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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Pra relacionar teoria com a prática... sustentabilidade e economia!




          Muitas pessoas dizem, algumas realmente conseguem aplicar... falar em sustentabilidade, economia e observar as tendências é uma tarefa complicada se tratando de crianças. A meninada do século 21 nasceu em apartamento, praticamente não conhece praça ou natureza e andar na rua sozinho ficou muito perigoso. As tendências enjaularam as crianças na medida em que as cidades cresceram... formamos muitos problemas para solucionar! Então, acabou sendo natural... as crianças até querem ir para as ruas, mas os pais não permitem. É um tal de criança jogando videogame sem nunca ter subido em um skate ou bicicleta... e assim fomos distanciando nossas crianças da realidade. 
Fica difícil aproximar a criança de uma realidade quando a questão não exige um esforço... acender uma lâmpada é fácil, esquecê-la ligada é mais ainda. Com um toque se liga o videogame, mas toca o telefone ou surge alguma distração e lá fica o aparelho dos jogos ligado, consumindo energia, ou melhor, desperdiçando! Foi assim que Ricardo Zanona, que administra a cantina do colégio Pastor Dohms, teve a ideia para mexer com esta consciência da gurizada. Entusiasta da bicicleta e ciclista, elaborou a ideia de ligar uma bicicleta a um sistema capaz de carregar um celular. Uma ideia bem simples... ao pedalar a bicicleta que não sai do lugar, a roda movimenta uma polia que transfere tal energia para girar um alternador de automóvel. O alternador de automóvel é um dispositivo que gera eletricidade para recarregar a bateria de um carro e manter as demais funções que necessitam da tensão elétrica. O alternador neste caso, preso ao rolo de exercícios na bicicleta, converte a energia motriz produzida pelo homem em energia elétrica. Esta corrente fornecida pelo alternador pode recarregar aparelhos celulares. Com esta ideia, Ricardo espera gerar consciência nos pequenos... "pois durante o exercício eles percebem como é trabalhoso pedalar por um período para recarregar o celular." 
A convite do autor deste projeto, fomos até a escola onde se encontra o aparelho da experimentação, constatamos o sucesso da brincadeira que gera consciência de gente grande. É vantagem aproximar os jovens de questões pertinentes ao futuro, mas sabemos que existe uma forma adequada para conquistar através da curiosidade e reflexão. Este foi um papel importante de Ricardo dentro da escola, mesmo que não fosse tarefa dele, incentivou a reflexão também nos adultos... ficam as perguntas: O que podemos fazer para interagir com os jovens? Qual o papel de um adulto dentro de uma sociedade? Podemos fazer mais?

Nós acreditamos em pessoas como Ricardo... capazes de fazer mais, além de suas funções e que ajudam a transformar o mundo. Estamos gratos por esta iniciativa!

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Nova Camptrail Bike Shop em Novo Hamburgo promete atender todo público da bicicleta!

A Bike Shop em local estratégico... Fácil acesso para quem vem de bicicleta ou de metrô!

Grande variedade de bicicletas para os pequenos ciclistas, opções!

Grande estoque... de variedade e unidades garantem abastecimento contínuo.

Bicicletas para atender ao público de todo poder aquisitivo. 

Espaço para muitas marcas e vendedores ciclistas (competidores), atendimento com conhecimento de uso.

Uma loja moderna com intenção de reverter um trânsito caótico em qualidade de vida para todos!

Acessórios de segurança... do passeio ao nível da competição!

Pedro Medina, representante da Vzan e bicicletas Audax, com o proprietário Tiago Lumertz.

Galera do DH apareceu em peso para prestigiar a inauguração. 
               Falar em abrir uma Bike Shop em tempos de crise parece ser um risco assumido... contudo, uma proposta realizada com seriedade garante o sucesso de um desafio. A Bike Shop Camptrail nasceu de um sonho, de acordo com Tiago Lumertz. "Nossa meta é abrir uma loja democrática no mercado... nós vendemos bicicletas para quem esta começando ou para quem precisa de uma bicicleta simples para trabalhar, ou ainda para quem vai para as pistas e competições. Deixar de apostar em quem começa poderia ser um erro... o mercado precisa ser trabalhado desde o início, para quem bons ciclistas e clientes surjam até que se tornem competidores!"
Uma proposta de milhares de reais demonstra as intenções sobre o mercado... quem nasceu vendendo bicicletas e pedalando, caso de Tiago, deve com certeza persistir nesta caminhada para atuar cada dia com mais qualidade e acrescentando o sistema que precisa da bicicleta. Novo Hamburgo parece ser uma espécie de centro, pois dentro da região metropolitana, esta mais próxima das cidades que ficam em torno de uma rota onde ciclistas ou futuros ciclistas podem dar uma passada por ali e sonhar. Em final de expediente, quem não gostaria de passar na Bike Shop e comprar os acessórios para o pedal noturno? Ou quem sabe, preparar-se para o final de semana de fortes emoções. 

Localização... para todos!

       Localizada na Avenida Nações Unidas, nº 3024, em Novo Hamburgo, a Camptrail Bike Shop situava-se em ponto estratégico para receber os ciclistas que viriam até o local da maneira que dispussem. Em frente a bike Shop circulam linhas de ônibus, trem e ainda há uma ciclovia. Ciclistas que pretendem vir de Metrô, devem ficar atentos aos horários permitidos para o ingresso com bicicletas no trem. A opção da empresa Tremsurb é muito prática e funcional para aqueles ciclistas que pretendem vir de outras cidades, como Porto Alegre, Canoas, Esteio, Sapucaia, São Leopoldo, e que farão o trajeto com Bike e Metrô. Há duas paradas próximas da loja, sendo uma delas a Estação FENAC e a outra a Estação Novo Hamburgo, com 400 e 900 metros de distância, respectivamente. Neste trajeto, ao lado da linha elevada do Trem, encontra-se a ciclovia inaugurada recentemente. A Bike Shop possui estacionamento para bicicletas... e também para quem chega de automóvel.

