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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A Ghost Bike de Joel Fagundes



 Sentar pra escrever sobre coisas felizes é bastante fácil... a bicicleta nos dá isto, mas agora o assunto não é tão produtivo por estar alimentado por tristeza. Pensei bastante sobre o que escreveria, pois as pessoas que conheço merecem esta atenção, esta palavra confortante. No entanto, estou forçadamente incumbido de dizer algo que a situação precisa. Sinceramente, gostaria mesmo é de saber como mudar estes resultados. Não quero falar sobre ciclistas ou pedestres que morrem pela ação irresponsável de terceiros. Não se trata de automóveis, se trata de irresponsabilidade. Existe uma frase que não é minha, não sei nem mesmo a origem... durante o desarmamento em forma de campanha, aqueles que protestavam sobre o direito de possuir armas em suas residências diziam: "Armas não matam pessoas, pessoas matam pessoas!"
Este final de semana, jovens drogados, segundo os jornais, entraram em discussão, uns mataram o outro, passaram várias vezes com o automóvel por cima e depois enterraram o corpo nas dunas de Xangrila. Não usaram uma arma para matar, usaram um automóvel, que em outros papéis justos, também serve de viatura de polícia, ambulância, transporte escolar, ou do cotidiano para fazer comida na mesa. O que mata uma pessoa é o mau uso de algo... a faca que corta o pão, mata na mão de alguns. A cerveja na mão de outros, também mata, em exemplos diferentes... uma garrafa de cerveja já matou pessoas. Certa vez, em um bar, durante minha juventude... vi uma garrafa ser arremessada, atravessou o bar e encontrou os lábios de uma bonita jovem. Não preciso dizer que aquilo arrebentou com a boca da garota. Era dentes, sangue, um horror! Pessoas machucam pessoas, pessoas matam pessoas... a questão é como controlar isto? Deveria uma pessoa ter a chance de matar pela segunda vez? Não dá pra adivinhar que um condutor munido de volante mate alguém antes da primeira vez, exceto se todos fossem muito bem vigiados, mas pela segunda vez? Esta certo isto? Deixaremos este taxista voltar as ruas para continuar este maravilhoso trabalho de transportar e talvez matar pessoas?
Gostaria de coração que tudo isto fosse uma história inventada... preferia ter que falar sobre tecnologia da bicicleta, ou como é bom andar de bike, mas quis o trágico destino encontrar Joel. Joel Fagundes, 62 anos... sei que era arquiteto, tinha família e tal. Ontem, eu vi muito mais que isto... vi que ele era querido por todos que estavam ali. Não havia comportamento de revolta, ou se havia, estava muito bem controlado no coração de cada um. O que havia era sofrimento, as pessoas que não aceitavam a não convivência com Joel. Quem ama, quer! Quando não pode, sofre, simples assim! Para quem mata, a vida segue... para quem perde, fica a marca impressa no asfalto, sem direito a devolução. A vida não é nada justa! Me desculpem se agora, mesmo sem conhecer antes, vejo Joel como uma baixa de guerra. Eu prefiro, agora, imaginar que Joel foi um soldado da paz, que ele, junto com outros, estão fazendo parte de uma "turma pacífica" que deram suas vidas por outros que querem paz. A morte de Joel foi em vão por todo entorno, da tragédia, mas eu sei que ele é mais algum peso que o sistema vai carregar e uma hora não vai ter forças para ir contra. Quando o céu abrir e a bicicleta for justa e aceita, ela terá também a mão de Joel. Eu só tenho um pedido a fazer neste momento... que a dor seja "acalmada" na vida de quem ele pertencia. Acalmada porque ela é inevitável, não se consegue esquecer isto! Não aceitamos que os amores de alguém sofram por atos de um vivente irresponsável... 

domingo, 30 de novembro de 2014

Ciclismo em Campo Bom... quente, muito quente!

Ciclista Felipe Castaman foi campeão da categoria SUB 30. Foto: Roberto Furtado.
Um dia quente... muito quente! Foi quente para quem estava sentado, mais quente para quem fincava pé no pedal, mas mesmo assim ocorreram fugas, grandes sprints e decisões apertadas, como na categoria estreante. Aconteceu também em outras categorias, mas felizmente, com as câmeras bem posicionadas, todas as dúvidas forma retiradas.
Não existe velocidade tão alta para um esporte cuja energia provem do próprio corpo, sem interferência de externos. Aqui se anda de pneu colado no chão, mas a velocidade é alta. O risco esta em cada colisão, pois se anda acima de 40-50 km/h em muitas oportunidades. Se ocorreram tombos, sim, aconteceram! Sem gravidade, apenas experiência levada para próxima etapa. E haverá outra etapa este ano para o campeonato gaúcho de ciclismo? Esta é a pergunta que todos fazem... talvez, de acordo com a FGC a resposta é positiva. A cidade é Muitos Capões, além de Vacaria. Com 12 etapas no campeonato, muitos dos atletas dizem não ser preciso, mas esta é uma decisão de conjunto com a Federação. 
Se o dia foi quente... foi mesmo! Foi também de fortes emoções, reencontro com amigos e alguma certeza sobre a pontuação do campeonato. Agora é esperar a decisão sobre a realização de uma 13ª etapa e torcer pelo seu atleta.


Texto e Fotos: Roberto Furtado