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domingo, 8 de maio de 2016

Bem aventurados na estrada...

Bagatini e dona Margot, em um brevet de 300, da Sociedade Audax de Ciclismo, 2011.
               Seguir os passos de uma vida... acho que esta a tarefa mais difícil do mundo. Ir e ir com o vento qualquer um faz, mesmo que nele não esteja mais a razão. O que faz brilhante a estrada esta nos detalhes que confeccionam a história. Magnífico é olhar para trás e ver o que se construiu. Filhos? Uma carreira, um legado, uma imagem de bondade, de sabedoria? Há uma sede diferente em cada um, motivadas por dores, amores, paternidades e horizontes. Disse-me, certa vez, um amigo que a ambição tinha relação com o cotidiano e a distância do horizonte... que aquela condição nos colocava na perspectiva inconsciente de alcançar algo que estaria longe e, que tal circunstância nos movia como uma força inexplicável, como aquilo que chamam de deus, destino ou outros entendimentos de acordo com a vida se explicaria sendo totalmente impossível. Não tenho dúvida nenhuma que é na confiança de como as coisas seriam ou são, através da fé, que a paz chega até o cotidiano de um vivente. Para tal, que a explicação lhe seja conveniente ou suficiente, sem que isto coloque esta ou aquela pessoa em um grau de inteligência maior ou menor. Afinal, o homem adora dizer que vive uma certeza e conceitua as pessoas através dela... aquele caso, que na pior das hipóteses pode ser chamado de preconceito. Aceite... seja como quiser, deixe ser! Isto traz uma paz para o coração... isto foi o que mais me deu paz até hoje! A atribuição das leis de deus ou dos homens, não poderia ser maior que a consciência de estar fazendo algo certo, porque quando não se contraria nada ou alguém, talvez não esteja errado, e talvez esteja certo! A condução de uma vida onde tudo e todos conspiram a teu favor seria uma ótima maneira de descrever alguém com uma boa estrada. A gente aprende muitas coisas... evidente que vivo um momento onde busco algo pra enriquecer a minha vida e, deveria ser diferente? Foi olhando esta imagem, cujo o condutor do guidão é o amigo Paulo Batini, emparceirado da Dona Margot, que entendi um pouco sobre a estrada. Seguir uma estrada que tem trajeto definido não é a decisão... a decisão é como você vai fazer a estrada. Você pode ser individual, ou colaborativo... suas palavras, abraços, pedaladas podem ser irradiantes, até que não surja dúvida mais sobre o que você é! Você pode ser um conjunto de ações, que orgulha as pessoas sem que o torne famoso, isto é o verdadeiro amor. Motivar sorrisos e reflexões é uma estranha forma de amar... desprendida de ideologias e formatos da religião e política. O exercício, que nos leva ao sentimento de realização, é a única coisa que nos torna experientes e confortáveis na estrada. Eu não quero mudar ninguém... não vou mudar vc, eu quero que você seja o que nasceu pra ser! Então... sonhe! 
Um feliz dia das mães e da vida para todos... a magnitude é explicada pela estrada. Parabéns aos que conseguiram formar boas famílias e aceitaram as pessoas como elas são, pois me parece que estes são os que construíram bons legados.

terça-feira, 15 de março de 2016

Sports Life Xperience 2016 - 1º edição














A vista do alto do Ferrabraz atrai inúmeros turistas. Fotos: Roberto Furtado
         Neste último domingo, dia 13 de março, aconteceu em Sapiranga, no Morro Ferrabraz, o Sports Life Xperience 2016. O evento que reuniu cerca de 500 participantes entre as modalidades esportivas de mountain bike, run e fly, trouxe a sede da Associação Gaúcha de Voo Livre, famílias e muitos amigos que curtiram o dia e as paisagens. Um dia perfeito para admirar a vista, tomar um chimarrão, conhecer os caminhos rurais com arroios límpidos e até cachoeiras. O clima ajudou, a pausa de São Pedro veio na hora certa e todas as três modalidades foram praticadas com êxito. Se observava a galera no topo do morro, preparando-se para voar, enquanto as bikes rasgavam os cenários de trilhas, rios, estradas de chão batido, em trajetos de 45, 35 e 15 km. A galera da corrida também fez  forte presença em dois percursos, um com 6 km, outro com 15 km. Nas três modalidade esportivas, atletas levaram sementes de Palmiteiro (Euterpe edulis), jogando-as em vários pontos da mata. A sementes foram doadas pela ANAMA, de Osório. As árvores plantadas e que simbolizaram o evento, foram doadas pelo Viveiro Scheid. Outras ações são realizadas em outras oportunidades. Por vezes, um grupo atletas que utiliza o morro, realiza um mutirão para coletar lixo deixado por visitantes e até por moradores da região. De maneira geral, são sacos plásticos, garrafas pets e latinhas de bebidas, material que não se decompõe e que se acumula, gerando poluição, inclusive no visual. Uma vez que estejamos falando de um lugar tão belo... cabe mais cuidado por parte de todos.
Sapiranga também é sede da Federação Gaúcha de Ciclismo. Com pista conhecida nacionalmente na modalidade de downhill e, cerca de 6 eventos por ano, o Ferrabraz constrói sua história. Inclusive haverá o brasileiro de downhill, etapa única de 2016 nesta cidade, um evento muito esperado e que trará mais uma vez muitos turistas. Uma pista de XC também foi construída recentemente; e provas de XCM são realizadas com alguma frequência, justamente aproveitando os cenários e condições locais. Imagine a importância deste local para o esporte.

O que reserva o futuro?    