Estar preparado é viver bicicleta!

         Para Tiago, estar preparado é conhecer o mercado, estar envolvido! "Conhecimento do que é bom, funcional, atender ao cliente por gerar expectativa e superá-las é uma forma de garantir o fluxo de mercado e se comprometer com ações favoráveis à bicicleta. Estamos em todas as competições de downhill, em algumas de XC, frequentamos passeios e ações da bicicleta, também em modalidades de FX e Enduro que estão caminhando para um forte crescimento no Brasil. Venderemos bicicletas para todos os perfis de ciclistas! Estamos trabalhando em parceria com algumas empresas para criar   e atender o mercado. Aqui na loja estamos trabalhando na oficina sustentável... vamos reutilizar parte da água da lavagem das bicicletas para reduzir o impacto ambiental. Isto todos deveriam fazer com carros, também com bicicletas, e nós faremos para dar exemplo. Parte da água será reutilizada, outra parte será descartada já com remoção de resíduos. Assim, estaremos fazendo nossa parte colocando e mantendo bicicletas no sistema que deve reduzir o número de automóveis para um trânsito mais saudável!", finaliza Tiago.
A Revista Bicicleta esteve na inauguração, que ocorreu neste primeiro semestre de 2016. A loja caminha para concretizar uma grande proposta... e certamente bons exemplos a Bike Shop dará ao sistema. O grande diferencial é estar comprometido com o atendimento, com inovações, com desafios que se remetem a evolução neste mercado. Em tempos de crise... para crescer é preciso se destacar!

Imagens da Inauguração

Texto e fotos: Roberto Furtado / Revista Bicicleta

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

As imagens do Carnabike Ekonova 2015







Túnel verde... fotografia, só com flash!

Casa de Pedra ficava no trajeto, sendo ponto de apoio e turístico, 2015.
As imagens fazem exatamente como sempre... elas respondem pelo passeio em Pinhal Alto. O clima ajudou... pq não choveu, embora estivesse nublado por uma grande parte do tempo, mas também não permitiu o calor excessivo. Havia receio de ambos, chuva ou calor, mas não aconteceu, tudo foi perfeito! 
Na hora de ir embora, observei que alguns motoristas iam na direção oposta da rodovia, seguindo pela estrada de chão. Então suspeitei que aquele trajeto tinha relação com aquela placa que vi próximo do pórtico de Picada Café. Segui por ali e saí bem no meio da cidade de Picada Café. A estrada de chão estava muito boa, e era uma boa para fugir daquele zigue zague da BR-116. E aliás, dá um belo passeio a tal estrada de chão. 
Agradeço a Ekonova por mais uma oportunidade de estar com os amigos da bicicleta. E logo mais a gente se encontra novamente. 


Texto e fotos: Roberto Furtado

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A reconstrução de uma TREK 370 - 1ª parte

TREK 370, 1996, grupo Shimano Exage. Fotos: Roberto Furtado

      Pensei muito nesta bicicleta... muito mesmo! Primeiro pq acho ela realmente um brilho especial entre as road bikes da década de 90, e depois pq ela pertenceu aos meus sonhos de ciclista na década em questão. A Trek 370 era a pé de boi da marca no Brasil... com suas 14 velocidades, trocadores de down tube, pedais com pedaleiras de aço e correia de nylon. Tudo muito simples... 1000% melhor que as caloi 12 super italy que a concorrente nacional oferecia. No entanto, a TREK era muito mais cara... mas possuía atributos. A Caloi vinha com cubo de rosca, a TREK 370 era possuidora de cubos exage... aqueles, ou melhores, estes cubos lendários que ilustrarão a próxima postagem da bicicleta. Os cubos exage eram uma lenda entre os cubos... a shimano deve ter produzidos eles para se destacar frente a todos os demais concorrentes e, conseguiu! 
É complicado falar de passado quando o assunto é uma grande marca, mas eu tenho quase certeza de que os cubos exage não possuem concorrentes superiores no presente, mesmo da própria marca. Contudo, não vou ficar novamente falando disto...
    Quando consegui por as mãos nesta, que pra mim é uma lendária bicicleta, não me contive de alegria. Visitava uma revenda TREK na cidade de Porto Alegre e namorava esta com todas as minhas intenções de casamento, mas evidentemente, naquele tempo eu não possuía a grana para comprar. E também já possuía um belo lote de peças shimano 105 da época, ao qual comprava aos poucos, em cada oportunidade que recebia o dinheirinho. Então, tentei encomendar a TREK somente quadro... mas o vendedor, sugeriu que optasse pelo TREK 470. E era igualmente belo, porém mais caro. Por um problema na logística ou sei lá o que... chegou em minhas mãos um quadro de TREK 2000, alumínio EASTON. Na época isto me empolgou, mas com o tempo me frustrou... eu queria mesmo era uma TREK 370 ou 470. Com o passar do tempo, passaram nas minhas mãos duas TREK 470, sendo uma delas a obra de arte que tivemos aqui
O intuito das aquisições do Bikes do Andarilho é procurar, reconstruir ou avaliar e passar ao próximo processo avaliativo. Então, nada é tão durável... elas retornam ao sistema da bicicleta, e aqui fica a vaga para a próxima. É a vida... neste caso, das rodas raiadas. Então, roda pra frente... e aguarda a segunda postagem! 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Serra e Mar com a Ekonova... as imagens!






