quinta-feira, 14 de março de 2013

Atropelador de ciclistas vai a júri popular...


A Justiça do Rio Grande do Sul confirmou, nesta quinta-feira, que o bancário Ricardo Neis será submetido a júri popular por ter atropelado um grupo de ciclistas no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, em fevereiro de 2011.

Após avaliação de recurso da defesa, a maioria dos desembargadores decidiram diminuir o número de tentativas de homicídio: de 17 para 11. De acordo os magistrados, cinco pessoas se feriram porque foram atingidos por outras bicicletas, não pelo carro. A outra tentativa de homicídio retirada diz respeito a uma vítima que foi desqualificada do processo porque compareceu à Justiça ou à Polícia para prestar depoimento. A data do júri popular ainda não foi definida.


Relembre o atropelamento:


— Em 22 de fevereiro de 2011, por volta das 19h, um grupo de ciclistas que participava da Massa Crítica;
— celebração da bicicleta como meio de transporte;
—  foi atingido por um Golf, na Rua José do Patrocínio, na área central de Porto Alegre;
— Oito deles foram encaminhados ao Hospital de Pronto Socorro (HPS) e liberados algumas horas depois.
—  O motorista fugiu do local. O carro foi encontrado na madrugada de sábado, abandonado em um bairro da zona leste da Capital. O motorista foi identificado pela polícia como Ricardo Neis, funcionário do Banco Central;
— Na segunda-feira, 28 de fevereiro, Neis se apresentou à Polícia Civil e alegou legítima defesa dele e do seu filho de 15 anos;
— Em março de 2011, o Ministério Público (MP) denunciou Neis por 17 tentativas de homicídio triplamente qualificadas. Pela denúncia, ele responderia por crime praticado por motivo fútil, usando meio que resultou em perigo comum e com recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Audax 200 km de Bagé por Carlos Polesello

