sábado, 12 de julho de 2014

Giant Sedona... ATX series!

 Sem mistério... a bike da última abordagem é uma Giant Sedona. Geometria de top tube horizontal, quadro todo butted, em Cr-Mo. Hoje, dei uma volta perto de casa para ter as primeiras impressões do projeto. É uma excelente bicicleta e pretendo ficar com ela por algum tempo, para tirar mais impressões sobre a marca e modelo, já que raras bicicletas da Giant passaram por mim. O quadro é muito bem construído, possui soluções muito inteligentes. Os fixadores de bagageiro e paralamas são robustos e bem pensados. Os cabos se distribuem todos por cima, evitando areia e barro. Sistema de caixa de direção é de rosca, mas over... a caixa ainda é original. O canote tem medida 30.9mm, algo raro para a época... um dos mais fortes que vi até hoje, da marca SAKAE. Os pneus ainda são originais... estão ressecados, mas não estão deformados. Aguentaram a pressão e por isto vou utilizar para conhecer este componente que pode ser interessante, tendo em vista que raros pneus com 20 anos ainda estão em condições de rodagem. A marca dos pneus é Tioga, bem como as manoplas que foram removidas e que ainda estavam boas. Os cubos... são idênticos, shimano exage, mas estes que coloquei nela já estavam montados com estes aros da Araya e raios de inox. Os cubos que estavam nela estavam em 70%, e como preferi manter a mesma montada para uso, achei que precisava deixar 100% confiável. O Tchaka sabe o que faz... ele é meu braço direito, ou vice versa. A mesa e o guidão são de outra bicicleta, mas estão mais de acordo com minha preferência de uso. Evidente que não é uma bicicleta de performance, portanto justifica-se estas escolhas de montagem com guidão elevado, pedais tradicionais, etc. Quem vai correr compra uma bicicleta moderna... leve, geometria específica para provas. Esta tem perfil cotidiano, da mobilidade ao cicloturismo. Logo mais falo mais da jóia... Roda pra frente! 


quinta-feira, 10 de julho de 2014

Bicicleta velha "nova" pra ser motivado...


Motivação... eis a palavra que mais circula na minha cabeça. Acordo todo dia buscando motivação para tocar a vida, pois embora seja feliz, mostra-se o cotidiano muito contra alguns aspectos que julgo essenciais para plenitude de felicidade. De qualquer forma é até uma injustiça... tenho tudo e todos! Basta!
Contudo, da vida a gente sempre quer mais... caso contrário seria apenas casa-trabalho-casa. Outro dia encontrei a bicicleta que poderia ser meu sonho de consumo, postagem anterior indica o que descrevo aqui. Ela era o mais próximo da possível perfeição em conservação para uma bicicleta com quase 20 anos. Foi então que por motivos financeiros sabia que não podia ficar com ela... comprei para a pauta, não para ficar. Não estou em momento para aquisições. Como sou um eterno garimpeiro da década de 90, segui até um destino... rodei uns 250 km entre ida e retorno e trouxe para casa uma bicicleta. Pela logo marca que aparece acima da blocagem, dá pra saber o fabricante... quem não conhece, já informo que é Giant. 
A bicicleta estava bem sofridinha... embora fosse desde nova de um único dono. Empoeirada, entristecida pelo tempo... algumas peças só trocando! Mesmo assim, topei... "quero!" Levei pra casa e desmontei tudo... tudo! Tchaka deu o golpe de misericórdia quando conseguiu retirar o movimento central emperrado. Canote esta também selado... mas no fim, tudo saiu. Ganhou uma química e a pintura até que ficou bonita se desconsiderar alguns arranhões.  Troquei algumas peças que vou apresentar aos poucos... O cambio dianteiro é original dela, mas o pedevela (deore lx) não... mesma negativa para os cubos. Na foto ao alto, já deixei escapar que instalei um bagageiro... de ferro, pois vou carregar peso sempre que precisar.
É bom quando chega um "brinquedo novo", pois nos traz motivação. O que me faz feliz é o material... frame bem leve. O cr-mo de uma espada no formato de uma bicicleta. Roda pra frente...

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Na Revista Bicicleta do mês de julho...

