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terça-feira, 14 de junho de 2016

Pedalada Solidária do Calçado - 15 Junho de 2016

Composição Pablo Weiss, POA Bikers.
         Bom... a imagem acima já traz todas as informações necessárias. Não preciso dizer ajudar é um gesto gratuito... é uma forma da gente sentir-se bem, uma forma de estender a mão para quem dorme na rua. Se é difícil viver nas ruas, imagine que isto se potencializa por estar com um calçado aberto, uma roupa suja ou rasgada. Então, vamos dizer que uma roupa quentinha e um calçado fechado pode ser bem melhor que andar de chinelo pelas ruas gélidas de Porto Alegre. Quem não quiser pedalar com a galera... pode simplesmente passar ali no horário de concentração e deixar uma sacola com doações. Acho que é a melhor maneira de ajudar... viabilizar a ação! Esperamos muitas ações... pra quem ganha, uma baita ajuda! 

sábado, 28 de maio de 2016

As imagens do Pedal do Morango - Circuito de Pedais Ekonova Adventure 2016

Muitos ciclistas compareceram e partiram do morangão para as estradas... e com mau tempo!

O cenário mais estranho e bonito é este local onde a estrada fica estreita entre paredões. Muito bonito!

Uns pedalaram em casal... bonito de ver! Que inveja boa... fico feliz por vcs!

Alguns tomaram banho... outros lavaram a bike e o rosto! 

E teve barro pra quem quis... o MTB é o playground da gurizada grande!  Fotos: Roberto Furtado / Bikes and People.com
               Bom... trabalhar com a Ekonova é uma garantia de bom trabalho para mim. Eu vou, me divirto, como umas bergamotas no caminho, clico o maior número de amigos que for possível, e no fim consigo fazer boas recordações. Em poucas linhas consegui descrever meu trabalho com eles... sim, eu os adoro! Os ciclistas, os organizadores, os apoiadores, todo mundo esta em uma vibe bem sincronizada. Acredito que as imagens falam por si próprias... o evento, mesmo com tempo ruim, estava muito legal. No fim do do "expediente", fui ao almoço com os colegas de trabalho. Eu havia esquecido como era bom não voltar correndo pra casa! Vou escorregar aqui e pedir desculpas pela demora nesta postagem. Foi uma semana curta, cheia de trabalho e algumas vezes não dou conta de montar os álbuns e fazer a postagem. Então, demorou, mas sorria, pq fiz!

Como foi o evento?

               O evento foi tranquilo, sem problemas... o sol não apareceu, mas também a chuva só se manifestou depois que a maioria tinha chegado. O trajeto foi elogiado por  muitos, inclusive pelo Daniel Oliveira (Garça), ciclista que corre os campeonatos que utilizou o passeio como treino. "A trilha estava excelente!" Comentou o ciclista para a organização. Os três trajetos passavam por um local muito especial... em meio a uma propriedade que continha muitos pés de cítricas. Quando os ciclistas chegavam ao lado das bergamoteiras, bom, não é preciso dizer que eles ficavam por ali para degustar. Se era doce? Sim, as bergamotas estavam bem doces. 
Do caminho em meio as cítricas os ciclistas entravam por outro de Eucaliptus... estreito! A diversidade dos cenários é um segredo contado para o sucesso do projeto. Havia um trecho de que gosto muito, onde as fotografias ficam diferenciadas de outros passeios pelo curioso cenário. A estrada de chão corta um morro e, de cada lado fica um paredão reto. Uma estrada estreita e escura entre paredões... é um lugar bem diferente e, bonito!

A próxima aventura...

No dia 19 de Junho temos encontro marcado com a Ekonova... vai ser o pedal na cidade de Presidente Lucena, com festa junina. Correm vários comentários sobre este evento ser um dos mais esperados... e com pinhão, quentão, pipoca e arrasta pé! Sério? Sim... diz que vai ser isto mesmo! A galera da bike se encontra lá... 

A coleção de imagens esta disponível em dois álbuns devido a quantidade:



segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Interbike 2015... uma coleção de imagens para quem não foi!








          Bom... estas eram imagens bem esperadas. Recebi alguns pedidos para publicar o álbum que disse ter feito. Estava esperando a publicação da Revista Bicicleta para não divulgar muito antes da revista estar nas bancas. O que posso dizer sobre a Interbike? Acho que não se define uma feira de tal porte em poucas palavras, sob o risco de ser imparcial ou até injusto. Tenho visto algumas alegações e publicações sobre as feiras que me deixam muito preocupado e não quero cometer os mesmos equívocos. A matéria que fiz para a Revista Bicicleta sobre a Interbike fala de forma bem resumida o que penso, mas o conjunto das três matérias, referentes aos anos de 2013, 2014 e 2015 perfazem o que realmente penso sobre a grande feira. Há algo mais que não foi dito em nenhum lugar até agora, ou pelo menos não que eu tenha conhecimento. Acho que o americano é um entusiasta de materializar ideias e projetos que no Brasil jamais sairiam da gaveta. Contudo, diferente do Brasil, o mundo, ou mesmo o USA possuem uma mágica de fazer as coisas acontecerem. Isto é realmente fato e me deixa muito esperançoso, pq muitas das tendências vistas aqui são tendências antigas americanas, em sua grande maioria. O que a China faz, geralmente nasceu de ideias principais americanas, vale também para muitas coisas que se vê sobre a Eurobike. Nunca fui na Eurobike, mas sei que sou um bom avaliador das raízes da bicicleta, e sempre vejo as demais feiras seguindo traços deixados pela Interbike e pelo mercado americano.  

      So... I would like to thank the employees and friends I made at the fair Interbike. The pictures published in the link below are the highlights of the fair and I considered more important, however, it comes to a show so great, I know I missed many opportunities to record new images. As I am always visiting the Interbike, I think that gradually will make a thorough job. I hope to find these professionals again next year. Big hug. Tanks. 

Bob Walker (Beto Andarilho)

Pictures Collection Interbike 2015 All Pictures by Beto Andarilho

domingo, 1 de novembro de 2015

Longtail de nossos sonhos...