foto: Heron Regert

No ultimo dia 10 de março em Bagé – RS, pedalei meu Audax Randonneé de numero 37. Meu segundo Audax nos Pampas Gaucho. Como sempre a organização e companheirismo do pessoal de Bagé, representado pelos sempre dispostos Pedro e Heron Regert e seus colaboradores foram acima da média. É sempre possível melhorar o que já era bom. Fica o exemplo para todos os organizadores. Porém nestes 8300 km rodados ao longo de todos estes Audax, o mais importante é conhecer lugares novos, cidade que nem sabíamos onde e como são, conhecer outras pessoas, aumentar nossa rede de amizades. Isso que é a verdadeira “rede social”.  Sempre tive a preocupação, como é a mesma de alguns organizadores de contar com gente nova no pedal. Gente nova é literalmente falando de jovens pedalando, uma vez que a média de idade de quem faz Audax é sempre considerada alta. No dia 03 de março já havia pedalado junto com um rapaz de 18 anos que estava fazendo seu primeiro Audax. Com o ciclista Klaus Hartmann, a preocupação da sua família era grande, mas o rapaz ansioso, mas bem centrado e concentrado no pedal chegou bem para alivio e alegria dos familiares que estavam todos no ponto de chegada no DC Navegantes para recepciona-lo. Era só alegria e satisfação. Antes deste Audax, também tive o prazer de pedalar com o filho do Victor Matzembacher, que está encaminhando o filho para se mais um Audacioso. Em Bagé também o filhos do casal ciclista sempre simpáticos e amigáveis de Teutônia, a Susana e Bruno Tiggemann, o Frederico. Ainda no Audax de Bagé tive uma esperança e que o futuro do Brasil ainda tem jeito. Pedalando e conversando com um rapaz de 16 anos de Teutônia–RS, muito inteligente, de nome Willian Halmenschhlager, pude ver que os adolescentes de hoje não são todos iguais. Alguém que com 16 anos, bem responsável, viajando em ônibus fretado com os amigos de Teutônia. Já comprou e estava pagando sua impecável Bike Speed Merida, alguém que andou bem devagar no trecho irregular de paralelepípedo para não estragar a bike. Trabalhando, e estudando no terceiro ano e já com pensamento em fazer um curso técnico em eletrônica no próximo ano para se preparar para a vida. Hoje, a maioria dos jovens estão pensando em game, facebook, roupas e tênis da moda, jogos em rede, ipod, ifone, tablets, net, internet e outras coisas da era digital. Todas estas modernidades são consideradas “normais” para os dias de hoje principalmente para a juventude. Longe de dizer que isso não pode ser feito, apenas enfatizo o porque não a dedicação mais intensa a um esporte, e porque não um esporte que requer uma certa disciplina, dedicação, esforço, determinação, como é o ciclismo e o Audax como exemplo. Este, sem duvida, é uma ótima opção para formação de valores e personalidade. Como tenho uma adolescente em casa e convivo com seus momentos, vejo como as coisas mudaram no tempo em que eu pertencia a esta “turma” pelo menos na idade. Naquela época, quem tivesse uma Monareta, tu era “o bom”, se tivesse uma Caloi 10, então, tu era o “BamBam” da turma. Se tivesse uma Caloi 10 sportissíma (de alumínio) era o Michel Teló do bairro. Se tivesse uma boa bola, tu poderia escolher o time e a hora de jogar. Hoje, não sei mais, qual é o limite, alias, ninguém sabe onde está o limite. Os fatos, as ações são muito dinâmicas, mudam muito rápido. Chegamos ao ponto, que se uma musica estoura nas paradas ou no Youtube, em pouco tempo ninguém mais conhece ou lembra-se que foi sucesso em determinado momento. As coisas acontecem muito rápido, parecem descartáveis. Acho que isso perturba e confunde a cabeça de alguns jovens. Não se dá mais valor as coisas. Por isso espero que os diversos Klaus, Willians, Pedros e Fredericos do Brasil e do Mundo façam a diferença no futuro, tenham a leveza da juventude e a seriedade de ser um adulto mais que responsável. Isso evitará que haja repetição das “tragédias” que vemos hoje todos os dias nos jornais, televisão, internet, que são as pessoas que não respeitam ninguém, acham que tudo pode, não tem limite, se acham, são dono da rua, donos do bairro, dono do mundo. Bem, o Audax de Bagé, o mais “ventoso” dos Audax que participei, cheguei na companhia do Willian com alguns minutos depois de 9 horas de pedalada, entregamos o passaporte e fomos sedentos imediatamente para a loja de conveniência do posto onde era o PC final, onde peguei aquela cerveja super gelada para comemorar a conquista, ao meu lado abrindo o outro freezer o William pegando um refri e disse:  - “Tenho 16 anos e ainda não posso tomar bebidas alcoólicas”. Precisa dizer mais...?    
Carlos Polesello – 51  anos - 37 Audax – 8300 Km de estrada.

obs: Carlos é o 2º ciclista da direita para a esquerda. 

quarta-feira, 13 de março de 2013

Receita de peixe?


Dentre as matérias que fiz para revista esta pode ser considerada completamente desligada do mundo da bicicleta. Acho... acho sim, certamente você vai achar. No mês de fevereiro aceitei o desafio do chefe de redação para fazer uma abordagem do nosso assunto mais off bikes dentro da proposta da revista. Esta idéia de existir um espaço "Na garupa" é uma iniciativa de variar os assuntos, falar de coisas que não são ligadas a bicicleta, mas que certamente fazem parte da vida de muitos. Motivamos com este, outras atividades e interesses em nosso público leitor. Como sou meio cozinheiro em casa, devido ao sucesso do prato, resolvi partilhar a idéia. Com a aproximação da páscoa, entendi que seria bom divulgar que saiu na matéria de fevereiro uma alternativa de prato. Pode ser feito com qualquer peixe, desde que não tenha espinhas pequenas e fartas. Garanto a vocês que é saboroso, saudável não resta dúvidas, e sabe lá quais benefícios não surgem no cotidiano dos que se alimentam de peixe com frequência. Preparo simples... peixe, tomate, cebola, dá uma temperadinha e vai ao fogo. Quem fez, curtiu...

