quinta-feira, 9 de abril de 2015

2ª Volta Ciclística Internacional do RS - 2ª etapa da edição 2015











          
            Com uma altimetria acumulada de aproximadamente 1200 metros, a segunda etapa da volta internacional foi um grande desafio para todos. Muitos utilizaram da estratégia que possuíam, inclusive de fuga do pelotão, para ganhar tempo e distância dos demais competidores. A paisagem sensacional integrou o desafio.

Classificação geral após segunda etapa (até este momento)

1º Carlos Oyarzun (Chile)
2º William Chiarello (Brasil)
3º Victor Moreno (Venezuela)
4º Renato Ruiz (Brasil)
5º Byron Guama (Equador) 

Resultados da 2ª etapa

1º Carlos Oyarzun (Chile)
2º William Chiarello (Brasil)
3º Victor Moreno (Venezuela)
4º Frederik Wilmann (Noruega)
5º Renato Ruiz (Brasil)

Resultados fornecidos pela CBC. Fotos: Roberto Furtado / Federação Gaúcha de Ciclismo

quarta-feira, 8 de abril de 2015

2ª Volta Ciclística Internacional do RS - 1ª etapa da edição 2015






           
      A primeira etapa da volta ciclística do RS foi muito emocionante. Embora a distância percorrida fosse de 200 km, os atletas enfrentaram muito bem o trecho proposto. Os ciclistas vieram de 8 países diferentes, inclusive noruegueses e americanos, além dos irmãos da américa latina. A etapa passou por pontos importantes para o turismo e desenvolvimento do Estado, saindo de Sapiranga e finalizando em Torres. A próxima etapa é parte de Torres e finaliza em Cambará, trecho que vai integrar fortes subidas e que certamente vai dividir o pelotão. É chance grande dos escaladores da montanha... é agora! Nesta quinta feira, 08 de abril. 
Acompanhe esta história de 5 etapas... termina no domingo! Até lá teremos um grande show do esporte da bicicleta. 

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Arquivo 2013 - A Alta Oficina de Kamikaze

foto: Roberto Furtado / Revista Bicicleta

foto: Roberto Furtado / Revista Bicicleta
     Todo ciclista experiente percebe que uma bicicleta tem excelente funcionalidade e desempenho quando o conjunto de peças tem alta qualidade. A qualidade dos componentes da bicicleta dará a ela atributos especiais que o ciclista saberá usar nas pistas, nas ruas, em treinos ou em competições.
O aprimoramento destes componentes exige que a reparação seja realizada por um profissional especializado. Em alguns casos, a substituição de parte de um componente ocorre como única alternativa. É comum, devido à especificidade dos materiais de competição e alto padrão, não existir estoque de peças ou partes de componentes à pronta entrega. Também pode acontecer um desgaste no local de origem que não permita a adaptação perfeita no processo de troca das peças. Além disso, alguns competidores gostam de adaptar as peças às suas necessidades: isto é conhecido pelo nome de customização.
Este serviço especializado ainda é raro no Brasil. Poucos profissionais se destacam por serem bons mecânicos, especialistas em determinados serviços. Podemos afirmar que bons mecânicos são uma raridade! E com a grande tecnologia em bikes e peças, a reparação especializada torna-se uma necessidade. De forma alguma seria possível obter o sucesso em reparação “engembrando” peças em um equipamento de altíssimo desempenho. Um nome muito comentado entre os participantes do downhill é do mecânico de bikes Juliano Spolidoro Milesi, de Porto Alegre - RS, conhecido pela maioria dos atletas com o apelido de Kamikaze, ou simplesmente, Kamika. Juliano se destaca porque é um destes profissionais da alta oficina, também atleta das provas de downhill. Em 2011, como competidor da categoria Master A1, ficou em segundo lugar no Campeonato Gaúcho de Downhill. Kamikaze diz que recebe diversos pedidos de reparação vindos de todo Brasil, não somente para bikes de downhill, mas também em segmentos de bicicletas reclinadas, garfos amortecidos e shocks de bikes full para all mountain e XC de alto nível e valor, ou ainda em projetos especiais (protótipos).

