve e fácil de operar. Praticamente, o ciclista preocupa-se apenas com o universo ao seu entorno. Nada de estalos, nada de ruídos desagradáveis, trocas precisas, frenagens eficientes, conforto! O Bikes do Andarilho avalia que o sistema é realmente perfeito em sua relação custo benefício. Fizemos lombas, descidas íngremes, uso em todo lugar de meio urbano... aprovado com excelência o Nexus inter 3. 

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Bagageiro - 1ª parte

Bagageiro em Cr-Mo (imagem retirada do rivbike.com)
                                
Ainda na arrastada tarefa da elaboração da GT Outpost, sigo nas reflexões e na difícil execução desta operação. Sobre o bagageiro, vai ter quem diga para comprar pronto, mas penso que algo desenvolvido especialmente para finalidade, com suas medidas escolhidas, acaba por ser um resultado mais especial.  O chamado customizado. A gente não deve esquecer que gostar de algo, traz dificuldades agregadas, e o gostinho vem valorizado pelo desafio. Quero um bagageiro simples, feito em aço, delicado em aparência, mas forte, capaz de suportar uma criança grande como carga (apenas uma referência). Não que vá efetivamente usar para carregar uma criança ou uma carga semelhante, mas para fugir de efeitos conhecidos como a fadiga. Os alforges que ainda não tenho, já sei quais usarei. Possivelmente a altura do bagageiro terá alguma regulagem de altura, e logicamente terá também algum recurso de ajuste na fixação de mover este para trás e para frente, possibilitando solução fácil para bikes curtas, onde o calcanhar poderia pegar no alforge. Tem muita coisa para pensar, não é tarefa das mais fáceis, mas como disse antes, a dificuldade coloca um gostinho especial nesta investida. Esta semana vou definir algo, nem que seja um protótipo parcial... algo que me dê diretrizes mais concretas, talvez fruto de testes. 
Tinha uma idéia de fazer um cicloturismo rápido... algo com uns 800 km no total, para no máximo 10 dias. Isto seria para março de 2011, já que não tenho o material como gostaria, e também preciso me programar em função de trabalho e outras questões ligadas a disponibilidade de tempo. 
O bagageiro da foto, embora de Cr-Mo, achei-o um pouco reforçado demais... mas é isto aí mesmo. Pretendo usar barras mais finas e maciças, este da foto me parece ter sido construído com tubos.
Este tema deve se estender por aqui... pq acredito que tenha muitas considerações para levantar devido ao tipo de uso, e pobreza de materiais disponíveis no Brasil. 

Roberto Furtado