Yuba Mundo, na Interbike 2015. Foto: Roberto Furtado / Revista Bicicleta
           A realidade brasileira é a face do pesadelo ciclístico sob muitas perspectivas. Nós, aqui, brasileiros, sonhamos com modelos que circulam livremente em cidades da Europa e América do Norte. Uma Yuba Mundo, umas das melhores bicicletas do mundo da categoria longtail é um sonho ao alcance da mão para um cidadão americano. O alto valor de uma bela Yuba Mundo é quase irrisório para um ciclista americano... e quando ele assume as vias de um país de primeiro mundo, mais uma vez se sente reforçado a utilizar esta máquina maravilhosa. Meus colegas, amigos, e conhecidos acharam engraçado quando eu disse que escreveria uma postagem com o seguinte título: "Pedalei em Los Angeles e não tentaram me matar!" 
              Quando eu disse isto estava querendo destacar que a sensação de pedalar pela grande Los Angeles é a própria sensação de liberdade, oriunda da segurança que não é um engano. Ela existe mesmo... e se acontecem acidentes com ciclistas em Los Angeles ou outra cidade americana? Claro... evidente que sim, mas não como em Porto Alegre, não como no Brasil. Em Los Angeles, ciclistas são pessoas... em Porto Alegre, ciclistas são menos que bens materiais aos olhos de motoristas. E isto não é uma característica de motoristas, isto é do cidadão brasileiro mesmo! Enquanto 90% das pessoas que andam pelas vias, tendo habilitação ou não, desconhecerem suas obrigações como cidadãos perante do CTB, bem como o verdadeiro sentido de "bom senso", estaremos perdidos por mais algumas décadas. E se longtail é realidade em algum lugar longe daqui, aqui ela representa esperança de uma mobilidade tão distante, tão conto de fadas para os ciclistas. E eu vou dizer... temos, inclusive ciclistas que precisam muito aprender. Agora, fato que qualquer um que for ler este meu depoimento, pensará que estou sendo relapso pq acho que os ciclistas mudar também. Só que isto não vale para um país onde a bicicleta é respeitada... ciclista que passa o sinal fechado em Los Angeles é parado pela polícia. Aqui... nem assaltante é parado, imagina então se motorista ou ciclista serão advertidos. Sonho meu...

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Ekonova Adventure Bike - Edição Linha Nova 2015






          Linha Nova é uma pequena cidade próxima de Feliz e Picada Café... é um pedacinho de terra que transborda belezas naturais. De colonização alemã, as heranças são das casas de arquitetura simples e eficiente, com traços que de longe se reconhece como parte de uma cultura.  Emancipada de Feliz em 1992, uma cidade jovem ainda, que é também a maior produtora de couve-flor do Rio Grande do Sul. Tem tradições como a produção de cerveja e agricultura, mas o que encanta mesmo é a vista dos pontos mais altos. A beleza natural é de vegetação densa para onde vc olhar. De longe, dos morros mais altos, se enxerga a cidade de Feliz, que é outra bela cidade. 
A Ekonova escolhe as cidades pela qualidade das mesmas em proporcionar o turismo de aventura. Os trajetos sempre são realizados pelos guias da Ekonova, uma verificação cuidadosa que garante o sucesso de cada evento do entretenimento da bicicleta. 
O passeio por Linha Nova já não é novidade para Ekonova, mas este ano foi incluído um trajeto totalmente novo, com direito a travessia de córrego e mata fechada. Somente uma bicicleta passa pela trilha. Os ciclistas, ao saírem da trilha, faziam elogios sobre o trajeto e sobre esta nova trilha do roteiro. Um roteiro totalmente exclusivo da Ekonova.

A próxima aventura...

         No mês de setembro, precisamente dia 13, domingo, a Ekonova realiza mais um passeio especial. Será o Pedal da Ferrovia, no município de Guaporé. As inscrições podem ser realizadas à partir do dia primeiro de setembro. De acordo com o organizador Fabiano Pellenz, "este será o passeio mais esperado do ano!"
Esperamos todos lá em Guaporé para um grande dia de entretenimento... quem pedala com a Ekonova, sabe muito bem o que promete a bike aventura.

As imagens de Linha Nova

O passeio pelos caminhos rurais e trilhas em Linha Nova renderam muitas imagens. Realizadas por Fabiano Pellenz, também por colaboradores, e pelo Bikes do Andarilho. As imagens são divulgadas pela organização, podem ser vistas em tamanho maior na posse da Ekonova, através das redes sociais, em especial o Facebook. As imagens produzidas pelo Bikes do Andarilho, podem também ser observadas no link abaixo. 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Ekonova Adventure Bike - Edição Linha Nova 2015

Foto: Roberto Furtado

Foto: Roberto Furtado
                 Esta lançado o convite... dia 30 de agosto acontece mais um grande dia do entretenimento da bicicleta. A Ekonova faz contagem regressiva para mais um evento cheio de aventura com a bicicleta. "Liberte seu espírito de aventura" é a proposta deste evento com três opções de trajeto. 

Trajeto de 20 km - Iniciante
Com uma trilha de 1km e aproximadamente 480 metros de elevação acumulada, este é o trajeto recomendado para aqueles que estão começando.

Trajeto de 30Km - Intermediário
Com 3 trilhas de 6km aproximadamente 880 metros de elevação acumulada. Este é um bom trajeto para aqueles que estão avançando!!!

Trajeto de 40km - Longo
Este sim é um trajeto duro, 4 trilhas com 11km no total e aproximadamente 1350 metros de elevação acumulada. 
Se recomenda este trajeto aos que já conhecem o padrão da Ekonova ou que estão acostumados a fazer trilhas. 

A Estrutura do evento...

         Quem costuma pedalar com a Ekonova já conhece o formato, mas é preciso falar um pouquinho da estrutura, pois sempre aparece o ciclista da primeira aventura. A Ekonova é uma empresa preocupada em oferecer o melhor possível em estrutura de entretenimento de aventura. Nesta oportunidade, da bicicleta, estão incluso o seguro aos participantes. Teremos 4 pontos de hidratação e 1 ponto com frutas.  No Caminho estarão batedores munidos de motocicletas... há também ciclistas orientados para ajudar, além do coleguismo dos mais experientes. Fabiano, da Ekonova, fica todo trajeto circulando com um carro de apoio. Há outros automóveis de apoio... eles estarão lá para reforçar a segurança. Todo trajeto é devidamente marcado... com cal ou fitas e/ou placas indicativas. Os ciclistas inscritos recebem uma identificação que é importante para controle da organização. 
Serão feitos videos e fotos durante o evento... o evento é divulgado nas redes sociais e em sites parceiros, como o Bikes do Andarilho e Revista Bicicleta. O Bikes do Andarilho é presença garantida nos passeios e eventos da Ekonova... O Roberto Furtado vai estar fotografando e, o Fabiano Pellenz vai fazer fotos também. É uma certeza de muitas imagens. O local de largada e concentração possui amplo estacionamento. No retorno, existe um local para banho. 