Bom, não vai ser preciso dizer que o passeio foi bonito, pq as imagens falam por si. O que posso abordar são questões que as imagens não conseguem dar exatidão. A Ekonova conseguiu fazer o que considero muito difícil... lidar com pessoas é uma loteria, mas a este grupo é muito especial. Vi que este grupo foi com tudo na proposta da felicidade e, tudo foi somente diversão. Não teve queda, não teve um senão qualquer! A maioria deles já se conhecia e a interação foi perfeita. Trabalho com isto há tempos e, confesso que é difícil ver um grupo tão homogêneo, pra não dizer perfeito!
A trip aconteceu no estado de Santa Catarina, fazendo "base" em Gravatal, na cidade das termas. De lá, percorremos, em dois grupos, estradas rurais, trilhas e sítios. Havia dois guias, um para caminhada, outro para pedalada. Um ônibus, dois grupos, boas trilhas, boas comidas, cenários lindos! Todo mundo se divertiu... muitas risadas e brincadeiras. E sinto muito se pareço exagerar, mas foi tudo exatamente assim... muito bom!
As imagens estão sendo disponibilizadas em formato maior, em três lotes... dia um, dia dois e dia três. E depois farei mais um álbum geral no formato web, para fins de permanente exposição. Os álbuns em alta ficarão disponíveis temporariamente, por no máximo 20 dias. É para os participantes pegarem suas recordações e aproveitarem... depois precisarei apagar pq não há espaço para tanto material de passeio em formato de impressão. Os links estarão habilitados na medida em que os álbuns forem finalizados. 





Todas as imagens aqui disponibilizadas são da Ekonova e Bikes do Andarilho, autor Roberto Furtado. Agradeço a Ekonova pela oportunidade especial, também a Revista Bicicleta, e aos participantes pela recepção de amizade. A matéria para esta pauta sairá na edição 49, mês de fevereiro, na Revista Bicicleta. 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Sobre a feira do livro...

"Corredores" da feira do livro, 2014. Foto: Roberto Furtado

Nowtopia em meio a outras promoções da Tomo, 2014. Foto Roberto Furtado.

Nowtopia. Foto: Roberto Furtado
    A feira do livro acabou faz um tempinho, mas a gente (eu e a Revista Bicicleta) estivemos lá pra conferir o que se passava de bom. Vimos bicicletários e outras ações que favoreciam e ligavam a bike ao universo da leitura. 
Uma importante ação é a presença da Tomo, editora que publicou o livro de Chris Carlsson no Brasil. O Nowtopia é um conjunto de ideias e questões sobre a bicicleta, ações que estão dando certo em muitos lugares do mundo, em especial na cidade de São Francisco, nos EUA. São Francisco é a cidade onde reside Carlsson. 
   Em Setembro estivemos em São Francisco e percebemos que realmente faz sentido uma porção de ações que Carlsson aborda. A cidade respira bicicletas... e nós esperamos que Porto Alegre e outras cidades do Brasil sigam estes exemplos. No que depender da comunidade ciclística, isto já poderia ser a realidade, mas o brasileiro num todo precisa compreender as ações e importâncias da bicicleta. A presença da Tomo com a publicação do Nowtopia foi publicada também na versão impressa da Revista Bicicleta. 
Esta iniciativa, da Editora, esta de parabéns. É a presença forte da Bicicleta junto de uma importante feira da cultura. 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Na RST-101... ciclistas rumo ao Uruguai!

Foto: Roberto Furtado
Na direção do meu automóvel uno... seguia pela RST101 direto para Bujuru quando me deparei com dois cicloturistas rumando ao sul. Parei o carro logo que passei deles, escolhi o trecho para valorizar. Peguei a máquina fotográfica, fiel escudeira... e fiz alguns cliques. Era quase uma poesia... eles vinham. Um rapaz e uma moça, lindos, perfeitos, no ritmo ideal. Aproveitavam, evidentemente, tudo que por eles passava. A RST 101, ex-estrada do inferno é linda nesta época do ano. Menos quente que muita estrada, ainda muito quente para quem desafia a distância. Eles vinham se aproximando e eu fotografando... quando passaram por mim, perguntei: "Para onde vcs estão indo?" 
O ciclista respondeu... "amigo, vamos ao Uruguai!" 
Entrei no carro, abri a janela,  felicitei e desejei uma boa estrada. E senti um pedacinho daquela energia de quem ambiciona o horizonte. Eles foram em direção ao infinito, pois iriam muito além de mim. Eles foram adiante... eu, parei logo ali e me fui a praia. Meu destino era pescaria, o deles a estrada distante. Nestas horas percebo que fotografia é muito mais do que recordação, fotografia é poesia! Há em todo momento, para cada situação, uma poesia para ser "cantada". Esta, de forma silenciosa sobre os pneus da bicicleta, registrada pela máquina mais inquieta da bicicleta. Esta registradora do Bikes do Andarilho, já se perdeu no tempo, na contagem, nos km, nos saltos e nas histórias. Ela conta poesias algumas vezes, mas a bola da vez é do casal de ciclistas que foram ao Uruguai. 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Final de semana cheio... bicicleta pra todo mundo!