      Um momento importante para debater e questionar as mudanças em áreas verdes de grande riquezas naturais... O morro Ferrabraz precisa de atenção para o que esta acontecendo. A Eletrosul quer construir torres de energia que cortarão o cenário do morro. Há muita polêmica sobre os problemas ambientais, também para os possíveis prejuízos a comunidade local que depende da terra para produzir sustento. No jornal NH é possível ler um pouco mais, com depoimentos e entender parte deste problema, por isto estamos passando o link da matéria do NH. Pensando neste problemas, uma galera da bike de Sapiranga, um grupo que pedala nas terças, quintas e sábados (Pedal de Sábado) pela cidade e pelos caminhos rurais, juntamente com o "grupo de corridas de sexta" e a AGVL (Associação Gaúcha de Voo Livre), promoveram uma grande iniciativa. A ideia era gerar este dia de entretenimento no local que é um dos mais belos do Brasil, para que desta forma estivesse ao alcance do público não apenas a oportunidade viver um dia junto da família, mas também conhecer este problema mais de perto.

O projeto

         A ideia de gerar um evento com causa ambiental partiu da iniciativa do atleta, Marcelo Ferreira, de apelido Pélio, que frequenta o morro Ferrabraz há 25 anos. "Queria que as pessoas pensassem no que estamos perdendo, perdendo em ritmo acelerado. O desmatamento e os loteamentos em torno e no Ferrabraz estão mudando o cenário. As correntes de ar não são mais as mesmas na pista de pouso do voo livre. Receio que nossos filhos e netos não consigam conhecer o lugar que um dia conheci!A ideia era justamente juntar a causa ambiental com os esportes praticados no Ferrabraz. A Long Life Racks e a Ortopé apoiaram o evento e, muita gente legal se doou para que pudéssemos realizar este momento importante no Ferrabraz."
Para Ferreira, este lugar é um ponto sagrado onde as pessoas podem desfrutar de uma vida diferente durante a pausa de trabalho. Pertinho dos grandes centros, o Ferrabraz torna-se um importante ponto de turismo ambiental. O próximo Sports Life Xperience ainda não tem data e local 100% definidos, mas há fortes indícios para o mês de dezembro de 2016, e assim possivelmente acontecerá uma segunda edição de sucesso.

Coleção de imagens produzidas pelo Bikes do Andarilho.com

Texto e fotos: Roberto Furtado / Revista Bicicleta

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

A última etapa de 2015... DH de São Vendelino!









     Vamos começar pelas críticas... mas é preciso lembrar que criticar é bem mais fácil do que agir. O DH de São Vendelino precisa de um polimento, melhorias que virão com o tempo, cairão muito bem! A pista esta um pouco inacessível... o primeiro trecho se faz a pé, mas tudo bem, não é exatamente um problema. E se o piloto optar por parar no trecho do meio, pode parar a descida justamente no local onde se entra no caminhão para subir o morro. Bem, até aí, tranquilo... mas o último trecho era feito de trator, pois o atoleiro era muito complicado para o caminhão. Bem, e até aí não tinha nenhum problema... mas aí veio a chuva, e só imagino como piorou. Na verdade, não fui até lá em cima com o caminhão... pq o primeiro motorista disse para mim que estava com uma caixa térmica junto do banco do carona. E o segundo disse que não levaria ninguém na cabine com ele... me mandou ir na caçamba do caminhão. Só que com 40 mil de material fotográfico não vou na caçamba. Não faz sentindo, né? Então não fui... pq com meu carro não dava para ir, e na caçamba também não iria. Fica a dica sobre o "translado"... este é oferecido pela prefeitura!
Na segunda parte da crítica... bem, só tenho coisas boas para falar. Quem foi, curtiu a passarela de madeira que passava por cima da rua. Muito legal... 
Bons pulos também acrescentaram a pista. E um detalhe importante... pulos bem acessíveis aos espectadores. Tudo isto bem pertinho da cidade, com potencial de visibilidade bem favorável ao esporte. 
O DH cresceu muito... é o maior do Brasil, certamente! Falta atenção da mídia, principalmente das especializadas. Poucas são as mídias que abordam este esporte da bicicleta que tem o maior potencial de visibilidade dentre os esportes da bicicleta. Vc faz uma prova de DH apoiada por marcas de energéticos, mas não consegue fazer isto com ciclismo de estrada ou com BMX, talvez com XCM, será? O que importa é que o DH esta aí, firme, forte, organizado, com potencial de sobra. O ano de 2016 promete... não temos dúvida. As bicicletas estão aí, os meninos estão investindo na diversão, a FGC se mostra fortemente relacionada ao DH, etc. 
O que mais precisamos? Ao meu ver falta um pouco de divulgação por parte das mídias localizadas na região de SP para cima... Pq se depender do RS, SC e PR, o esporte mais forte da bike já é o DH. Em 2016 veremos os meninos pequenos, um pouco mais crescidos, só o tempo mostrará... o destino será feito por grandes pilotos que despontam, também por novos meninos voadores que estão quase prontos. Quem vai nas pistas visualiza estes pequenos que no futuro serão estrelas do esporte. E quem sabe... se ano de olimpíada não motiva esportes não olímpicos. Aliás, estamos a um pequeno passo de ter o DH como esporte olímpico, não?
Encerro este bike devaneio com votos de alegria, paz, saúde e realizações para toda família da bicicleta. Que venha um 2016 cheio de boas surpresas e novas pistas como esta de São Vendelino. 

Imagens dos treinos e qualify de São Vendelino

Fotos e texto: Roberto Furtado