Investimento:

R$ 30,00 (para inscrição e pagamento antecipado)

R$ 35,00 (para pagamento no dia do evento)

SEM CAPACETE NÃO SERÁ PERMITIDA A PARTICIPAÇÃO DO CICLISTA.

Inscrições limitadas a 300 antecipadas, faça logo a sua.

https://docs.google.com/forms/d/1zxNA0YoFW331YP8wLCOtEFPnrg1K05rQPacZXUwDkI0/viewform

Mais informações no Facebook do evento (link).

Aproveite e confira como foi o passeio anterior, no dia 26 de julho.

Ekonova em Feliz - lote 01

Ekonova em Feliz - lote 02

Atenção, evento transferido do dia 23 para o dia 30 de agosto.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Mecânicos de Bicicleta aposta em: "faça vc mesmo!"

Imagem para Mecânicos de Bicicleta.com.br, produção Bikes do Andarilho. Foto: Roberto Furtado
                 Uma ideia bastante simples... bem moderna e uma tendência mundial! Faça vc mesmo! muito embora isto seja uma realidade totalmente relacionada ao perfil de ciclista, sabemos que isto é realmente uma situação vivida por aqueles ciclistas mais aventureiros na manutenção da querida bike. Faça vc mesmo em casa! Como no imagem acima, um ciclista realiza a manutenção na sua própria bike na sala de casa. A oportunidade de realizar a própria manutenção da bicicleta se tornou viável nos últimos anos com a disponibilidade de ferramentas específicas com a realção de bom custo e benefício. No passado as ferramentas estavam somente disponíveis as lojas... pq era mais controladas justamente para evitar que as mesmas chegassem ao consumidor, mas hoje elas estão sendo vendidas com valores atraentes e fazem a cabeça de quem não gosta de mais ninguém mexendo na sua bicicleta. Algumas ferramentas, como a específica para aperto de cassete e freio a disco tipo centerlock, ou mesmo um extrator de movimento central, pareciam dispositivos especiais restritos as oficinas. Elas podem ser encontradas na loja Mecânicos de Bicicleta (link).  Érico Corrêa aposta no mercado com atendimento de qualidade e com o diferenciado foco aos mecânicos de bicicleta de plantão...
A e-shop esta investindo na ideia e apostando na divulgação como uma forma de se destacar e, aliás, vem fazendo isto de forma dedicada. Muitos são os clientes que "compraram a ideia"...
O Bikes do Andarilho produziu a imagem que será veiculada na campanha em questão, divulgada inclusive na Revista Bicicleta. Longa vida a ideia... 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Giant Prodigy - Parte 02




          Uma bike muito ligeira... sim, dinâmica como poucas que já vi. Segura, quase que no formato de uma mtb, porém quase tão ágil como uma speed vintage. Agilidade é uma virtude do projeto... um desenho muito interessante, adiantamento de eixos, proporções, conceitos da velocidade. Há poucos que compreendem o que traz tais vantagens, mas quase todos percebem isto ao rodar sobre um bom projeto. Me pergunto em que lugar do passado deixaram estas ambições, de paixão sobre a velocidade, com amor pelo que se faz... acho que as cifras mudaram as mentes. Felizmente, sei que pertenço, junto de alguns, a outro formato de ciclista. Somos movidos por paixão... sem maldade, mas as curvas das antigas são mais belas e atraentes do que as novas, questão de gosto, já dizia um amigo que comia apenas quindim como sobremesa. Coisas tão pessoais quanto a escolha de um calçado...

Os sinais do tempo...
       
            Sim, ela tinha muitos... e como não ter? Atravessou os anos, e as crianças que nasceram junto dela, certamente são adultos jovens, talvez sejam até pais. O tempo passa para tudo, pq não para ela? O aço antes protegido pela tinta, agora demonstra não apenas a cor original de parafusos... mas também apresenta o marrom da ferrugem. "Somos aço... portanto enferrujamos!" Do Cr-Mo de pequenos parafusos aos tubos nobres, talvez de pregos simples... ferrugem é uma característica como são as rugas para os humanos! Limpa... passa uma palha de aço e depois passa óleo nas partes escondidas. Nas partes aparentes vc apenas encera, pois já ajuda na conservação e não mancha as roupas. Não dá pra ter tudo... a elasticidade do aço traz junto o que podemos chamar de deterioração para o oxigênio, que junto de outros elementos remove o formato conhecido da bicicleta até a sua extinção. Evidente que isto leva muitos anos... talvez, se bem cuidada, mais que duas ou três gerações de homens, tal e qual uma espada. Aliás, onde foram parar as espadas do passado? Gosto de pensar que elas viraram bicicletas... eis uma delas aqui em fotografias.

Aplicação prática
       Não sei muito o que dizer sobre esta bicicleta... Acho que estou tão encantado por ela quanto fiquei pela Giant Sedona, também da década de 90. Ao que parece sou um incondicional adorador de um passado, na prática, não de teoria, pq me sinto muito confortável sobre estas velharias que o homem insiste em recusar. Estranho é perceber que nos países desenvolvidos há ainda, ou melhor, novamente, muita aplicação prática do velho cromoly. Sinal de que ou somos tão loucos e em bom número que merecemos atenção, ou o material é realmente viável em termos de tecnologia para bicicletas. Estou gostando muito desta bicicleta... se alguém me perguntar se deve comprar uma se por acaso tropeçar em alguma por aí... não vou nem perder tempo explicando! Vou dizer: "Se vc não comprar, eu compro!"

Aos poucos formarei novas observações sobre esta maravilha...