    Um grande final de semana para quem não ficou em casa... quem aproveitou o clima bom e quente para pedalar ou produzir algo em bicicleta. Em Campo Bom tivemos a etapa do campeonato gaúcho de ciclismo, em Guaporé uma etapa do campeonato gaúcho de MTB, teve ação solidária do POA Bikers em Porto Alegre, também uma copa de bicicross em Estrela... em SC aconteceu o Desafio Márcio May. Teve também Massa Crítica em algumas cidades do Brasil, tudo em sua devida e única importância. A importância em pregar a bicicleta como máquina da liberdade. Muitos ciclistas aproveitaram para pedalar, fazer pequeno cicloturismo... outros foram até o litoral!
O ano esta terminando, mas a bicicleta esta saindo das garagens, das casas, das paredes! A bicicleta esta em evidência, nas ruas secas e ensolaradas, ou como em Brasília, sendo utilizada com veículo nas enxurradas. As bicicletas... as bicicletas do Brasil são estranhas e poderosas. Nós estamos vendo um momento mágico da bicicleta, de sino em sino das competições, das campainhas entre manifestações, pelas ciclovias, pelas estradas, pela vida! A vida é o que queremos que ela seja... e nós queremos bicicleta, pelo direito de todos, de ir e vir, de respirar e sentir o vento no rosto. Não há céu tão azul como este do mundo da bicicleta, mesmo quando chove! Boa semana e bicicleta...

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Refletindo sobre o uso das bikes... do material aos problemas de trânsito!

frame de Cr-Mo 4130 - foto: Roberto Furtado
Acompanhando as tendências de perto é possível ver que o mundo esta mudando sobre os conceitos e sobre a importância da bicicleta. Aqui no Brasil, vivemos uma realidade bruta e difícil de mudar para o uso da bicicleta, mas aos poucos as mentes vão se transformando e gerando "possibilidades" e oportunidades. É preciso permitir a aceitação da bicicleta para que se torne uma realidade.
     Os frames disponíveis no mercado podem incluir aqueles comercializados no passado, trazidos por pessoas que foram ao exterior e ao retornar vieram acompanhados de uma bike. Há também dezenas de opções circulando em redes sociais, classificados, lojas e opções como "meu amigo tem uma bicicleta para vender!"
    Se somarmos os frames e bicicletas completas disponíveis ao sistema, entre novos e usados, veremos que há uma grande diversidade que pode nos levar a escolhas diferentes e até mesmo exclusivas. Não é muito fácil achar uma bike ou mesmo apenas o frame usado que se sonha, mas a luta diária pela busca pode representar um nível de satisfação acima da média. Por outro lado, bicicletas novas estão aí para serem testadas e aprovadas, com grande acessibilidade aos interessados. Vai lá na loja... testa, considera ou desiste da bike, e em caso da escolha definida, já faz no cartão de crédito minimizando a dificuldade da aquisição. Paga parcelado... viabiliza a compra! De maneira geral são bicicletas extremamente tecnológicas. Alumínio de toda natureza, do simples ao top, com recursos formidáveis da hidroformagem e tubos com letras em alto relevo e formatos diferentes para tubos do quadro.
           É curioso saber que o mundo, agora aplica materiais tão tecnológicos em bicicletas, mas em casos do Brasil ainda demonstra apatia pela bicicleta. É preciso insistir... a bicicleta move uma economia fantástica, mas ainda é tratada como brincadeira de criança. Os governos e a sociedade precisam aceitar a bicicleta para que o mercado se fortaleça! É muito comum escutar: "eu queria ir de bike para o trabalho, mas acho perigoso!" ou "não tenho onde deixar a bike com segurança, como vou fazer para ir de bicicleta?"
Fora isto, há também problemas graves da qualidade de bicicletas acessíveis... onde não há controle, bicicletas de má qualidade invadem o mercado e acabam se transformando em prejuízo para quem precisa do deslocamento, e também lixo pq ninguém consegue arrumar esta bicicleta (#oficinanaofazmagica). Agora se a gente reparar nas bicicletas que realmente rodam as ruas em favor de uma mobilidade eficiente, perceberemos que muitas das bicicletas são antigas, algumas modernas, porém de elevado valor. Bicicleta deve oferecer um mínimo de qualidade a quem roda, pq estalos, contratempos, e frustração não acrescenta nada no ânimo de quem gosta de pedalar. Mesmo para quem gosta de pedalar, tornaria-se um problema usar a bicicleta com defeitos cíclicos que levam do desconforto ao atraso. Bicicleta tem que ter qualidade! Para bicicleta ter qualidade... tem que vender mais bicicletas, pq assim elas custarão menos, bicicletas de qualidade terão valor viável a mais pessoas. 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Bicicletário reciclado...


A Braskem e a Revista Velô apresentaram um bicicletário ao público. O bicicletário é fabricado utilizando a reciclagem de materiais poliméricos (plásticos). A iniciativa é demonstrar que a vida dos materiais possui ciclos de utilização. O que foi um determinado produto em sua primeira fase de existência, pode transformar-se em outras utilidades após o fim de vida do primeiro produto. A Braskem esta apostando na bicicleta como solução de mobilidade. Para se tornar viável, a bicicleta precisa de aceitação! Os ícones mais importantes sobre esta aceitação esta sobre a mudança de vida das pessoas, também em uma estrutura confiável de trânsito e locais adequados para "estacionar" a bicicleta. Evidentemente, a demonstração do produto reciclado junto do Monumento ao Expedicionário, trata-se de uma iniciativa de reflexão para que as pessoas mudam suas formas de pensar sobre a bicicleta, sobre embalagens e principalmente sobre a reutilização dos materiais. 

