Não é com tanta raridade que se escuta que a bicicleta é competição, tampouco que ela é verdadeira quando quando utilizada para mobilidade urbana. Na verdade, acho que todos os conceitos estão incorretos quando impostos como certos. A bicicleta pode ser vista no seu ápice esportivo nas provas de downhill, ou dirt, ou quem sabe em um alley cat. Ou será que não há nada de radical em pedalar 1000 km em tempo estabelecido, como em um audax. Quem poderá dizer que levar a bicicleta ao extremo, sob qualquer condição e modalidade, será certo ou errado? Seria uma forma de pensar em bicicleta que não combina com ela. A bicicleta combina com a liberdade de pensamento. Ela atravessou os tempos, as condições climáticas, guerras, crises econômicas, também superou a banalização do da mobilidade urbana que a gasolina, diesel e álcool proporcionam. Se nos domingos tem todo radicalismo do esporte em algum lugar na versão de provas de ciclismo em qualquer modalidade, na semana se percebe a mobilidade urbana circulando em um crescente público que insiste em enfrentar o trânsito. Sim, a bicicleta não abaixa a cabeça em sua condição de simplicidade, ela briga por este espaço como opção de veículo. como dizer que o mundo é perfeito por possuir cores, se no preto e branco há tanta riqueza de profundidade e movimento. A fotografia prova que em qualquer fim, possui seu valor... na bicicleta, também ocorre isto. E como garantir que isto ou aquilo fará todos felizes. Não há como determinar o que faz do colega ao lado um vivente mais feliz, exceto se você permitir que ele possa se expressar através do que ele deseja. Expressão é um "movimento" que descreve a linguagem do pensamento, na bicicleta, o zigue-zague, pulo, ou simples vento no rosto, transforma o mundo no olhar daquele que executa a manobra. Seja complexa, ou simples, ela descreve a liberdade de sermos todos iguais, todos sonhadores, ciclistas! Se a bicicleta é verdade, parece que ela tem muitas verdades... nos olhos de um ciclista do DH, velocidade descendente entre obstáculos. Para um entusiasta da mobilidade, o simples ato de trafegar diariamente traz outras sensações de prazer e satisfação. Para quem fotografa, escreve, ou pensa sobre a bicicleta, novas oportunidades ligadas a esta grande engenharia... é a forma de expressar sensibilidade ligada a magrela sobre rodas. Sejam quais forem os motivos, intenções, sonhos... todos são ciclistas verdadeiros, onde a esperança é por uma estranha forma composta de rodas, e nela são aplicados todos os sentimentos que nos fazem viver, dia após dia. Seria justo dizer quando, onde, como alguém pode pedalar? Perguntas geram conclusões, e conclusões geram um mundo melhor! Talvez nem sempre, mas que esta é uma máquina de gerar reflexões, disto, não tenho dúvidas... e você?
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
A bicicleta não é competição...
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Downhill e Cross Country de Três Coroas - 10 e 11 de Novembro
No próximo final de semana, dias 10 e 11 de novembro teremos outro grande espetáculo do MTB em Três Coroas. Desafios da natureza é o tema, e as modalidades da bicicleta são Downhill e Cross Country. Um grande palco para os entusiastas de ambas modalidades. No downhill de Três Coroas tem o tradicional salto sobre a estrada, conforme a foto ao lado. No Cross Country os ciclistas pedalam entre uma mata nativa fechada, em em certo ponto costeiam o rio. O lugar é muito bonito, possui uma boa estrutura, e certamente terá grande público. As provas correspondem a 9ª etapa do Campeonato Gaúcho de Downhill e 6ª etapa do Campeonato Gaúcho de Cross Country. Para espectadores que puderem comparecer apenas em um dos dias, a dica é o domingo, pois as oficiais são todas no segundo dia. Haverá premiação para os 5 primeiros colocados da Elite. No Downhill as inscrições encerram no sábado pela manhã, e no Cross pelo Domingo primeira hora de abertura da secretaria local.
sábado, 3 de novembro de 2012
Polêmico bicicletário na feira do livro... e imagens!
| coleção de fotos do passeio |
Receio que toda vez que o assunto é bicicleta em Porto Alegre, esteja mais uma vez a cidade completamente despreparada para receber esta fantástica ideia da mobilidade urbana. Não deveria ser a feira do livro uma "incentivadora" da bicicleta?