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Pedal Ekonova Adventure Bike 2015 - edição Feliz 2015






Trilha exclusiva para bikes!
          Uma experiência em grupo... um grande grupo! Mais de 400 ciclistas reuniram-se no Parque Municipal de Feliz para percorrer uma das três opções de trajeto ofertados pela Ekonova. Fabiano e Cristiane, mais uma vez, ofereceram ótimo roteiro de entretenimento especializado.
Embora a previsão do tempo para o domingo fosse de dia de sol ou até parcialmente nublado, o dia amanheceu com aquela garoa fina que todos conhecem... aquela chuvinha fina que começa e não tem hora para acabar. E chuviscou o tempo todo pela manhã, mas ao que parece, poucos se incomodaram com aquele clima. Eles queriam mesmo era pedalar. O bom humor contagiante é algo que alimenta um evento desta natureza, uma confraternização exemplar. Raros são os esportes com tal espírito de aventura e coleguismo.
De fato, chuvisco e neblina não é algo que se vê muitas vezes na vida... ou seria a chuva tão fininha que de longe parecia uma neblina. Pouco importa... estava perfeito, mesmo com toda lama!
A Ekonova marca a história das pessoas... Os cliques que fiz até hoje, também. O trabalho em equipe, em parcerias, da prefeitura, do Bikes do Andarilho, da Ekonova, também da Hart's natural  e Itati água mineral... tudo isto montou um pequeno sistema que garantiu com eficiência a diversão destes ciclistas. Ciclistas... nossos amigos. Nos chamam pelo nome, pelo apelido, sorriso no rosto, abraço fraternal... é amizade, motivada pela bicicleta, mas simples e pura amizade. Mais uma vez, tal estranha estrutura, antiga criação do homem, atravessa os tempos e se faz moderna, agora para entreter, fazendo sentido como otimizadora de energia humana, veiculadora das relações humanas.

Ekonova em Feliz - lote 01

Ekonova em Feliz - lote 02

A bicicleta da competição... e a assessoria de imprensa no Brasil

Lucas Bertol, Carlos Barbosa, 2014.
          Antes que as pedras sejam arremessadas em nossa direção, começo explicando que a culpa não é dos profissionais da mídia especializada. Se trata, evidentemente, da falta de investimentos na assessoria de imprensa nos esportes da bicicleta no Brasil. Isto transparece facilmente quando vc vê um grande evento competitivo da bicicleta em realização... ao término, todas as informações básicas deveriam ser divulgadas em não mais que 30 minutos. Ou seja, desceu o último atleta do downhill, a lista de classificação dos 10 melhores deveria ser publicada em meia hora. Todos os os organizadores acham que isto não é necessário, mas a realidade no exterior é diferente. Exceto quando há dados extras para calcular, como nas questões de pontuação para conferir, devem ser rapidamente publicados tais resultados. Quem já esteve acompanhando estes grandes espetáculos sabe que isto é uma realidade. 

Assessoria de imprensa... 
             
         Algumas pessoas me perguntam pq não fazemos assessoria de imprensa... e em primeiro lugar faço uma comparação sobre isto. Um mecânico de automóveis especializado em sistema de alimentação de motores de combustão interna, poderia fazer o trabalho de um mecânico eletricista de automóveis? Sim, poderia, em muitos casos... mas ele faria com tanta segurança? Não, pq ele não esta acostumado, não tem a experiência que o primeiro tem com injeção de alimentação de motores. Isto explica a questão... mas algumas pessoas dizem: "ah, mas vc escreve!" Bom, deveria ser papel e capacidade de qualquer profissional saber escrever um mínimo. Um repórter fotográfico é um jornalista e, toda informação que ele passar ao jornalista responsável pela produção jornalística deve ter o maior número de informações que puder ser passada. Se é relevante, o repórter fotográfico, deve entregar juntamente com as imagens, informações anotadas sobre o assunto. No Brasil há poucos profissionais com a qualidade necessária sobre este assunto... Assessores de imprensa de alto nível, conheço em duas empresas do jornalismo especializado. Já tive o prazer de acompanhar, como espectador, o trabalho da Bike Magazine Press e da Seppia Geração de Conteúdo. Responde pela BM Press o jornalista Marcos Adami, antigo no meio, apaixonado pelo ciclismo e mantenedor da mídia online Bike Magazine; A jornalista Dani Prandi, trabalha junto com Marcos, assim executam um dos mais belos trabalhos na geração de conteúdo da competição vistos no Brasil. Carlos Ghiraldelli representa a Seppia, que faz um trabalho em competições, mas também atua fortemente no setor comercial da bicicleta, sendo presença garantida em todas as feiras do comércio e indústria da bicicleta. 
Estes profissionais são especializados na geração de conteúdo de eventos que envolvem a bicicleta. O trabalho sempre é feito em equipe... um gera assunto, outro anota as informações do fato, outro fotografa, grava, etc. É um trabalho de equipe e, gerir e escolher uma equipe é atribuição da função de assessor de imprensa. 
Portanto, quando vejo atletas reclamando que as informações não foram divulgadas com qualidade, significa que não estão chamando profissionais para realizar estas funções. Estão pagando pessoas não capazes, não habilitadas e muitas vezes, semi analfabetas para realizar o trabalho de um jornalista. E quando falo em semi analfabeto, cito exemplos sem nomes... tem pessoas que não sabem nem mesmo tempo verbal e estão se auto afirmando "assessor de imprensa"! Pode? Pode... tenho visto, todo mundo esta observando isto no Brasil. 
              Fico por aqui, parabenizando os colegas que continuam fazendo o trabalho, em meio a este mercado que não valoriza estes profissionais da imprensa. Repórteres, cinematográficos ou fotográficos, assessores de imprensa, diagramadores, repórteres entrevistadores, todos possuem funções especializadas que merecem atenção e respeito, pois esta é a única forma de criar uma cultura da bicicleta conhecedora e valorizadora da bicicleta. As revistas, jornais e mídias online precisam ter qualidade para o crescimento da bicicleta brasileira. Agradecimentos a Revista Bicicleta por absorver meu trabalho e por acreditar nestes ideais verdadeiros. 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Pedal Ekonova Adventure Bike - edição da cidade de Feliz 2015


     Vamos lá então... Galera, Bikes do Andarilho convida juntamente com a Ekonova e a Prefeitura de Feliz para o Pedal Adventure Bike Ekonova em Feliz. Com três opções de trajetos, oportunidades para todos os gostos e preparos! Detalhamentos no endereço https://www.facebook.com/events/127406997591551/
A cobertura fotográfica fica a cargo deste que vos escreve... publicações no Bikes do Andarilho e Revista Bicicleta. Coleção de fotos no formato de sempre... formato "tentamos fotografar todo mundo!" 
Segue informações dos organizadores... e nos vemos por lá!

quarta-feira, 15 de julho de 2015

A revolução do garfo amortecido...