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Mais do mesmo... de bicicleta!

GT Outpost, urbanizada, 2012. Foto: Roberto Furtado
Sempre que vejo alguém sobre a bike fico pensando que grande sortudo e corajoso é este cidadão que consegue empurrar para longe si todos estes receios que temos sobre o trânsito. Pensamos sempre que o grande medo é fácil de derrubar, mas a verdade é que não tão fácil de colocar em prática. Aquele que tem algo pesado ou delicado para carregar então, acabam com maiores dificuldades e mais receios ainda. Já abordei estes assuntos aqui... falo de notebook, materiais fotográficos, etc. O cotidiano é desafiador para um cidadão sobre a bicicleta, piorado quando há equipamentos para transportar com segurança. Há muitos casos assim... 
A mudança acontece, a pequenos passos, de forma inferior como resposta esperada. A bicicleta é inevitável... o mundo esta a beira de muitas reflexões de caráter econômico, ambiental, político e comportamental. As pessoas estão condenando as outras a viver de uma forma não desejada, e em resposta, estas, escrevem e protestam, repudiam o impedido direito de escolha. Se pedalar é uma escolha... que seja permitido, que seja aceito, valorizado, permitido. Aceite! Pense nisto... aceite as pessoas como elas são, ou permita que elas façam o que querem fazer. Se o direito de cada um termina no direito do próximo, tal frase é muito subjetiva, mas há como refletir e entender perfeitamente os limites. O CTB inclui a bicicleta como veículo, atribui lei para tal... todo mundo sabe disto! Respeite...

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Bicicletas, pessoas e o sistema

Bairro Teresópolis, 2014.
Bicicletas para pessoas... o que é o sistema da bicicleta? Quem me acompanha e também a Revista Bicicleta, já percebeu que temos uma afinidade em comum. 
A abordagem principal é a bicicleta de toda natureza humana, mas o que é a bicicleta de verdade? Já estive presente em mais de 200 eventos da bicicleta, fora as pautas relativas a Revista Bicicleta e as abordagens do Bikes do Andarilho, estive com amigos e colegas registrando mais de 200 eventos esportivos. De relevância estadual (RS), incluindo também brasileiros e até mesmo internacionais, aqui e fora, foram eventos que descrevo como promotores de interação humana. Contudo, a bicicleta não é feita somente de competições... isto representa apenas uma face pequena da magrela de rodas raiadas. Em cada forma e proposta da bicicleta, reside um perfil quase exclusivo do exercício cidadão de ser ciclista e vivente das ruas brasileiras. Nos Audax, podemos ver que as relações são universais... se os ciclistas são de Porto Alegre ou de alguma cidade da França, as expectativas são as mesmas. Eles querem atravessar o mundo sobre a bicicleta com intuito de crescer! A jornada espiritual é um termo encarcerado no ciclismo da longa distância, torna-se inevitável relacionar o bem estar e propósito de crescimento interior quando o assunto é bicicleta e grande distância. O autor deste objetivo sabe muito bem o que ele busca, e longe disto esta qualquer intenção exibicionista ou outra que poderia ser julgada como egoísta. Contudo, nem é justo dizer que aquele que participa de competições estaria preocupado apenas consigo mesmo... ora, ele quer é pedalar, e competir esta no sangue em uma saudável face da bicicleta. Quem somos nós para julgar? Estes seriam menos ou mais importantes que aqueles que trafegam diariamente nas ruas para ir e vir do trabalho? Por meio da bicicleta, ir e vir, garante um significado pregado no cotidiano. É importante a bicicleta como veículo sustentável? Sem dúvidas... quem faz os números de venda que mantem e incentiva o sistema comercial? Ao meu ver, ciclistas do cotidiano, num todo, contribuem fortemente para o crescimento da economia e respeito da bicicleta. Se a bicicleta tem 50 anos ou apenas um mês, pouco importa. A bicicleta nas ruas prova que é relevante, que faz parte do sistema. O mercado mantem a bicicleta? Não... o mercado se mantem da bicicleta! Quem mantem as empresas funcionando, meu trabalho, a Revista Bicicleta, as fábricas, importadoras e um grande número de profissionais é o uso da bicicleta por pessoas que realmente realizam um trabalho de grão em grão em favor da bicicleta. Quem vai ao trabalho ou ao supermercado por meio da bicicleta, alimenta o sistema em dois momentos. Um quando compra e consome peças... e outro quando se torna uma vitrine móvel que desloca-se elegantemente pelas ruas. Há melhor propaganda que um cidadão sorridente sobre uma bicicleta?
Nas ruas de Porto Alegre, muitas bicicletas circulam... outro dia, o amigo Fabio Lazzarotto, disse-me: 

"Cara, alguns anos atrás a gente conhecia todo mundo que andava de bicicleta em Porto Alegre, agora tá cheio de ciclista e praticamente não conhecemos nenhum deles!"

Isto, descreve uma situação importante... esta se renovando diariamente a safra de ciclistas, também crescendo. O crescimento é exponencial! Dois ciclistas geram mais 2 ciclistas cada... em alguns anos, seremos milhares somente nesta capital. Não há limites para este sistema... ele parece estar roubando a cena dos automóveis aos poucos. Na medida em que as pessoas percebem que o transporte público pode ser deixado de lado em muitos casos e que o automóvel é um grande vilão por parte do estresse brasileiro de muitos tipos, encontra-se a "magrinha de rodados" um espaço cativado pelo sorriso. Pedalar traz sorrisos... não acredita? Duvida mesmo? Então pega uma bicicleta emprestada e vai até a padaria!