Bom dia!
Informo que na Revista Bicicleta do mês de julho, que circulará nas bancas nos próximos dias, encontra-se a matéria que elaboramos sobre uma bicicleta com quase 20 anos de existência e estado especial de conservação. Realmente, uma bicicleta 100% de época, "quase que exatamente" como nasceu. O cenário das imagens foi uma ideia do nosso assistente de produção, meu amigo, Raul Grossi. Também entusiasta e conhecedor de fotografia, Raul tomou decisões importantes quanto a direção de fotografia. 
O cenário escolhido remete uma lembrança forte de montanhas do exterior, que pode ser uma sugestão de como e onde nasceram as MTBs. Elas nasceram para desbravar, andar por entre trilhas ruins e garantir o deslocamento rápido e divertido de aventureiros. Em histórias onde o passado confunde o propósito, ou simplesmente os soma, podemos dizer que reside também a paixão daqueles que entendem o significado de uma época. As MTBs evoluíram rápido, hoje, são altamente especializadas. As finalidades garantem o uso específico. Enduro, XC, XCM, DH, FX, etc Que seja uma opção para cada gosto, ou todas elas juntas se o seu bolso permitir. Em tempos onde vendas de automóveis começam a ceder, surge um crescimento e interesse por bicicletas. As antigas são retiradas da garagem do esquecimento, as novas são comercializadas e usadas de forma radical ou necessária, a produção aumenta, os conceitos se firmam e novos tempos estão surgindo com o piscar de olhos. Em NH, descobri esta velha guerreira que volta as ruas na mão de um novo proprietário... Reginaldo! Agradeço pela aquisição, pois o capital de testes e histórias deve girar para novos projetos. 
Agradeço ao Raul Grossi por todo apoio e ajuda na produção fotográfica, ao Carlos Wagner Horn (Tchaka) por limpeza e lubrificação. E a Revista Bicicleta por acreditar no nosso trabalho. 


Fotos e Texto: Roberto Furtado

terça-feira, 8 de julho de 2014

Teste - na avaliação de pedais Wellgo K20427


Um assunto bastante esquecido pelos veículos de comunicação, pouco comentado em listas de discussões. Muitos pensariam que não há muito para falar sobre os pedais e que eles podem ser classificados apenas como tradicionais ou clipless. 
Alguns ciclistas usam apenas tradicionais, enquanto outros não abrem mão dos calçados específicos para pedais de encaixe. Escolhas são escolhas, cada ciclista vai ter uma em decorrência de uso e experiências. As vezes o ciclista é da mobilidade urbana, precisa estar no trabalho com um calçado que não seja tão esportivo e tão pouco confortável para caminhar. Quem utiliza sapatilhas e calçados especiais para clipagem reconhece que o solado geralmente é muito duro para passar horas de pé, ou caminhando de lá para cá. Em muitos casos, sapatilhas em piso frio de interior acabam se comportando de forma pouco estável. Nos casos especiais, podemos lembrar que algumas sapatilhas possuem um desenho que permite o taco encostar diretamente no chão. O taco geralmente é de aço ou de plástico, dependendo do modelo e da finalidade, ambos são extremamente escorregadios nos pisos de pedra polida, sem falar no desconforto pela rigidez do solado. 
Refletindo sobre isto e aproveitando um novo projeto de reconstrução de bicicletas, apostamos em uma opção que não fosse de clipless. Ninguém fala sobre pedais comuns, falam apenas em pedais caros, então criamos esta oportunidade. Procuramos em algumas lojas e confesso que não foi fácil encontrar muitas opções de pedais simples e de qualidade. Comum é encontrar pedais rudimentares, cuja a face de contato do eixo geralmente não apresenta a borda de estabilidade de aperto que aparece ao fim da rosca. Esta base, embora muitos insistam em dizer que é desnecessária, têm dupla finalidade. Para quem não consegue compreender de que parte do pedal estamos a falar, detalhamos. O eixo do pedal é como um parafuso, possui rosca. Esta rosca, ao chegar no final, encontra uma face perpendicular a linha do eixo do pedal. Esta face, nos pedais simples, geralmente é alterada em decorrência de um aproveitamento de materiais e metodologia de fabricação. Nos pedais de melhor qualidade, esta finalização de rosca se apresenta com a aparência de uma arruela fusionada ao eixo. Uma das finalidades deste sistema é garantir o aperto e aumentar a estabilidade do eixo sobre o pedevela (pé-de-vela). A outra vantagem deste conceito de terminação é proteger o pedevela de apertos e retiradas do pedal. Podes ver que nos pedevelas onde foram aplicados pedais simples, ocorreu a remoção do material mais macio (alumínio), que não chega a prejudicar a longevidade do material, mas deixa-o com uma aparência ruim no local, depreciando o estado do mesmo.
Muitos ciclistas não estão ligados nestas questões, mas nós escrevemos para todos os públicos, então abordamos as questões que podem interessar do mais detalhista e, também aos que se interessam por alguma "firula" sobre pedais, se assim quiserem chamar os menos preocupados com detalhes. 
Este será um teste de uso recente e de uso prolongado, pois nós acreditamos nesta proposta. Pensamos que o leitor mereça esta opção de informação, não podemos ficar restritos a uma situação de teste de curto prazo pq não condiz com a realidade de quem usa no cotidiano.  
O pedal em questão é de uma marca tradicional. Já na década de 90 havia bons pedais da marca Wellgo, e em geral, até mesmo os modelos com corpo de plástico apresentavam uma qualidade mínima. Embora os pedais de plástico remetam ao pensamento de que são ineficientes e nada duráveis, encana-se o consumidor que pensar assim. Pedais de corpo de plástico possuem também sua finalidade, além de possuírem custo reduzido. Os pedais plástico podem ser vistos como interessantes quando alguém ainda inexperiente atingir o meio da canela com os pedais. Quem nunca fez isto? Bom, a diferença entre um pedal de metal e um pedal de plástico se apresentará neste momento como em raras oportunidades. O pedal de plástico, quando toca o chão em uma curva, geralmente desliza. Dificilmente o pedal de plástico tranca como os pedais de metal. Para quem esta se acostumando com a bicicleta, ou iniciando no ciclismo, isto faz uma diferença entre cair ou se manter sobre a bicicleta. 