Foto: Roberto Furtado / Bikes do Andarilho.com

Foto: Roberto Furtado / Bikes do Andarilho.com
           Há tempos que o homem busca por uma boa alternativa para obter conforto na bicicleta. Assim foi nos automóveis e assim é nas bicicletas. Certa vez, tive uma GT I-Drive 1.0, com garfo amortecido e balança traseira também amortecida com sistema de ar óleo, ambos da Fox. Isto foi em 2006 e sei que aquela qualidade tem um elevado valor, mas como não ter um valor elevado sem a popularização. E acho que o grande segredo da bicicleta esta guardado sem chaves e na frente dos olhos de todos... precisamos de uma popularização eficiente em bicicletas. Isto pode acontecer a qualquer momento, bastando que certos conceitos e modelos caiam no gosto do consumidor. Na década de 90, acredito que a suspensão mais popular de todas fosse esta que aparece nas imagens. Altamente eficiente na época... uma verdadeira porcaria se comparada aos materiais dos dias de hoje. Mesmo não sendo nada de bom em relação a atualidade, foi uma "ponte" importante para o presente. Com 20 anos, a Rock Shox em questão foi um marco na história dos garfos amortecidos... com 40 mm de curso, isto era uma revolução naquele tempo. Hoje é raro encontrar uma suspa com curso inferior a 80 mm, e nem estamos falando da qualidade. Hoje, vc passa por cima de uma oscilação e ela é absorvida, naquele tempo vc tinha apenas uma redução no impacto. E se comparar um garfo rígido a esta história, então a questão fica muito mais relevante. E nem estamos falando de garfos rígidos fabricados em alumínio... pq como todos sabem, alumínio não absorve quase nada de impacto. O que é mais curioso sobre estas suspas de época é que elas era ainda fabricadas para freios cantilever, com apoio de conduíte como aparece nas imagens. Hoje, sobre bikes novas, vou dizer que prefiro as mesmas amortecidas com a melhor suspensão que houver dentro de uma faixa de valor viável... mas sobre bikes antigas, não tenho dúvida alguma de que prefiro os velhos e bons garfos de Cr-Mo, principalmente os que possuem curvatura. 

Vou explorar mais este assunto...

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Em avaliação... Guidão Butterfly

Foto: Roberto Furtado

Foto: Roberto Furtado

Foto: Roberto Furtado
                   Havia muito tempo que eu queria testar este modelo de guidão. O butterfly é um guidão bem diferente de qualquer proposta tradicional, possuindo um apelo de reposicionamento e versatilidade na condução da bicicleta. A proposta dele é oferecer mais posições para segurar o guidão. Vale dizer que isto é muito pessoal... e vai ter ciclista que não se acerta, assim como os próprios modelos originais. Farei alguns apontamentos sobre os primeiros usos... mas somente uma longa utilização poderia determinar detalhes bem "estreitos" desta peça importante.


Versatilidade de posições e aplicação

                     O guidão butterfly possui três diferentes "pegadas". Nenhuma delas se aproxima de uma posição de guidão original, tipo rise, drop, reto, etc, pois esta versão de guidão oferece o deslocamento do eixo central do guidão. Utilizando a mesma mesa (suporte de guidão) se avalia facilmente que o guidão butterfly fica "adiantado ou atrasado" sobre a mesa. A diferença pode chegar por volta de 80 mm de recuo para trás e/ou de "adiantamento" (para frente) dependendo do modelo e fabricante do guidão. Também é notável que a altura do guidão se altera em relação ao modelo reto, ficando mais baixo que o original quando colocado na posição de bar end, e a barra adiantada ficará mais alta. Este artifício pode ser utilizado para corrigir algum posicionamento, ou mesmo pelo bike fiter. Para cicloturistas, ou mesmo para entusiastas, igualmente para ciclistas da mobilidade, torna-se uma opção de valor sobre o conforto. Há vantagens e desvantagens, mas de maneira geral se observa bons adjetivos. As posições não são nada esportivas... então fica claro que é um modelo para entusiastas. E sabe-se que o maior público consumidor em termos de volume de vendas esta ligado ao perfil de entusiasta. Possuir três posições distintas em um guidão pode ser um diferencial, inclusive para fixar acessórios, tais como faróis, suportes de celular e outros transportáveis necessários ao alcance das mãos.


Bar end

                    Na função "bar end" podemos dizer que há qualidade de igual forma se compararmos esta opção ao guidão com acessório bar end que foi posteriormente instalado como opcional. A vantagem no butterfly sobre os bar ends tradicionais, fica sobre a terminação logo acima, que devido ao formato do guidão, elimina completamente as pontas que podem ser perigosas no caso das quedas ou até mesmo a pedestres. Os pedestres que por infelicidade atravessarem a trajetória do ciclista, de forma acidental, inevitavelmente serão atingidos pela primeira parte da bicicleta que surge na trajetória. Esta parte do guidão com bar ends torna-se o primeiro contato da colisão entre bicicleta e pedestre. Mesmo que seja um acidente, alguns detalhes pequenos podem ser observados. Devem ser evitados alguns modelos de bar ends, sobretudo os mais antigos, pois algumas destes acessórios podem ser são extremamente danosos aos pedestres. Tal situação inexiste no butterfly, pois sendo continuado e curvo, eliminam-se as pontas nas extremidades. As terminações do guidão estão para dentro! Este fi um grande atributo do butterfly em termos de praticidade e segurança.


Maçanetas de freio... segurança?

                   É difícil saber o que cada um gosta de usar e como se sente em relação a segurança dos freios e posições de guidão, mas acredito que a maioria dos ciclistas se sinta muito mais confortável sobre segurança quando as maçanetas de freio se posicionam de forma paralela ao guidão. Para caso de guidão drop, de bicicletas road, se sabe que foram desenvolvidos para desempenho de estradeiras, por isto possuem um capítulo a parte sobre posição e não serão considerados aqui. Contudo, de fato, guiadores retos ou tipo rise são mais adequados a este comparativo por se aproximarem do quesito segurança. Me parece que o guidão reto se mostrou mais seguro que o butterfly pela questão da posição bem defensiva que permanece o ciclista. De qualquer forma, ainda sendo um guidão reto na posição principal (aquela que permanecem os manetes e trocadores), a mesma versatilidade do butterfly, impede afastamento das maçanetas de freio em relação a mesa... e isto poderia trazer mais estabilidade. Algumas pessoas referenciam-se sobre esta questão com o comprimento do guidão que se assemelha a largura dos ombros. É mais complexo do que isto, mas é importante destacar este limite do butterfly. 