The photography... of post!
A imagem ao alto é da Giant Sedona, bicicleta com 20 anos de idade que tenho abordado por algumas oportunidades neste bloguito. O cenário é da Avenida Teresópolis, esquina com Avenida Belém, no Bairro Teresópolis. Neste bairro, apesar de muitas subidas fora deste eixo principal, ocorre a circulação de muitas bicicletas. Um dia, espero fotografar este mesmo trecho da via com dezenas ou centenas de bicicletas circulando e, então saberei que tudo que fiz como jornalista e como ciclista, reverteu-se em uma melhoria para todos. 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Chris Cycles reconstruída para cidade!





Esta semana falamos do sucesso e teste urbano do Shimano Nexus, então agora vou aproveitar e apresentar a bicicleta que recebeu o conjunto. Pra ser franco eu nem conhecia esta bicicleta, mas quando me deparei com ela vi que se tratava de uma bicicleta de boa qualidade e uma ótima opção para nosso teste urbano. Originalmente, deveria ser uma boa MTB simples dos anos 90, possivelmente 92-94. Contudo, nosso projeto passou pela frente dela como parte do destino. O grande atributo? Estamos falando de uma bicicleta de aço, talvez Cr-Mo com adjetivos interessantes. Primeiramente não dá pra esquecer a espessura do quadro na região dos eixos de roda. É um material resistente, praticamente indeformável. Possui também esperas para bagageiro e guidão, algo que não dispenso como itens necessários a uma boa bicicleta de mobilidade. Por fim, talvez de maior relevância que as questões anteriores, o sistema de fixação de roda traseira é horizontal! Com sistema horizontal, como nas bicicletas italianas tipo road, qualquer sistema pode ser usado, inclusive o Nexus sem uso de tensionadores. O resultado é este aí... uma bicicleta de baixíssimo custo, algo em terno de 700 reais, e de muita qualidade. O Nexus inter 3 com sistema de freio contrapedal custou 350 reais. Nesta proposta de valor o comerciante nos deu nota fiscal, como manda o figurino! As demais peças foram herdadas de outros projetos, reaproveitamentos, ou compramos para finalizar o projeto. De aquisição que não deu pra aproveitar ou que não se tinha em estoque, foram os dois conjuntos de raios inox, aro dianteiro, e corrente. O kit Nexus que compramos, não tinha pedevela, mas usamos um retirado de uma Viking X, fixa que fizemos teste também. O custo total foi de uns 1000 reais, mas conseguimos abater o valor das peças que não utilizamos. Quem encara o caminho da reconstrução precisa fazer isto... aproveitar peças não utilizadas em projetos que servirão perfeitamente. 
As impressões sobre a bicicleta foram ótimas... conforto facilmente encontrado em bicicletas de aço e de Cr-Mo, confiabilidade e segurança. As trocas de marchas são excelentes, assim foi também o quesito monobrabilidade nas ruas de Porto Alegre. 

terça-feira, 3 de junho de 2014

Nexus... aprovado em teste de mobilidade!


Nós temos feito alguns trabalhos envolvendo o sistema de marchas internas não é a toa. Estou muito inclinada a falar a respeito... e decidi falar justamente o que penso sobre este sistema. A opção de relação de marchas com sistema protegido de poeira e com outras vantagens aparentes é um grande fator que vai levar este projeto a ser percentual importante na economia da bicicleta. Este é o sistema do futuro, concebido ainda em um passado bastante distante e fora do seu tempo. É quase como dizer que os alienígenas cederam a tecnologia aos terráqueos, tal como se indica no filme homens de preto MIB "Men in Black". Em meio a brincadeiras podemos dizer que este é um sistema de alta tecnologia, considerando a grande simplicidade do sistema de 3 velocidades, mas sem esquecer que os tops da shimano e de outras grandes marcas representam-se por 11 ou 14 marchas. É extraordinário pensar que ocorrem sistemas com tantas opções, pois em tais bicicletas é possível utilizar justamente todas as marchas, quando em MTBs de 30 velocidades ocorre a não compatibilidade de relações por corrente cruzada. Isto é muita pano pra manga e não tem muitas mídias capazes de falar nisto. Por isto estamos estudando uma pauta que não é segredo... nós vamos fazer um material muito legal sobre estes projetos, e será para a versão impressa da Revista Bicicleta. 
Voltando ao Nexus, podemos dizer que ele é totalmente viável na atualidade de grandes centros. Tanto é que esta sendo utilizado nas bikes de locação em todas as cidades de grande porte do Brasil. No exterior, como nas cidades de países bem desenvolvidos economicamente e culturalmente falando, as bikes de locação possuem sistema de 5, 7 ou até 8 velocidades. Enquanto no Brasil... aparece esta versão de 3 velocidades como única opção ao usuário de bicicleta. Já é um grande passo, mas queremos mais! 
A bicicleta do teste foi uma old school desconhecida no Brasil... frame aço, suporte para bagageiro, algo muito evidente quanto a qualidade do projeto em relação a simplicidade e o que se conhece por simplicidade no mercado atual. Não dá pra deixar de falar a respeito... as bicicletas de supermercado são verdadeiros lixos, vendidos por valores irrisórios que se tornam elevados devido a precariedade de projeto e construção. Então, este foi mais um motivo para termos escolhido um frame extremamente simples... para provar que mesmo a simplicidade pode ter qualidade. 
Para utilização nas ruas de Porto Alegre, a bicicleta com Nexus Inter 3 (de versão com freio tipo contra pedal - torpedo), apresentou-se eficiente, completa, leve e fácil de operar. Praticamente, o ciclista preocupa-se apenas com o universo ao seu entorno. Nada de estalos, nada de ruídos desagradáveis, trocas precisas, frenagens eficientes, conforto! O Bikes do Andarilho avalia que o sistema é realmente perfeito em sua relação custo benefício. Fizemos lombas, descidas íngremes, uso em todo lugar de meio urbano... aprovado com excelência o Nexus inter 3. 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Testando uma bicicleta dobrável...