Carlos Wagner Horn (Tchaka) diz que necessita dos serviços da alta oficina por causa das limitações da assistência técnica de algumas peças. “Na condição de preparador de bikes de muitos atletas de downhill, algumas vezes encaminho peças de clientes para a assistência, mas mesmo as grandes marcas como Fox, Rock Shox, Cane Creek e Marzocchi tem seus limites na reparação: às vezes o trabalho não pode ser feito, outras vezes fica muito caro... Então, o componente é considerado “sem conserto” e, neste caso, o serviço do Juliano é a única alternativa. Parte dos trabalhos que tenho necessitam do trabalho da oficina especializada”.
A Revista Bicicleta foi recebida por Juliano em sua oficina, que fez questão de mostrar a execução de alguns serviços especiais, utilizando materiais aprimorados para realizar a manutenção das bicicletas. Ele exibiu com orgulho o ferramental específico e o torno de revolução com o qual fabrica as buchas, eixos e parafusos especiais em materiais como Cr-Mo, alumínio, titânio, bronze e polímeros de última geração.
Na manhã em que o visitamos, Juliano confeccionou um jogo de eixos e buchas para um shock traseiro de uma full suspension para downhill. A tarefa exigia muito cuidado, pois as buchas possuíam anéis de vedação que garantiriam a permanência da lubrificação e a longevidade do serviço prestado. 
Um fato curioso é a inexistência ou dificuldade de encontrar certas ferramentas para extrair determinadas peças. Como não encontra tais ferramentas, Kamika resolveu produzi-las: extratores para retirar buchas de assentamento, rolamentos, dentre outras preciosidades da engenharia moderna em bicicletas. Como ele mesmo afirmou: “as peças devem ser removidas com extratores; nada de bater em peças para retirar. Peças que saem com pancada podem ser danificadas ou danificar o local em que são aplicadas”, mostrando a necessidade do aprimoramento da oficina especializada no Brasil, na qual ele é pioneiro. 
Clientes como Shanderlei Selva atestam o cuidado e profissionalismo com que Juliano trabalha: “o serviço do Kamikaze é de primeira e por um valor justo. Já consertei inúmeros componentes tidos como condenados. Ele já recuperou suspas, freios, um cubo e várias vezes fez buchas de balanças da suspensão traseira. Este tipo de serviço acaba sendo uma alternativa essencial para quem pratica esportes que torturam os componentes e a própria bike”.
Uma lista de espera chama a atenção na oficina: bicicletas, suspas, componentes aguardando a vez para serem consertados. Por vezes, uma longa espera, mas ainda muito interessante economicamente, já que estamos falando em perder ou recuperar peças de altíssimo valor. “Algumas bicicletas passam de 30 mil reais”, explica.
Juliano também atua em outro segmento da indústria metal-mecânica, não relacionado à bicicleta, mas fortemente ligada à reparação de maquinário industrial. A junção das duas paixões tem feito dele um grande profissional da alta oficina da bicicleta. “O fato dele possuir conhecimentos específicos da indústria metal-mecânica, de tornearia, fresagem e outros, faz dele um cara apto a reparar estas peças com segurança. Se ele disser que não dá para arrumar é porque não dá mesmo”, finaliza Tchaka.

Texto: Roberto Furtado / Revista Bicicleta

domingo, 5 de abril de 2015

Lugares para pedalar... cicloturismo na veia para quem quiser!

Em Morrinhos do Sul, passamos por pontes antigas e rudimentares, sobre rios de pedra.

Um dos muitos rio e arroios que vimos no trajeto... todos de água cristalina. 

Vista para Praia Grande, Santa Catarina. 

Cambará é sempre Cambará... não dá pra perder nenhum momento!
        Este final de semana fui passear com a esposa... a gente curtiu a ideia de pegar o carro e desaparecer sem rota definida com horário. Fizemos de Porto Alegre para Praia Grande, via BR-101, depois subimos os cânions até Cambará. Durante todo caminho, pausa para apreciação, fotos, etc. Em Cambará, fizemos um lanche 100%, torradas e café com leite sem igual! A estrada entre Praia Grande e Cambará é incrivelmente ruim para automóveis, mas viável. De bike, seria perfeito... mas tenha pernas para subir tanto! Como o tempo era curto... sexta e sábado, e a esposa iria junto, a solução foi conhecer de carro, mas a vontade de fazer de bike, era especial. Ainda farei...
De Cambará fomos para Capão da Canoa... pois lá passaríamos a noite. No dia seguinte, bom café em Capão, e partiu... fomos pra Maquiné, distrito Barra do Ouro. Lá conhecemos as muitas pontes e passadouros de água cristalina. Fomos até a cascata do Garapiá, que é linda! Tomei banho naquela água gelada, mas valeu... rejuvenesce! De lá pegamos uma estrada chamada RS-239... que de carro é o verdadeiro inferno! No alto da montanha o GPS indicava 900 metros. No outro lado da montanha, cerca de 35 km depois, estávamos em Riozinho. Fizemos novo lanche e fomos para a cascata do Chuvisqueiro. Todos estes locais aceitam perfeitamente a bicicleta como meio de transporte. É garantia de aventura incrível... e recomendo para quem foge da civilização. É plano fazer de bike... mas até lá tem outro projeto que esta em construção e que deve sair do papel brevemente. Compartilhei a experiência por aqui pq é ideal fazer de bike... como não tive como fazer de bicicleta, deixo a dica, é perfeito!

