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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

4 anos de prisioneiros sentimentos... a Massa patrolada por Golf preto!


     Quantas? Afinal, quantas vidas vale sua pressa? Neste momento falamos de mais de 20 vidas que felizmente não se foram, mas que serviram de força nesta luta da bicicleta no trânsito. Aos que se machucaram, lamentamos. Também comemoramos pq ninguém morreu. O ato violento de Ricardo Neis é algo injustificável... provocado ou não, ninguém pode, em hipótese alguma, acelerar e mirar o carro sobre seres humanos. 
Já se foram quatro anos desde o incidente... a justiça tarda, se arrasta, talvez tenha seus motivos... a quem espera, não importa! Diga para os esfolados, e lesados... bicicletas e corpos destruídos, muito mais que isto, sentimentos amassados por violência desmedida. Quem engole esta? Ora, toma pra ti se discorda! A Massa isto, a Massa aquilo... onde esta, afinal, o direito de "patrolar" as pessoas. Há, para quem esquece, o lembrete que todo ciclista tem uma família, um amor, um sonho. Temos, todos, amores em espera em nossos lares. E... quantas vidas vale a pressa de quem não suporta uma manifestação? Quantas vc pode engolir e assumir como responsável motorista? A quem diga, que um bom coração quando envolvido em acidente de trânsito com vítimas fatais, jamais sobrevive feliz depois de ser responsabilizado pelo fim de uma vida. A quem diga que a vida encerrada é o peso que o motorista carrega até o fim dos dias... eu acho que é verdade, quando o coração é bom, acredito! Sou motorista, sou jornalista, sou sonhador de ideais que jamais se planificarão, mas espero que nunca me torne autor de um acidente, farei tudo por isto! Afinal, quanto vale tua vida vivente? Quanto ela vale para mim, para teus amores, para quem tu espera chegar em casa de uma jornada de bicicleta? Lembra sempre, teu irmão, pai, mãe, filho, primo, neto, etc pode estar nas ruas, neste momento. Dirija com cuidado... peça por justiça, mas acima de tudo, previna! Pq lamentar é uma resultante da irreversível situação do caos de carros e bicicletas. Roda pra frente...

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Cuidado na remoção dos pedais...

Foto: Roberto Furtado

Foto: Roberto Furtado
    Já fiz isto tantas vezes, e fui advertido disto no SENAI e na oficina da PUCRS, onde cursei disciplinas específicas da segurança. Contudo, a gente subestima as operações que não são tão frequentes e acaba cometendo erros. 
 Ontem, antes de entregar a GT Corrado, pois vendi a mesma a um amigo, decidi trocar os pedais da bike por peças novas. Desta forma, entregaria um material prontinho para o uso do amigo. Peguei uma chave de boca pequena para remover o pedal... e este foi um de meus erros. A chave curta desfavorece a operação em duas importantes questões. Primeiro pq chave curta significa maior força e instabilidade desta aplicada. Depois, a chave curta mantem a mão e o braço muito próximos da coroa do pedevela. O pedal estava apertado, precisei aplicar mais força para afrouxar. Quando ele soltou, permitiu uma trajetória da minha máo que foi em direção a coroa com certa velocidade. Velocidade e/ou força atribuídas ao corpo humano em direção a peças ásperas ou cortantes, acaba mal... isto é uma coisa pra gente levar como aprendizado ou lembrete. A grande questão é que se fosse outra posição e maior força, talvez o pulso estivesse na trajetória e o dano poderia ser mais expressivo. Felizmente, nada de especial... a operação ainda pode ser concluída e não houve grande dano. No entanto, cabe lembrar e observar, desta forma, outros acidentes podem ser evitados. Imagina algo assim na estrada do cicloturismo, ou antes de uma competição, ou mesmo, antes de um trabalho. Mãos e olhos, para um fotógrafo são vitais... fato também para outras atividades, como dentistas e outras tantas profissões. 

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Refletivos para raios...