segunda-feira, 11 de março de 2013

Revista Bicicleta Edição 026 - Março

Esta capa foi uma produção interessante... A foto foi tirada por mim, teve como modelo o ciclista e entusiasta Cesar Dosso, e o ciclista e apaixonado por bikes, Fabio Lazzarotto, na tarefa de iluminação. O trabalho foi realizado em frente a catedral Nossa Senhora das Dores, no Centro de Porto Alegre. A imagem ainda é do teste dos nossos colegas da diagramação, e alguns temas expostos na capa foram alterados. 
O ponto favorável desta Revista que é um trabalho de grande orgulho para mim e outros colegas, se baseia fortemente na verdade para ciclistas. Fala-se de coisas que acontecem, como acontecem, onde acontecem... Escrita por pessoas que realmente pesquisam, estudam circulam de bicicleta (tô meio paradão, mas já volto ao pedal). E por este motivo, em função do tema ser  sobre Fixas, totalmente ligado a mobilidade urbana, e em pleno período de Fórum Mundial da Bicicleta, minha sugestão de capa foi aceita. Confira também, Dia internacional da mulher na visão das mulheres espetaculares do mundo da bicicleta. A revista começa a circular nas bancas de SP até a próxima sexta feira, aqui no sul no início da outra semana. Então, em primeira mão, aparência da capa para aqueles que adoram fixas e sua interessante simplicidade. Agradecimentos aos colegas, chefe de redação, editor, e aos auxiliares da produção das imagens. 

A montagem de uma single speed - 1ª Parte

Dentre os projetos de reconstrução, havia um que eu tinha um especial interesse. Recentemente, escrevi para a Revista Bicicleta um texto sobre bicicletas fixas. Considerei e levantei algumas questões, coletei depoimentos, e o resultado é a matéria com conteúdo de diferentes usuários deste estranho tipo de bicicleta. Estranho pq todo mundo que experimenta, diz coisas parecidas sobre o uso, e por outro lado é um projeto que se afasta cada dia mais dos atuais moldes de bicicletas urbanas munidas de marchas. Você pode montar um fixa ou single baseado num frame antigo, como este ao lado, cujo suporte para roda tem que ser horizontal ou quase, para que desta forma seja possível esticar a corrente do projeto. Isto, pq elas não usam cambio traseiro, que tensiona a mola. Neste caso, a corrente deve ficar de um tamanho que viabilize o esticamento por completo. Estando a roda bem fixada, não corre-se o risco da corrente cair das engrenagens (coroa e peão "ou pinhão", como muitos dizem). Na outra semana, havia deixado a bicicleta no Tchaka para montagem, e então com meu retorno a Porto Alegre fui buscar. O projeto é baseado em uma Park Pre, de Cr-Mo, desenho bem vintage das roads italianas. Amanhã, no segundo post, colocarei fotos da magrela... esta prontinha para o uso como uma Single speed, mas pode ser utilizada como uma fixa. Por hora, preferi que ela fosse single, e que possuísse freios. Vamos ver aonde vai acabar esta brincadeira... a febre sobre o estilo é crescente. Se trata, obviamente, de uma epidemia. Observemos, utilizemos, e então avaliemos tal projeto.

Fotos contra luz...

Este final de semana resolvi testar o complemento de luz para obtenção de fotos com efeito diferente. É um recurso relativamente simples, mas que exige atenção nas combinações entre velocidade do ciclista, intensidade de luz e também ângulo de captura. Muitos talvez nem percebam, mas estou adicionando situações diferentes para oferecer um pouco mais em termos de variabilidade. Por isto utilizei duas máquinas neste domingo, uma com o flash tradicional na máquina, outra com o rádio do flash que ficava em um tripé. Claro que para a Federação isto não tem um grande valor, mas o resultado ilustrativo é diferente. Quem é entusiasta da fotografia, não somente profissional, volta e meia gosta de praticar a diferença. No próximo domingo tem downhill em Pinto Bandeira, vou fazer uma fotos no interior do mato, com iluminação extra. Usarei dois flashs para dar qualidade as imagens, e para reduzir a sombra. Recomendo observação nas anteriores e nas próximas para comparação.