Estou testando mais uma bicicleta para a Adventure Bike Shop. A bicicleta em questão é uma Ubike, modelinho mais simples da marca. Tive a oportunidade de pegar modelos mais aprimorados, mas faço avaliação verdadeira do que uso e critico. Sei que a bicicleta é uma opção de menor valor entre as demais deste fabricante, e por isto, certamente será a mais vendida. Estou fazendo o teste partindo dela dobrada. Ou seja, todo dia, monto novamente, e guardo dobrada ao fim do uso. A proposta é esta... ter uma bicicleta dobrável, e manter a mesma pronta para o uso, foge da finalidade. Tenho que simular como se estivesse escondida em casa, atrás de uma porta, etc. Então, dia de sol... (ontem), pega a vermelhinha, monta. Vai pra rua, realiza alguma tarefa simples... é a veracidade do teste. Já tenho muitas considerações para mostrar. Estou apenas aproveitando mais um pouquinho para dar o parecer final. Gostei bastante até o momento. Tem algum detalhe que me incomoda, mas quase toda bicicleta tem. Não dá pra dizer que todo produto atende a minha expectativa, tampouco que todas são próprias para meus interesses. Estou tentando ser imparcial, mas isto é quase impossível. Somos humanos... 
Durante este processo me vieram novas idéias, estou refletindo sobre o uso dela no trânsito. De acordo com a sensação de insegurança no trânsito da capital gaúcha, diria que é mais fácil sentir-se seguro em cima de um trator. Qualquer coisa que o condutor de um veículo automotor puder passar por cima, tira completamente o receio de conduzir o veículo junto destes "obstáculos". Estou começando a ter uma crença sobre ciclistas... primeiro, eles devem andar de armadura. Segundo, deveriam portar uma bazuca, para que o motorista ficasse com medo de provocá-lo. Humor negro a parte... mas o "troço" tá terrível nas vias. Duvída? Então vem experimentar... 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A bicicleta não é competição...

Não é com tanta raridade que se escuta que a bicicleta é competição, tampouco que ela é verdadeira quando quando utilizada para mobilidade urbana. Na verdade, acho que todos os conceitos estão incorretos quando impostos como certos. A bicicleta pode ser vista no seu ápice esportivo nas provas de downhill, ou dirt, ou quem sabe em um alley cat. Ou será que não há nada de radical em pedalar 1000 km em tempo estabelecido, como em um audax. Quem poderá dizer que levar a bicicleta ao extremo, sob qualquer condição e modalidade, será certo ou errado? Seria uma forma de pensar em bicicleta que não combina com ela. A bicicleta combina com a liberdade de pensamento. Ela atravessou os tempos, as condições climáticas, guerras, crises econômicas, também superou a banalização do da mobilidade urbana que a gasolina, diesel e álcool proporcionam. Se nos domingos tem todo radicalismo do esporte em algum lugar na versão de provas de ciclismo em qualquer modalidade, na semana se percebe a mobilidade urbana circulando em um crescente público que insiste em enfrentar o trânsito. Sim, a bicicleta não abaixa a cabeça em sua condição de simplicidade, ela briga por este espaço como opção de veículo. como dizer que o mundo é perfeito por possuir cores, se no preto e branco há tanta riqueza de profundidade e movimento. A fotografia prova que em qualquer fim, possui seu valor... na bicicleta, também ocorre isto. E como garantir que isto ou aquilo fará todos felizes. Não há como determinar o que faz do colega ao lado um vivente mais feliz, exceto se você permitir que ele possa se expressar através do que ele deseja. Expressão é um "movimento" que descreve a linguagem do pensamento, na bicicleta, o zigue-zague, pulo, ou simples vento no rosto, transforma o mundo no olhar daquele que executa a manobra. Seja complexa, ou simples, ela descreve a liberdade de sermos todos iguais, todos sonhadores, ciclistas! Se a bicicleta é verdade, parece que ela tem muitas verdades... nos olhos de um ciclista do DH, velocidade descendente entre obstáculos. Para um entusiasta da mobilidade, o simples ato de trafegar diariamente traz outras sensações de prazer e satisfação. Para quem fotografa, escreve, ou pensa sobre a bicicleta, novas oportunidades ligadas a esta grande engenharia... é a forma de expressar sensibilidade ligada a magrela sobre rodas. Sejam quais forem os motivos, intenções, sonhos... todos são ciclistas verdadeiros, onde a esperança é por uma estranha forma composta de rodas, e nela são aplicados todos os sentimentos que nos fazem viver, dia após dia. Seria justo dizer quando, onde, como alguém pode pedalar? Perguntas geram conclusões, e conclusões geram um mundo melhor! Talvez nem sempre, mas que esta é uma máquina de gerar reflexões, disto, não tenho dúvidas... e você?