Durante uma visita a um lojista amigo, fui apresentado a este interessante acessório. Sempre achei importante a instalação de refletivos sobre a bicicleta, com finalidade única de manter-me mais visível aos veículos no período mais escuro do dia. Estes são pequenos "tubinhos" que possuem material refletivo. Para instalar nos raios (spokes) da bicicleta possuem uma pequena fenda e entram naturalmente. Não é necessário colar ou realizar outra tarefa para manter os mesmos sobre os raios. O formato tem uma pequena tensão que permite a fixação sobre os "spokes". Alguns sobre os raios das rodas dianteira e traseira, e ponto extra para visualização lateral. Eis a grande sacada... já que ciclistas não menos visíveis também na maior dimensão, justamente por ausência de refletivos e sinalizadores. Fica a dica e roda pra frente...
Agradecimentos ao comércio Dudu Bike Shop pelo fornecimento do material para teste e avaliação. 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Capacete Casco City - 1ª parte

Este ano tem sido bastante interessante... um ano onde estão ocorrendo diversas oportunidades de falar sobre bicicletas e produtos relacionados. Experimentar, avaliar, criticar e sugerir são atos válidos por aqueles que pensam em passar o conhecimento absorvido aos demais colegas. Este é um grande papel deste blog. Expor idéias, produtos e levantar considerações importantes sobre qualidade, seu funcionamento, desempenho, mas destacando a segurança. Quando entramos no tema segurança, não há um ciclista que esqueça que o capacete é o item mais importante. 
Um velho amigo dizia que este é o acessório mais importante para o uso da bicicleta, pois ele protege o "computador" do homem. Ele estava coberto de razão! Precisamos dar importância ao nosso corpo e às habilidades que ele nos oferece. Devemos pedalar sem colocar muitas restrições, mas devemos saber proteger o corpo... Nosso maior bem está dentro da cabeça. Tenho me voltado muito ao assunto capacete por esta oportunidade de abordagem e importância. Algumas marcas deixam a desejar. Alguns ficam frouxos na cabeça ou são difíceis de regular, outros machucam o queixo, e assim por diante descrevem-se defeitos e a insatisfação do ciclista, seja eventual ou atleta. Por isto, este acessório carrega tantas responsabilidades. Ele precisa ser confortável de uma forma a tornar-se "quase" imperceptível ao seu usuário, mas executar a tarefa de proteção no momento em que for necessário.Foi recentemente, precisamente na Bike Expo 2012, que conheci este modelo fabricado pela Mantua Sport, nomeado de Casco City. 
O grafismo em  cinza, preto e branco descreve um cenário urbano que sugere o nome "City". 

Recebi este exemplar das imagens diretamente do fabricante para realização da avaliação, e devo utilizá-lo nos próximos meses para poder concluí-la, utilizando como referência exemplares produzidos por outras grandes marcas, sempre considerando conforto e segurança.Muito embora o produto convença por sua ótima aparência, estarei focado na sua funcionalidade. Espero realmente não ter o sucesso do teste prático no que diz respeito a segurança, pois realmente não pretendo cair da bicicleta batendo a cabeça. 

De alguma maneira, pensarei em alternativas para avaliar se ele desprende-se da cabeça e desta forma compromete a segurança, mas pelo que já pude perceber, sua fixação é satisfatória. Me agradou muito a proteção que fica abaixo do queixo, onde o dispositivo de abertura fica isolado da pele, evitando qualquer desconforto. 
Para questões referentes ao conforto, também vale destacar a ventilação do acessório. O capacete é bastante arejado, mas será no uso que poderemos verificar se esta informação procede.

