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terça-feira, 24 de março de 2015

Bagageiro

Foto: Roberto Furtado
        Vou cair no assunto outra vez e falar do mesmo produto que já comentei aqui antes... Este é um dos bagageiros de alumínio mais fortes que encontrei até hoje. Não confio nenhum pouco em bagageiros de alumínio, pois a fadiga é um inimigo do material e realmente é difícil de ver um bagageiro de alumínio forte e confiável. Com um fenômeno silencioso sendo propagado, ou talvez, quem sai sem rumo de casa com peso na garupeira não sabe se vai ter problemas ou não. vou, mas sempre com receio... este vai fazer parte do meu novo projeto. Nunca carreguei muito peso nele, então, acho que ele é apto. Ao fim da viagem digo o que achei... mas minha sugestão para os amigos é bem objetiva. Vai suar bagageiro de alumínio? Ok... faz uma plano para controlar o uso. Jamais use um destes, ou qualquer outro fabricado em alumínio, sem que seja novo ou quase. Imagina ter 20 kg ou mais na bike e este acessório quebrar. É certo que vc vai ter dor de cabeça....
Tem uma importante observação que me vi obrigado a fazer quando pensei no assunto bagageiro. Seguido vejo ciclistas prendendo o mesmo em apenas 3 pontos. Bagageiros foram feitos para serem presos em 4 pontos... e se vc puder, ou for carregar mais peso, crie mais alternativas de fixação. Isto pq bagageiros que "dançam" com o peso, estarão, inevitavelmente, mais suscetíveis a fadiga. O que garante a durabilidade do alumínio é sua estabilidade... alumínio que trabalha, conta as horas pra quebrar!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Pedal Serra e Mar em Santa Catarina... com a EKONOVA!

Foto: Roberto Furtado. 2014.
A Ekonova, neste final de semana, nos dias 16, 17 e 18 de Janeiro, promove o turismo para ciclistas na serra e no litoral de Santa Catarina. Nos vemos no embarque... e para que estiver curioso, aguarde a coleção de fotos, pois esta parceria da Ekonova com o Bikes do Andarilho sempre dá boas histórias! Abaixo, segue cronograma disponível no convite do evento, no facebook. 

1°Dia – Nova Petrópolis - Pedra do Índio

Embarque em Nova Petrópolis as 3:00 de sexta dia 16 de janeiro, posteriormente 3:45 em Ivoti, 4:15 em Novo Hamburgo seguindo para BR101 até a parada para café da manhã (por conta de cada Um) em Sombrio SC com chegada prevista em São Martinho para as 10:00 horas. Chegando em Termas do Gravatal daremos início ao primeiro dia do Pedal, dia com menor quilometragem, embora uma boa elevação acumulada.
O pedal seguirá em direção a Pedra do índio, a história da pedra do índio, remonta o cenário dos anos 40, onde, segundo o povo, ainda se encontravam pela região, os índios shokleng. Onde foi avistado pela última vez um descendente vivo desta tribo. Por este motivo o nome da formação rochosa. Do alto da pedra vimos a formação dos paredões da Serra do Rio do Rastro e da Serra do Corvo Branco. Passaremos também para conhecer o Mirante Tataiwarê local onde se tem uma vista privilegiada da cidade e a Gruta Nossa Senhora da Saúde, destino de muitos adeptos do turismo religioso.

RESUMO DO DIA : 19 km com 780 mt de elevação acumulada, iremos conhecer a Pedra do Índio, Mirante Tataiwarê e a Gruta Nossa Senhora da Saúde. Almoço colonial na Pousada do Tio Juca. Após o almoço seguiremos para o hotel para descanso, e utilização da piscina, para no segundo dia aumentar a quilometragem do pedal. A noite jantar no Hotel.


2°Dia – Gravatal - Vargem do Cedro

Logo após o café da Manhã seguiremos com o segundo dia de Pedal, já descansados da viagem sairemos do hotel subindo uma das mais belas montanhas de Termas do Gravatal, passaremos por vales até chegar a Armazém, São Martinho chegando para nosso almoço em Vargem do Cedro. Teremos paradas em cachoeiras para refrescar já que a região é muito quente nesta época. 
Vargem do Cedro, é famosa por centralizar boa parte dos atrativos da cidade. A 10 quilômetros do Centro, o local sedia a Igreja Matriz São Sebastião, cujo altar foi construído a mão por um catequista, e a primeira casa comercial da região, a Geschäfthaus Feuser, construída em 1910 e ainda em funcionamento, vendendo artesanato, mel, bolachas, licores e geleias. É lá que também está a famosa fábrica de bolachas artesanais Fluss Haus, que serve café colonial. A primeira parada é no Salto do Rio Capivara, uma cascata que é possível ver da estrada. Seu acesso fica junto ao restaurante de mesmo nome.
Vargem do Cedro reforça a fama do município de ser a capital nacional das vocações. Só de lá já saíram cerca de 40 padres. A seis quilômetros dali está a localidade de São Luís, a minúscula comunidade virou santa porque, há 81 anos, foi lá que aconteceu a violenta morte de Albertina Berkenbrock. A menina, que ficou mundialmente famosa após ser beatificada pelo Papa, foi assassinada aos 12 anos ao se defender de um estupro. Trajeto de rara beleza e histórias de fé e vocação.

