domingo, 2 de outubro de 2016

Cubos geradores... Para um caminho iluminado!

Cubos tipo geradores (cubo dínamo), dianteiros, fabricados pela Shimano. Versões sem e com opção para disco. 
               Embora estejamos no ápice tecnológico da bicicleta e assim se entende quando observamos o acelerado investimento e produção de componentes e bicicletas, nota-se que levou muito tempo para que este tipo de recurso aparecesse aqui no Brasil. Muitos foram os ciclistas que conheci que pagaram centenas (ou milhares) de reais para ter geradores de energia em suas bicicletas, buscando o fim das pilhas e baterias para trafegar em suas bicicletas durante à noite. O valor dos cubos geradores no exterior não é alto, mas atravessadores traziam de fora do Brasil e colocavam margens exorbitantes justamente pela exclusividade. Uma prática que acontece até hoje, mas aos poucos vai mudando pelo cerco que o fisco dá nas operações de compra e venda pela internet de produtos vindos do exterior, e também nas alfândegas.
            Muitas vezes  abordei tecnologia, mas creio que este seja um dos assuntos que despertem muitos interessados. Precisando dos materiais para fotografar e estudar antes do teste, falei com o Tiago Lumertz, da Camptrail Bike Shop, em Novo Hamburgo. Tiago, a quem sou muito grato, sempre esteve aberto e me ajudou muitas vezes... por isto, procurei por ele para disponibilizar as peças e assim prosseguir neste trabalho de informação que certamente ajuda ciclistas nas escolhas. Sei da existência de outros fabricantes destes cubos tipo dínamo, porém me assusto ao saber os valores através de pesquisas rápidas de internet e bike shops físicas. Diante da situação de pouca variedade e elevado valor deste tipo de material, penso que a alternativa seja falar do que é mais facilmente encontrado e com valores atraentes. Muitos devem pensar que estes acessórios "custam mais de 1000 reais!", mas a verdade é que estão na casa dos 350-600 reais nos modelos mais simples, como estes que vc vê. Aliás, no Brasil, me parece que chegam as lojas pelo caminho oficial da Shimano, apenas estes dois modelos. É preciso ter certeza disto e como não consegui descobrir com exatidão, deixo esta advertência de que pode haver mais algum modelo. A importância, evidentemente, fica para fins de garantia e algum tipo de reposição. No Brasil ainda é muito difícil ver esta preocupação sendo atendida como deveria, mas no exterior você encontra reparos e componentes para substituição. De outra forma, estas peças seriam totalmente seladas, pois não é desejável que entre umidade no interior do gerador. Construir uma peça hermética seria uma boa forma de evitar isto, mas a reparação seria impossível, então, justifica-se a necessidade de ser reparável e de haver peças no mercado. E nem estamos entrando na questão que sendo uma peça de valor agregado maior, cabe manutenção e reparo. 

Modelos da abordagem e características
          
           Os modelos de cubos geradores são  DH-3D32-QR e DH-3N31-QR, da Shimano. Ambos destacam suas propostas por acabamento... onde aquele que tem opção para freio a disco, recebeu um bonito acabamento no corpo de alumínio, ficando esta brilho do polido. O outro modelo, exclusivo para freios cujo o sistema é a compressão do aro por sapatas de frenagem, possui acabamento pintado cinza. Ambos, com a blocagem mais simples da shimano, neste caso, em aço, cromada. O peso dos cubos é elevado... me pergunto se o peso destes componentes adicionados dos faróis, pesaria mais ou menos que os cubos tradicionais adicionados de um sistema de farol a bateria com iluminação compatível. Todo teste crítico precisa de observações verdadeiras... e hoje vemos diversos canais realizando testes extremamente simples, aos quais deixam os ciclistas ainda com mais dúvidas, ao invés de saná-las. Por este motivo, estou fazendo observações importantes que certamente ajudarão os colegas na decisão de aquisição destas peças. Estou testando o modelo DH-3N31-QR por mais de 60 dias, bastante uso, inclusive durante o dia. Acho que uma vez que o consumo de pilhas inexista, não preciso me preocupar com desligar o farol no período iluminado pelo dia, até pq estou tentando avaliar se isto poderia ser um motivo que aumenta a segurança nas ruas de Porto Alegre. Creio que sim... mas o tempo vai confirmar. É preciso de experiências para garantir isto...