Ao que parece, as entradas de ar são muito bem posicionadas para arejar a face interna do capacete. Isto se traduz em conforto. Tais entradas parecem grandes, mas percebe-se que a cabeça está protegida para elementos externos. Nas entradas frontais baixas, percebe-se que há a instalação de telas, que se não for apenas estético, sugere que evita a entrada de insetos.Ao observar este "dispositivo" lembrei de uma abelha que certa vez entrou em meu capacete durante uma descida veloz. Por sorte, não fui ferroado, mas a abelha zumbia um bocado. Evidencia-se esta necessidade de pensar em  detalhes da interferência externa. Ninguém está livre de passar por isto, portanto a tela (proteção da entrada de ar) é muito bem vinda. 
Ainda na questão de conforto, cabe citar o botão giratório que permite ajustar o capacete. Este dispositivo é de fácil manuseio, mesmo que o ciclista esteja com ele na cabeça. Aliás, esta regulagem, como a de qualquer outro capacete de marca diferente, deve ser realizada desta forma...O pré ajuste é realizado através da cinta do sistema de abertura rápida, e o ajuste final deve ser feito pelo botão giratório. A ordem desta operação de ajuste é importante para que o usuário desfrute do conforto com a segurança. Mais uma vez, "conforto coexistindo com segurança".

Com relação à viseira do capacete, ela pode ser removida. Em grande parte dos modelos, nota-se um prejuízo na aparência com a retirada deste item, mas algumas pessoas alegam que o capacete fica mais atraente em alguns casos. Eu mesmo utilizo um capacete sem a viseira, e talvez isto seja tão pessoal mesmo quando estamos a falar de modalidades esportivas ou mobilidade em bicicleta.  Não há como avaliar um produto da segurança por sua estética, e sim pela finalidade e resultados que este possa ter. 
No caso de capacetes, esperamos sempre que todos fiquem sem saber como é o desempenho dos mesmos na acidental queda, pois não temos apenas a cabeça para proteger, também ombros, mãos, pernas, incluindo ainda o tronco do corpo humano, que possui tantas partes delicadas. No assunto segurança, esteja na bicicleta, no automóvel, ou até mesmo a pé, devemos ter todo cuidado com nossa integridade física, assim como com a de quem estiver próximo. A palavra é "antecipação" de possíveis acidentes... capacete significa prevenção!


Este veículo de comunicação tem uma finalidade superior, mesmo que a característica da informalidade se  apresente aqui, cabe a mim e a este espaço uma responsabilidade de orientar, advertir e ajudar. Pensando desta maneira, parece que temos atingido muitos ciclistas. Sempre que um leitor retorna, criticando ou sugerindo, percebemos que atingimos uma finalidade, a de criar reflexões. Em segurança, isto já é um grande artifício. Refletir segurança é prevenir com idéias, com atitudes! Dar exemplo como cidadão ciclista é apostar em um mundo muito melhor. O ciclista munido de capacete sugere o uso responsável da bicicleta. Penso assim, por isto nunca sou visto sem ele e sempre dou um puxão de orelha nos amigos que aparecem sem este importante item da segurança.

Roberto Furtado  

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Estacionamento para bicicletas no Mercado Público de Porto Alegre




Durante uma necessária ida ao centro de Porto Alegre, fiquei desmotivado ao perceber o movimento no sábado pela manhã. Antes, em outras oportunidades, estive no centro que não apresentava igual movimento se tratando de final de semana. Logo me veio a cabeça a possibilidade desta ida ao centro utilizando a bicicleta. Infelizmente ainda não estou liberado para andar com a magrela, e é bem provável que isto tenha fim breve, se tudo der certo. De qualquer forma, após sair dos correios, Agência Central, me dirigi ao Mercado Público. O estacionamento para carros, e as ruas ao redor não possuiam vagas disponíveis, e era possível  ver diversos motoristas "garimpando" uma vaga. Fiquei pensando que se metade dos motoristas tivessem optado por usar o bicicletário, então as vagas para carros estivessem disponíveis. E talvez os bicicletários estivem lotados... acaba sendo uma balança que não fecharia conta, exceto se a quantidade de bicicletários fosse maior. Nas fotos, registrei apenas um deles, pois no dia era apenas estas 3 bicicletas que aguardavam seus proprietários ali. Me pergunto se faltaria mais divulgação, ou incentivo, ou apenas medo de ter a bike furtada destes bicicletários... seria este o motivo da falta de bicicletas ali?  Um local bem visível, acessível, bem em frente as portas do Mercado. Excelente localização! Uma conquista que não esta sendo bem aproveitada, aos olhos deste Andarilho...

Roberto Furtado