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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

As imagens do Carnabike Ekonova 2015







Túnel verde... fotografia, só com flash!

Casa de Pedra ficava no trajeto, sendo ponto de apoio e turístico, 2015.
As imagens fazem exatamente como sempre... elas respondem pelo passeio em Pinhal Alto. O clima ajudou... pq não choveu, embora estivesse nublado por uma grande parte do tempo, mas também não permitiu o calor excessivo. Havia receio de ambos, chuva ou calor, mas não aconteceu, tudo foi perfeito! 
Na hora de ir embora, observei que alguns motoristas iam na direção oposta da rodovia, seguindo pela estrada de chão. Então suspeitei que aquele trajeto tinha relação com aquela placa que vi próximo do pórtico de Picada Café. Segui por ali e saí bem no meio da cidade de Picada Café. A estrada de chão estava muito boa, e era uma boa para fugir daquele zigue zague da BR-116. E aliás, dá um belo passeio a tal estrada de chão. 
Agradeço a Ekonova por mais uma oportunidade de estar com os amigos da bicicleta. E logo mais a gente se encontra novamente. 


Texto e fotos: Roberto Furtado

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Pedal Serra e Mar em Santa Catarina... com a EKONOVA!

Foto: Roberto Furtado. 2014.
A Ekonova, neste final de semana, nos dias 16, 17 e 18 de Janeiro, promove o turismo para ciclistas na serra e no litoral de Santa Catarina. Nos vemos no embarque... e para que estiver curioso, aguarde a coleção de fotos, pois esta parceria da Ekonova com o Bikes do Andarilho sempre dá boas histórias! Abaixo, segue cronograma disponível no convite do evento, no facebook. 

1°Dia – Nova Petrópolis - Pedra do Índio

Embarque em Nova Petrópolis as 3:00 de sexta dia 16 de janeiro, posteriormente 3:45 em Ivoti, 4:15 em Novo Hamburgo seguindo para BR101 até a parada para café da manhã (por conta de cada Um) em Sombrio SC com chegada prevista em São Martinho para as 10:00 horas. Chegando em Termas do Gravatal daremos início ao primeiro dia do Pedal, dia com menor quilometragem, embora uma boa elevação acumulada.
O pedal seguirá em direção a Pedra do índio, a história da pedra do índio, remonta o cenário dos anos 40, onde, segundo o povo, ainda se encontravam pela região, os índios shokleng. Onde foi avistado pela última vez um descendente vivo desta tribo. Por este motivo o nome da formação rochosa. Do alto da pedra vimos a formação dos paredões da Serra do Rio do Rastro e da Serra do Corvo Branco. Passaremos também para conhecer o Mirante Tataiwarê local onde se tem uma vista privilegiada da cidade e a Gruta Nossa Senhora da Saúde, destino de muitos adeptos do turismo religioso.

RESUMO DO DIA : 19 km com 780 mt de elevação acumulada, iremos conhecer a Pedra do Índio, Mirante Tataiwarê e a Gruta Nossa Senhora da Saúde. Almoço colonial na Pousada do Tio Juca. Após o almoço seguiremos para o hotel para descanso, e utilização da piscina, para no segundo dia aumentar a quilometragem do pedal. A noite jantar no Hotel.


2°Dia – Gravatal - Vargem do Cedro

Logo após o café da Manhã seguiremos com o segundo dia de Pedal, já descansados da viagem sairemos do hotel subindo uma das mais belas montanhas de Termas do Gravatal, passaremos por vales até chegar a Armazém, São Martinho chegando para nosso almoço em Vargem do Cedro. Teremos paradas em cachoeiras para refrescar já que a região é muito quente nesta época. 
Vargem do Cedro, é famosa por centralizar boa parte dos atrativos da cidade. A 10 quilômetros do Centro, o local sedia a Igreja Matriz São Sebastião, cujo altar foi construído a mão por um catequista, e a primeira casa comercial da região, a Geschäfthaus Feuser, construída em 1910 e ainda em funcionamento, vendendo artesanato, mel, bolachas, licores e geleias. É lá que também está a famosa fábrica de bolachas artesanais Fluss Haus, que serve café colonial. A primeira parada é no Salto do Rio Capivara, uma cascata que é possível ver da estrada. Seu acesso fica junto ao restaurante de mesmo nome.
Vargem do Cedro reforça a fama do município de ser a capital nacional das vocações. Só de lá já saíram cerca de 40 padres. A seis quilômetros dali está a localidade de São Luís, a minúscula comunidade virou santa porque, há 81 anos, foi lá que aconteceu a violenta morte de Albertina Berkenbrock. A menina, que ficou mundialmente famosa após ser beatificada pelo Papa, foi assassinada aos 12 anos ao se defender de um estupro. Trajeto de rara beleza e histórias de fé e vocação.