Aço ou Alumínio

                É interessante chegar mais uma vez neste tema sobre materiais... mas afinal, como não chegar aqui se a questão é justamente sobre as bicicletas e componentes? Procurei pensar muito a respeito do modelo e qual seria a melhor alternativa para dentre as opções do mercado. Nós sabemos que produtos com elevado valor agregado carregam consigo grandes atributos, mas sinceramente não compreendo o fato de um guidão butterfly custar 400 reais. Não há justificativa para um guidão de conceito voltado para cicloturismo ou passeio custar mais do 200 reais. Pode ser uma questão de baixa rotatividade de um tipo de produto ainda... mas não será ao custo de 400 reais que ele se tornará popular nas vias de um país. Por isto, resolvi procurar por um modelo cuja característica fosse baixo valor final, mas também que fosse de aço... e explico. O design do guidão butterfly possui uma característica muito peculiar, cujo resultado se estende até o conforto sobre terrenos acidentados ou com potencial elevado de vibrações sobre o guidão. Ao segurar no guidão, o ciclista coloca seu peso e apoio sobre uma parte muito importante da bicicleta. Ao longo da bicicleta, as energias promovidas pela trepidação vão se distribuindo, dissipando-se ao longo do tubo! Até que as energias propagadas possam chegar as manoplas ou região de pegada principal do guidão butterfly, ocorre o efeito de dispersão destes transmitidos pela roda através do pavimento. Sabe-se, de longa data, que bicicletas de aço ou cromoly (cromo + molibdênio) são representantes do conforto nos campos da flexão, torção e vibrações, tanto que justamente este segundo material é utilizado na fabricação de molas automotivas, devido as propriedades exclusivas. Neste caso, assim como em muitos outros, o aço e suas ligas, levam grande vantagem quando o assunto é absorver vibrações. O alumínio é sem dúvidas o elemento indispensável na indústria da bicicleta... e cabe lembrar que ele é muito mais importante na elaboração de bikes de elevado nível técnico com finalidades competitivas (ou alguns tipos de recreativas), do que propriamente na fabricação de guidão e outros itens da bicicleta de cicloturismo. É como atacar uma mosca com uma bazuca... é como pensar em gramas reduzidas no guidão para uma bicicleta que carregará dezenas de quilos extras em bagagem. E ao custo do prejuízo de conforto.
Aparentemente, a peça testada é fabricada com um aço do tipo SAE 1020 ou SAE 1008, com acabamento cromado e tubo com costura (visível internamente). O valor deste guidão, comprado na internet em loja de SP, foi de 60 reais + despesas de envio. A peça em questão esta em teste em uma bicicleta Giant Sedona ATX series de 1994, fixada em mesa de cromo. Permanece a peça em teste por algum período, testada nas ruas de Porto Alegre.
Agradecimentos aos apoiadores deste blog de crítica especializada em bicicletas. 

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Audax 200 km do Vinho 2015

Foto: Roberto Furtado

Foto: Roberto Furtado

Foto: Roberto Furtado

Foto: Roberto Furtado
             Vamos lá... Bom, vou começar por uma questão relativa ao Bikes do Andarilho e ao meu trabalho. Muitos dos leitores perceberam a presença de dois domínios aqui no blog. Isto faz parte de uma estratégia de visibilidade e parcerias que estou tentando firmar com o mercado americano. O mundo fala o inglês e a combinação de letras e pronúncia do "LH" não é claramente compreendida por estes que falam o idioma em questão. O americano ou qualquer outro ciclista que fale inglês entende muito melhor o Bikes and People. Então vcs verão realmente logos com Bikes and People, que não é apenas uma nova logo e novo nome, mas é também uma nova ideia sobre a forma que vamos destacar a bicicleta. Falarei mais adiante sobre esta ideia e sobre as ações relacionadas, mas por hora haverá sim dois endereços para este espaço. Acredito que o público do Audax seja também o mais antigo que por aqui passa e por isto não poderia deixar passar esta oportunidade para comentar a questão do segundo domínio. Estas ações envolvem a Revista Bicicleta, com que tenho trabalho nos últimos 4 anos. 

Audax 200 km do Vinho

                  A prova, como se esperava, foi boa, dura e teve forte ajuda do clima. Esta seria uma prova talvez, muito perigosa se estivesse chovendo, mas afinal, todo audax com fortes descidas seria perigoso com pista molhada. Quem fez pela primeira vez, talvez não soubesse quão duro pode ser um audax, mesmo que seja "apenas" um 200 km. A teoria de que um 200 km é o passeio mais duro que um ciclista pode enfrentar não é inverdade. Se 200 km pode ser ainda um passeio pesado... este é o 200km, já os 300 km, na minha opinião é uma prova mesmo, pq vc vai passar mais tempo pedalando do que qualquer outra coisa naquele dia. Isto já pode ser chamado de prova de fogo... quem pode vencer o sono, o corpo, uma guerra interna entre persistir e as dores e cansaço do corpo? Acredite, 200 km é um passeio pesado! Para uns, um imenso esforço, para outros é como ir a padaria de bike. Mesmo para quem vai a padaria, como o ilustre ciclista e amigo Alexandre Paiz, que frequentemente realiza as provas mais duras do estilo Audax e mesmo assim perdeu o controle da bicicleta. Quem conhece Alexandre sabe que ele é um dos ciclistas mais experientes que se pode ver em uma prova de longa distância, mas isto não o deixa livre de certas circunstâncias. Fortes descidas, areia, pedrinhas, e até mesmo água que descia da montanha e cruzava a pista. Estes poderiam ser motivos para derrubar um ciclista, independente de experiência. Felizmente, não houve maior gravidade com Alexandre... apenas escoriações, mas ele que nunca desiste, não se abalou e venceu mais uma vez a si mesmo. Estas são as histórias que se criam junto de uma prova... quem supera o que? A si mesmo... mas em quais condições? Vento, chuva, quedas, resfriados, problemas com a bicicleta? Grande é aquele que sabe como lidar com a situação... ser forte não é ser indestrutível, mas saber como lidar com o imprevisto e acreditar em si mesmo! Parabéns Alexandre, estamos orgulhosos!
Muitos foram os ciclistas que desafiaram os 200 km que levava de São Leopoldo para Caxias do Sul em um trajeto de muita beleza... beleza que só pode ser vista com os próprios olhos. E aí esta um dos prêmios para quem acompanha a organização e os atletas neste esforço em conjunto. Quem participa como acompanhante ou voluntário consegue ver de longe uma situação especial de superação de sonhos. Viver um momento destes é materializar um sonho de pedalar por aí... parabéns a todos que tornam viável o sonho destes ciclistas. 