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Rodas MT15... Vamos para o uso? 1ª parte


Foto: Roberto Furtado / Bikes and People.com

Foto: Roberto Furtado / Bikes and People.com
Foto: Roberto Furtado / Bikes and People.com
      Estou no planejamento de uma bicicleta moderna... havia comentado, mas não falei muito a respeito. A ideia é mostrar algo com mais detalhes, da atualidade, com intuito mais do cotidiano. Pra fazer umas trips, para umas trilhas leves, perder tempo em estrada de chão. Não tô muito pelo asfalto atualmente... quero pegar areia, chão batido, lugares que o carro não alcança. A ideia é simples... é uma proposta bem MTB aqui no RS. E sim, vai virar pauta... na hora certa. E até lá, vamos observando e apontando questões das peças. Coisas que a gente não vê em lugar nenhum do Brasil. Vamos ser mais técnicos e explicativos... como sempre fizemos com o aço e as bicicletas. "Tudão" tem por tudo... fazer algo igual a todo mundo é desnecessário, não acrescenta. Como diz um amigo, aqui não é "topa tudo por dinheiro do Silvio Santos"! 
O material em questão... as rodas! Rodas... este é um tema de relevância, mas também é esquecido. Não vejo ninguém falar sobre questões banais que a gente só se depara com o uso frequente. Vou tentar abordar estes, pq não é fácil. A proposta de fazer algo mais moderno partiu de amigos comerciantes. Vou fazer... Esta roda é a MT15 da Shimano... é uma roda simples, de grande qualidade. O valor médio encontrado no mercado brasileiro no modelo de 26" é de 400-500 reais. Em algumas promoções bem garimpadas se encontra por menos de 400 reais. A escolha pela roda 26" é pq estou nesta campanha de não excluir as rodas 26" em favor de 27.5 ou 29". E este modelo da Shimano é encontrado nas versões de 26, 27,5 e 29 polegadas no Brasil. Contudo, como escrevi e vai sair na Revista Bicicleta do mês de abril, as rodas 26" estão recebendo uma certa recusa do mercado. O sentimento é alimentado pelo sistema, através de lojistas e consumidor, motivados por uma onda ainda de novidade. Estas alegações sobre desempenho e etc, me parecem muito mais uma questão de controlar valores de mercado através de novidades, do que propriamente para os reais fins de uso da bicicleta. E aliás, experimente transportar uma bicicleta 26" e uma 29" dentro de um automóvel. Quem fez ou fará, saberá do que falo. É muito mais complicado carregar bicicletas de rodas maiores dentro de carros pequenos, ou mesmo em bagageiros de ônibus. E esta segunda opção não é tão incomum nos cicloturistas... quantos são os viajantes de bicicleta que usam transporte rodoviário em parte do trajeto? Então a gente entende que rodas de 26" são tão uteis a certos usos quanto as rodas 29" e que ocorre muita especulação e mito sobre estas. Ah, vc compete... entendi! Mas o público que compete representa menos de 10% dos praticantes que possuem bicicletas de qualidade... então já ficou meio "pasmo" com esta certeza de que a 29" é a melhor opção. E eu sei que vai ter leitor que vai criticar isto... mas eu tenho algumas questões relevantes para lembrar. Por volta de 2004, ao se perguntar sobre as bikes de Cr-Mo para lojistas e vendedores, muitos diziam que isto jamais voltaria. Eu falava que isto ia voltar... fato que se prova com as duas últimas feiras Interbike (2013-2014), que estivemos presentes e constatamos que mais de 40-50% das bicicletas são produzidas em aço ou Cr-Mo. Se estivermos falando de fixas, fat bikes, MTBs comemorativas ou para saudosistas, então este número cresce percentualmente. As bikes de aço ou Cr-Mo são grande maioria nestas opções... representam mais de 80-90% do volume. Agora, entramos em uma nova discussão... é o fim da roda 26"? Vc acha mesmo? Pq? Vc já viu que a bicicleta 26" é mais leve, se acomoda melhor dentro do automóvel ou no ônibus, tornando-se mais prática. E nem vou entrar na discussão que a roda 26" tem aval da física para ser mais forte. Então... não cai nesta de pensarem por vc. Começa a fazer por conta... pq isto é manipulação de mercado. De outra forma a Shimano não faria rodas de 26", bem como outras grandes marcas. Diminuiu o modelo de 26"... mas muito em função desta especulação toda. Ninguém quer produzir um modelo que esta vendendo menos e que tem menos margem de lucro! Não é mesmo? Aguarda aí o próximo post... vai ser dos bons! ;)