RESUMO DO DIA : 53 km com 1460 m de elevação acumulada, parada para banho de cachoeira no Rio Capivari e almoço na Fluss Hauss (café colonial) www.flusshaus.com.br e retorno para Termas do Gravatal onde fica o hotel em ônibus. A noite jantar no Hotel.


3°Dia – Gravatal - Imaruí

No último dia de pedal sairemos de Termas do Gravatal em direção a pescaria brava, boa pare do percurso é feito margeando a Lagoa de santo Antônio dos Anjos, A Lagoa de Santo Antônio fica localizada entre os município de Laguna, Pescaria Brava e Imaruí no estado de Santa Catarina no Brasil. Recebe as águas do Rio Tubarão e deságua no Oceano Atlântico. É parte de um complexo lagunar que engloba outras duas lagoas: Imaruí e Mirim (também abrangendo Imbituba, sendo o maior corpo lacustre de Santa Catarina. Chegando a Imaruí teremos tempo para conhecer esta bela cidade quase esquecida e pouco conhecida para quem não é da região.

RESUMO DO DIA : 62 km com 1260 m de elevação acumulada, retorno previsto 14:00 horas.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A bicicleta não é competição...

Não é com tanta raridade que se escuta que a bicicleta é competição, tampouco que ela é verdadeira quando quando utilizada para mobilidade urbana. Na verdade, acho que todos os conceitos estão incorretos quando impostos como certos. A bicicleta pode ser vista no seu ápice esportivo nas provas de downhill, ou dirt, ou quem sabe em um alley cat. Ou será que não há nada de radical em pedalar 1000 km em tempo estabelecido, como em um audax. Quem poderá dizer que levar a bicicleta ao extremo, sob qualquer condição e modalidade, será certo ou errado? Seria uma forma de pensar em bicicleta que não combina com ela. A bicicleta combina com a liberdade de pensamento. Ela atravessou os tempos, as condições climáticas, guerras, crises econômicas, também superou a banalização do da mobilidade urbana que a gasolina, diesel e álcool proporcionam. Se nos domingos tem todo radicalismo do esporte em algum lugar na versão de provas de ciclismo em qualquer modalidade, na semana se percebe a mobilidade urbana circulando em um crescente público que insiste em enfrentar o trânsito. Sim, a bicicleta não abaixa a cabeça em sua condição de simplicidade, ela briga por este espaço como opção de veículo. como dizer que o mundo é perfeito por possuir cores, se no preto e branco há tanta riqueza de profundidade e movimento. A fotografia prova que em qualquer fim, possui seu valor... na bicicleta, também ocorre isto. E como garantir que isto ou aquilo fará todos felizes. Não há como determinar o que faz do colega ao lado um vivente mais feliz, exceto se você permitir que ele possa se expressar através do que ele deseja. Expressão é um "movimento" que descreve a linguagem do pensamento, na bicicleta, o zigue-zague, pulo, ou simples vento no rosto, transforma o mundo no olhar daquele que executa a manobra. Seja complexa, ou simples, ela descreve a liberdade de sermos todos iguais, todos sonhadores, ciclistas! Se a bicicleta é verdade, parece que ela tem muitas verdades... nos olhos de um ciclista do DH, velocidade descendente entre obstáculos. Para um entusiasta da mobilidade, o simples ato de trafegar diariamente traz outras sensações de prazer e satisfação. Para quem fotografa, escreve, ou pensa sobre a bicicleta, novas oportunidades ligadas a esta grande engenharia... é a forma de expressar sensibilidade ligada a magrela sobre rodas. Sejam quais forem os motivos, intenções, sonhos... todos são ciclistas verdadeiros, onde a esperança é por uma estranha forma composta de rodas, e nela são aplicados todos os sentimentos que nos fazem viver, dia após dia. Seria justo dizer quando, onde, como alguém pode pedalar? Perguntas geram conclusões, e conclusões geram um mundo melhor! Talvez nem sempre, mas que esta é uma máquina de gerar reflexões, disto, não tenho dúvidas... e você?

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Capacete Casco City - 1ª parte

Este ano tem sido bastante interessante... um ano onde estão ocorrendo diversas oportunidades de falar sobre bicicletas e produtos relacionados. Experimentar, avaliar, criticar e sugerir são atos válidos por aqueles que pensam em passar o conhecimento absorvido aos demais colegas. Este é um grande papel deste blog. Expor idéias, produtos e levantar considerações importantes sobre qualidade, seu funcionamento, desempenho, mas destacando a segurança. Quando entramos no tema segurança, não há um ciclista que esqueça que o capacete é o item mais importante. 
Um velho amigo dizia que este é o acessório mais importante para o uso da bicicleta, pois ele protege o "computador" do homem. Ele estava coberto de razão! Precisamos dar importância ao nosso corpo e às habilidades que ele nos oferece. Devemos pedalar sem colocar muitas restrições, mas devemos saber proteger o corpo... Nosso maior bem está dentro da cabeça. Tenho me voltado muito ao assunto capacete por esta oportunidade de abordagem e importância. Algumas marcas deixam a desejar. Alguns ficam frouxos na cabeça ou são difíceis de regular, outros machucam o queixo, e assim por diante descrevem-se defeitos e a insatisfação do ciclista, seja eventual ou atleta. Por isto, este acessório carrega tantas responsabilidades. Ele precisa ser confortável de uma forma a tornar-se "quase" imperceptível ao seu usuário, mas executar a tarefa de proteção no momento em que for necessário.Foi recentemente, precisamente na Bike Expo 2012, que conheci este modelo fabricado pela Mantua Sport, nomeado de Casco City. 
O grafismo em  cinza, preto e branco descreve um cenário urbano que sugere o nome "City". 