RESUMO DO DIA : 53 km com 1460 m de elevação acumulada, parada para banho de cachoeira no Rio Capivari e almoço na Fluss Hauss (café colonial) www.flusshaus.com.br e retorno para Termas do Gravatal onde fica o hotel em ônibus. A noite jantar no Hotel.


3°Dia – Gravatal - Imaruí

No último dia de pedal sairemos de Termas do Gravatal em direção a pescaria brava, boa pare do percurso é feito margeando a Lagoa de santo Antônio dos Anjos, A Lagoa de Santo Antônio fica localizada entre os município de Laguna, Pescaria Brava e Imaruí no estado de Santa Catarina no Brasil. Recebe as águas do Rio Tubarão e deságua no Oceano Atlântico. É parte de um complexo lagunar que engloba outras duas lagoas: Imaruí e Mirim (também abrangendo Imbituba, sendo o maior corpo lacustre de Santa Catarina. Chegando a Imaruí teremos tempo para conhecer esta bela cidade quase esquecida e pouco conhecida para quem não é da região.

RESUMO DO DIA : 62 km com 1260 m de elevação acumulada, retorno previsto 14:00 horas.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Na RST-101... ciclistas rumo ao Uruguai!

Foto: Roberto Furtado
Na direção do meu automóvel uno... seguia pela RST101 direto para Bujuru quando me deparei com dois cicloturistas rumando ao sul. Parei o carro logo que passei deles, escolhi o trecho para valorizar. Peguei a máquina fotográfica, fiel escudeira... e fiz alguns cliques. Era quase uma poesia... eles vinham. Um rapaz e uma moça, lindos, perfeitos, no ritmo ideal. Aproveitavam, evidentemente, tudo que por eles passava. A RST 101, ex-estrada do inferno é linda nesta época do ano. Menos quente que muita estrada, ainda muito quente para quem desafia a distância. Eles vinham se aproximando e eu fotografando... quando passaram por mim, perguntei: "Para onde vcs estão indo?" 
O ciclista respondeu... "amigo, vamos ao Uruguai!" 
Entrei no carro, abri a janela,  felicitei e desejei uma boa estrada. E senti um pedacinho daquela energia de quem ambiciona o horizonte. Eles foram em direção ao infinito, pois iriam muito além de mim. Eles foram adiante... eu, parei logo ali e me fui a praia. Meu destino era pescaria, o deles a estrada distante. Nestas horas percebo que fotografia é muito mais do que recordação, fotografia é poesia! Há em todo momento, para cada situação, uma poesia para ser "cantada". Esta, de forma silenciosa sobre os pneus da bicicleta, registrada pela máquina mais inquieta da bicicleta. Esta registradora do Bikes do Andarilho, já se perdeu no tempo, na contagem, nos km, nos saltos e nas histórias. Ela conta poesias algumas vezes, mas a bola da vez é do casal de ciclistas que foram ao Uruguai. 

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Bagageiro - 1ª parte

Bagageiro em Cr-Mo (imagem retirada do rivbike.com)
                                
Ainda na arrastada tarefa da elaboração da GT Outpost, sigo nas reflexões e na difícil execução desta operação. Sobre o bagageiro, vai ter quem diga para comprar pronto, mas penso que algo desenvolvido especialmente para finalidade, com suas medidas escolhidas, acaba por ser um resultado mais especial.  O chamado customizado. A gente não deve esquecer que gostar de algo, traz dificuldades agregadas, e o gostinho vem valorizado pelo desafio. Quero um bagageiro simples, feito em aço, delicado em aparência, mas forte, capaz de suportar uma criança grande como carga (apenas uma referência). Não que vá efetivamente usar para carregar uma criança ou uma carga semelhante, mas para fugir de efeitos conhecidos como a fadiga. Os alforges que ainda não tenho, já sei quais usarei. Possivelmente a altura do bagageiro terá alguma regulagem de altura, e logicamente terá também algum recurso de ajuste na fixação de mover este para trás e para frente, possibilitando solução fácil para bikes curtas, onde o calcanhar poderia pegar no alforge. Tem muita coisa para pensar, não é tarefa das mais fáceis, mas como disse antes, a dificuldade coloca um gostinho especial nesta investida. Esta semana vou definir algo, nem que seja um protótipo parcial... algo que me dê diretrizes mais concretas, talvez fruto de testes. 
Tinha uma idéia de fazer um cicloturismo rápido... algo com uns 800 km no total, para no máximo 10 dias. Isto seria para março de 2011, já que não tenho o material como gostaria, e também preciso me programar em função de trabalho e outras questões ligadas a disponibilidade de tempo. 
O bagageiro da foto, embora de Cr-Mo, achei-o um pouco reforçado demais... mas é isto aí mesmo. Pretendo usar barras mais finas e maciças, este da foto me parece ter sido construído com tubos.
Este tema deve se estender por aqui... pq acredito que tenha muitas considerações para levantar devido ao tipo de uso, e pobreza de materiais disponíveis no Brasil. 

Roberto Furtado