quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Vida de bicicleta...


Durante um passeio no litoral, encontrei uma casa destroçada, abandonada. O vento deve ter derrubado a casa que ja deveria estar abandonada. Nada de especial, apenas uma casa velha. A curiosidade estava em alguns pertences que ficaram vi... não mexi em nada, justamente para ver no futuro, como estariam estes destroços. O lugar é longe, e deve ficar como esta nos próximos anos. Quem sabe dá pra saber uma progressão do tempo sobre uma bicicleta. Ao céu aberto, a menos de 400 metros do mar, a maresia deve ser determinante no fim da vida desta magrela. E a reflexão traz conclusões e dúvidas, pq alguém abandono tudo, até mesmo uma magrela, que alguma alegria trouxe um dia. Esta é a resposta que nunca terei, mas penso que alguma razão há, talvez morte, talvez descaso, talvez fim de um período de fartura, uma nova vida, muitas são as possibildiades. Enquanto isto, a magrela abandonada, segue sua vidinha no tempo, até sua extinção. 

Foto e Devaneio: Roberto Furtado

sábado, 9 de outubro de 2010

Bar ends, espigas altas... mais opções para se posicionar na bike!

Exemplo de mais opções de posicionamento.
Foi durante um passeio muito longo que percebi a real necessidade usar outras posições para as mãos. A experiência vem como tempo e a rotina de pedalar. E me lembro que em 1997 quando parei de pedalar, fui motivado justamente por isto. Tinha muitas dores nas costas e pescoço, e naquele tempo pedalava mais em speed. A mudança de posição para mãos, altera também posição de ombros, braços, e das costas. Com estas alterações de posição são aliviadas outras partes do corpo, como pescoço, abdômem e até a posição no selim se altera. O desconforto em qualquer parte do corpo pode ter alguma relação com o uso de bar ends, e se há dúvidas nisto, pense que alguém com dor nas costas, pode estar tenso e transferindo estas tensões ou má distribuições de peso para pés ou pernas. Tudo tem ligação, alguma relação... quem pedala um pouquinho mais do que esta acostumado, já sente estes sintomas. Ciclistas de longas distâncias, participantes de provas como Audax, ou outras tradicionais e distantes, sabem que uma pequena inclinação, ou uma girada no pulso faz toda diferença. Foi por causa disto que adotei o alongamento de espiga aheadset, possível de ver em algumas de minhas bicicletas. Ao exemplo da GT corrado, que deve ter uns 15 espaçadores, no mínimo. Com esta quantidade de espaçadores, acabei obtendo uma altura maior, o que me traz muito conforto para enfrentar os km de um audax 200. Algumas alterações são opções industrializadas, encontradas nas lojas, mas outras, como o alongamento de espiga, acabam sendo frutos de oficina, de um torneiro mecânico. O que considero realmente importante, é que o ciclista se sinta bem ao pedalar. Fico a pensar que as bicicletas encontradas nos grandes mercados vendem verdadeiras máquinas de frustração... por uma quantia irrisória, matam o sonho de um possível ciclísta. Com espiga sem recurso, material sem qualidade, queimam a oportunidade de manter alguém num esporte saudável não somente ao praticante, mas a toda sociedade. A reflexão sobre estes e outros problemas deveria ser debatida nas listas que frequentei ou frequento, e confesso que parte de minha frustração com as listas brasileiras, são justamente atribuídas a falta de qualidade de temas, e de foco coerente destas. Então fica neste tópico, uma dica de verdadeira abordagem... de algo que realmente interessa.

Roberto Furtado

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

"Bar ends" com algo mais!

Estou pensando em dar atenção especial a um tipo de acessório que considero bastante importante. E durante algumas pesquisas encontrei este modelo da Token, dentro de cada um deles tem um jogo de ferramentas semelhantes a um canivete. Ambos podem ser trocados de lugar, e já funcionam como tampa do próprio bar end. Gostei bastante do modelo, e me ficou uma única dúvida que viraria crítica se fosse confirmado. Não fariam barulho durante o passeio em um piso irregular? Se a resposta for sim e o ruído próximo de um chocalho, bom, neste caso seriam descartados. Mesmo assim a idéia é bastante interessante. A primeira coisa que pensei quando vi isto, é que seria uma ótima maneira de guardar também um documento ou talvez até um trocado para passeios.

Roberto Furtado

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Na continuidade do projeto single speed - Bacini

Embora esteja eu me convencendo de que uma single speed tenha pouca finalidade quando o uso é para a cidade de Porto Alegre, estou disposto a prosseguir, para que desta forma algum uso me traga mais conclusões a respeito. Esta semana deixei no Tchaka, um conjunto para montar um par de rodas, com eixos de porca (sem blocagens), e desta forma atribuir o uso próximo da proposta. Penso que um single speed, bem como uma fixa (fixie, fixed) possuem uso e finalidade semelhantes... onde a simplicidade ganha por evitar olhos de ladrões de bikes e peças. A fixa considero um problema, contudo mais tradicional ao espírito e da relação do surgimento desta proposta. Pedalar sem parar, acredito que não seja o que procuro, pq a inércia é importante para aproveitamento do esforço realizado nas subidas... ladeira abaixo, considero uma recompensa, que nas fixas se perde um pouco. Acho que se força muito as pernas, e não haveria motivo para tal nesta cidade, grande e com tantas subidas e descidas. O quadro da bacini mostrei tempos atrás ,aqui e fiz algumas considerações aqui e neste outro aqui iniciei o tópico da bike!
Novamente, estou em curso, e com isto o tempo esta escasso. Se possível colocarei as fotos das rodas montadas com algumas observações, e depois as fotos da conclusão.
Ainda tenho uma série de projetos em andamento, mas com a falta de tempo vem a demora na conclusão de tantos. Dentre os projetos estão uma Peugeot, uma Giant, a GT LTS, a GT Outpost que esta quase pronta... dentre outras maravilhas de Cr-Mo e aço.