Recebi este exemplar das imagens diretamente do fabricante para realização da avaliação, e devo utilizá-lo nos próximos meses para poder concluí-la, utilizando como referência exemplares produzidos por outras grandes marcas, sempre considerando conforto e segurança.Muito embora o produto convença por sua ótima aparência, estarei focado na sua funcionalidade. Espero realmente não ter o sucesso do teste prático no que diz respeito a segurança, pois realmente não pretendo cair da bicicleta batendo a cabeça. 

De alguma maneira, pensarei em alternativas para avaliar se ele desprende-se da cabeça e desta forma compromete a segurança, mas pelo que já pude perceber, sua fixação é satisfatória. Me agradou muito a proteção que fica abaixo do queixo, onde o dispositivo de abertura fica isolado da pele, evitando qualquer desconforto. 
Para questões referentes ao conforto, também vale destacar a ventilação do acessório. O capacete é bastante arejado, mas será no uso que poderemos verificar se esta informação procede.

Ao que parece, as entradas de ar são muito bem posicionadas para arejar a face interna do capacete. Isto se traduz em conforto. Tais entradas parecem grandes, mas percebe-se que a cabeça está protegida para elementos externos. Nas entradas frontais baixas, percebe-se que há a instalação de telas, que se não for apenas estético, sugere que evita a entrada de insetos.Ao observar este "dispositivo" lembrei de uma abelha que certa vez entrou em meu capacete durante uma descida veloz. Por sorte, não fui ferroado, mas a abelha zumbia um bocado. Evidencia-se esta necessidade de pensar em  detalhes da interferência externa. Ninguém está livre de passar por isto, portanto a tela (proteção da entrada de ar) é muito bem vinda. 
Ainda na questão de conforto, cabe citar o botão giratório que permite ajustar o capacete. Este dispositivo é de fácil manuseio, mesmo que o ciclista esteja com ele na cabeça. Aliás, esta regulagem, como a de qualquer outro capacete de marca diferente, deve ser realizada desta forma...O pré ajuste é realizado através da cinta do sistema de abertura rápida, e o ajuste final deve ser feito pelo botão giratório. A ordem desta operação de ajuste é importante para que o usuário desfrute do conforto com a segurança. Mais uma vez, "conforto coexistindo com segurança".

Com relação à viseira do capacete, ela pode ser removida. Em grande parte dos modelos, nota-se um prejuízo na aparência com a retirada deste item, mas algumas pessoas alegam que o capacete fica mais atraente em alguns casos. Eu mesmo utilizo um capacete sem a viseira, e talvez isto seja tão pessoal mesmo quando estamos a falar de modalidades esportivas ou mobilidade em bicicleta.  Não há como avaliar um produto da segurança por sua estética, e sim pela finalidade e resultados que este possa ter. 
No caso de capacetes, esperamos sempre que todos fiquem sem saber como é o desempenho dos mesmos na acidental queda, pois não temos apenas a cabeça para proteger, também ombros, mãos, pernas, incluindo ainda o tronco do corpo humano, que possui tantas partes delicadas. No assunto segurança, esteja na bicicleta, no automóvel, ou até mesmo a pé, devemos ter todo cuidado com nossa integridade física, assim como com a de quem estiver próximo. A palavra é "antecipação" de possíveis acidentes... capacete significa prevenção!


Este veículo de comunicação tem uma finalidade superior, mesmo que a característica da informalidade se  apresente aqui, cabe a mim e a este espaço uma responsabilidade de orientar, advertir e ajudar. Pensando desta maneira, parece que temos atingido muitos ciclistas. Sempre que um leitor retorna, criticando ou sugerindo, percebemos que atingimos uma finalidade, a de criar reflexões. Em segurança, isto já é um grande artifício. Refletir segurança é prevenir com idéias, com atitudes! Dar exemplo como cidadão ciclista é apostar em um mundo muito melhor. O ciclista munido de capacete sugere o uso responsável da bicicleta. Penso assim, por isto nunca sou visto sem ele e sempre dou um puxão de orelha nos amigos que aparecem sem este importante item da segurança.

Roberto Furtado