Se comenta a dificuldade na obtenção de raios para montagem em alguns tamanhos de rodas, justamente devido a alteração do diâmetro dos cubos. É preciso estar atento na hora de escolher raios e aros, justamente por esta limitação dimensional do recurso. Acontece o mesmo nos cubos com marchas internas. 

Modelo mais simples do mercado esta sendo encontrado com valor de até 350 reais, mas é preciso procurar muito!

Dispositivo de encaixe dos fios é excelente... permite o uso de qualquer marca ou rápidos reparos na fiação.

Faróis de LED são uma opção para alta luminosidade, em vantagem de que raramente queimam estes faróis.
          Ao rodar a roda com a mão não se percebe a resistência do cubo... no entanto, com a roda removida da bicicleta, vc sente uma resistência ao girar o eixo, sugerindo alguma perda de energia de tração, mesmo que mínima. Eu achei pouca informação sobre isto, mas o que fiquei sabendo que esta resistência é desprezível. Acredito que seja significativa em competições, mas em uso recreativo ou de mobilidade, me parece uma preocupação sem sentido. As escolhas são muito pessoais... eu, por exemplo, andava sem paciência para ficar carregando pilhas (recarregáveis ou baterias) para enfim manter a luz do caminho da bicicleta. O cubo gerador veio em bom momento... para cooperar com a minha paciência. E pilhas tradicionais eu não uso... já basta que no equipamento fotográfico não consigo, muitas vezes, escapar de produzir tal lixo. 
Em primeiro momento posso dizer que o teste esta indo bem... por hora, a shimano, como era de se esperar, não deixa a desejar em nada neste equipamento. Ele é de fácil instalação e quando os fios se desconectam junto da roda por qualquer motivo que seja torna-se relativamente fácil de reconectá-los. No próximo passo farei algumas colocações sobre o uso e também adicionarei informações novas, que estou descobrindo aos poucos. Em primeiro momento, posso dizer que estou satisfeito e otimista com esta ideia. 

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A mudança que eu quero ser...