Homenageado de prova - Claudemir Sperandio
                  
               O mundo não é aquele mar de estradas seguras que desejamos para nossos amigos. O mundo é hostil para quem se aventura nele. Parece que esta foi uma regra condicionada ao dia em que nascemos. Saímos de casa, achamos que vamos voltar, mas não temos garantia alguma. Poderia ter acontecido com qualquer um de nós o que ocorreu a Claudemir. Viver nas ruas e nas estradas, como pedestre, ciclista, motorista ou passageiro, nos coloca em uma situação de risco. Há meios de reduzir os perigos, mas eles continuarão existindo... Lembro de um caso. Um homem trabalhou anos a fio como motorista, cauteloso na condução de um ônibus intermunicipal, viveu a vida trabalhando até se aposentar sem jamais envolver-se em um acidente. Um certo dia, atravessava a rua e foi atropelado por um motociclista em um bairro tranquilo de Porto Alegre. Esta história nos diz que cuidado é necessário diariamente, mas que mesmo assim, estamos sujeitos as condições impostas pelo mundo que construímos. 
Nosso colega e amigo Claudemir viveu um sonho... ele foi lembrado em um minuto de silêncio no briefing da Sociedade Audax de Ciclismo, certamente foi lembrado por muitos que não conseguem esquecer um rosto. Durante a prova, muitos lembraram dele... ele conviveu com aqueles que amava, pedalou pelas estradas e se tornou um ciclista experiente. Ele realizou o sonho de ser randonneur 5000, completou o Giro do Chimarrão em 2012 (Audax 1000 km). Embora fosse do Paraná, pedalou algumas vezes entre os gaúchos. Claudemir perdeu a vida no Audax realizado em Santa Catarina, neste mês de junho de 2015. Nossa tristeza por perder um ciclista nos coloca muitas vezes em dúvida sobre continuar um trabalho com estradas, mas nós lembramos o caso de quem atravessa a rua e os riscos que vivemos todos os dias. Se perdemos um ciclista, ganhamos a força de alguém que nos serve de exemplo. Sigamos com força nos nossos propósitos pessoais ou da bicicleta, amando quem devemos e precisamos, pois tudo isto... a vida, se resume em amor. O único sentimento que nos permite existir através dos tempos é o amor! Ame seus amigos, sua vida, seus objetivos! Faça valer a pena este presente temporário... se a vida é passageira, então que ela seja intensa de bons exemplos, bons sentimentos!

segunda-feira, 15 de junho de 2015

XCM de Igrejinha... Cruz vence mais uma etapa do CGMTB 2015

Sérgio Cruz acompanhado do batedor, na trilha, 2015. Foto: Roberto Furtado / FGC
            Bem amigos... esta é mais uma história sobre o MTB gaúcho, que é referência nacional em termos de organização e atividade esportiva frequente. É comum, mas não nem por isto deixamos de valorizar. O MTB no RS representado pela FGC, através da CBC e UCI, constrói história esportiva de patamar internacional. Temos excelentes atletas e precisamos apoiar os mesmos nesta trajetória em busca do crescimento profissional. Sérgio Cruz vence mais uma etapa do CG de MTB, tipo XCM. A prova contou com o clima de umidade... chuviscou um pouquinho em certo momento, mas a neblina foi a exclusividade da prova. Que venha a próxima etapa... estamos ansiosos!


terça-feira, 2 de junho de 2015

Ekonova Adventure Bom Princípio 2015

Foto: Maria Cristina / Ekonova Adventure
       Aconteceu no dia 31 de maio em Bom Princípio, terra do morango, o cicloturismo da Ekonova Adventure. O ponto de encontro e partida do evento foi no tradicional Morangão, construção que imita um morango gigante e que é muito conhecida na região. Mais de 450 ciclistas percorreram três trajetos de 20 a 42 km, classificados respectivamente como curto, médio e longo, passando por propriedades e estradas do município que se orgulha pela forte produção de morango. O moradores da região acolheram os ciclistas de forma simpática e receptiva. Em alguns locais o público observava os ciclistas com curiosidade. "O grupo de bikers foi realmente grande, chamou a atenção da população!", de acordo com Fabiano Pellenz, um dos organizadores. "Muitos dos ciclistas vieram de diversas partes de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, de cidades como Criciúma, Santa Cruz do Sul, candelária, Passo Fundo, etc". Os participantes vestiram a camiseta feita e lançada especialmente para o evento. Além do passeio comentado e elogiado pelos participantes, ocorreu um sorteio que surpreendeu a todos. A Ekonova sorteou uma viagem para o Uruguai entre os participantes que vestiam a camiseta do evento. O passeio foi um sucesso... sorrisos, brincadeiras, ciclistas com cara de cansaço e alegria. Ao fim do evento... alguns perguntavam: "Quando é a próxima?" Um sinal de que um grande projeto se constrói com dedicação e amor... e muitas bergamotas! Sim, a organizações ofereceu bergamotas, bananas e muita água! Carros de apoio, motociclistas controlando o percurso, tudo isto fez parte deste projeto em conjunto com a prefeitura de Bom Princípio.