Se houve bicicletários ineficientes e inseguros, podemos dizer que algo foi feito sem pensar. Não combina muito com uma feira do livro tal acontecimento. Tentei enfiar a roda da frente entre as grandes, não deu.. de ré não entrava por causa do bagageiro. Tive que apoiar de lado mesmo... A grade cavalete utilizada como bicicletário era completamente instável, e deveria no mínio ser preso em algo para não cair. Já pensou se ao prender a grande na bicicleta, o ciclista a derruba a mesma sobre o pé de um pedestre? hehehe Já ser dar outra polêmica... aí, neste caso, alguém ia tentar remediar, pq aqui em Porto Alegre só se faz aquilo que vira gritaria ou assunto de jornal.
A feira do Livro de Porto Alegre - edição 2012
| Intenso movimento |
Bom, acredito que de alguma forma todos nós podemos e devemos participar de um evento que favoreça Porto Alegre, ou mesmo a necessária cultura. De acordo com uma fonte segura, esta é a maior feira do livro da América Latina. Convidei o ciclista Raul Grossi para me acompanhar nesta visita a praça da Alfândega, local que sedia a feira. Raul é também entusiasta da bicicleta e um expert no assunto aços e suas combinações. Nestes passeios sem hora para chegar, devido ao feriado e grande dia ensolarado, as conversas são sempre muito produtivas. O que é poder conversar com um amigo? É uma oportunidade de trocar idéias! O tempo oferece isto as pessoas. A oportunidade de debater e refletir. A feira do livro é um excelente motivo para sair de casa, convidar um amigo para conhecer a cidade, debater problemas e soluções. Entende-se que a feira tem uma importância extraordinária, move uma economia muito própria, e dela surgem novos pensamentos. No entanto, nota-se que não é dado o verdadeiro valor a ela. Para mim, seria necessário cair de cabeça neste mundo. Ou que este não fosse temporário, estivesse em algum lugar de forma permanente com um grande centro cultural, sempre aberto aos interessados. Com infraestrutura própria, capaz de oferecer gastronomia, lazer e um ambiente tal e qual uma biblioteca. Parece um devaneio isto? Sonhar com um ambiente adequado para a cultura, para que as mentes fossem alimentadas de forma constante, saudável, e produtiva. Um ambiente com finalidades culturais, talvez para artistas, palestrantes, movimentos em favor da cultura, etc. Estou sendo "irrealista"? O que se viu lá foi um grande momento, onde pessoas circulavam por lá... Talvez no momento de maior movimento no 2 de Novembro tenham estado 5000 pessoas, talvez pouco mais. Logo adiante, no anfiteatro Pôr do Sol, em um culto religioso estavam presentes 90.000 pessoas. Qual a relação disto na balança das importâncias, da construção de um país? Veja que não questiono a religião, mas sim o peso destas circunstâncias na vida do brasileiro. Como desejar que um povo cresça sem que ele esteja atento a leitura. Ser capaz de criticar e avaliar, consiste em ser um formador de opinião. Para formarmos um "formador" de opinião, devemos quebrar a barreira da ingenuidade do conhecimento, onde tudo se relaciona com a palavra, o tempo, e o vento. A história das pessoas, de um povo, de um país, tudo isto passa na grande feira do livro. É preciso estar lá para viver isto? Não... mas é preciso que a leitura passe em algum momento na vida de todo cidadão. Isto é um direito!
Peixes no arroio Ipiranga...