Pablo Weiss e eu, trabalhando nas ruas. 
      Há muito tempo que escrevo sobre bicicletas e pessoas... muitos dos meus amigos me incentivaram muito na estrada deste blog e relação com a bicicleta. Muitas vezes escutei das pessoas que eu motivava as pessoas para o uso da bicicleta. Trabalhei muito com a história da bicicleta, como fotojornalista fiz mais de 350 eventos da bicicleta... de toda grandeza e relevância. Foram mundiais, manifestações, lançamentos, feiras, atividades de caráter social e também fiz muito trabalho de rua, pq este é o lugar de um fotojornalista envolvido com sua atividade de inclusão. Eu forcei a barra muitas vezes... eu queria e quero ver a bicicleta como a ferramente transformadora que sei que ela é! Eu sei que a bicicleta é o veículo do futuro... e eu já percebi há tempos que o futuro já começou anos atrás. Passou da hora de ver a bicicleta com a importância e lugar que realmente merece. Eu visitei por três vezes seguidas uma das maiores feiras do mundo, em Las Vegas e circulei por algumas das maiores cidades dos USA... e vi que o país mais consumista do mundo, inclusive de automóveis, já esta muito além em termos de mobilidade. O USA troca a largos passos os automóveis beberrões por bicicletas do tipo utilitárias, também práticas urbanas e ágeis bicicletas de deslocamento! Se o país que mais consome automóveis esta nesta corrida de trocar o carro por bicicletas em muitas situações, não vejo pq um país com mais necessidades disto, como o nosso, não possa! Dias atrás escrevi... "eu tenho dois sonhos... um de assistir a mudança, e outro de fazer parte dela!" 
Quando assumi o compromisso de ajudar o Pablo nesta trajetória, foi um tipo de esperança muito grande que eu recebi de presente em 2016. Eu percebi que era o começo de uma mudança que iniciava em nós, todos nós da bicicleta, pq conhecendo a metodologia de trabalho, sabia que este seria a voz de todos nós. Minha intenções representadas por alguém engajado, articulado, conhecedor das leis e fortemente ligado a bicicleta. Eu jamais fiz campanha política, eu jamais distribuí panfletos em ciclovias e sinaleiras, mas neste momento eu percebi um exercício de se relacionar com a realidade. A humildade e a relação com a causa, praticado por mim, por Pablo, por outros colegas realmente comprometidos que saíram as ruas para escutar nossos colegas, supera todo tipo de dificuldade. Se eu era tímido, agora descobri como conversar com as pessoas... não mais precisarei me esconder atrás da câmera ou do blog. Agora eu tenho voz nas ruas... eu me sinto apoiado pelos meus colegas, me sinto representado por Pablo Weiss. E por isto eu fui as ruas, nossa causa é maior do que o grupo, nossa causa é o start da solução dos problemas de mobilidade. Nós representamos pedestres, ciclistas e motoristas que realmente são cidadãos... nós somos Pablo Weiss. Venha com a gente, não tenha medo, nem dúvida, vc não esta sozinho, nós somos milhares! 

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Circuito de Pedais Ekonova - edição Flores da Cunha set. 2016







          Aconteceu no dia 24 de setembro... foi um dia de sol como aparece nas imagens, perfeito! Flores da Cunha é uma cidade pequena... mas na verdade trafegamos no interior, junto das belezas naturais. O mirante que demonstrava do alto o Rio das Antas, a queda dágua, toda vegetação que se via entre vales... ou a região de fazendas com as parreiras. Tudo muito bonito... não tem muita coisa pra dizer que possa descrever ou valorizar tudo que se viu por lá. A Ekonova é uma empresa especializada neste entretenimento que sempre acerta. Os roteiros são muito bem escolhidos! 
Agora é esperar pela próxima oportunidade... que venha logo! Nos vemos nos caminhos...

Coleção de imagens do pedal em Flores da Cunha set. 2016

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Pra relacionar teoria com a prática... sustentabilidade e economia!




          Muitas pessoas dizem, algumas realmente conseguem aplicar... falar em sustentabilidade, economia e observar as tendências é uma tarefa complicada se tratando de crianças. A meninada do século 21 nasceu em apartamento, praticamente não conhece praça ou natureza e andar na rua sozinho ficou muito perigoso. As tendências enjaularam as crianças na medida em que as cidades cresceram... formamos muitos problemas para solucionar! Então, acabou sendo natural... as crianças até querem ir para as ruas, mas os pais não permitem. É um tal de criança jogando videogame sem nunca ter subido em um skate ou bicicleta... e assim fomos distanciando nossas crianças da realidade. 
Fica difícil aproximar a criança de uma realidade quando a questão não exige um esforço... acender uma lâmpada é fácil, esquecê-la ligada é mais ainda. Com um toque se liga o videogame, mas toca o telefone ou surge alguma distração e lá fica o aparelho dos jogos ligado, consumindo energia, ou melhor, desperdiçando! Foi assim que Ricardo Zanona, que administra a cantina do colégio Pastor Dohms, teve a ideia para mexer com esta consciência da gurizada. Entusiasta da bicicleta e ciclista, elaborou a ideia de ligar uma bicicleta a um sistema capaz de carregar um celular. Uma ideia bem simples... ao pedalar a bicicleta que não sai do lugar, a roda movimenta uma polia que transfere tal energia para girar um alternador de automóvel. O alternador de automóvel é um dispositivo que gera eletricidade para recarregar a bateria de um carro e manter as demais funções que necessitam da tensão elétrica. O alternador neste caso, preso ao rolo de exercícios na bicicleta, converte a energia motriz produzida pelo homem em energia elétrica. Esta corrente fornecida pelo alternador pode recarregar aparelhos celulares. Com esta ideia, Ricardo espera gerar consciência nos pequenos... "pois durante o exercício eles percebem como é trabalhoso pedalar por um período para recarregar o celular." 
A convite do autor deste projeto, fomos até a escola onde se encontra o aparelho da experimentação, constatamos o sucesso da brincadeira que gera consciência de gente grande. É vantagem aproximar os jovens de questões pertinentes ao futuro, mas sabemos que existe uma forma adequada para conquistar através da curiosidade e reflexão. Este foi um papel importante de Ricardo dentro da escola, mesmo que não fosse tarefa dele, incentivou a reflexão também nos adultos... ficam as perguntas: O que podemos fazer para interagir com os jovens? Qual o papel de um adulto dentro de uma sociedade? Podemos fazer mais?

