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quarta-feira, 1 de abril de 2015

Rodas MT15... Vamos para o uso? 1ª parte


Foto: Roberto Furtado / Bikes and People.com

Foto: Roberto Furtado / Bikes and People.com
Foto: Roberto Furtado / Bikes and People.com
      Estou no planejamento de uma bicicleta moderna... havia comentado, mas não falei muito a respeito. A ideia é mostrar algo com mais detalhes, da atualidade, com intuito mais do cotidiano. Pra fazer umas trips, para umas trilhas leves, perder tempo em estrada de chão. Não tô muito pelo asfalto atualmente... quero pegar areia, chão batido, lugares que o carro não alcança. A ideia é simples... é uma proposta bem MTB aqui no RS. E sim, vai virar pauta... na hora certa. E até lá, vamos observando e apontando questões das peças. Coisas que a gente não vê em lugar nenhum do Brasil. Vamos ser mais técnicos e explicativos... como sempre fizemos com o aço e as bicicletas. "Tudão" tem por tudo... fazer algo igual a todo mundo é desnecessário, não acrescenta. Como diz um amigo, aqui não é "topa tudo por dinheiro do Silvio Santos"! 
O material em questão... as rodas! Rodas... este é um tema de relevância, mas também é esquecido. Não vejo ninguém falar sobre questões banais que a gente só se depara com o uso frequente. Vou tentar abordar estes, pq não é fácil. A proposta de fazer algo mais moderno partiu de amigos comerciantes. Vou fazer... Esta roda é a MT15 da Shimano... é uma roda simples, de grande qualidade. O valor médio encontrado no mercado brasileiro no modelo de 26" é de 400-500 reais. Em algumas promoções bem garimpadas se encontra por menos de 400 reais. A escolha pela roda 26" é pq estou nesta campanha de não excluir as rodas 26" em favor de 27.5 ou 29". E este modelo da Shimano é encontrado nas versões de 26, 27,5 e 29 polegadas no Brasil. Contudo, como escrevi e vai sair na Revista Bicicleta do mês de abril, as rodas 26" estão recebendo uma certa recusa do mercado. O sentimento é alimentado pelo sistema, através de lojistas e consumidor, motivados por uma onda ainda de novidade. Estas alegações sobre desempenho e etc, me parecem muito mais uma questão de controlar valores de mercado através de novidades, do que propriamente para os reais fins de uso da bicicleta. E aliás, experimente transportar uma bicicleta 26" e uma 29" dentro de um automóvel. Quem fez ou fará, saberá do que falo. É muito mais complicado carregar bicicletas de rodas maiores dentro de carros pequenos, ou mesmo em bagageiros de ônibus. E esta segunda opção não é tão incomum nos cicloturistas... quantos são os viajantes de bicicleta que usam transporte rodoviário em parte do trajeto? Então a gente entende que rodas de 26" são tão uteis a certos usos quanto as rodas 29" e que ocorre muita especulação e mito sobre estas. Ah, vc compete... entendi! Mas o público que compete representa menos de 10% dos praticantes que possuem bicicletas de qualidade... então já ficou meio "pasmo" com esta certeza de que a 29" é a melhor opção. E eu sei que vai ter leitor que vai criticar isto... mas eu tenho algumas questões relevantes para lembrar. Por volta de 2004, ao se perguntar sobre as bikes de Cr-Mo para lojistas e vendedores, muitos diziam que isto jamais voltaria. Eu falava que isto ia voltar... fato que se prova com as duas últimas feiras Interbike (2013-2014), que estivemos presentes e constatamos que mais de 40-50% das bicicletas são produzidas em aço ou Cr-Mo. Se estivermos falando de fixas, fat bikes, MTBs comemorativas ou para saudosistas, então este número cresce percentualmente. As bikes de aço ou Cr-Mo são grande maioria nestas opções... representam mais de 80-90% do volume. Agora, entramos em uma nova discussão... é o fim da roda 26"? Vc acha mesmo? Pq? Vc já viu que a bicicleta 26" é mais leve, se acomoda melhor dentro do automóvel ou no ônibus, tornando-se mais prática. E nem vou entrar na discussão que a roda 26" tem aval da física para ser mais forte. Então... não cai nesta de pensarem por vc. Começa a fazer por conta... pq isto é manipulação de mercado. De outra forma a Shimano não faria rodas de 26", bem como outras grandes marcas. Diminuiu o modelo de 26"... mas muito em função desta especulação toda. Ninguém quer produzir um modelo que esta vendendo menos e que tem menos margem de lucro! Não é mesmo? Aguarda aí o próximo post... vai ser dos bons! ;)

Texto: Roberto Furtado

quarta-feira, 4 de março de 2015

Um pneu que agrade... os pneus 26 estão sumindo!