Ekonova Adventure

       A empresa especializada no entretenimento esportivo tornou-se uma referência na organização de eventos de caminhada e cicloturismo. Foram centenas de eventos, corridas de aventura e de montanha. Muitos destes eventos são realizados no sul do Brasil e exterior. Eventos com roteiros pela patagônia Argentina, Uruguai, serra e região costeira do RS e SC. É comum procurar pelos eventos e perceber que as vagas para as viagens estão todas preenchidas. Frequentemente, a Ekonova, abre novas vagas em uma edição dias depois. "A procura é grande, mas fazemos tudo para atender a todos!", diz Fabiano. Fabiano e Cristiane Pellenz são guias treinados que realizam muitos roteiros em busca das melhores aventuras para oferecer ao entusiasta uma oportunidade com grandes lembranças. A Revista Bicicleta esteve acompanhando um dos projetos... realizado em Santa Catarina no início de 2015, chamado de Serra e Mar. Que venha o próximo... estamos contando com iniciativas saudáveis como esta.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Reconstrução... mais um projeto com Nexus Inter 3

Shimano Nexus Inter 3. Foto: Roberto Furtado / Bikes do Andarilho.com
           Depois de algum tempo sem reconstruir nada, resolvi meter a mão na massa novamente. De vez em quando é preciso falar a respeito, pois motivar o mercado da bicicleta é de uma importância muito maior do que se possa compreender. O efeito bola de neve entre uma postagem e outra, bem como as bikes bem reconstruídas que circulam pelas ruas, acaba gerando novos entusiastas. Já felei isto por aqui algumas vezes... e este mesmo efeito um bom exemplo do comportamento que devemos assumir nas ruas, como motoristas, como ciclistas ou pedestres. Aquela velha ideia do "seja vc a mudança que vc quer ver no mundo!"

The Bicycle
          
         A bicicleta do projeto vai ser uma bike simples... da década de 80 ou 90, ainda estou entre duas. As vezes penso que é preciso produzir a ideia em cima de uma bike que esteja ao alcance de mais pessoas, pois pegar uma bike "mosca branca" é o mesmo que desestimular o vivente que teria potencial para se aventurar. É muito mais interessante promover a reconstrução em algo que há sobrando nas bicicletarias e até nos ferros-velhos do que algo que "um primo tinha em casa uma bike tri rara!"
Então, por causa disto, resolvi que vamos pela simplicidade... pq simplicidade é algo que se relaciona com viabilidade, também com mobilidade ou uso coerente das vias. Me incomoda é ver o mau uso das vias, onde a vez é sempre do automóvel que impede o surgimento de novos ciclistas. Vejo as pessoas falando mal do prefeito de Porto Alegre, e durante muito tempo pensei que era uma questão política, mas hoje percebi que a prefeitura é realmente contra a bicicleta. Isto é algo que não se entende, pq só um país atrasado não compreende a importância da bicicleta. Este já é outro assunto, apenas aproveitei a oportunidade para ser um ativista da bicicleta.

Shimano Nexus Inter 3

         O sistema de transmissão e trocas de marchas será um Nexus, modelo Inter 3 com freio contra pedal, da shimano. Para mim, esta é a grande solução para as bicicletas antigas que foram esquecidas no passado. A revolução da bicicleta passa por todas as épocas da bicicleta e junta o velho com o novo. Nós sabemos que este sistema de marchas internas em uma única peça, permite o viável ressurgimento de uma bike. Este sistema é tão confiável que esta sendo adotado no mundo todo. A popularização deste, permite a aquisição por valores realmente atrativos... Se vc pensar que é possível comprar um sistema de 3 marchas que já é um cubo traseiro e freio, então o único componente extra será um cubo dianteiro. Se o kit não possuir pedevela, inclua este componente pq é impossível fechar o sistema sem sua existência. E o que quero dizer é que se vc possuir uma bicicleta velha na garagem, sem marchas, vc terá uma boa bicicleta após a instalação do Nexus 3. Freios bons, trocas de marchas eficientes... e vc tem uma bicicleta muito boa para o tamanho do investimento. E olha que não estou trabalhando para a shimano... mas seria um bom investimento a divulgação "velha nova bicicleta com Nexus". 
De qualquer forma a ideia esta lançada... não de hoje, pois há tempos falo isto, mas a ideia cresceu bastante na cabeça de muitas pessoas, e uma fração disto se deve ao Bikes do Andarilho. Aguarda aí pq agora falta pouco... o Nexus vai ser entregue logo mais pelos correios, de acordo com o sistema de rastreamento. Agradecimentos aos nossos apoiadores...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Andarilhando por Porto Alegre... de Bike! 2ª parte




      Comecei tarde e me dei mal no passeio de POA... não levei fé que a chuva iria engrossar, mas choveu bem! Contudo, fiz um pequeno trajeto. Algumas fotos fiz no caminho antes de chover... e na volta tive oportunidade de retratar esta espuma que os automóveis promovem. Certa vez me disseram que isto é a mistura de água com óleo, que forma esta "espuma" branca sobre o asfalto. Não sei ao certo, mas acho que é possível. Olha só a poluição que os automóveis realizam... dentre outras que a gente conhece. Imagina quantos são os problemas decorrentes disto... será que vale a pena?
Para quem não conhece, as três imagens são do Bairro Teresópolis. Sendo a primeira em direção a zona norte, a segunda em direção a zona sul e a última em frente ao patronato. Era isto... não foi bem sucedido o passeio nesta terça feira. Chuva esta no caminho do ciclista, nem sempre é dia de pedal!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Final de semana cheio... bicicleta pra todo mundo!

    Um grande final de semana para quem não ficou em casa... quem aproveitou o clima bom e quente para pedalar ou produzir algo em bicicleta. Em Campo Bom tivemos a etapa do campeonato gaúcho de ciclismo, em Guaporé uma etapa do campeonato gaúcho de MTB, teve ação solidária do POA Bikers em Porto Alegre, também uma copa de bicicross em Estrela... em SC aconteceu o Desafio Márcio May. Teve também Massa Crítica em algumas cidades do Brasil, tudo em sua devida e única importância. A importância em pregar a bicicleta como máquina da liberdade. Muitos ciclistas aproveitaram para pedalar, fazer pequeno cicloturismo... outros foram até o litoral!
O ano esta terminando, mas a bicicleta esta saindo das garagens, das casas, das paredes! A bicicleta esta em evidência, nas ruas secas e ensolaradas, ou como em Brasília, sendo utilizada com veículo nas enxurradas. As bicicletas... as bicicletas do Brasil são estranhas e poderosas. Nós estamos vendo um momento mágico da bicicleta, de sino em sino das competições, das campainhas entre manifestações, pelas ciclovias, pelas estradas, pela vida! A vida é o que queremos que ela seja... e nós queremos bicicleta, pelo direito de todos, de ir e vir, de respirar e sentir o vento no rosto. Não há céu tão azul como este do mundo da bicicleta, mesmo quando chove! Boa semana e bicicleta...