Marca: Wellgo
Modelo: K20427
Estrutura: corpo de alumínio, aro externo de alumínio; sinalizadores cateye.
Sistema: eixo de aço cr-mo, vedação para poeira e água (tapa pó em borracha), extremidade distal (da fixação) fechada com tampa metálica de rosca. 

Crítica: O aro externo, cuja estrutura tem finalidade formar apoio para os calçados, no modelo em questão é formado por duas peças. Geralmente, este aro externo é composto por peça única. Aqui, ele se apresenta com a interrupção que não use os dos lados (traseiro e dianteiro dos pedais). Esta diferença pode sugerir uma menor robustez nestas estruturas, pois sabe-se que uma única peça unida por 4 parafusos tende a ter maior resistência do que peças presas com apenas dois, mesmo que se pareça a mesma peça apenas dividida. Os esforços atribuídos ao conjunto são distribuídos em peças unificadas. Imagine se um dos parafusos cair (algo extremamente raro)... um peça presa por dois parafusos, ao perder um, ficará apenas com um e, certamente ocorrerá prejuízo na pedalada até que o ciclista encontre um ponto de manutenção. 
O pedal apresenta grandes qualidades pelas características físicas. Ele pode não ser o modelo escolhido para muitos, mas possui qualidade estrutural, um desenho bonito e aprimorado, facilidade de manutenção, sinalizadores em ambos os lados e, baixo peso. O corpo de alumínio polido sugere uma preocupação do fabricante em destacar a qualidade, de outra forma, poderia ter menor acabamento e ser pintado na cor preta, que esconde detalhes como rebarbas de fundição. 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Duathlon de Tarumã 2014 - imagens

Imagens da prova

Quase deixei de publicar este pequeno álbum, mas como recebi cerca de três solicitações sobre as mesmas, aprontei o que tinha para divulgar e deixar a disposição de quem quiser comprar as imagens para uso não comercial. Sem apoio para a prova de Duathlon, disponibilizo as mesmas pelo valor unitário de 15 reais. Para saber mais, acesse:  http://www.bikesdoandarilho.com/p/imagens.html

Sense Mini... uma elétrica prática e divertida - 2ª parte!


 O mercado de uns anos para cá cresceu muito... tanto, que a representação disto se traduziu em centenas de modelos de bicicletas vendidas em comércios especializados. Há o que chamamos de lojas especializadas em determinados segmentos, cada dia surgem mais especialmente nos grandes centros. A bicicleta foi testada pelo Rodrigo, mecânico da loja Dudu Bike, e por este que vos escreve. Utilizar o veículo é uma necessidade para a crítica. A verdade é que fiquei muito surpreso com o projeto quando em uso. Talvez, tenha até mesmo subestimado o modelo. Ao utilizar, fiquei realmente deslumbrado com a funcionalidade do sistema. Ela responde rápido, roda sem dificuldades e ao que parece serviria muito bem aos ciclistas iniciantes ou com limitações de saúde. Trata-se de um projeto que permite rodar com pouco esforço. O conjunto parece robusto para o uso cotidiano, mas para afirmar tal característica seria necessário realizar o teste de 30 dias, que estamos instituindo e é uma surpresa para o leitor dentro de breve período. 
Muitos são os "reviews" superficiais divulgados na internet, mas nós queremos mostrar o diferencial deste padrão para um teste mais complexo, como por exemplo realiza a quatro rodas com testes de 60.000 km. No teste da revista especializada em automóveis, são atribuídas avaliações do desgaste das peças após desmontagem dos veículos. Nós, queremos fazer um teste com este padrão. Seremos, certamente os primeiros e possivelmente os únicos com equipe técnica capaz de desempenhar este teste. Nos avaliadores possuem conhecimento de oficina, metalurgia, engenharia e conhecimentos específicos do segmento da bicicleta. Esta bicicleta esta na mira... nos resta aguardar uma aceitação de proposta para o teste por parte do fabricante para que possamos comprovar a qualidade deste material.
No teste prático, podemos afirmar que a bicicleta é muito fácil de utilizar, extremamente divertida. Tem respostas rápidas e se apresentou muito confiável de imediato. 
Agradecemos o empenho dos parceiros envolvidos nesta proposta de trabalho. Nossos apoiadores e a Revista Bicicleta por incansáveis esforços para que a divulgação seja eficiente e verdadeira. Nosso trabalho tem compromisso de transmitir a verdade. Queremos uma satisfação do cliente e leitor junto dos testes.