Roberto Furtado, 2012.
Na sexta feira fui pegar a Giant Sedona e a encontrei com o pneu no chão... estava usando pneus Tioga, antigos, da década de 90. Evidentemente estavam rachados, mas eu e o Tchaka acreditamos que dava pra rodar um pouco com eles com a intenção de tentar avaliar os pneus antigos. Fiz vários pedais com estes pneus. Então, apareceu o traseiro vazio... tentei encher sem remover do aro, mas nem ameaçava encher de ar. Então vi que o lado do pneu estava estourado... estourou sozinho, parado em casa com 60 psi. Ali, percebi a grande burrada que fiz ao usar aqueles pneus. Eles poderiam ter estourado numa descida e certamente, teria eu caído por algum lugar da ruas de Porto Alegre. 
Agora estou procurando por substitutos... acho que vou colocar pneus maiores, pois gosto do conforto. Alguma coisa tipo 26 x 2.1, mas o problema agora é achar os tais pneus. Não estou achando... o motivo é claro, não tem mais ciclistas interessados em pneus 26 de boa qualidade. Os pneus bons estão ficando nas bicicletas de 27,5 e 29". Seria o fim da era 26", ou é apenas temporário?
Me parece meio ridículo esquecer os ciclistas de 26", não?

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Refletivos para raios...


Durante uma visita a um lojista amigo, fui apresentado a este interessante acessório. Sempre achei importante a instalação de refletivos sobre a bicicleta, com finalidade única de manter-me mais visível aos veículos no período mais escuro do dia. Estes são pequenos "tubinhos" que possuem material refletivo. Para instalar nos raios (spokes) da bicicleta possuem uma pequena fenda e entram naturalmente. Não é necessário colar ou realizar outra tarefa para manter os mesmos sobre os raios. O formato tem uma pequena tensão que permite a fixação sobre os "spokes". Alguns sobre os raios das rodas dianteira e traseira, e ponto extra para visualização lateral. Eis a grande sacada... já que ciclistas não menos visíveis também na maior dimensão, justamente por ausência de refletivos e sinalizadores. Fica a dica e roda pra frente...
Agradecimentos ao comércio Dudu Bike Shop pelo fornecimento do material para teste e avaliação. 

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Novas rodas para a GT Rave

Vista total com RS-10

Cubo dianteiro

Detalhamento do aro dianteiro

Efeito visual clean entre roda e garfo

Vista da roda dianteira

Detalhamento do cubo traseiro e cassete
Embora estivesse muito satisfeito com a configuração da GT Rave, resolvi substituir rodas completas, incluindo cassete e corrente. As novas rodas são da Shimano, modelo RS-10, de 16 e 20 raios. Na roda traseira anterior, havia colocado um cassete de 7 velocidades, mesmo que o cubo Shimano RSX fosse para 8 ou 9 velocidades. Isto pq os shifters shimano 105 de down tub são para 7 velocidades, e não abriria mão deles forma alguma. Para mim, speed desta época tem mais representação com sua época pq possuir este tipo de trocador. E mesmo que fossem trocadas todas as peças da bicicleta, não trocaria para STI ou Ergopowers, como já usei no passado. O uso desta bicicleta é restrito a passeios, pequenas viagens, ou quem sabe um Audax, mas de forma alguma optaria por shifters velozes pq não acredito que a bicicleta e seu uso fizessem disto uma necessidade. Ainda poderia dizer que esta intenção de substituir peças antigas por modernas, como destas rodas, seria apenas estética, já que o uso faria dela sempre um rendimento aquém da sua categoria. Não é a bicicleta, que fique claro... o ciclista que tem utilizado ela é que deixa a desejar. Diria que esta GT Rave, embora mais pesada que a TREK 2000, último modelo moderno de speed que possui, ainda assim é mais "Rave" do que a TREK. Não tenho dúvidas nenhuma com relação a isto. A GT Rave é uma voadora por natureza, marcadora de sua época, como outras belas naves inesquecíveis de CR-MO da década de 80-90. 
Sobre as rodas, algumas considerações que julgo importante... possivelmente deixarei de usar esta bicicleta nos passeios noturnos, devido a sua nova configuração. Estas rodas, embora mais belas, rápidas, estilosas, acabam também por deixar a bicicleta frágil. Um buraco no escuro, e fim de passeio. 
As fotos foram feitas em branco e preto para que fosse valorizado um sentimento de nostalgia. Se as rodas são novas, o frame da bike, o qual é possuidor de um espírito, como já disse antes, acaba por definir realmente que é a consumidora de km... sim, esta é a GT Rave, se me lembro bem, do ano de 1996, uma devoradora de km da década de 90. Da mesma forma que um homem é aquilo que há dentro de si, e não aquilo que veste... a bicicleta é o quadro, e não sua configuração de peças. E por esta e por outras que fico a pensar, temeroso da realidade de que as old school da velocidade estão desaparecendo, sendo substituidas por máquinas sem espírito, sem valores, totalmente substituíveis e descartáveis. Outra concepção de vida, de pensamento... que aqui é ridicularizada, mas no primeiro mundo venerada por um percentual tão grande quanto de interessados por produtos novos.
Ainda no caminho da substituição de peças, trocarei guidão, maçanetas de freio, ferraduras e possivelmente os pedais. Ainda não tenho nada definido, apenas levanto a possibilidade para valorizar esta bicicleta... pois confiável ela sempre será, afinal falamos de uma bike de Cr-Mo.

Roberto Furtado