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Capacete Casco City - 1ª parte

Este ano tem sido bastante interessante... um ano onde estão ocorrendo diversas oportunidades de falar sobre bicicletas e produtos relacionados. Experimentar, avaliar, criticar e sugerir são atos válidos por aqueles que pensam em passar o conhecimento absorvido aos demais colegas. Este é um grande papel deste blog. Expor idéias, produtos e levantar considerações importantes sobre qualidade, seu funcionamento, desempenho, mas destacando a segurança. Quando entramos no tema segurança, não há um ciclista que esqueça que o capacete é o item mais importante. 
Um velho amigo dizia que este é o acessório mais importante para o uso da bicicleta, pois ele protege o "computador" do homem. Ele estava coberto de razão! Precisamos dar importância ao nosso corpo e às habilidades que ele nos oferece. Devemos pedalar sem colocar muitas restrições, mas devemos saber proteger o corpo... Nosso maior bem está dentro da cabeça. Tenho me voltado muito ao assunto capacete por esta oportunidade de abordagem e importância. Algumas marcas deixam a desejar. Alguns ficam frouxos na cabeça ou são difíceis de regular, outros machucam o queixo, e assim por diante descrevem-se defeitos e a insatisfação do ciclista, seja eventual ou atleta. Por isto, este acessório carrega tantas responsabilidades. Ele precisa ser confortável de uma forma a tornar-se "quase" imperceptível ao seu usuário, mas executar a tarefa de proteção no momento em que for necessário.Foi recentemente, precisamente na Bike Expo 2012, que conheci este modelo fabricado pela Mantua Sport, nomeado de Casco City. 
O grafismo em  cinza, preto e branco descreve um cenário urbano que sugere o nome "City". 

Recebi este exemplar das imagens diretamente do fabricante para realização da avaliação, e devo utilizá-lo nos próximos meses para poder concluí-la, utilizando como referência exemplares produzidos por outras grandes marcas, sempre considerando conforto e segurança.Muito embora o produto convença por sua ótima aparência, estarei focado na sua funcionalidade. Espero realmente não ter o sucesso do teste prático no que diz respeito a segurança, pois realmente não pretendo cair da bicicleta batendo a cabeça. 

De alguma maneira, pensarei em alternativas para avaliar se ele desprende-se da cabeça e desta forma compromete a segurança, mas pelo que já pude perceber, sua fixação é satisfatória. Me agradou muito a proteção que fica abaixo do queixo, onde o dispositivo de abertura fica isolado da pele, evitando qualquer desconforto. 
Para questões referentes ao conforto, também vale destacar a ventilação do acessório. O capacete é bastante arejado, mas será no uso que poderemos verificar se esta informação procede.

Ao que parece, as entradas de ar são muito bem posicionadas para arejar a face interna do capacete. Isto se traduz em conforto. Tais entradas parecem grandes, mas percebe-se que a cabeça está protegida para elementos externos. Nas entradas frontais baixas, percebe-se que há a instalação de telas, que se não for apenas estético, sugere que evita a entrada de insetos.Ao observar este "dispositivo" lembrei de uma abelha que certa vez entrou em meu capacete durante uma descida veloz. Por sorte, não fui ferroado, mas a abelha zumbia um bocado. Evidencia-se esta necessidade de pensar em  detalhes da interferência externa. Ninguém está livre de passar por isto, portanto a tela (proteção da entrada de ar) é muito bem vinda. 
Ainda na questão de conforto, cabe citar o botão giratório que permite ajustar o capacete. Este dispositivo é de fácil manuseio, mesmo que o ciclista esteja com ele na cabeça. Aliás, esta regulagem, como a de qualquer outro capacete de marca diferente, deve ser realizada desta forma...O pré ajuste é realizado através da cinta do sistema de abertura rápida, e o ajuste final deve ser feito pelo botão giratório. A ordem desta operação de ajuste é importante para que o usuário desfrute do conforto com a segurança. Mais uma vez, "conforto coexistindo com segurança".

Com relação à viseira do capacete, ela pode ser removida. Em grande parte dos modelos, nota-se um prejuízo na aparência com a retirada deste item, mas algumas pessoas alegam que o capacete fica mais atraente em alguns casos. Eu mesmo utilizo um capacete sem a viseira, e talvez isto seja tão pessoal mesmo quando estamos a falar de modalidades esportivas ou mobilidade em bicicleta.  Não há como avaliar um produto da segurança por sua estética, e sim pela finalidade e resultados que este possa ter. 
No caso de capacetes, esperamos sempre que todos fiquem sem saber como é o desempenho dos mesmos na acidental queda, pois não temos apenas a cabeça para proteger, também ombros, mãos, pernas, incluindo ainda o tronco do corpo humano, que possui tantas partes delicadas. No assunto segurança, esteja na bicicleta, no automóvel, ou até mesmo a pé, devemos ter todo cuidado com nossa integridade física, assim como com a de quem estiver próximo. A palavra é "antecipação" de possíveis acidentes... capacete significa prevenção!


Este veículo de comunicação tem uma finalidade superior, mesmo que a característica da informalidade se  apresente aqui, cabe a mim e a este espaço uma responsabilidade de orientar, advertir e ajudar. Pensando desta maneira, parece que temos atingido muitos ciclistas. Sempre que um leitor retorna, criticando ou sugerindo, percebemos que atingimos uma finalidade, a de criar reflexões. Em segurança, isto já é um grande artifício. Refletir segurança é prevenir com idéias, com atitudes! Dar exemplo como cidadão ciclista é apostar em um mundo muito melhor. O ciclista munido de capacete sugere o uso responsável da bicicleta. Penso assim, por isto nunca sou visto sem ele e sempre dou um puxão de orelha nos amigos que aparecem sem este importante item da segurança.

Roberto Furtado