Roberto Furtado

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Specialized Hardrock pronta... fotos!

Vissão do conjunto de relação 7 x 3

Detalhe da gancheira traseira característico da marca

Mais detalhes...

Vista inteira - quadro pequeno com aro 26" ficou parecido com 29" na proporção
Depois de separar as últimas peças para a montagem da specialized hardrock 1993 de tamanho 15,5", levei a o material ao Tchaka e pronta estava magrela apenas dois dias depois. Parece que tudo casou perfeitamente, e não houveram supresas na montagem. O pedevela ficou posicionado perfeitamente, a altura do guidão ficou muito boa também. Acho que agora será por conta da prática. Minha cunhada já esta com a bicicleta, e eu estava a ensinar noções báscias sobre trocas de marchas. A estética agradou bastante, deixava surpresa a todos que perguntavam de que ano ela seria. Para uma bicicleta, 17 anos podem parecer muito, porém é sabido que bikes de Cr-Mo não tem validade definida. Talvez dure mais que as tartarugas, pois o Cr-Mo esta perfeito, não apresenta corroção interna dos tubos, e isto seria o único problema que derrubaria um frame deste material. Fadiga seria outra opção, mas como não foi tão usada assim, e se trata de frame pequeno, possivelmente seu usuários passados pesassem pouco, o que sempre garantiu pouco trabalho por esta estrutura. Foram aplicadas peças simples e de ótima qualidade, trocadores shimano altus com cambio traseiro shimano alívio e dianteiro acera. Pensei  na precisão e certa agilidade nas trocas de marchas seriam pontos favoráveis a um iniciante. Eu mesmo tenho predileção por grupos relativamente simples com cambio traseiro um nível melhor, desta forma a bike esta sempre um passo a frente de seu grupo. A relação, por se tratar de alguém que tem ainda uma porção de coisas a aprender, entendo que quanto menos marchas melhor, desde que não faltasse a megarange, que garante subidas mais confortáveis. A escolha foi por 21 velocidades com pedevela reduzido de 22-32-42 dentes. Um fato curioso para esta bike... como ela é de tamanho pequeno, a relação de proporção em tamanho para frame e pneu dá uma impressão de se tratar de uma aro 29". Os olhos se enganam...
Bom, imagino agora que minha cunhada fará muitos passeios, viverá grandes alegrias, quem sabe provas de Audax como ela mesma diz em suas brincadeiras. Afinal, o limite pode estar apenas em nossas mentes, e se a mente crê, o corpo realiza! Ou quase, como no meu caso... rsrsrsrsrs

Roberto Furtado

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Garimpo... mais sobre!

Pedevela Dotek com coroas ovais
Câmbio traseiro exage 300 LX - visualização da mola de alívio
Câmbio traseiro com vista lateral - composição da foto detalhe
Mais um post sobre garimpo, um dos mairores prazeres que tenho quando o assunto é bicicleta. A atualidade, relacionada com o consumismo, gera sentimentos de substituição de bens materiais. Ninguém quer saber de peças antigas, exceto aqueles que compreendem o significado destas, de suas diferenças em relação as semelhantes e atuais peças. Um cambio exage 300 LX não é nenhum top de linha, no entando, a qualidade destes provavelmente supera a funcionalidade de um shimano alívio... e anda junto com durabilidade dos melhores atuais. É estranho entender que algo feito no passado, onde talvez tivesse menos tecnologia, pudesse superar os atuais com suas "destacadas" tecnologias. Quem vende algo que dura muito... logo adiante não venderá o mesmo produto, pois ele ainda funciona. Então a gente deixa pontos de fragilidade para que eles desgastem precocemente, assim venderemos outro daqui a seis meses. É um conceito capitalista, progressivo, um pouco egoísta, mas que permite a popularização dos produtos. E voltando ao assunto do garimpo, estes estavam em uma bicicleta que seria vendida. Uma velha bike, com peças guerreiras... fiz uma proposta de substituição de peças, e fora aceita. O que ofereci? Em troca do pedevela, ofereci um pedevela novo, porém simples da suntour. E na troca do cambio traseiro ofereci um shimano alívio, também novo. Uma oportunidade que reconheço, bem aceita pelo proprietário, que ficou feliz... acho que mais em me ajudar do que ter peças novas em uma bike que seria vendida.
As fotos fiz na oficina do Tchaka. Especiais agradecimentos a ele, por mais esta...

Roberto Furtado