Nós acreditamos em pessoas como Ricardo... capazes de fazer mais, além de suas funções e que ajudam a transformar o mundo. Estamos gratos por esta iniciativa!

Sociedade Audax de Ciclismo com o brevet 300 km 23/24 de setembro 2016

Grupo com cerca de 40 ciclistas deixou a cidade de Porto Alegre e percorreu um caminho em direção a cidade de Santa Cruz, retornando pelo mesmo trajeto para perfazer 300 km do brevet. Foto: Roberto Furtado / Sociedade Audax de Ciclismo

Foto: Roberto Furtado / Sociedade Audax de Ciclismo

Foto: Roberto Furtado / Sociedade Audax de Ciclismo

Foto: Roberto Furtado / Sociedade Audax de Ciclismo

Foto: Roberto Furtado / Sociedade Audax de Ciclismo

Foto: Roberto Furtado / Sociedade Audax de Ciclismo

 Foto: Roberto Furtado / Sociedade Audax de Ciclismo
A velocidade com média regular é a estratégia de muitos ciclistas... nem rápido, nem devagar, uma velocidade certa!      Foto: Roberto Furtado / Sociedade Audax de Ciclismo
         Em todas as oportunidades que fui convocado para fotografar um evento da Sociedade Audax de Ciclismo, me deparo com reflexões sobre esta prática esportiva corajosa e desafiadora. Ter um coração forte pode ser o melhor resumo para um ciclista da longa distância. Em poucas palavras é possível definir um ciclista que tem um equilibrio entre mente e corpo. Se trata de um alguém com perspectivas de desafiar a si mesmo, tendo o coleguismo como ferramenta de apoio, sem esquecer que o amor pelo esporte é o grande elo destas amizades. Muitas vezes escrevi sobre a queda do gigante, muitas vezes vi que outros autores usaram esta expressão "gigante", aqui gravadas na história deste blog ao longo de mais de 8 anos. Tenho muito orgulho por ter presenciado tantos feitos bonitos, tanta energia, tanto ativismo da bicicleta com formato de específico. O ciclismo de longa distância tem meu maior respeito... acho-o tradicional, formador de bons costumes, construtor de histórias e personalidades, dentre outras coisas belas que só a convivência comprova. Como fotojornalista da bicicleta, este é meu berço... aqui nasci, cresci e me tornei apto no mercado. Não gosto de ser visto como o melhor, tampouco como famoso, como toda hora diz meu amigo Eduardo Macedo. Faz ele para valorizar meu trabalho, mas isto pode ser feito através de comentários sobre os resultados deste trabalho. Sou parte de um grupo, com uma função bem específica, me sinto parte de uma família. Por favor, não façam este tipo de coisa comigo. Não viso fama ou status, e sim ser parte disto. Prefiro pensar que nós, ciclistas, colaboradores e voluntários, somos uma grande equipe que defende a bicicleta como veículo capaz de transportar um ser humano aos lugares mais distantes. Cultivem isto em terceiros... falem a respeito, expliquem suas emoções, mostrem amor a esta prática que só acrescenta a sociedade. O resto é puro estrelismo... pluralidade, sem verticalizações, somos um só! Somos a ponta da espada, somos a roda que gira, somos uma comunidade ciclística. 
Ao meu querido amigo Macedo, meu abraço apertado... continue sendo esta pessoa ímpar. Continuarei meu papel de comunicar as pessoas sobre os feitos e eventos da bicicleta. Agradeço a Ninki, pela primeira oportunidade que nos trouxe até aqui... bj aos amigos todos.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Ghost Bike... quando as baixas de trânsito se banalizam!