Texto: Roberto Furtado

terça-feira, 31 de março de 2015

Flagrante do Andarilho... Ciclovias - quem pode usar?

Foto: Roberto Furtado
       Durante uma ida ao centro de Porto Alegre para fotografar a feira do peixe e outras pautas do cotidiano, me deparei com uma reflexão obrigatória. Passava um ciclista com uma bicicleta de carga carregando galões dágua e no caminho estavam pedestres. Buzinadas com a boca resolviam aparentemente a questão, considerando que naquele momento a baixa velocidade da bicicleta permitia a percepção e o reflexo dos pedestres sobre a tal bicicleta. Em dado momento... observei que de longe vinha um cadeirante. Na calçada estreita e com muitas pessoas mal educadas, ele vinha empurrando seu "aparato" libertador que o coloca na condição de cidadão livre. Possivelmente cansado de enfrentar aquela multidão, desistiu e jogou-se sobre a ciclovia... a bicicleta desviou, pois não havia um momento apenas para bicicleta, cadeirante e pedestres. Havia também, alguns pedestres. Diante daquilo fui em busca de respostas na condição de observador, sem saber como é ser cadeirante, sem saber como é pedalar diariamente sobre aquele local. Pensei que os pedestres invadem e se deslocam rapidamente pela ciclovia, sem a menor preocupação de que aquele local é uma via de exclusividade. Ciente de toda aquele dificuldade do cadeirante, não pude pensar em outra coisa que não fosse o direito de ir e vir pela rua. Ninguém deve ter seu direito coibido... menos ainda alguém que pratica seu deslocamento com tanta dificuldade. Ao que parece, o CTB não considera a cadeira de rodas um veículo. Mesmo assim, prefiro pensar que todos presentes naquele momento não se oporiam a situação do vivente trafegar pela ciclovia. A calçada não é nada... não é caminho para quem precisa de verdade. Não é opção para o ciclista por lei, tampouco via de qualidade para um cadeirante... apenas para pedestres. Aliás, calçada passeio não é referência de qualidade de rota nem para pedestres, que se não olharem para o chão, tropeçarão! Agora, do ponto de vista humano, penso que calçada ou ciclovia deveria ser um direito para o cadeirante, pq na ausência de qualidade em uma das opções, a melhor passa a ser a forma de se deslocar. Por outro lado, bicicleta sobre ciclovias são um direito de seu condutor, e se assim recebem obrigações e direitos, como trabalhar nas responsabilidades em um acidente que envolvem pedestre, cadeirante e um ciclista? De quem é a "culpa" se um ciclista atropelar um cadeirante ou um pedestre? Eu não sei o que pensa a lei sobre isto... mas receio que seja outra resposta de amplitude relativa e imprecisa. Quem deve, como, quando, em que condição... aparece no CTB, mas e as condições destes espaços destinados a mobilidade e que não são ideais a nenhum destes grupos. Como fica? Como na imagem acima, me incomoda muito mais ver pedestres distraídos sobre a ciclovia e, que impedem o trânsito de um cadeirante, do que ver que o ciclista mais uma vez teve um direito negado. É um assunto polêmico... aparentemente sem solução para o perfil de cidadão brasileiro.