Durante um passeio no feriado na tranquila Porto Alegre, passamos pelo arroio Ipiranga e pudemos ver a agitação de um cardume de tilápias (Oreochromis niloticus). Era possível verificar que os peixes se aglomeravam em pontos diferentes, encardumados! Me perguntei pq elas se reuniam em local tão raso... talvez fizesse parte do ciclo reprodutivo, talvez busca por segurança contra peixes maiores. Sim, soube que populares andaram pescando também bagres africanos na boca deste arroio. Será? Seja como for esta é uma curiosa situação que os gaúchos não imaginavam ver. Tilápias no Dilúvio... E observando por alguns minutos, percebi que elas espreitavam em meio ao lixo. Muitos dos objetos eram possíveis de serem identificados, tais como uma cadeira, tecidos, plásticos, etc. Havia a presença de muitas tartarugas também. Talvez o arroio não esteja tão morto como muitos pensam.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
O tamanho da roda... 26", 700C, 29", e agora 27,5"!
Este post estava sendo esperado por vários... recebi até mensagens por emails a respeito desta questão das rodas maiores que surgem no mercado. Considero uma situação de risco algumas afirmações ditas na feira e por alguns ciclistas. Uma delas é "A roda 27,5" já existia na versão das bicicletas antigas!" Outra, isto é apenas jogada de marketing, não haverá benefícios expressivos!" Ou ainda, "a roda 27,5" vai matar a existência da roda 26" com o passar do tempo!" Acredito que todas elas sejam equivocadas. A roda 27,5" ou 650B é uma nova opção ao mercado. Com uma nova opção, haverá novas formas de utilizar a relação de marchas das bicicletas, ou ainda, algumas pessoas conseguirão se identificar com uma roda mais ágil que a 29", porém com mais benefícios do que a tradicional 26". Não acredito que o formato mais difundido do mundo, a tal 26", perca sua importância no mercado. Ela proporcionou o crescimento do MTB, acompanhou a evolução de todos os sistema de combinação de marchas, independente da aplicação. Houve um tempo em que muitos acharam que 29" era uma jogada de marketing, e a opção se mostrou inteligente, viável, e com sua finalidade de acordo com o condutor. Agora estamos observando a chegada de algo novo. Outra opção! Nesta, ocorrerão novas conclusões. Algo preocupante é a insistente afirmação de que a roda 27.5" seja a mesma roda das cargueiras, bicicletas de trabalho, as tais barra circular, barra forte, e importadas que utilizam peneus 26 x 1 1.5/8 e semelhantes medidas que se assentam no tradicional aro. Contudo, não devemos esquecer, que o aro 700 possui a mesma medida em diâmetro que a roda 29". O aro tem mesma medida em diâmetro, mudando em largura para comportar pneus maiores. Com a roda 27,5 acontece algo parecido. E não esquecemos também a pouco difundida roda de bikes de estrada com medida 650C. É uma salada de números em formas distintas de se medir a roda. Por um momento, se mede pelo aro, outro pelo pneu, sistema métrico, polegada, etc. É uma grande confusão que o mercado esta recebendo, alimentado pela industria que deveria ter esta preocupação de fazer o consumidor entender o que ocorre. Contudo, até mesmo os vendedores e representantes estão se equivocando ao explicar. Esta faltando treinamento... Algumas marcas na feira, se defendiam pela inexistência da proposta com uma resposta que obviamente não convencia: "Não temos pq a marca não acredita que esta opção irá colar!" Você acredita mesmo nisto? Esta aí a tal 29" pra dizer que os números de vendas são extremamente expressivos. Em uma Maratona de MTB aqui no RS, quem parava para observar, percebia que a quantidade de rodas 29" era idêntica a quantidade de opções em 26". E agora? Será que o fato da opção 27,5" estar entre ambas, não sugere que ela entrará no mercado para tapar uma lacuna que estava esquecida? Se me lembro bem, havia pelo menos 5 marcas diferentes com a opção 650B ou 27.5". Quem duvida que isto tende a evoluir para o próximo ano?
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