         Mais uma ghost bike... Seria bom acreditar que uma grande parte dos motoristas compreendessem a necessidade de uma ação como esta... uma Massa Crítica extraordinária, chamada de Ghost Bike, possui um apelo social que deveria ser do alcance da maioria dos seres humanos. Ao que parece, como em uma tradicional guerra, pouco importa quando morre alguém. Parece que se importa com uma perda, apenas quem esteve ao lado, ou quem conhecia o usuário daquela ferramenta que chamamos de corpo. Dizer o óbvio muitas vezes parece um ato estúpido, mas lembrar é preciso, pois as pessoas parecem esquecer. Então digo... todo corpo é dotado de um consciência, sentimentos, e como resultado disto é possuidor de amores. Você entende isto? Alguém que tem a capacidade de gritar: "saiam vagabundos", "seus FDPs". Estas expressões vieram de um motorista profissional, ao volante de um automóvel laranja, taxista de Porto Alegre. Não foi único... muitos outros taxistas que por ali passaram fizeram o mesmo. Seria algum tipo de síndrome do volante constante que transforma estes profissionais em insensíveis ou eles simplesmente oferecem ao mundo o que são como pessoas? Gênios, evidentemente que não são... para dirigir basta passar no exame que não é nada seletivo. Uma importante fração destes momentos de Ghost Bike fica justamente para as reações dos motoristas. Elas são sim um termômetro do que temos nas ruas. Reflexões de ciclistas apreensivos... também! Uma bicicleta pendurada em algum lugar para gerar perguntas... em todos, qualquer um! Em certo momento, passou um motorista e perguntou: "O que aconteceu?", e um ciclista respondeu: "perdemos um dos nossos para o trânsito!" Deveria gerar impacto, não?
          Vou lhes dizer... sempre que sei de uma perda, penso a mesma coisa. Como vai ser a vida de quem ficou? Dá pra aguentar? A distância entre as pessoas, quando é por motivo de mudança ou situação de escolha profissional (ou de outra natureza), gera um dos sentimentos mais difíceis de lidar... a saudade! Quando alguém vai morar em outro lugar, isto é difícil, quando alguém parte deste mundo, então penso que é impossível. Saudade por afastamento definitivo... não tem como aceitar isto!
        Cabe a nós lutar por condições melhores e por respeito. Assim, talvez. menos vidas sejam perdidas... para que talvez, em uma situação ideal, jamais se percam histórias de família. O trânsito é uma resultante de nossa necessidade... ele não pode ter prioridade sobre as vidas. O trânsito existe para transportar vidas... não para encerrá-las! Hoje, ciclistas se uniram para protestar, trancaram as vias, chamaram a tua atenção... vc chegou mais tarde em casa! Dias atrás foi um ciclistas que não chegou em casa! Não banalize nossas perdas... a massa crítica de uma ghost bike é mais que um protesto, é um "velório"!